A eleição no Senado

Rita Oliveira


  • Da deputada federal Joice Hasselmann (PSL/SP), pelas redes sociais, ao exorcizar ontem seu gabinete na Câmara dos Deputados, que pertenceu ao ex-presidente Lula quando deputado federal em 1987 a 1991: \"Meu gabinete está 100% limpo! Hoje realizamos cu

 

A eleição do novo presidente do Senado 
para um mandato de dois anos levou 
dois dias para acontecer e foi realizada de forma conturbada. Depois de todo impasse da última sexta-feira - com direito a confisco de documentos da sessão preparatória, muita discussão se a votação seria aberta ou fechada e suspensão da votação - a votação foi interrompida.
 A sessão do sábado, onde o então pré-candidato a Senador Renan Calheiros (MDB-AL) conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) assegurar que a votação fosse secreta, também gerou polêmica e impasse. É que ao abrir a urna depois de 81 senadores votarem, apareceram 82 cédulas e 80 envelopes. 
Esta constatação gerou muito tumulto no plenário. Com a suspeita de fraude, acabou sendo decidida a anulação do pleito e realização de nova votação. Renan Calheiros saiu da disputa na última hora e o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), até então um político sem grande projeção, foi eleito o novo presidente do Senado com os votos de 42 dos 81 senadores. 
A eleição do Senado não provocou só polêmica em Brasília, mas em Sergipe também. Isso porque mesmo a votação tendo sido secreta o estreante senador delegado Alessandro Vieira (PPS) foi um dos 30 que exibiu seu voto a favor de Alcolumbre e ainda declarou que defendia o descumprimento da liminar deferida pelo ministro Dias Toffoli com base em precedentes da Casa e considerando a independência dos poderes. "Não é possível que uma liminar deferida na madrugada se sobreponha à decisão manifestada pelo plenário do Senado Federal", chegou a declarar em microfone no Senado.
Pelas redes sociais o advogado e ex-deputado federal João Fontes, criticou as declarações do senador delegado.  Disse que Alessandro Vieira "joga pra galera" e tem "visão do Estado Policialesco". Ressaltou ainda que ele tem formação de advogado e sabe que decisão jud icial tem que ser cumprida e que "o uso do cachimbo deixa a boca torta".
Sem querer se aprofundar na polêmica, Alessandro Vieira afirmou que tem coisa mais importante a fazer por Sergipe e pelo Brasil, e, consequentemente, não iria responder a "quem não tem o que fazer".
Fontes rebateu que vai defender sempre o Estado Democrático de Direito e o respeito às decisões judiciais. "A arma dos intolerantes sempre foi a de querer desqualificar as pessoas. O senador revela nas suas declarações que não está preparado para aceitar críticas. Deve ser o deslumbre com o Alcolumbre. Fazer o quê?", alfinetou.
Como na eleição para presidente da República, quando o anti-petismo acabou levando Jair Bolsonaro ao Planalto, no pleito do Senado prevaleceu o anti-Renan, o que levou Alcolumbre a presidência do Senado. Não há o que comemorar.
Como Renan Calheiros, o Davi Alcolumbre também tem seus processos, não representa ética, moralidade e mudança. O novo presidente do Senado é alvo de dois inquéritos no STF por irregularidades na campanha de 2014, quando ele foi eleito senador. Pode até perder o mandato.
Está certo o amigo João Fontes quando diz ironicamente: "Esse é o Brasil: Bolsonaro, presidente da República; Toffoli, presidente do STF; Alcolumbre, presidente do Senado; Rodrigo Maia, presidente da Câmara!".
E viva a República!!! 

A eleição do novo presidente do Senado  para um mandato de dois anos levou  dois dias para acontecer e foi realizada de forma conturbada. Depois de todo impasse da última sexta-feira - com direito a confisco de documentos da sessão preparatória, muita discussão se a votação seria aberta ou fechada e suspensão da votação - a votação foi interrompida.
 A sessão do sábado, onde o então pré-candidato a Senador Renan Calheiros (MDB-AL) conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) assegurar que a votação fosse secreta, também gerou polêmica e impasse. É que ao abrir a urna depois de 81 senadores votarem, apareceram 82 cédulas e 80 envelopes. 
Esta constatação gerou muito tumulto no plenário. Com a suspeita de fraude, acabou sendo decidida a anulação do pleito e realização de nova votação. Renan Calheiros saiu da disputa na última hora e o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), até então um político sem grande projeção, foi eleito o novo presidente do Senado com os votos de 42 dos 81 senadores. 
A eleição do Senado não provocou só polêmica em Brasília, mas em Sergipe também. Isso porque mesmo a votação tendo sido secreta o estreante senador delegado Alessandro Vieira (PPS) foi um dos 30 que exibiu seu voto a favor de Alcolumbre e ainda declarou que defendia o descumprimento da liminar deferida pelo ministro Dias Toffoli com base em precedentes da Casa e considerando a independência dos poderes. "Não é possível que uma liminar deferida na madrugada se sobreponha à decisão manifestada pelo plenário do Senado Federal", chegou a declarar em microfone no Senado.
Pelas redes sociais o advogado e ex-deputado federal João Fontes, criticou as declarações do senador delegado.  Disse que Alessandro Vieira "joga pra galera" e tem "visão do Estado Policialesco". Ressaltou ainda que ele tem formação de advogado e sabe que decisão jud icial tem que ser cumprida e que "o uso do cachimbo deixa a boca torta".
Sem querer se aprofundar na polêmica, Alessandro Vieira afirmou que tem coisa mais importante a fazer por Sergipe e pelo Brasil, e, consequentemente, não iria responder a "quem não tem o que fazer".
Fontes rebateu que vai defender sempre o Estado Democrático de Direito e o respeito às decisões judiciais. "A arma dos intolerantes sempre foi a de querer desqualificar as pessoas. O senador revela nas suas declarações que não está preparado para aceitar críticas. Deve ser o deslumbre com o Alcolumbre. Fazer o quê?", alfinetou.
Como na eleição para presidente da República, quando o anti-petismo acabou levando Jair Bolsonaro ao Planalto, no pleito do Senado prevaleceu o anti-Renan, o que levou Alcolumbre a presidência do Senado. Não há o que comemorar.
Como Renan Calheiros, o Davi Alcolumbre também tem seus processos, não representa ética, moralidade e mudança. O novo presidente do Senado é alvo de dois inquéritos no STF por irregularidades na campanha de 2014, quando ele foi eleito senador. Pode até perder o mandato.
Está certo o amigo João Fontes quando diz ironicamente: "Esse é o Brasil: Bolsonaro, presidente da República; Toffoli, presidente do STF; Alcolumbre, presidente do Senado; Rodrigo Maia, presidente da Câmara!".
E viva a República!!! 

Voto secreto

Diferente do delegado Alessandro Vieira (PPS) os outros dois senadores por Sergipe, Rogério Carvalho (PT) e Maria do Carmo (DEM), não mostraram seu voto para presidente do Senado. Optaram pelo cumprimento do regimento interno do Senado e da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o voto era secreto. "Está casa tem um regimento. E este regimento fala em voto secreto", chegou a postar nas redes sociais Rogério Carvalho.

Não foram

Nem o governador Belivaldo Chagas (PSD) nem o secretário da SSP, João Eloy, participaram ontem de reunião em Brasília do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) com governadores e secretários de segurança pública para apresentar o projeto de lei anticrime que será enviado ao Congresso Nacional. Moro apresentou 14 propostas de combate à corrupção, ao crime organizado e aos crimes violentos, que serão encaminhadas ao Congresso Nacional para análise dos parlamentares.

Em Sergipe 

Belivaldo fez a opção de cumprir agenda em Sergipe.  Um dos compromissos foi a solenidade de posse do engenheiro civil Ubirajara Barreto como secretário de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURBS), oportunidade que afirmou que o ex-secretário Valmor Barbosa, que estava no comando da Infraestrutura desde o governo Marcelo Déda, poderá ser mantido no Executivo em alguma assessoria. 

Justificando a mudança

O governador justificou a saída de Valmor da nova secretaria dizendo que entendia que era o tempo de fazer alterações porque foi feita, também, uma  fusão da Secretaria de Meio Ambiente com Infraestrutura, criando a SEDURBS. Ressaltou que ele respondia pela então Secretaria de Infraestrutura há 12 anos e que os órgãos (Adema, Deso, Dehop e Deso), vinculados às duas ex-pastas, passarão por uma "reforma estruturante". 

Festa emedebista

Por ser uma secretaria vinculada ao MDB, não faltou emedebistas na posse de Ubirajara Barreto. Entre os presentes o ex-governador Jackson Barreto, os deputados estaduais Luciano Bispo e Garibalde Mendonça, secretários e prefeitos, inclusive o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB).

Com primeiro escalão

Na manhã de hoje o governador Belivaldo Chagas se reúne com todos os secretários já nomeados para discutir a crise econômica do estado e medidas a serem adotadas. Será às 9h, no Palácio de Despachos.

Em Brasília

À tarde o governador embarca para Brasília visando participar amanhã de reunião de governadores do Nordeste, que ocorrerá às 11h no Escritório de Representação do Ceará.  Na quinta-feira segue para Barretos (SP) para conhecer o Hospital do Câncer, que é referência no país, e se reunir com os diretores. Belivaldo só retornará no sábado a Sergipe.

MDB 1

Recentemente, em conversa com a coluna, o ex-governador Jackson Barreto externou a sua vontade em comandar o partido em Sergipe com a saída de João Augusto Gama da presidência, quando da renovação dos Diretórios Estaduais. Disse que conversaria com o deputado federal reeleito Fábio Reis sobre isso.

MDB 2 

Pelo twitter, Fábio Reis externa o que pensa sobre o MDB. Postou: "Os últimos fatos mostram que nós, políticos, temos de estar atentos ao sentimento da sociedade externado pelas redes sociais. Isso representa ao mesmo tempo um desafio e uma oportunidade. O desafio é romper com o modelo tradicional do debate público, que morre a cada dia".

MDB 3

Prosseguiu: "A oportunidade é abandonar a forma tradicional de fazer política, adotando uma postura ágil e moderna, com um diálogo mais próximo do cidadão. Defendo um MDB com a mesma modernidade e agilidade do ambiente virtual, sob risco de perder sua importância no cenário brasileiro. É preciso renovar, dar espaço às novas ideias, a novos projetos que proporcionem uma transformação para melhor na vida de cada brasileiro. Somos um partido grande e forte, mas que deve acompanhar as mudanças promovidas pelas novas tecnologias e canais de interação".

Tocando o barco 1

Os ex-parlamentares de Sergipe que deixaram mandato no último dia 1º de fevereiro estão seguindo em frente. O ex-senador Eduardo Amorim (PSDB-SE) volta à profissão de médico, mas diz que estará vigilante e buscará o melhor para Sergipe. 

Tocando o barco 2

O ex-deputado federal Valadares Filho (PSB) foi convidado pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para exercer atividades políticas na direção nacional do partido em Brasília, com foco na articulação entre a bancada federal da Câmara e do Senado. Ressalta que continuará ativo na política de Aracaju e de Sergipe, percorrendo os bairros da capital, o interior do estado, fortalecendo ainda mais os movimentos do partido, preparando o PSB para as eleições de 2020. 

Tocando o barco 3

O ex-deputado federal André Moura (PSC-SE) deixou o mandato, mas continua com atuações políticas. No sábado foi a Simão Dias entregar equipamentos agrícolas, caminhão pipa, ônibus escolar e ambulâncias obtidos com recursos viabilizados pelo meu mandato.  Já no domingo foi a Capela para procissão de Nossa Senhora da Purificação, padroeira do município, e depois, ao lado da prefeita Silvany Mamlak, entregou alguns veículos destinados pelo seu mandato para o município, como ônibus escolar, caminh ões-pipa, uma motoniveladora (Patrol) e um micro-ônibus. 

Curiosidade

Dos 34 anos desde a redemocratização do Brasil, em 1985, em 30 deles o MDB esteve no comando do Senado. O único outro partido a ser eleito para a Presidência foi justamente o DEM, que à época tinha o nome de PFL. Agora o DEM retorna ao comando da Casa depois de 18 anos, com a eleição do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Veja essa ...

Depois de vencer as eleições na Câmara e no Senado, com Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), o governo Bolsonaro vai avançar contra direitos dos trabalhadores. Um texto preliminar da Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência aponta que o governo federal vai propor idade mínima de 65 anos para homens e mulheres. O governo Temer tinha como proposta 65 anos para homem e 62 para mulher.

Curtas

Foram empossados ontem na Câmara de Vereadores de Aracaju os suplentes de vereador Zé Valter (PSD) e o Cabo Didi (Rede), nas vagas dos vereadores eleitos deputados estaduais em outubro passado: Iran Barbosa (PT) e Kitty Lima (PPS).

Com a posse de Zé Valter, o PSD do deputado federal reeleito Fábio Mitidieri passa a ter a maior bancada na Câmara Municipal. O presidente Nitinho Vitale, inclusive, é do PSD. 

O deputado federal Fábio Reis revela que está acompanhando de perto o processo de hibernação da fábrica de fertilizantes em Sergipe (Fafen-SE) e que dará todo o apoio ao governador Belivaldo Chagas na luta contra o fechamento da fábrica.

O ex-senador Eduardo Amorim parabeniza o ex-colega parlamentar, Davi Alcolumbre, pela eleição vitoriosa para presidência do Senado. Declara que o "amigo e novo presidente" foi eleito democraticamente para presidir a Casa Legislativa pelos próximos dois anos e deseja sucesso na nova empreitada.

 


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