Exílio na democracia

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As 18h55 de ontem, horário de Brasília, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, deferiu liminar que garante que o deputado estadual reeleito Luciano Bispo (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, possa ser empossado no
As 18h55 de ontem, horário de Brasília, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, deferiu liminar que garante que o deputado estadual reeleito Luciano Bispo (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, possa ser empossado no

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Publicada em 26/01/2019 às 05:58:00

 

Na ditadura militar no Brasil, iniciada com 
o golpe militar em 31 de março de 1964 
com a deposição do presidente João Goulart, o povo brasileiro sofreu com a repressão, a censura à imprensa, restrição aos direitos políticos e perseguição policial aos opositores do regime.
Dezessete atos institucionais e cerca de mil leis excepcionais foram impostas à sociedade brasileira.   Com o Ato Institucional nº 2, os antigos partidos políticos foram fechados e foi adotado o bipartidarismo.
Os festivais de música brasileira foram cenários importantes para atuação dos compositores, que compunham canções de protesto.
Os estudantes realizavam passeatas reclamando da falta de liberdade política.
Com o aumento da repressão e a dificuldade de mobilizar a população, alguns líderes de esquerda organizaram grupos armados para lutar contra a ditadura. Entre as diversas organizações de esquerda estavam a Aliança de Libertação Nacional (ALN) e o Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8).
Para conter as manifestações de oposição, o general Costa e Silva decretou em dezembro de 1968, o Ato Institucional nº 5. Este suspendia as atividades do Congresso e autorizava à perseguição de opositores.
Na luta contra os grupos de esquerda, o exército criou o Departamento de Operações Internas (DOI) e o Centro de Operações da Defesa Interna (CODI). A atividade dos órgãos repressivos desarticularam as organizações de guerrilhas urbana e rural, que levaram à morte dezenas de militantes de esquerda.
 Nos últimos meses de 1983, teve início em todo o país uma campanha pelas eleições diretas para presidente, as "Diretas Já", que uniram várias lideranças políticas como Fernando Henrique Cardoso, Lula, Ulysses Guimarães, entre outros. 
A ditadura só acabou em 1985 com as eleições indiretas para presidente, quando o PMDB lançou Tancredo Neves para presidente e José Sarney para vice-presidente. Reunido o Colégio Eleitoral, a maioria dos votos foi para Tancredo, que derrotou Paulo Maluf, candidato do PDS. 
Desse modo encerrou os 21 anos da ditadura militar e iniciou a era da redemocratização do país.
Vale ressaltar que a repressão no longo período da ditadura no Brasil levou uma série de artistas e líderes políticos a deixar o país em busca de segurança e liberdade. Entre eles os políticos Leonel Brizola e Fernando Henrique Cardoso, e os cantores Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Hoje, após 33 anos de democracia, estamos vendo um deputado federal reeleito democraticamente para o terceiro mandato, o Jean Wyllys (Psol-RJ), renunciar ao mandato e ir embora para o exterior com receio de morrer com a intensificação das agressões e intimidações no último ano após o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSL), sua amiga pessoal. Assim como, pelo silêncio da polícia federal às várias denúncias de ameaças de morte. 
Em nota, o ainda deputado disse que foi nesta semana, com a divulgação de que há "ligações estreitas" entre milicianos acusados de matar a vereadora e pessoas que se opõem publicamente às suas bandeiras, que teve a convicção de que, para sua saúde física e emocional, deveria tomar uma decisão para não continuar a "viver de maneira precária e pela metade". Sem citar nomes, o deputado faz alusão ao senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que empregou a mãe e a mulher do líder de um grupo de milicianos suspeito de participar do assassinato de Marielle.
Trocando em miúdos, Jean Wyllys, primeiro deputado gay assumido a empunhar a bandeira LGBT na Câmara, agora vai para o exilo em plena democracia no Brasil. Democracia essa que está ameaçada com a eleição de um presidente militar de extrema direita e ideias retrógadas. 
Só nos resta enaltecer a coragem de Wyllys de expor seus medos e renunciar a um mandato parlamentar desejado por milhares de pessoas, mas conquistado por apenas 513.  E rezar pelo povo brasileiro... 

Na ditadura militar no Brasil, iniciada com  o golpe militar em 31 de março de 1964  com a deposição do presidente João Goulart, o povo brasileiro sofreu com a repressão, a censura à imprensa, restrição aos direitos políticos e perseguição policial aos opositores do regime.
Dezessete atos institucionais e cerca de mil leis excepcionais foram impostas à sociedade brasileira.   Com o Ato Institucional nº 2, os antigos partidos políticos foram fechados e foi adotado o bipartidarismo.
Os festivais de música brasileira foram cenários importantes para atuação dos compositores, que compunham canções de protesto.
Os estudantes realizavam passeatas reclamando da falta de liberdade política.
Com o aumento da repressão e a dificuldade de mobilizar a população, alguns líderes de esquerda organizaram grupos armados para lutar contra a ditadura. Entre as diversas organizações de esquerda estavam a Aliança de Libertação Nacional (ALN) e o Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8).
Para conter as manifestações de oposição, o general Costa e Silva decretou em dezembro de 1968, o Ato Institucional nº 5. Este suspendia as atividades do Congresso e autorizava à perseguição de opositores.
Na luta contra os grupos de esquerda, o exército criou o Departamento de Operações Internas (DOI) e o Centro de Operações da Defesa Interna (CODI). A atividade dos órgãos repressivos desarticularam as organizações de guerrilhas urbana e rural, que levaram à morte dezenas de militantes de esquerda.
 Nos últimos meses de 1983, teve início em todo o país uma campanha pelas eleições diretas para presidente, as "Diretas Já", que uniram várias lideranças políticas como Fernando Henrique Cardoso, Lula, Ulysses Guimarães, entre outros. 
A ditadura só acabou em 1985 com as eleições indiretas para presidente, quando o PMDB lançou Tancredo Neves para presidente e José Sarney para vice-presidente. Reunido o Colégio Eleitoral, a maioria dos votos foi para Tancredo, que derrotou Paulo Maluf, candidato do PDS. 
Desse modo encerrou os 21 anos da ditadura militar e iniciou a era da redemocratização do país.
Vale ressaltar que a repressão no longo período da ditadura no Brasil levou uma série de artistas e líderes políticos a deixar o país em busca de segurança e liberdade. Entre eles os políticos Leonel Brizola e Fernando Henrique Cardoso, e os cantores Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Hoje, após 33 anos de democracia, estamos vendo um deputado federal reeleito democraticamente para o terceiro mandato, o Jean Wyllys (Psol-RJ), renunciar ao mandato e ir embora para o exterior com receio de morrer com a intensificação das agressões e intimidações no último ano após o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSL), sua amiga pessoal. Assim como, pelo silêncio da polícia federal às várias denúncias de ameaças de morte. 
Em nota, o ainda deputado disse que foi nesta semana, com a divulgação de que há "ligações estreitas" entre milicianos acusados de matar a vereadora e pessoas que se opõem publicamente às suas bandeiras, que teve a convicção de que, para sua saúde física e emocional, deveria tomar uma decisão para não continuar a "viver de maneira precária e pela metade". Sem citar nomes, o deputado faz alusão ao senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que empregou a mãe e a mulher do líder de um grupo de milicianos suspeito de participar do assassinato de Marielle.
Trocando em miúdos, Jean Wyllys, primeiro deputado gay assumido a empunhar a bandeira LGBT na Câmara, agora vai para o exilo em plena democracia no Brasil. Democracia essa que está ameaçada com a eleição de um presidente militar de extrema direita e ideias retrógadas. 
Só nos resta enaltecer a coragem de Wyllys de expor seus medos e renunciar a um mandato parlamentar desejado por milhares de pessoas, mas conquistado por apenas 513.  E rezar pelo povo brasileiro... 

Solidariedade 1

O vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, se solidariza com Jean Wyllys. "Eu fui deputado federal junto com o Jean, ele é um ser humano decente, é um grande brasileiro, é um homem honrado, é um cidadão e um deputado qualificadíssimo em defesa da democracia, em defesa do Brasil, dos brasileiros". Afirmou ainda "O que está acontecendo é um absurdo e isso é coisa do Século 18, nós não podemos permitir que isso aconteça em nosso país".

Solidariedade 2

Márcio Macedo também faz um apelo para que Jean Wyllys permaneça. "Fique no nosso país que é o seu lugar e vamos enfrentar a tirania e o absurdo que essa turma de Bolsonaro está fazendo em nosso país".

Solidariedade 3

Da vice-governadora Eliane Aquino (PT) sobre a posição do deputado do Psol: "É com tristeza e estarrecimento que tomo conhecimento de que o aguerrido deputado federal, eleito pela população fluminense, Jean Wyllys, desiste não só de assumir o terceiro mandato, como também deixará o Brasil por tempo indeterminado".

Solidariedade 4

Declarou ainda Eliane: "A decisão de Jean foi motivada por medo de perder a vida. Um filho do Brasil sai de seu país por não se sentir seguro nele. Vê-se obrigado a escolher entre o exílio e a existência". 

Foco petista 1 

Na próxima segunda-feira, às 18h, na sede do PT em Aracaju, haverá reunião do Diretório Municipal visando intensificar a organização do partido para as eleições de 2020. Segundo o presidente municipal, Jeferson Lima, a legenda vai ampliar os debates sobre os problemas da capital, realizar o diálogo com os partidos e com os movimentos sociais  objetivando chegar mais forte no pleito do próximo ano. 

Foco petista 2

Revela que o PT deve também aumentar as suas filiações internas com lideranças de bairros e de diversos segmentos sociais. "Em relação às novas filiações, o Estatuto do PT diz que a filiac?a?o de li?deres de reconhecida expressa?o, detentores de cargos eletivos ou dirigentes de outros partidos devera? ser analisada, debatida e  aprovada pela Direção Municipal a respeito das possíveis novas filiações", afirma.

Pela tangente

De Jeferson ao ser questionado pela coluna qual o nome do PT para prefeito de Aracaju em 2020 se a vice-governadora Eliane Aquino ou o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo: "Ainda não discutimos os nomes. Vamos começar a organizar a chapa de vereadores e a relação nos bairros".

Abrindo caminho

A coluna tem informações que o presidente estadual do PT, senador eleito Rogério Carvalho, vai trabalhar o nome de Eliane Aquino como candidata a prefeita em 2020. Até pelas suas pretensões políticas de disputar o governo em 2022 para que não conflitem com as de Eliane como vice-governadora.

No governo

Caso o PT bata o martelo com o nome de Eliane para prefeita em 2020 e ela seja eleita, em 2022, se Belivaldo Chagas renunciar ao governo em abril daquele ano para disputar o Senado, o governador de Sergipe será o presidente da Assembleia Legislativa no biênio 2021/2022.

Banese 1

A coluna também recebeu informações que o superintendente do Banco do Nordeste em Sergipe, Antonio Cesar de Santana, está buscando caminhos para assumir a presidência do Banese. Ele assumiu a superintendência do BNB em outubro de 2017, por interferência do senador Eduardo Amorim (PSDB).

Banese 2

Ainda segundo a fonte, os funcionários do BNB estão torcendo para que o superintendente Antônio Cesar consiga o seu intento de comandar o Banese. 

Calamidade financeira 1

Ontem, durante XXIV Sessão Ordinária do Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais (Condege), o governador Belivaldo Chagas (PSD), reafirmou à imprensa que pode declarar situação de calamidade financeira se não conseguir reverter a crise econômica. Revelou que na próxima semana se reunirá com o primeiro escalão do governo para tratar do assunto e ainda na primeira quinzena terá encontro com os representantes dos outros poderes para mostrar, com transparência, a situação real das finanças do estado.

Calamidade financeira 2

"Se não me ajudarem posso declarar estado de calamidade financeira. Farei de tudo para que não venha decretar, mas se não tiver jeito farei isso e mostrarei à sociedade o porquê", disse o governador

Veja essa ...

Além do fiasco da participação de Bolsonaro no Fórum Mundial de Davos, na Suíça, jornais holandeses repercutem um vídeo em que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirma que "na Holanda, os pais são orientados a masturbar bebês meninos a partir dos 7 meses e a manipular a vagina das meninas", aumentando a imagem negativa do novo governo. A ministra é a mesma que declarou antes da sua posse que "meninos vestem azul e meninas vestem rosa".

Curtas

O vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, visitou anteontem o ex-presidente Lula, em Curitiba. "Fui levar a mensagem de solidariedade de milhares de sergipanos ao maior homem público deste país que está encarcerado injustamente", afirmou.

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) fará reforma administrativa no secretariado. Não tem prazo para concluir.

Com a decisão da ministra Rosa Weber a favor de Luciano Bispo a grande expectativa agora é se o deputado estadual Zezinho Guimarães (MDB), que tem dito que já tem maioria para ser eleito presidente da Assembleia com apoio da situação e oposição, recuará ou não da sua candidatura.

É que o governador Belivaldo Chagas conseguiu o consenso em torno de Luciano Bispo quando estavam na disputa pela presidência três aliados: Jeferson Andrade (PSD), Garibalde Mendonça (MDB) e o próprio Luciano. Com a indefinição da posse de Bispo, o deputado Zezinho entrou na disputa.