A difícil escolha do novo líder

Rita Oliveira


  • O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou ontem o envio de tropa da Força Nacional de Segurança Pública por 30 dias ao Ceará. Cerca de 300 homens e 30 viaturas seguem para o estado visando conter a onda de violência instada nos últ

 

Desde 2007, quando iniciou o gover-
no Marcelo Déda (PT), que o depu-
tado estadual reeleito Francisco Gualberto (PT) é líder da bancada do governo na Assembleia Legislativa.
Em 2013 quando Déda, reeleito governador, se licenciou do governo por problemas de saúde e assumiu o vice Jackson Barreto (MDB) o deputado permaneceu na liderança da bancada governista. Foi assim nos seis anos que JB esteve como governador e nos nove meses de Belivaldo Chagas (PSD) governador.
A vontade de Belivaldo, reeleito governador, era manter Gualberto como seu líder na Assembleia pelo seu bom trabalho no posto, pelos bons embates na defesa do governo com a oposição, que teve um grande líder, também muito preparado, Venâncio Fonseca (PSC).   
Só que na sessão extraordinária da Assembleia Legislativa deste ano, realizada na manhã da quinta-feira (03), Gualberto anunciou na tribuna que aquele seria seu último pronunciamento como líder da bancada de governo na Casa.
O petista disse que já vinha conversando com o governador e mostrando que estava com algumas dificuldades pessoais para continuar na função. Na oportunidade, declarou que tem conversado com alguns parlamentares sobre a possibilidade de compor a Mesa Diretora na próxima legislatura. 
Disse que desejaria ser o vice, porque pelo Regimento podia participar de todas as comissões, defender o projeto, os seus companheiros e a Casa, como sempre fez, Enfatizou que não entraria em disputa com Garibalde Mendonça (MDB), que é o atual vice. "Só participo se tivermos entendimento", chegou a declarar. 
Sabe-se que nessa vida ninguém é insubstituível, mas o governador terá dificuldade em escolher um novo líder do governo. Até porque para liderar uma bancada o parlamentar precisa ter conhecimento não só do regimento interno da Assembleia e do funcionamento da máquina pública, mas dispor de uma boa oratória e desprendimento no confronto com a oposição. Poucos têm esse perfil para ser líder.
Como nenhum parlamentar em primeiro mandato é escolhido como líder de uma bancada, sobra para Belivaldo a escolha do seu novo líder entre os  seis deputados estaduais reeleitos na sua coligação dos 12 que permanecerão na Casa: Jeferson Andrade (PSD), Luciano Bispo (MDB), Francisco Gualberto (PT), Zezinho Guimarães (MDB), Garibalde Mendonça (MDB) e Goretti Reis (PSD).
O problema maior é que todos eles querem lugar na Mesa Diretora e apenas Zezinho Guimarães e Garibalde Mendonça - sem incluir Gualberto que não quer mais a liderança da bancada - se enquadram no perfil de líder por saber usar bem a tribuna e fazer o enfrentamento com a oposição.
Zezinho, inclusive, na sessão extraordinária da quinta-feira passada visando discussão e aprovação do projeto de lei do Poder Executivo para empréstimo de antecipação dos royalties de até R$ 400 milhões direcionados ao pagamento dos salários dos servidores públicos, aposentados e pensionistas, fez uma contundente defesa do projeto na tribuna.
Só que com a possibilidade de Luciano Bispo ficar sem mandato a partir de 1º de fevereiro e, consequentemente, não permanecer presidente da Assembleia no biênio 2019/2020, Zezinho, Garibalde e até Jeferson trabalham para ser o presidente.
Trocando em miúdos, Belivaldo Chagas vai ter dificuldades em encontrar um líder do governo qualificado para o posto na Assembleia...        

Desde 2007, quando iniciou o gover- no Marcelo Déda (PT), que o depu- tado estadual reeleito Francisco Gualberto (PT) é líder da bancada do governo na Assembleia Legislativa.
Em 2013 quando Déda, reeleito governador, se licenciou do governo por problemas de saúde e assumiu o vice Jackson Barreto (MDB) o deputado permaneceu na liderança da bancada governista. Foi assim nos seis anos que JB esteve como governador e nos nove meses de Belivaldo Chagas (PSD) governador.
A vontade de Belivaldo, reeleito governador, era manter Gualberto como seu líder na Assembleia pelo seu bom trabalho no posto, pelos bons embates na defesa do governo com a oposição, que teve um grande líder, também muito preparado, Venâncio Fonseca (PSC).   
Só que na sessão extraordinária da Assembleia Legislativa deste ano, realizada na manhã da quinta-feira (03), Gualberto anunciou na tribuna que aquele seria seu último pronunciamento como líder da bancada de governo na Casa.
O petista disse que já vinha conversando com o governador e mostrando que estava com algumas dificuldades pessoais para continuar na função. Na oportunidade, declarou que tem conversado com alguns parlamentares sobre a possibilidade de compor a Mesa Diretora na próxima legislatura. 
Disse que desejaria ser o vice, porque pelo Regimento podia participar de todas as comissões, defender o projeto, os seus companheiros e a Casa, como sempre fez, Enfatizou que não entraria em disputa com Garibalde Mendonça (MDB), que é o atual vice. "Só participo se tivermos entendimento", chegou a declarar. 
Sabe-se que nessa vida ninguém é insubstituível, mas o governador terá dificuldade em escolher um novo líder do governo. Até porque para liderar uma bancada o parlamentar precisa ter conhecimento não só do regimento interno da Assembleia e do funcionamento da máquina pública, mas dispor de uma boa oratória e desprendimento no confronto com a oposição. Poucos têm esse perfil para ser líder.
Como nenhum parlamentar em primeiro mandato é escolhido como líder de uma bancada, sobra para Belivaldo a escolha do seu novo líder entre os  seis deputados estaduais reeleitos na sua coligação dos 12 que permanecerão na Casa: Jeferson Andrade (PSD), Luciano Bispo (MDB), Francisco Gualberto (PT), Zezinho Guimarães (MDB), Garibalde Mendonça (MDB) e Goretti Reis (PSD).
O problema maior é que todos eles querem lugar na Mesa Diretora e apenas Zezinho Guimarães e Garibalde Mendonça - sem incluir Gualberto que não quer mais a liderança da bancada - se enquadram no perfil de líder por saber usar bem a tribuna e fazer o enfrentamento com a oposição.
Zezinho, inclusive, na sessão extraordinária da quinta-feira passada visando discussão e aprovação do projeto de lei do Poder Executivo para empréstimo de antecipação dos royalties de até R$ 400 milhões direcionados ao pagamento dos salários dos servidores públicos, aposentados e pensionistas, fez uma contundente defesa do projeto na tribuna.
Só que com a possibilidade de Luciano Bispo ficar sem mandato a partir de 1º de fevereiro e, consequentemente, não permanecer presidente da Assembleia no biênio 2019/2020, Zezinho, Garibalde e até Jeferson trabalham para ser o presidente.
Trocando em miúdos, Belivaldo Chagas vai ter dificuldades em encontrar um líder do governo qualificado para o posto na Assembleia... 

Fechado

A Secretaria de Inclusão, Assistência Social e Trabalho (SEIT), que estava sendo pleiteada pelo PSD do deputado federal reeleito Fábio Mitidieri, ficará com a vice-governadora Eliane Aquino (PT), que indicou para comandar a pasta a médica Leda Lúcia Vasconcelos. Ontem as duas já visitaram a secretaria.

Confirma

Ontem, nas redes sociais, o governador Belivaldo Chagas (PSD) confirmou o convite feito a médica e falou da sua graduação. Disse que ela é Doutora em Saúde Coletiva pela Unicamp e foi secretária da Saúde de Aracaju entre 2006 e 2007. Destacou que no Governo Federal, Leda Lúcia exerceu as funções de diretora de Especialidades e Redes Temáticas e de Atenção à Saúde e que atualm ente é professora de medicina da Universidade Federal de Sergipe (Campus Lagarto).

Especulação

A coluna tem informações que para compensar a perda da Secretaria de Esporte, que se fundiu com a Educação, e a não conquista da Inclusão Social, o PSD ficará com a Superintendência de Esporte na Secretaria de Educação e com o DER, que tem como diretor presidente Antônio Vasconcelos.

Justiça

Além disso, o PSD manterá a Secretaria de Justiça e Defesa do Consumidor com Cristiano Barreto, que vem fazendo um bom trabalho na pasta. O governo comemora o fato de não haver fugas nos presídios há mais de um ano. 

As que faltam

Com a definição do comando da Secretaria de Inclusão Social, o governador só falta bater o martelo de quatro das 14 secretarias que passaram a existir na administração direta com a reforma administrativa. São elas: Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SEDETEC); Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca (SEAGRI);  Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURBS); e do Turismo (SETUR), cuja definição deve ficar para fevereiro.

De volta ao começo 

À coluna chegou informações de que alguns familiares do ex-governador Jackson Barreto (MDB) estão querendo ser candidato a vereador de Aracaju com o seu apoio e, como está havendo muita discórdia, JB chegou a confidenciar a alguns amigos que estava pensando em sair candidato a vereador em 2020. "Comecei a minha vida política como vereador e posso terminar como vereador", teria declarado.

Decisão judicial

O folclórico vereador Vardo da Lotérica (PTB-Itabaiana) não é mais o presidente da Câmara Municipal de Itabaiana, empossado nesta semana por ser o vereador mais velho, uma vez que o então presidente Zé Teles não quis empossar a vereadora Ivoni Lima (MDB) como presidente da Casa por conta da eleição antecipada da Mesa está sendo questionada na justiça. É que na noite de anteontem o juiz Samuel Rigueira de Castro Coutinho, da Central Plantonista 1º Grau, em Aracaju, indeferiu o pedido de retirada de Ivoni da presidência em ação movida pelo próprio Vardo. 

Protesto por violação

Do vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, sobre funcionários da Câmara dos Deputados terem entrado sem autorização em 14 gabinetes parlamentares do PT e Psol na véspera da posse de Jair Bolsonaro, ocorrida na última terça-feira:  "A invasão de gabinetes de oito deputados federais do PT é um fato extremamente grave e atentatório à independência dos P oderes e à própria democracia. Ele precisa ser apurado com rigor e os mandantes e responsáveis diretos têm de ser punidos". Petistas registraram boletim de ocorrência.

Desmentido

O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) disse ontem em entrevista coletiva à imprensa que o presidente Jair Bolsonaro "se equivocou" ao afirmar mais cedo que o governo aumentaria a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foi o primeiro a contradizer Bolsonaro. Ele afirmou no início da tarde que se tratava de uma "confusão" feita pelo presidente. Eita presidente atrapalhado!

Chacota

Do jornalista Alex Solnik no site Brasil 247 sobre o desmentido sofrido por Bolsonaro: "A palavra do presidente Jair Bolsonaro vale menos que uma faca enferrujada. É evidente que quando um presidente da República anuncia duas medidas tão delicadas como IOF e Imposto de Renda, que provocam reações no mercado e em toda a economia, todos supõem, inclusive eu e a torcida do Flamengo, que é uma declaração definitiva, anunciada depois de devidamente estudada e sobre a qual não há como voltar atrás. Mas a irresponsabilidade é que parece ser a marca desse governo". 

Veja essa ...

Depois de afirmar durante sua posse na quarta-feira (2) que o Brasil estaria entrando em uma "nova era" em que "meninos vestem azul e meninas vestem rosa", a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi questionada por um vendedor do Brasília Shopping após entrar na loja vestindo, justamente, um tom de azul. Em vídeo publicado, ela aparece visivelmente irritada deixando o estabelecimento. Depois declarou que se sentiu constrangida com as perguntas do funcionário. É o famoso ditado quem diz o que quer ouve o que não quer...    

Curtas

O prefeito de Estância, Gilson Andrade (sem partido), disse ontem no Jornal da Fan que foi convidado pelo governador Belivaldo Chagas a se filiar ao PSD. Gilson era filiado ao PTC e pertence ao agrupamento político de André Moura e Eduardo Amorim.

Do presidente do PSD, deputado federal reeleito Fábio Mitidieri, após ter conhecimento do convite ao prefeito Gilson para se filiar ao partido: "O PSD em Estância é presidido pelo meu amigo e aliado Sérgio da Larissa e assim continuará. Nosso compromisso é, antes de tudo, com ele que sempre esteve conosco".

De Fábio Mitidieri sobre declarações da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)  de que menino veste azul e menina rosa: "Se o mundo fosse definido entre azul e rosa, o que seria do arco-íris?".

Depois que concluir a formação do primeiro escalão do governo, Belivaldo Chagas vai definir as mudanças no segundo escalão. Algumas já estão definidas, como a volta de Carlos Melo para a Deso, e a ida de Conceição Vieira para a Fundação Aperipê de Arte e Cultura, já anunciada pelo próprio governador.

 


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