Risco de oposição entre aliados

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O governador reeleito Belivaldo Chagas (PSD) segue confiante na unidade do seu agrupamento político. Chegou a postar ontem nas redes sociais: \"Hoje [ontem], já no primeiro horário, recebi no meu gabinete o senador eleito e presidente estadual do PT,
O governador reeleito Belivaldo Chagas (PSD) segue confiante na unidade do seu agrupamento político. Chegou a postar ontem nas redes sociais: \"Hoje [ontem], já no primeiro horário, recebi no meu gabinete o senador eleito e presidente estadual do PT,

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Publicada em 08/11/2018 às 04:59:00

 

Nas rodas políticas o que se co-
menta é que a oposição em Ser-
gipe foi a grande derrotada nas eleições deste ano. Isso porque os dois candidatos mais competitivos para governador pela oposição perderam as eleições, assim como outras lideranças políticas que disputaram o Senado e a Câmara dos Deputados.
Com a derrota nas urnas, no próximo ano estarão sem mandato os senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Antônio Carlos Valadares (PSB), assim como os deputados federais André Moura (PSC), Valadares Filho (PSB) e Jony Marcos (PRB).
Eduardo e Valadares Filho concorreram ao governo, Valadares e André ao Senado, e Jony disputou a reeleição de deputado federal.
Sem mandato, essas lideranças políticas que vêm de vários mandatos parlamentar perderão força política. Isso facilitará a vida do governador reeleito Belivaldo Chagas (PSD), que não terá uma oposição consistente, em Brasília, na tribuna do Congresso, e em Sergipe.
O que se desenha é a possibilidade de Belivaldo sofrer grande oposição dentro do seu próprio agrupamento político.  As especulações são que o PT, mais na frente, pode querer colocar a faca no pescoço do governador e, se ele não ceder por ter o "pescoço grosso" com diz, fazer oposição.
Algumas lideranças políticas não descartam essa possibilidade pelo histórico do presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, eleito senador em 7 de outubro. E, também, pelas declarações que vem concedendo a imprensa sobre o PT ter sido decisivo na vitória de Belivaldo e que o partido deve ter candidato a prefeito de Aracaju em 2020 e a governador em 2022.
Lembram que Rogério nem considerou o líder maior do PT, o então governador Marcelo Déda, que já doente pediu para que não batesse chapa com Márcio Macedo pela presidência do partido, e, mesmo assim, não acatou. Rogério, que era da mesma corrente de Déda, foi para a disputa com Márcio, que concorreu com uma chapa que constava o nome do próprio governador e do ex-senador José Eduardo Dutra.
Mais na frente, com Déda já morto, Rogério impediu que a viúva Eliane Aquino não concorresse ao Senado a acusando de não ser filiada ao PT. Teve até acusação de fraude em ficha de filiação.
Diante dessa realidade, um aliado do governador chegou a declarar que ele deve colocar a barba de molho. Até porque, eleito senador, Rogério já está focado em disputar o governo em 2022, deixando, inclusive, a vice-governador eleita Eliane Aquino (PT) já de fora desse projeto de concorrer ao governo.
O cenário de que o presidente do PT possa atuar como um "trator" já foi percebido pelos aliados do governador: o presidente do PSD, deputado federal reeleito Fábio Mitidieri, e o presidente estadual do PC do B, vereador Antônio Bittencourt. Já pediram publicamente para ele baixar a bola.
Agora é aguardar o desenrolar dos acontecimentos...

Nas rodas políticas o que se co- menta é que a oposição em Ser- gipe foi a grande derrotada nas eleições deste ano. Isso porque os dois candidatos mais competitivos para governador pela oposição perderam as eleições, assim como outras lideranças políticas que disputaram o Senado e a Câmara dos Deputados.
Com a derrota nas urnas, no próximo ano estarão sem mandato os senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Antônio Carlos Valadares (PSB), assim como os deputados federais André Moura (PSC), Valadares Filho (PSB) e Jony Marcos (PRB).
Eduardo e Valadares Filho concorreram ao governo, Valadares e André ao Senado, e Jony disputou a reeleição de deputado federal.
Sem mandato, essas lideranças políticas que vêm de vários mandatos parlamentar perderão força política. Isso facilitará a vida do governador reeleito Belivaldo Chagas (PSD), que não terá uma oposição consistente, em Brasília, na tribuna do Congresso, e em Sergipe.
O que se desenha é a possibilidade de Belivaldo sofrer grande oposição dentro do seu próprio agrupamento político.  As especulações são que o PT, mais na frente, pode querer colocar a faca no pescoço do governador e, se ele não ceder por ter o "pescoço grosso" com diz, fazer oposição.
Algumas lideranças políticas não descartam essa possibilidade pelo histórico do presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, eleito senador em 7 de outubro. E, também, pelas declarações que vem concedendo a imprensa sobre o PT ter sido decisivo na vitória de Belivaldo e que o partido deve ter candidato a prefeito de Aracaju em 2020 e a governador em 2022.
Lembram que Rogério nem considerou o líder maior do PT, o então governador Marcelo Déda, que já doente pediu para que não batesse chapa com Márcio Macedo pela presidência do partido, e, mesmo assim, não acatou. Rogério, que era da mesma corrente de Déda, foi para a disputa com Márcio, que concorreu com uma chapa que constava o nome do próprio governador e do ex-senador José Eduardo Dutra.
Mais na frente, com Déda já morto, Rogério impediu que a viúva Eliane Aquino não concorresse ao Senado a acusando de não ser filiada ao PT. Teve até acusação de fraude em ficha de filiação.
Diante dessa realidade, um aliado do governador chegou a declarar que ele deve colocar a barba de molho. Até porque, eleito senador, Rogério já está focado em disputar o governo em 2022, deixando, inclusive, a vice-governador eleita Eliane Aquino (PT) já de fora desse projeto de concorrer ao governo.
O cenário de que o presidente do PT possa atuar como um "trator" já foi percebido pelos aliados do governador: o presidente do PSD, deputado federal reeleito Fábio Mitidieri, e o presidente estadual do PC do B, vereador Antônio Bittencourt. Já pediram publicamente para ele baixar a bola.
Agora é aguardar o desenrolar dos acontecimentos...

Abate final 1

Sergipe acordou ontem com a notícia da prisão do prefeito Valmir de Francisquinho (PR-Itabaiana) pelos crimes de cobrança indevida de tributos, lavagem de dinheiro, associação criminosa e de licitação. Ele foi preso durante Operação Abate Final, do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) da Polícia Civil.

Abate final 2

A Operação investiga um desvio de quase R$ 6 milhões da Prefeitura Municipal de Itabaiana entre os anos 2015 e 2017, em decorrência de desvios de taxas recolhidas no matadouro da cidade. Ela levou a prisão também o secretário municipal de Agricultura e mais três pessoas.

Campanha?

O curioso é que em Itabaiana, após as eleições, o comentário na cidade era que o prefeito Valmir tinha gasto R$ 7 milhões na eleição do filho Talysson Costa (PR), que foi o deputado estadual eleito com um maior número de votos: mais de 42 mil votos.  

Cassado

A ironia é que o Talysson já teve o diploma cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por conduta vedada do pai prefeito que utilizou bens ou recursos públicos do município de Itabaiana em benefício da sua campanha. Valmir teria se aproveitado das inaugurações de obras públicas para divulgar a campanha eleitoral de seu filho. A defesa de Talysson já recorreu ao TSE.

A casa caiu

Valmir, que já tinha seu nome cogitado para o governo do Estado em 2022 e até mesmo ao Senado, pela boa gestão que fazia em Itabaiana em seis anos como prefeito, agora verá ruir por terra esse seu projeto político. Preso no Presídio Militar e envolvido em grande esquema de corrupção, dificilmente vai se reerguer politicamente. Até porque a delegada-geral Katarina Feitoza disse ontem que todos os crimes de que o prefeito é acusado "foram comprovados e com provas robustas ao decorrer do inquérito policial".

De olho na PMA

Nas rodas políticas três nomes já são citados como prováveis candidatos a prefeito de Aracaju em 2020, mediante a boa votação que tiveram na capital nas eleições deste ano. São eles: a vereadora Emília Correa (Rede), que disputou mandato de deputado federal e obteve 34.805 votos na capital; o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, que conquistou 16.238 votos na cidade na disputada por uma cadeira na Câmara dos Deputados; e o deputado estadual reeleito Gilmar Carvalho (PSC), com 14.128 votos em Aracaju.  

Reforma administrativa 1

O Governo do Estado continua trabalhando no projeto de reforma administrativa que pretende encaminhar para a Assembleia Legislativa até o final do mês, para análise e votação até o início do recesso parlamentar. Com as fusões de algumas secretarias, a expectativa é reduzir de 22 para 13 ou 14 secretarias.

Reforma administrativa 2

Aliados do governo dão como certo mudanças de comando nas Secretarias da Saúde, Infraestrutura, Educação e que vão sofrer fusão as secretarias do Meio Ambiente, Governo, Turismo, Cultura e Esporte.

Mudança no TRE 1

O Pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe escolheu ontem, em sessão extraordinária, o desembargador José dos Anjos  para exercer o cargo de membro do Tribunal Regional Eleitoral, na classe dos desembargadores, em substituição a Ricardo Múcio, atual presidente do TRE-SE, que encerrará seu mandato no dia 2 de fevereiro de 2019.

Mudança no TRE 2

Na mesma sessão, o TJ/SE elegeu, por aclamação, para o biênio 2019-2021, os desembargadores que comporão a mesa diretora daquele Egrégio Tribunal. Osório de Araújo Ramos assumirá a presidência, Alberto Romeu Gouveia Leite ocupará a vice-presidência e Elvira Maria de Almeida Silva será a próxima corregedora-geral da Justiça.

Mudança no TRE 3

Duas mudanças na formação do pleno do TRE nesta semana, Na segunda-feira, 5, a advogada Sandra Regina Câmara Conceição tomou posse como juíza membro do tribunal, na classe jurista. Ela ocupa a vaga deixada pela também jurista Denise Figueiredo, cujo biênio se encerrou no último dia 25 de outubro.  No dia 6, a jurista Marcela Pithon Brito Santos foi empossada para exercer as funções de membro substituto da Corte Eleitoral, na vaga decorrente do término do biênio de Lenora Viana de Assis.

Visita

Ontem o senador eleito Delegado Alessandro Vieira visitou o 28º Batalhão de Caçadores, Batalhão Campo Grande, em Aracaju/SE, onde foi recebido pelo Comandante Tenente Coronel de Infantaria José Fernandes Carneiro dos Santos Filho e pelo Coronel Correia Leão. A visita teve por objetivo proporcionar o contato do futuro parlamentar com a instituição que representa uma das três Forças Armadas do Brasil, responsável, no plano externo, pela defesa do país em operações eminentemente terrestres e, no interno, pela garantia da lei, da ordem e dos poderes constitucionais.

Veja essa ...

O Senado aprovou ontem, por 41 votos a 16, projeto que aumenta em 16% os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o reajuste, os subsídios dos magistrados passarão de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O aumento passará a valer a partir da sanção presidencial. Esse reajuste terá efeito cascata no Judiciário, inclusive no de Sergipe. Mais uma dor de cabeça para o governador reeleito Belivaldo Chagas com o aumento da folha de pessoal. Os senadores Amorim e Valadares foram favoráveis ao aumento; Maria do Carmo contrária.

Curtas

A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de autoria do deputado Valadares Filho (PSB-SE), que cria prioridade para a segurança hídrica e destina recursos dos fundos constitucionais para saneamento básico.

"O nosso objetivo com esse projeto é proporcionar meios para aumentar a segurança hídrica em regiões sujeitas a secas prolongadas", destaca Valadares Filho.

Após quase dois meses preso acusado de coação a testemunhas nos crimes que é acusado de estupro e agressão, o radialista George Magalhães ganhará liberdade nas próximas horas mediante habeas corpus dado ontem pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca.

Mais do que acertada a decisão da justiça por intervenção no Hospital Cirurgia, que sempre foi problemático não só por falta de recursos, mas pela má gestão em todos os sentidos.