Tentativa em vão

Rita Oliveira


  • O ex-deputado federal Heleno Silva (PRB) continua se reaproximando dos ex-aliados. Depois de alguns encontros com o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), como quem já firmou parcerias para 2020, e com o senador Rogério Carvalho (PT), Heleno esteve com o

 

O recurso apresentado pelo senador Ales-
sandro Vieira (PPS-SE) para viabilizar a 
criação da CPI Lava-Toga, que visa investigar possíveis excessos dos tribunais superiores, depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foi o que informou ontem a Secretaria-Geral da Mesa do Senado. 
A CPI foi arquivada na segunda-feira (11) pelo presidente do Senado depois que dois senadores decidiram retirar o apoio para a instalação da comissão. No documento apresentado à Mesa Diretora, Alessandro Vieira alega que o artigo 244 do Regimento Interno determina que, nesses casos, o requerimento de criação da CPI deveria ser devolvido ao primeiro signatário - o próprio Alessandro -, que poderia assim colher mais assinaturas para apresentar o pedido novamente.
A expectativa do senador sergipano é que Davi Alcolumbre decidisse ainda ontem, durante sessão plenária, se acataria ou não o recurso. Só que isso não ocorreu, por não haver prazo para o despacho. Alessandro defende a CPI por entender que é preciso abrir a "caixa preta" dos tribunais superiores e ser importante garantir transparência no Judiciário.
Para ser criada, uma CPI necessita de 27 assinaturas. O pedido de Alessandro havia atingido esse número, mas, no momento da leitura em Plenário, restavam apenas 25. Retiraram as assinaturas os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Kátia Abreu (PDT-T0), que justificou seu recuo dizendo que temia que se criasse uma crise institucional entre os dois Poderes.   
Mantiveram as assinaturas os senadores: Marcos do Val (PPS-ES), Eliziane Gama (PPS-MA), Reguffe (sem partido-DF), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Eduardo Girão (Podemos-CE), Álvaro Dias (Podemos-PR), Selma Arruda (PSL-MT), Fabiano Contarato (Rede-ES), Cid Gomes (PDT-CE), Jorge Kajuru (PSB-GO), Soraya Thronicke (PSL-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Leila Barros (PSB-DF), Sergio Petecão (PSD-AC), Lasier Martins (Podemos-RS), Major Olimpo (PSL-SP), Eduardo Braga (MDB-AM), Luiz Carlos do Carmo (MDB-GO), Rodrigo Cunha (PSDB-AL), Plínio Valério (PSDB-AM), Jayme Campos (DEM-MT), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Telmário Mota (Pros-RR) e Izalci Lucas (PSDB-DF).
Muito provavelmente o presidente do Senado vai decidir pelo arquivamento da CPI da Lava Toga por não querer um enfrentamento com os homens da toga.  A imprensa nacional, inclusive, já divulgou um possível acordo entre ele e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que almoçaram juntos esta semana.
Alcolumbre é alvo de dois inquéritos no STF, mediante acusação de crimes eleitorais, contra a fé pública e uso de documento falso. Um dos processos corre em segredo de Justiça, enquanto o outro, que teve denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal do Amapá, aponta supostas irregularidades cometidas na sua campanha eleitoral de 2014. Ele teria usado notas fiscais frias nas prestações de contas.
Além disso, ainda de acordo com o inquérito, o agora presidente do Senado não apresentou comprovantes bancários e teria contratado serviços com data posterior à das eleições, entre outras suspeitas. Os dois processos estão na fase de diligências que devem ser conduzidas pela Polícia Federal. 
Isso é o Brasil, que tem um Congresso Nacional tão enlameado como Brumadinho hoje, onde a vítima é o povo...

O recurso apresentado pelo senador Ales- sandro Vieira (PPS-SE) para viabilizar a  criação da CPI Lava-Toga, que visa investigar possíveis excessos dos tribunais superiores, depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foi o que informou ontem a Secretaria-Geral da Mesa do Senado. 
A CPI foi arquivada na segunda-feira (11) pelo presidente do Senado depois que dois senadores decidiram retirar o apoio para a instalação da comissão. No documento apresentado à Mesa Diretora, Alessandro Vieira alega que o artigo 244 do Regimento Interno determina que, nesses casos, o requerimento de criação da CPI deveria ser devolvido ao primeiro signatário - o próprio Alessandro -, que poderia assim colher mais assinaturas para apresentar o pedido novamente.
A expectativa do senador sergipano é que Davi Alcolumbre decidisse ainda ontem, durante sessão plenária, se acataria ou não o recurso. Só que isso não ocorreu, por não haver prazo para o despacho. Alessandro defende a CPI por entender que é preciso abrir a "caixa preta" dos tribunais superiores e ser importante garantir transparência no Judiciário.
Para ser criada, uma CPI necessita de 27 assinaturas. O pedido de Alessandro havia atingido esse número, mas, no momento da leitura em Plenário, restavam apenas 25. Retiraram as assinaturas os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Kátia Abreu (PDT-T0), que justificou seu recuo dizendo que temia que se criasse uma crise institucional entre os dois Poderes.   
Mantiveram as assinaturas os senadores: Marcos do Val (PPS-ES), Eliziane Gama (PPS-MA), Reguffe (sem partido-DF), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Eduardo Girão (Podemos-CE), Álvaro Dias (Podemos-PR), Selma Arruda (PSL-MT), Fabiano Contarato (Rede-ES), Cid Gomes (PDT-CE), Jorge Kajuru (PSB-GO), Soraya Thronicke (PSL-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Leila Barros (PSB-DF), Sergio Petecão (PSD-AC), Lasier Martins (Podemos-RS), Major Olimpo (PSL-SP), Eduardo Braga (MDB-AM), Luiz Carlos do Carmo (MDB-GO), Rodrigo Cunha (PSDB-AL), Plínio Valério (PSDB-AM), Jayme Campos (DEM-MT), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Telmário Mota (Pros-RR) e Izalci Lucas (PSDB-DF).
Muito provavelmente o presidente do Senado vai decidir pelo arquivamento da CPI da Lava Toga por não querer um enfrentamento com os homens da toga.  A imprensa nacional, inclusive, já divulgou um possível acordo entre ele e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que almoçaram juntos esta semana.
Alcolumbre é alvo de dois inquéritos no STF, mediante acusação de crimes eleitorais, contra a fé pública e uso de documento falso. Um dos processos corre em segredo de Justiça, enquanto o outro, que teve denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal do Amapá, aponta supostas irregularidades cometidas na sua campanha eleitoral de 2014. Ele teria usado notas fiscais frias nas prestações de contas.
Além disso, ainda de acordo com o inquérito, o agora presidente do Senado não apresentou comprovantes bancários e teria contratado serviços com data posterior à das eleições, entre outras suspeitas. Os dois processos estão na fase de diligências que devem ser conduzidas pela Polícia Federal. 
Isso é o Brasil, que tem um Congresso Nacional tão enlameado como Brumadinho hoje, onde a vítima é o povo...

No Senado 1

Ontem, na tribuna do Senado, o delegado Alessandro Vieira (PPS) se manifestou contra o arquivamento do pedido de instalação da CPI Lava Toga feito pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre. E solicitou o desarquivamento para que possa obter mais assinaturas de apoio.

No Senado 2

Alessandro Vieira rebateu a crítica de que a comissão parlamentar de inquérito estaria invadindo as atribuições de outro Poder, no caso, o Judiciário, e reconheceu que esse não é o papel da CPI. "Uma CPI não pode ser uma casa revisora de decisões judiciais. Nós não podemos questionar méritos de decisões judiciais. Mas nós podemos questionar, sim, a operacionalização das cortes superiores, que é flagrantemente inadequada, ineficiente e desigual", afirmou.

Começa hoje

Inicia nesta sexta-feira as atividades parlamentar na Assembleia Legislativa, com a presença do governador Belivaldo Chagas (PSD). Será às 9h30, oportunidade que Belivaldo, que foi deputado estadual por 16 anos, lerá a mensagem do governo e fará um balanço das atividades no ano de 2018.

Na situação

Nesta nova legislatura, Belivaldo terá uma bancada de 16 deputados estaduais: os reeleitos Luciano Bispo (MDB), Jeferson Andrade (PSD),  Garibalde Mendonça (MDB), Zezinho Guimarães (MDB), Goretti Reis (PSD), Francisco Gualberto (PT), Capitão Samuel (PSC), Luciano Pimentel (PSB) e Dr Vanderbal (PSC), e os eleitos Maísa Mitidieri (PSD), Zezinho Sobral (Podemos), Adailton Martins (PSD), Diná Almeida (Podemos), Ibrain Monteiro (PSC), Janier Mota (PR) e Dilson de Agripino (PPS).

Os independentes 

O deputado estadual Iran Barbosa (PT), apesar de ter sido eleito na coligação de Belivaldo Chagas, terá uma atuação independente, votando apenas em projetos que terão o aval da sua corrente petista Articulação de Esquerda e do Sintese. Gilmar Carvalho (PSC), eleito pela oposição, se declara como independente.

Na oposição

Já a oposição terá apenas uma bancada de seis deputados. Os quatro que integram o G4: Georgeo Passos (PPS), Kitty Lima (PPS), Rodrigo Valadares (PTB) e Dr. Samuel Carvalho (PPS), além de Maria Mendonça (PSDB) e Talysson Costa (PR).

Curiosidade

Nas eleições de outubro de 2018, toda a oposição elegeu 13 deputados estaduais e a situação 11 deputados. Hoje o governo tem na Assembleia Legislativa uma bancada de 15 parlamentares e a oposição de apenas seis, já que Iran Barbosa e Gilmar Carvalho se apresentam como independentes.

Dia de estreia

Dos 24 deputados estaduais eleitos, 12 foram reeleitos e 12 estreiam hoje na Assembleia Legislativa. Nunca exerceram mandato parlamentar: Talysson Costa, Ibrain Monteiro, Janier Mota, Dilson de Agripino, Dr Samuel Carvalho, Maísa Mitidieri, Zezinho Sobral, Adailton Martins e Diná Almeida. Têm experiência parlamentar Iran Barbosa, já foi deputado federal e vereador de Aracaju, e Kitty Lima que também já foi vereadora da capital.

Itabaiana x Itabaianinha

Os dois municípios terão a maior representatividade na Assembleia Legislativa, com quatro e três deputados estaduais respectivamente. Itabaiana: Luciano Bispo, Maria Mendonça, Talysson Costa e Gilmar Carvalho. Itabaianinha: Zezinho Guimarães, Janier Mota e Dilson de Agripino.

Maiores bancadas

As maiores bancadas na Assembleia, com quatro deputados, são: PSD (Jeferson Andrade, Goretti Reis, Maísa Mitidieri e Adailton Martins), PSC (Gilmr Carvalho, Capitão Samuel, Dr. Vanderbal e Ibrain Monteiro) e PPS (Georgeo Passos, Kitty Lima, Dr. Samuel Carvalho e Dilson de Agripino).

Lideres

O líder da bancada governista na Assembleia será o deputado estadual estreante Zezinho Sobral, que já se preparou e estudou o regimento interno da Casa passado pelo ex-líder Francisco Gualberto. Da oposição deve ser Georgeo Passos.

Sucessão em Lagarto 1

O ex-prefeito Jerônimo Reis (MDB) começa a se animar para concorrer a Prefeitura de Lagarto em 2020. "O que me faz pensar em novamente disputar a prefeitura é que quando vejo a cidade percebo que estamos há 12 anos sem prefeito. É preciso um choque de gestão para que Lagarto volte a ser o que deixei nas áreas de saúde, educação, urbanização. Hoje é só blá-blá-blá", disse.

Sucessão no MDB 

Sobre o MDB, Jerônimo Reis defende que haja uma renovação com nomes como o do deputado federal Fábio Reis, do deputado estadual Zezinho Guimarães e do ex-deputado estadual Marcos Franco. "Essa turma dará sua contribuição na renovação e Jackson Barreto, por trás, só de olho", declara à coluna.

Sucessão em Canindé 1

"Estou pavimentando a estrada para Canindé. Quero dar continuidade ao sonho de Orlandinho, que morreu de forma prematura e que tinha muitos sonhos e anseios compartilhados comigo". É o que afirma o diretor do ITPS, Kaká Andrade (PSD), irmão do ex-prefeito Orlandinho Andrade, que pretende disputar a Prefeitura de Canindé do São Francisco em 2020.

Sucessão em Canindé 2

Segundo Kaká, ele já vem conversando com lideranças políticas que estiveram no palanque de Orlandinho. Inclusive, iniciou contatos com vários pretensos candidatos a vice-prefeito. "No momento certo vamos definir o nome do vice, que tenha potencial de candidato para agregar à sua candidatura", afirma Kaká, que não tem mais nenhuma relação política com o prefeito Ednaldo da Farmácia (PP).

Sucessão em Canindé 3

Lembra que Orlandinho morreu dois meses após ter sido empossado prefeito de Canindé em 2016, assumindo o comando do município o vice Ednaldo da Farmácia. E que ainda participou um ano da nova gestão como secretário da Cultura e Turismo até se afastar.

Veja essa ...

O vereador Gustavo Bispo (MDB-Itabaiana) declarou a uma rádio de Itabaiana que o desembargador que for responsável pelo retorno do ex-prefeito Valmir Monteiro (PR) a prefeitura municipal levará seu nome ao senador Alessandro Vieira (PPS) para ser "enquadrado" na CPI da Lava Toga.  Falou isso em função do próprio Valmir dizer nos "quatro cantos da cidade que sairia decisão a favor dele e que as coisas só não se resolve com pouca porrada e pouco dinheiro". 

Curtas

A ex-ministra do governo Lula Márcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) participa hoje, em Sergipe, do II Seminário: O SUAS em tempos de agenda ultraliberal e a II Plenária dos Trabalhadores do SUAS. Os eventos ocorrerão no auditório da CAASE, a partir das 8h30. 

O vice-presidente nacional do PT, Marcio Macedo, vem conversando com presidentes de partidos políticos em Sergipe e lideranças políticas. 

Só na quinta-feira Márcio se encontrou com Rodrigo Valadares (PTB) e Reynaldo Nunes (PV). Esteve com o ex-candidato a senador Henri Clay (PPL); a vice-governadora Eliane Aquino (PT) e presidentes municipais do PT da região Sul do Estado, a exemplo de Dominguinhos de Estância.

Ex-senador Eduardo Amorim (PSDB) postou nas redes sociais um vídeo com sua atuação médica. Disse que depois de cumprir uma missão na política, retornou com muito orgulho para sua profissão.

O senador Alessandro Vieira (PPS) foi noticia ontem no Jornal Nacional sobre arquivamento da CPI Lava Toga e sua tentativa de tentar ressuscitá-la. Foi, inclusive, entrevistado pelo jornal. 

 


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