SE É PARA NÃO TER ELEIÇÃO, QUE NÃO TENHA

Opinião

 

* RômuloRodrigues
Já é público e notório que, pelas ironias do destino, sempre implacável com os desalmados, que o governo, ainda não instalado pelo mito 17, acabou exatamente no dia 17/1, sob uma simbólica analogia com o artigo 171 da Constituição que eles rasgaram para chegar ao poder.
Após insistir em controlar o poder civil, através de uma legitimação eleitoral de 1945 a 1960, conseguiram seu intento através de um golpe militar e, sua sustentação se deu por uma ditadura sangrenta que foi vencida por várias crises de corrupção; falta de apoio internacional e pela força do povo nas ruas exigindo Diretas-Já. Conquistada a sonhada democracia, esta não extirpou as células cancerígenas que ficaram nos quartéis e hoje, 54 anos depois do golpe e 34 após a retirada dos militares da cena política, a germinação rebrotou e eles sequestraram o poder civil, pela via de uma eleição e, novamente, dão outro golpe em atendimento à estratégia de dominação dos Estados Unidos, repetindo a história.
E na repetição da história, com um governo que emergiu das urnas, com o maior desgaste dos primeiros 20 dias de empossado, é de se esperar do estamento militar, mais um golpe dentro do golpe? Claro que não, é resistir com Lula livre!
Como se aproxima o carnaval, onde os Sambas Enredos da Mangueira e da Tuiuti vão sacudir a Marquês da Sapucaí, num frenesi maior que do ano passado e, logo depois, na Semana Santa, os maiores candidatos a serem malhados sejam Jair e Moro, as forças progressista têm que aproveitar a insatisfação popular para que os Generais ressentidos, que eram jovens em 64 e ainda verdes em 85 mas, aprenderam nas Academias que o inimigo a ser combatido é interno e a guerra iminente  é contra o povo, não evoquem o falso patriotismos para sufocar todas as formas de Liberdade.
Eles pouco se importam se um governo popular tenha resgatado a autoestima e dado dignidade moral e financeira às Forças Armadas; em sendo do povo, tinha que ser combatido.
Passados 20 dias, já desmoronando, é para barrar que tomem medidas que já tomaram no passado; editem Atos Institucionais, mesmo que com outros nomes, destituindo os Partidos Políticos e, em nome de falta de tempo para se reorganizarem; adiem as eleições de 2020, prorrogando os atuais mandatos, contando com o apoio da plebe ignara a quem ensinaram odiar a Política.
O objetivo principal será o de tirar o nome Partido das futuras agremiações e com isso eliminar o Partido dos Trabalhadores, mesmo sabendo que, jamais conseguirão acabar com a grande contradição da sociedade capitalista e ainda terão contra si, o que já foi dito em relação a uma ave muito querida: "a ciência pode nominar e catalogar todo os órgãos de um Sabiá; mas, jamais conseguirá decifrar o seu encanto".
Jogando o jogo de cartas marcadas,  os pistoleiros ideológicos vicejam sempre com suas análises encomendadas, alijando o PT das disputas vindouras ou, simplesmente, reduzindo seu papel a mero coadjuvante.
Faltando bem mais de um ano para as definições para o quadro eleitoral, que será mais plebiscitário que o das eleições de 1974 foi para a ditadura, colocar um político podre de sujo no jogo, não passa de uma demonstração pública de malcaratismo, por ser dono do Site e provável beneficiário do cenário pré-fabricado.
Para não dizerem que não falei das flores, é oportuno repetir: o PT foi vencedor nas eleições gerais de 2018 em Sergipe e tem cacife para enfrentar com toda a legitimidade as eleições plebiscitárias do ano que vem.
Para tanto, é bom prestarem atenção em um detalhe; não haverá coligação proporcional e, nenhum outro Partido vai ter condição de apresentar uma chapa competitiva com 48 nomes na capital para impulsionar o nome majoritário que, nas mais adversas circunstâncias, tem cacife para  chegar ao segundo turno.
O Partido dos Trabalhadores enfrenta uma ofensiva midiática, jurídica e agora militar, desde 2005 e se mantém firme como o Partido de maior preferência eleitoral em todo o Brasil.
Além do mais; mesmo perdendo suas duas maiores lideranças políticas entre início de Dezembro de 2013 e início de Outubro de 2015, sofrendo também o golpe de perder um grande quadro teórico em 2014; se impõe no cenário político com três das maiores lideranças do Estado, detentoras de mandatos eletivos como o Senador Rogério Carvalho, a Vice-Governadora Eliane Aquino e o Deputado Federal reeleito João Daniel, proporcionalmente o mais votado do PT no Brasil, que não disputarão mandatos entre si, nos próximos pleitos; além de contar com um trunfo do porte de Marcio Macedo que, quem se der ao luxo de acompanha-lo em andanças pelas ruas e logradouros públicos, vai perceber a empatia do moço com o povão.
Folheando páginas do livro já escrito para escrever as que estão em branco, vejo algo semelhante ao que via a 20 anos passados, quando o aracajuano começou a demonstrar seu desejo de ter o PT no comando de Aracaju. Agora, vejo o retorno.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* RômuloRodrigues

Já é público e notório que, pelas ironias do destino, sempre implacável com os desalmados, que o governo, ainda não instalado pelo mito 17, acabou exatamente no dia 17/1, sob uma simbólica analogia com o artigo 171 da Constituição que eles rasgaram para chegar ao poder.
Após insistir em controlar o poder civil, através de uma legitimação eleitoral de 1945 a 1960, conseguiram seu intento através de um golpe militar e, sua sustentação se deu por uma ditadura sangrenta que foi vencida por várias crises de corrupção; falta de apoio internacional e pela força do povo nas ruas exigindo Diretas-Já. Conquistada a sonhada democracia, esta não extirpou as células cancerígenas que ficaram nos quartéis e hoje, 54 anos depois do golpe e 34 após a retirada dos militares da cena política, a germinação rebrotou e eles sequestraram o poder civil, pela via de uma eleição e, novamente, dão outro golpe em atendimento à estratégia de dominação dos Estados Unidos, repetindo a história.
E na repetição da história, com um governo que emergiu das urnas, com o maior desgaste dos primeiros 20 dias de empossado, é de se esperar do estamento militar, mais um golpe dentro do golpe? Claro que não, é resistir com Lula livre!
Como se aproxima o carnaval, onde os Sambas Enredos da Mangueira e da Tuiuti vão sacudir a Marquês da Sapucaí, num frenesi maior que do ano passado e, logo depois, na Semana Santa, os maiores candidatos a serem malhados sejam Jair e Moro, as forças progressista têm que aproveitar a insatisfação popular para que os Generais ressentidos, que eram jovens em 64 e ainda verdes em 85 mas, aprenderam nas Academias que o inimigo a ser combatido é interno e a guerra iminente  é contra o povo, não evoquem o falso patriotismos para sufocar todas as formas de Liberdade.
Eles pouco se importam se um governo popular tenha resgatado a autoestima e dado dignidade moral e financeira às Forças Armadas; em sendo do povo, tinha que ser combatido.Passados 20 dias, já desmoronando, é para barrar que tomem medidas que já tomaram no passado; editem Atos Institucionais, mesmo que com outros nomes, destituindo os Partidos Políticos e, em nome de falta de tempo para se reorganizarem; adiem as eleições de 2020, prorrogando os atuais mandatos, contando com o apoio da plebe ignara a quem ensinaram odiar a Política.
O objetivo principal será o de tirar o nome Partido das futuras agremiações e com isso eliminar o Partido dos Trabalhadores, mesmo sabendo que, jamais conseguirão acabar com a grande contradição da sociedade capitalista e ainda terão contra si, o que já foi dito em relação a uma ave muito querida: "a ciência pode nominar e catalogar todo os órgãos de um Sabiá; mas, jamais conseguirá decifrar o seu encanto".
Jogando o jogo de cartas marcadas,  os pistoleiros ideológicos vicejam sempre com suas análises encomendadas, alijando o PT das disputas vindouras ou, simplesmente, reduzindo seu papel a mero coadjuvante.
Faltando bem mais de um ano para as definições para o quadro eleitoral, que será mais plebiscitário que o das eleições de 1974 foi para a ditadura, colocar um político podre de sujo no jogo, não passa de uma demonstração pública de malcaratismo, por ser dono do Site e provável beneficiário do cenário pré-fabricado.
Para não dizerem que não falei das flores, é oportuno repetir: o PT foi vencedor nas eleições gerais de 2018 em Sergipe e tem cacife para enfrentar com toda a legitimidade as eleições plebiscitárias do ano que vem.
Para tanto, é bom prestarem atenção em um detalhe; não haverá coligação proporcional e, nenhum outro Partido vai ter condição de apresentar uma chapa competitiva com 48 nomes na capital para impulsionar o nome majoritário que, nas mais adversas circunstâncias, tem cacife para  chegar ao segundo turno.
O Partido dos Trabalhadores enfrenta uma ofensiva midiática, jurídica e agora militar, desde 2005 e se mantém firme como o Partido de maior preferência eleitoral em todo o Brasil.
Além do mais; mesmo perdendo suas duas maiores lideranças políticas entre início de Dezembro de 2013 e início de Outubro de 2015, sofrendo também o golpe de perder um grande quadro teórico em 2014; se impõe no cenário político com três das maiores lideranças do Estado, detentoras de mandatos eletivos como o Senador Rogério Carvalho, a Vice-Governadora Eliane Aquino e o Deputado Federal reeleito João Daniel, proporcionalmente o mais votado do PT no Brasil, que não disputarão mandatos entre si, nos próximos pleitos; além de contar com um trunfo do porte de Marcio Macedo que, quem se der ao luxo de acompanha-lo em andanças pelas ruas e logradouros públicos, vai perceber a empatia do moço com o povão.
Folheando páginas do livro já escrito para escrever as que estão em branco, vejo algo semelhante ao que via a 20 anos passados, quando o aracajuano começou a demonstrar seu desejo de ter o PT no comando de Aracaju. Agora, vejo o retorno.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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