Sejamos \"vândalos\" se necessário for para termos nossos direitos básicos atendidos pelo Estado!

Opinião

 

* Jossimário Mick
Ontem, como de costume, desci em uma das estações de metrô na grande Recife e observei inúmeras "pichações" nas fachadas daquele local e uma, em especial, me chamou atenção. Me causou uma reflexão profunda e não poderia deixar de registrar.
Nós cidadãos não temos nossos direitos básicos atendidos. Enquanto eles - os políticos, os abastados - tratam seus problemas de saúde nos melhores hospitais do país, há aqueles que mendigam uma ressonância magnética há meses no SUS. Mas manifestar, reivindicar, protestar pelos direitos é entendido como um ato de vandalismo para muitos.
Os movimentos sociais como o MTST, MST e outros, que reivindicam moradias, a democratização do acesso à terra estão ameaçados, são considerados por muitos, movimentos que acanham a ordem pública. Enquanto isso, milhões de cidadãos sem uma residência digna para morar, terras ociosas que poderiam estar produzindo comida, alimentando e gerando emprego e renda. Historicamente, não é de se admirar com esse quadro num Brasil que foi configurado para 14 famílias quando divido em Capitanias Hereditárias.
A quem interessa a criminalização dos movimentos sociais? É fácil acabar com eles [os movimentos sociais]: promova a reforma agrária, construa casas para abrigar aquele pai, aquela mãe de família que precisa escolher entre pagar o aluguel ou comprar o leite da criança no final do mês! Mas é mais fácil atacar, criminalizar as manifestações populares que reivindicam direitos previstos na constituição a promover uma reforma social que eleve o patamar de qualidade de vida dos nossos cidadãos.
Enquanto isso, outras "pichações", greves, fechamentos de ruas e avenidas continuam fazer parte do nosso cotidiano na tentativa de sensibilizar o Estado a garantir nossos direitos básicos, para baixar o preço dos combustíveis, da passagem de ônibus... E aguardemos pacientemente na fila do SUS, ou quem sabe, precisemos desistir pelo agravamento do quadro clínico que ficou irreversível, ou incurável por conta da espera da boa vontade do Estado em nos atender.
Que possamos repensar nossas impressões a respeito dessas manifestação e fazermos uma profunda análise, afinal, quem nunca desobedeceu para mudar?
 
*Professor Jossimário Mick foi o candidato mais jovem do Brasil ao Senado em 2018 e é Secretário de Juventude PSOL/Aracaju

* Jossimário Mick

Ontem, como de costume, desci em uma das estações de metrô na grande Recife e observei inúmeras "pichações" nas fachadas daquele local e uma, em especial, me chamou atenção. Me causou uma reflexão profunda e não poderia deixar de registrar.
Nós cidadãos não temos nossos direitos básicos atendidos. Enquanto eles - os políticos, os abastados - tratam seus problemas de saúde nos melhores hospitais do país, há aqueles que mendigam uma ressonância magnética há meses no SUS. Mas manifestar, reivindicar, protestar pelos direitos é entendido como um ato de vandalismo para muitos.
Os movimentos sociais como o MTST, MST e outros, que reivindicam moradias, a democratização do acesso à terra estão ameaçados, são considerados por muitos, movimentos que acanham a ordem pública. Enquanto isso, milhões de cidadãos sem uma residência digna para morar, terras ociosas que poderiam estar produzindo comida, alimentando e gerando emprego e renda. Historicamente, não é de se admirar com esse quadro num Brasil que foi configurado para 14 famílias quando divido em Capitanias Hereditárias.
A quem interessa a criminalização dos movimentos sociais? É fácil acabar com eles [os movimentos sociais]: promova a reforma agrária, construa casas para abrigar aquele pai, aquela mãe de família que precisa escolher entre pagar o aluguel ou comprar o leite da criança no final do mês! Mas é mais fácil atacar, criminalizar as manifestações populares que reivindicam direitos previstos na constituição a promover uma reforma social que eleve o patamar de qualidade de vida dos nossos cidadãos.
Enquanto isso, outras "pichações", greves, fechamentos de ruas e avenidas continuam fazer parte do nosso cotidiano na tentativa de sensibilizar o Estado a garantir nossos direitos básicos, para baixar o preço dos combustíveis, da passagem de ônibus... E aguardemos pacientemente na fila do SUS, ou quem sabe, precisemos desistir pelo agravamento do quadro clínico que ficou irreversível, ou incurável por conta da espera da boa vontade do Estado em nos atender.
Que possamos repensar nossas impressões a respeito dessas manifestação e fazermos uma profunda análise, afinal, quem nunca desobedeceu para mudar? 
*Professor Jossimário Mick foi o candidato mais jovem do Brasil ao Senado em 2018 e é Secretário de Juventude PSOL/Aracaju

 


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