Adema multa Fafen em R$ 10 milhões por hibernação

Cidades

 

Milton Alves Júnior
A Administração do 
Meio Ambiente de 
Sergipe (Adema-SE), oficializou na manhã de ontem que definiu uma multa de 10 milhões de reais a ser aplicada junto à Petrobras em virtude de ter iniciado o processo de hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), sem a devida liberação do órgão estadual. A expectativa é que a notificação deve ser protocolada até a tarde de hoje. Justamente por não ter recebido a ação emitida pela Adema, a Petrobras em Sergipe informou que não se pronunciará sobre o assunto neste momento, mas que deve emitir nota oficial assim que a direção da empresa possuir conhecimento geral da multa divulgada.
A unidade de Sergipe tinha capacidade para produzir 1.800 ton/dia de ureia. Além dela, também eram comercializadas amônia, gás carbônico e sulfato de amônio. Esses insumos são utilizados largamente em indústrias de segmentos variados, como a petroquímica e até na agroindústria. Os terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu são unidades portuárias com capacidade de armazenagem e carregamento de 20.000/t de amônia e 30.000/t de ureia. Conforme destacado pela Petrobras, a decisão de encerrar as atividades produtivas da Fafen/SE se deve às perspectivas de perdas da estatal com esta operação.
Em 2017, a fábrica apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões. Essa iniciativa foi oficializada no mês de março do ano passado, ainda durante o Governo do ex-presidente Micael Temer, e, agora, também defendida por Jair Messias Bolsonaro. Conforme avaliação apresentada pela estatal, as fábricas instaladas em Sergipe e na Bahia possuem potencial para empregar 1.500 trabalhadores e gerar cinco mil empregos indiretos. Juntas são responsáveis por 30% da produção de fertilizantes do país que importa 70% dela a fim de abastecer a produção nacional de alimentos.
Conforme anunciado pelo diretor-presidente da Administração do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias, a decisão em aplicar uma multa também será comunicada oficialmente aos ministérios públicos Estadual e Federal. "Essa medida serve para relatar a irregularidade e oferecer condições documentais para que esses órgãos, caso julguem necessários, também acionem a justiça", informou.

Milton Alves Júnior

A Administração do  Meio Ambiente de  Sergipe (Adema-SE), oficializou na manhã de ontem que definiu uma multa de 10 milhões de reais a ser aplicada junto à Petrobras em virtude de ter iniciado o processo de hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), sem a devida liberação do órgão estadual. A expectativa é que a notificação deve ser protocolada até a tarde de hoje. Justamente por não ter recebido a ação emitida pela Adema, a Petrobras em Sergipe informou que não se pronunciará sobre o assunto neste momento, mas que deve emitir nota oficial assim que a direção da empresa possuir conhecimento geral da multa divulgada.
A unidade de Sergipe tinha capacidade para produzir 1.800 ton/dia de ureia. Além dela, também eram comercializadas amônia, gás carbônico e sulfato de amônio. Esses insumos são utilizados largamente em indústrias de segmentos variados, como a petroquímica e até na agroindústria. Os terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu são unidades portuárias com capacidade de armazenagem e carregamento de 20.000/t de amônia e 30.000/t de ureia. Conforme destacado pela Petrobras, a decisão de encerrar as atividades produtivas da Fafen/SE se deve às perspectivas de perdas da estatal com esta operação.
Em 2017, a fábrica apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões. Essa iniciativa foi oficializada no mês de março do ano passado, ainda durante o Governo do ex-presidente Micael Temer, e, agora, também defendida por Jair Messias Bolsonaro. Conforme avaliação apresentada pela estatal, as fábricas instaladas em Sergipe e na Bahia possuem potencial para empregar 1.500 trabalhadores e gerar cinco mil empregos indiretos. Juntas são responsáveis por 30% da produção de fertilizantes do país que importa 70% dela a fim de abastecer a produção nacional de alimentos.
Conforme anunciado pelo diretor-presidente da Administração do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias, a decisão em aplicar uma multa também será comunicada oficialmente aos ministérios públicos Estadual e Federal. "Essa medida serve para relatar a irregularidade e oferecer condições documentais para que esses órgãos, caso julguem necessários, também acionem a justiça", informou.

 


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