Disputa de comando partidário

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Logo após o presidente Jair Bolsonaro ter assinado decreto facilitando a posse de armas, as redes sociais foram tomadas por temes contra e a favor da medida. Esta é uma das mais críticas - \"Pátria Armada Brasil\"
Logo após o presidente Jair Bolsonaro ter assinado decreto facilitando a posse de armas, as redes sociais foram tomadas por temes contra e a favor da medida. Esta é uma das mais críticas - \"Pátria Armada Brasil\"

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Publicada em 16/01/2019 às 05:54:00

 

O fato da REDE não ter atingido a cláusula 
de barreira nas eleições 2018 levou o par
tido a discutir uma fusão a nível nacional com o PPS para que os parlamentares eleitos não sejam prejudicados sem recursos do fundo partidário, sem tempo de rádio e TV e sem poder participar das comissões no Congresso Nacional.
Essa fusão da REDE com o PPS, que será oficializada em Congresso Nacional dos dois partidos nos próximos dias, causou um grande embate político em Sergipe entre os filiados das duas legendas. Isso porque os dirigentes do PPS não aceitam engolir de goela abaixo a perda do comando do partido no estado para o senador eleito pela REDE, delegado Alessandro Vieira.
Houve troca de farpas direta ou indiretamente entre Alessandro e o presidente estadual do PPS, Clóvis Silveira. A deputada estadual eleita pela REDE, Kitty Lima, também andou alfinetando a linha política do PPS em Sergipe, o que desagradou aos ainda dirigentes do partido.
Enfim, é uma questão de pouco tempo para Clóvis, sem mandato, perder o comando do PPS e deixar a legenda junto com alguns militantes do partido, que nas eleições de 2018 chegou a eleger dois deputados estaduais: Dr. Samuel Carvalho e Dilson de Agripino. Até porque os parlamentares eleitos pela REDE se anteciparam a decisão de fusão das duas legendas a nível nacional e já se filiaram ao PPS. 
Agora Sergipe começa a acompanhar um novo embate político por disputa de comando de partido. A discussão começou quando o deputado estadual reeleito Capitão Samuel (PSC) anunciou que na primeira oportunidade se filiará ao PSL do presidente Jair Bolsonaro, junto com mais dois deputados estaduais e um deputado federal, provavelmente do PSC insatisfeitos por não terem recebido ajuda financeira do partido na campanha eleitoral.
Ontem, em entrevista ao Jornal da Xodó FM, o presidente do PSL, Waldir Viana, já reagiu a possibilidade do Capitão Samuel se filiar ao seu partido. "Política não é emprego e no nosso partido não há espaço para conchaves. Quem abandonou o projeto foi o próprio Samuel que nunca acreditou na nossa ideologia. Friso que não tenho nada contra a pessoa de Samuel, mas politicamente não existe possibilidade de estarmos juntos", lembrou.
Declarou ainda Waldir: "Se Samuel vier para o PSL, eu saio pela outra porta. Samuel é uma pessoa que eu não tenho nenhuma pretensão de caminhar em Sergipe. Politicamente Waldir Viana e Samuel são água e vinho". 
Enfatizou que ele vem atraindo para se filiar ao partido "pessoas de bem e que de fato estão pensando em contribuir com a mudança social que foi iniciada com a eleição de Jair Bolsonaro", Citou os nomes da vereadora Emília Correia (Patriota), do empresário Milton Andrade (PMN) e do atual deputado estadual Pastor Antônio dos Santos (PSC).
Trocando em miúdos, não adianta de nada Waldir Viana espernear. Como Clóvis Silveira, ele caminha para perder o comando do PSL em Sergipe se Capitão Samuel conseguir mesmo levar para o partido um deputado federal e mais dois deputados estaduais. É que as conversas já iniciaram por Brasília, com o presidente nacional Gustavo Bivar, e para os partidos não vale ideologia política, mas políticos filiados com mandato, principalmente um federal, que representa mais recursos do fundo partidário, mais tempo de TV e participação nas comissões. 

O fato da REDE não ter atingido a cláusula  de barreira nas eleições 2018 levou o par tido a discutir uma fusão a nível nacional com o PPS para que os parlamentares eleitos não sejam prejudicados sem recursos do fundo partidário, sem tempo de rádio e TV e sem poder participar das comissões no Congresso Nacional.
Essa fusão da REDE com o PPS, que será oficializada em Congresso Nacional dos dois partidos nos próximos dias, causou um grande embate político em Sergipe entre os filiados das duas legendas. Isso porque os dirigentes do PPS não aceitam engolir de goela abaixo a perda do comando do partido no estado para o senador eleito pela REDE, delegado Alessandro Vieira.
Houve troca de farpas direta ou indiretamente entre Alessandro e o presidente estadual do PPS, Clóvis Silveira. A deputada estadual eleita pela REDE, Kitty Lima, também andou alfinetando a linha política do PPS em Sergipe, o que desagradou aos ainda dirigentes do partido.
Enfim, é uma questão de pouco tempo para Clóvis, sem mandato, perder o comando do PPS e deixar a legenda junto com alguns militantes do partido, que nas eleições de 2018 chegou a eleger dois deputados estaduais: Dr. Samuel Carvalho e Dilson de Agripino. Até porque os parlamentares eleitos pela REDE se anteciparam a decisão de fusão das duas legendas a nível nacional e já se filiaram ao PPS. 
Agora Sergipe começa a acompanhar um novo embate político por disputa de comando de partido. A discussão começou quando o deputado estadual reeleito Capitão Samuel (PSC) anunciou que na primeira oportunidade se filiará ao PSL do presidente Jair Bolsonaro, junto com mais dois deputados estaduais e um deputado federal, provavelmente do PSC insatisfeitos por não terem recebido ajuda financeira do partido na campanha eleitoral.
Ontem, em entrevista ao Jornal da Xodó FM, o presidente do PSL, Waldir Viana, já reagiu a possibilidade do Capitão Samuel se filiar ao seu partido. "Política não é emprego e no nosso partido não há espaço para conchaves. Quem abandonou o projeto foi o próprio Samuel que nunca acreditou na nossa ideologia. Friso que não tenho nada contra a pessoa de Samuel, mas politicamente não existe possibilidade de estarmos juntos", lembrou.
Declarou ainda Waldir: "Se Samuel vier para o PSL, eu saio pela outra porta. Samuel é uma pessoa que eu não tenho nenhuma pretensão de caminhar em Sergipe. Politicamente Waldir Viana e Samuel são água e vinho". 
Enfatizou que ele vem atraindo para se filiar ao partido "pessoas de bem e que de fato estão pensando em contribuir com a mudança social que foi iniciada com a eleição de Jair Bolsonaro", Citou os nomes da vereadora Emília Correia (Patriota), do empresário Milton Andrade (PMN) e do atual deputado estadual Pastor Antônio dos Santos (PSC).
Trocando em miúdos, não adianta de nada Waldir Viana espernear. Como Clóvis Silveira, ele caminha para perder o comando do PSL em Sergipe se Capitão Samuel conseguir mesmo levar para o partido um deputado federal e mais dois deputados estaduais. É que as conversas já iniciaram por Brasília, com o presidente nacional Gustavo Bivar, e para os partidos não vale ideologia política, mas políticos filiados com mandato, principalmente um federal, que representa mais recursos do fundo partidário, mais tempo de TV e participação nas comissões. 

Contagem regressiva 1

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, determinou ontem que o Ministério Público Eleitoral (MPE) e a coligação embargada (a do candidato a governador Eduardo Amorim) fossem ouvidos em 48 horas sobre a diplomação do presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo (MDB), para então decidir nos autos. Com isso, a decisão da ministra sobre o fato de Luciano poder ou não assumir novo mandato em 1º de fevereiro deverá sair a partir da próxima sexta-feira 18. 

Contagem regressiva 2

Luciano tem até 30 deste mês para reverter a cassação do seu mandato pelo TSE e, consequentemente, se candidatar novamente a presidente da Assembleia para o biênio 2019/2020, na eleição da nova Mesa Diretora que ocorrerá em 1º de fevereiro. Caso isso não ocorra, assumirá sua cadeira na Alese o primeiro suplente da coligação Robson Viana (PSD), que, inclusive, já foi diplomado na vaga de Bispo, que teve indeferido sua candidatura por improbidade administrativa quando prefeito de Itabaiana.

Contagem regressiva 3

A defesa de Luciano Bispo requereu novamente ao TSE a reversão da decisão de cassação do mandato baseada no fato de ter conseguido no dia 19 de dezembro passado, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), uma liminar favorável, mediante ação rescisória de improbidade  administrativa que o havia tornado inelegível. A assessoria do presidente da Alese informa que ele continua confiante de que será feito justiça e, consequentemente, poderá assumir seu mandato em 1º de fevereiro.   

Nome que agrega

Luciano Bispo é o nome de consenso dos deputados para disputar a presidência da Assembleia no biênio 2019/2020 e tem o apoio do governador Belivaldo Chagas (PSD). Caso não consiga se livrar da condenação até 1º de fevereiro, tem três nomes na disputa na base aliada do governo: os deputados Jeferson Andrade (PSD), Garibalde Mendonça (MDB) e Zezinho Guimarães (MDB).

Ponto de vista 1

Para o deputado estadual reeleito Capitão Samuel (PSC) a nova regra eleitoral que proíbe coligações vai levar Sergipe a ter no máximo cinco partidos com possibilidade de eleger parlamentares em 2022. Para ele, em 2020 a maioria dos municípios terá no máximo quatro partidos em condições de eleger. "Sobrevive aqueles que aglutinar e somar", avalia, enfatizando que na maioria dos municípios haverá um partido da situação, outro da oposição e possivelmente um partido que aglutinará candidatos sem mandato, ou seja, três partidos.

Ponto de vista 2

Entende que os 11 partidos considerados grandes em Sergipe brigarão para sobreviver entre os cinco que continuarão elegendo parlamentares. Capitão Samuel relaciona as legendas que acredita que estarão na disputa pela sobrevivência:  PMDB, PDT, PP, PSDB, PT, PSD, PSL, PTB, PR, DEM e PRB.

Posse Transparência 1

Durante solenidades de posse do novo secretário da Transparência e Controle, Alexandre Figueiredo, realizada ontem no auditório da Adema, o governador Belivaldo Chagas (PSD) enfatizou que a pasta tem papel importante na gestão, já que abrange a Ouvidoria e receberá as demandas da população. 

Posse Transparência 2

A posse de Alexandre contou com as presenças do ex-governador Jackson Barreto (MDB), do deputado estadual Garibalde Mendonça (MDB) e do ex-secretário Benedito Figueiredo (MDB), entre outros. A Secretaria da Transparência e Controle é da cota do MDB.

Posse Inclusão 

Já a vice-governadora Eliane Aquino (PT) empossa hoje, às 9h, a nova secretária da Inclusão, Assistência Social e Trabalho, a médica Lêda Lúcia. Essa secretaria é da cota de Eliane, que é vinculada a área de ação social e tem novos direcionamentos planejados para a política socioassistencial do estado. 

Cobrança 1

Ontem, pelo twitter, o deputado aliado do governo, Capitão Samuel (PSC), disse que a Secretaria de Inclusão Social precisa ter ações ativas e efetivas nas ruas buscando acolher e reduzir a vulnerabilidade social dos sergipanos. "São mais de 80 milhões de reais por ano somente no Fundo Estadual de Combate à pobreza. Quais resultados positivos?", questionou.

Cobrança 2

Ressaltou ainda: "O Fundo de Combate à Pobreza, 2002, que teve última alteração em 2015, tem objetivo de atuar na redução da pobreza e vulnerabilidade social dos sergipanos. Neste período só aumentou a pobreza em nosso estado. Precisa mudar rapidamente. Vamos cobrar projetos da secretária que assume".

Posse de armas 1

Partidos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro criticaram o decreto que facilita a posse de armas no Brasil, assinado na manhã de ontem, e prometeram tomar providências contra a medida. O PT anunciou que agirá na Justiça e também no Congresso.

Posse de armas 2

No Judiciário, a legenda afirma que irá entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). Já no Legislativo, o partido anunciou que vai propor um Decreto Legislativo para "sustar os efeitos" do decreto de Bolsonaro. Outra sigla de oposição, o Psol, também afirmou que vai entrar com um projeto na Câmara para revogar o texto, que o partido classificou de "pirotécnico, irresponsável e ineficiente". 

Posse de armas 3

Pesquisa Datafolha divulgada anteontem apontou que 61% dos brasileiros são contra a posse de armas de fogo, contra 37% favoráveis. Em outubro do ano passado, os contrários eram 55% e os favoráveis, 41%. Em 2013, segundo o Datafolha, 68% dos brasileiros eram a favor da proibição e 30%, a favor da liberação.  Em 2005, por meio de referendo, 63% dos eleitores rejeitaram a proibição do comércio de armas de fogo e munição.

Veja essa ...

Segundo o jornal O Globo, depois de Carlos Victor Guerra Nagem, capitão da reserva da Marinha e amigo do presidente Jair Bolsonaro, ser indicado para a gerência de Inteligência da Petrobras, agora é a vez de Priscilla Gaspar de Oliveira, amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro, ser nomeada com salário de R$ 16.944,90 para a Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, cargo ligado ao ministério dos Direitos Humanos comandado por Damares Alves. A nomeação, assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni, foi publicada nessa terça-feira (15) no Diário Oficial da União.

Curtas

Para se reestruturar, o PRB vai ter candidato a prefeito em todos os municípios do sertão em 2020, região em que os candidatos do partido são bem votados.

Segundo o ex-candidato a senador, ex-deputado federal e ex-prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva, já está definido que o deputado estadual não reeleito Jairo de Glória será candidato a prefeito em Nossa Senhora da Glória e que o prefeito de Poço Redondo, Júnior Chagas, disputará a reeleição. Revela que ele pode voltar a disputar a Prefeitura de Canindé ou fazer uma composição política no município com Kaká Andrade.

O senador eleito delegado Alessandro Vieira (PPS) não ocupará no Senado nenhum dos dois gabinetes dos ainda senadores de Sergipe: Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSDB). 

Alessandro ficará com o gabinete do ainda senador João Capiberibe (PSB-Amapá), que em 2018 disputou o governo do seu estado e perdeu no 2º turno.