Ainda sobre as eleições

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Derrotado nas eleições para o Senado, o deputado federal André Moura (PSC) segue em frente e continua ajudando o estado e municípios. Não criou qualquer problema para aprovação das emendas impositivas, que até o fechamento da coluna ainda não tinha sido d
Derrotado nas eleições para o Senado, o deputado federal André Moura (PSC) segue em frente e continua ajudando o estado e municípios. Não criou qualquer problema para aprovação das emendas impositivas, que até o fechamento da coluna ainda não tinha sido d

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Publicada em 01/11/2018 às 07:38:00

 

Nas eleições deste ano o que se viu foi a cri-
minalização ao PT, o ódio de muitos ser-
gipanos e brasileiros ao Partido dos Trabalhadores que passou a ser o único responsável pela corrupção no país, como se ela só tivesse existido nos últimos 16 anos e não desde quando o Brasil foi descoberto há mais de 1.500 anos.
O antipetismo levou Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República e a desagregação entre parentes e amigos. O país se dividiu e se criou um clima de ódio e violência nas ruas e até dentro das universidades, que sempre foram um campo de debate de vários temas, inclusive o político.
Na discussão política entre o fascismo e a democracia, três mortes foram registradas no país durante a campanha eleitoral, sendo a de maior repercussão a do mestre de capoeira e compositor Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, conhecido como Moa do Katendê. Ele foi morto a facadas na noite de 7 de outubro, após uma discussão política, em Salvador, por um eleitor de Bolsonaro.
Apesar do antipetismo, o PT não se acabou no país e em Sergipe. Perdeu a presidência da República, mas elegeu a maior bancada de deputados federais e o maior número de governadores.
O PT de Fernando Haddad elegeu 56 deputados federais e o PSL de Jair Bolsonaro 52 deputados.  O partido será em 2019 a quarta maior bancada no Senado, com seis senadores, enquanto a de Bolsonaro terá quatro senadores.
O Partido dos Trabalhadores fez um maior número de governadores este ano: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Elegeram três governadores o MDB, PSB, PSDB e PSL; dois governadores o DEM, PSC e PSD; e apenas um governador o Novo, PCdoB, PDT, PHS e PP.
Em Sergipe, o PT, ao lado do PSD, foi um partido vitorioso nas eleições deste ano. A legenda elegeu a vice-governadora Eliane Aquino, o senador Rogério Carvalho e manteve a bancada na Câmara Federal, com a reeleição de João Daniel, e a bancada de dois deputados na Assembleia Legislativa, com a reeleição de Francisco Gualberto e a vitória do vereador Iran Barbosa.
Por conta das sobras, o PT de Sergipe não elegeu dois deputados federais. Márcio Macedo, vice-presidente nacional do PT, obteve mais de 49 mil votos, mas ficou de fora da Câmara. Já Fábio Henrique (PDT), com apenas 35 mil votos, vai para Brasília em 2019.
Vale ressaltar que Haddad ganhou no 2º turno em todos os municípios de Sergipe, inclusive Aracaju, e o emprenho da militância petista e da população mais pobre de não deixar o PT, cujo governo fez os maiores e melhores programas sociais do país, não ser massacrado nas urnas.
Trocando em miúdos, mesmo com a prisão do líder maior do PT, o ex-presidente Lula, e a morte dos lideres maior em Sergipe (Marcelo Déda e Zé Eduardo Dutra), o partido segue vivo no estado e no país...

Nas eleições deste ano o que se viu foi a cri- minalização ao PT, o ódio de muitos ser- gipanos e brasileiros ao Partido dos Trabalhadores que passou a ser o único responsável pela corrupção no país, como se ela só tivesse existido nos últimos 16 anos e não desde quando o Brasil foi descoberto há mais de 1.500 anos.
O antipetismo levou Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República e a desagregação entre parentes e amigos. O país se dividiu e se criou um clima de ódio e violência nas ruas e até dentro das universidades, que sempre foram um campo de debate de vários temas, inclusive o político.
Na discussão política entre o fascismo e a democracia, três mortes foram registradas no país durante a campanha eleitoral, sendo a de maior repercussão a do mestre de capoeira e compositor Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, conhecido como Moa do Katendê. Ele foi morto a facadas na noite de 7 de outubro, após uma discussão política, em Salvador, por um eleitor de Bolsonaro.
Apesar do antipetismo, o PT não se acabou no país e em Sergipe. Perdeu a presidência da República, mas elegeu a maior bancada de deputados federais e o maior número de governadores.
O PT de Fernando Haddad elegeu 56 deputados federais e o PSL de Jair Bolsonaro 52 deputados.  O partido será em 2019 a quarta maior bancada no Senado, com seis senadores, enquanto a de Bolsonaro terá quatro senadores.
O Partido dos Trabalhadores fez um maior número de governadores este ano: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Elegeram três governadores o MDB, PSB, PSDB e PSL; dois governadores o DEM, PSC e PSD; e apenas um governador o Novo, PCdoB, PDT, PHS e PP.
Em Sergipe, o PT, ao lado do PSD, foi um partido vitorioso nas eleições deste ano. A legenda elegeu a vice-governadora Eliane Aquino, o senador Rogério Carvalho e manteve a bancada na Câmara Federal, com a reeleição de João Daniel, e a bancada de dois deputados na Assembleia Legislativa, com a reeleição de Francisco Gualberto e a vitória do vereador Iran Barbosa.
Por conta das sobras, o PT de Sergipe não elegeu dois deputados federais. Márcio Macedo, vice-presidente nacional do PT, obteve mais de 49 mil votos, mas ficou de fora da Câmara. Já Fábio Henrique (PDT), com apenas 35 mil votos, vai para Brasília em 2019.
Vale ressaltar que Haddad ganhou no 2º turno em todos os municípios de Sergipe, inclusive Aracaju, e o emprenho da militância petista e da população mais pobre de não deixar o PT, cujo governo fez os maiores e melhores programas sociais do país, não ser massacrado nas urnas.
Trocando em miúdos, mesmo com a prisão do líder maior do PT, o ex-presidente Lula, e a morte dos lideres maior em Sergipe (Marcelo Déda e Zé Eduardo Dutra), o partido segue vivo no estado e no país...

PT fortalecido 1

Do deputado estadual eleito, vereador Iran Barbosa (PT), ao fazer ontem uma análise do resultado eleitoral: "O PT sai dessas eleições fortalecido com quatro governadores eleitos, inclusive, a única governadora eleita do país, Fátima Bezerra, uma mulher honrada; em seis outros estados, o PT governará com composições, como aqui, em Sergipe. O PT elegeu a maior bancada de deputados federais, com 56 eleitos; elegeu ainda 58 deputados estaduais e 6 senadores; saímos com 47 milhões de votos para presidente da República e o nosso partido tem 29% de aprovação da população, muito distante de qualquer outro partido".

PT fortalecido 2

Ressaltou Iran: "Além de tudo isso, cabe advertir aos que atacam o PT que nós somos uma agremiação partidária devidamente regular e reconhecida nas instâncias de Poder, e contamos com mais de um milhão de filiados em todo o país. Portanto, temos que chorar sim, mas não é pela derrota eleitoral ao cargo de Presidente da República, pois a derrota eleitoral não nos atingiu da forma como querem colocar. Podemos até chorar pelos erros cometidos, que têm que servir de lição para que não se repitam. Podemos até chorar, mas pelo que já se anuncia que virá pela frente com o governo que foi eleito no último pleito", afirmou o petista.

 

O PT em Sergipe

Do ex-coordenador da campanha de Fernando Haddad em Sergipe, Silvio Santos, durante entrevista concedida ontem à 103 FM: "Mesmo não levando as eleições presidenciais, o Partido dos Trabalhadores sai fortalecido do processo eleitoral, principalmente em Sergipe, através da vice-governadora eleita Eliane Aquino. Eliane se mostrou uma liderança muito importante, não apenas pelo legado de Déda, mas como um novo tipo de liderança política, para além do carisma dela, toda a sinceridade e verdade nas ações. Eliane é uma liderança real".

Polêmica

O petista Silvio Santos disse que apesar da importância do papel do PT durante a eleição de Edvaldo Nogueira em 2016, a narrativa construída naquela eleição foi de minimização da atuação do partido. "O PT tem um legado, uma história e uma militância extraordinária. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos, que passam também por 2020", afirmou, chegando a declarar que inicialmente o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) não apoiou pra valer a campanha de Haddad em Aracaju, somente a do governador Belivaldo Chagas (PSD).  

Conflito 1

Acabou gerando conflito a definição das seis emendas impositivas de Sergipe junto ao Orçamento Geral da União do exercício 2018, no valor global de R$ 169 milhões. Estava praticamente consensuado que dos R$ 169 milhões, um total de R$ 69 milhões iria para a educação básica e os R$ 100 milhões restantes divididos: R$ 20 milhões para saúde do interior (construção de um Centro de Diagnóstico por Imagem), R$ 20 milhões para segurança pública (reestruturação e reaparelhamento das policiais civil e militar, dos bombeiros e guarda municipal), R$ 20 milhões para Codevasf (aquisição de equipamentos para os municípios do baixo São Francisco), R$ 20 milhões para construção do Campus da UFS no sertão e R$ 20 milhõ ;es para a saúde de Aracaju.

Conflito 2

Na reunião da bancada federal da terça-feira à noite, na Câmara dos Deputados - com a presença do governador Belivaldo Chagas (PSD), do reitor da UFS, Angelo Antoniolli, e de prefeitos - o senador Eduardo Amorim (PSDB) criou um impasse, que foi apoiado pelo senador Valadares (PSB). Eduardo queria que a proposta de emenda de bancada apresentada pelo deputado federal Fábio Reis (MDB), de construção de um Centro de Diagnóstico por Imagem no Campus de Lagarto, fosse impositiva no lugar da emenda impositiva para a Codevasf.

Conflito 3

Isso causou a revolta de prefeitos da região do Baixo São Francisco, que seriam prejudicados com o não recebimento de equipamentos para seus municípios. Esse impasse levou a reunião, que poderia acabar às 20h, se estender até às 22h30, sem uma definição.

Conflito 4

Uma outra reunião foi marcada para ontem de manhã, no gabinete da senadora Maria do Carmo Alves (DEM), para se chegar a um entendimento com relação as seis emendas impositivas, uma vez que haviam sete propostas. Só que os dois senadores, Eduardo e Valadares, não compareceram.

Buscar o entendimento

Coube ao coordenador da bancada federal, deputado Jony Marcos (PRB), conversar individualmente com Valadares e Eduardo para saber a posição deles. Isso porque para que as emendas impositivas sejam aprovadas é necessária à assinatura da ata por seis dos oito deputados federais de Sergipe e de dois dos três senadores.

As emendas impositivas 1

Pela nova legislação orçamentária, existe a obrigatoriedade de ter pelo menos uma emenda para Educação, uma para Saúde e uma para Segurança. O governador Belivaldo sugeriu R$ 69 milhões para educação; o reitor da UFS, Angelo Antoniolli, propôs  R$ 20 milhões para o campus da UFS no sertão; e o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) R$ 20 milhões para saúde em Aracaju. Governo, Prefeitura de Aracaju e UFS tinham o direito de apresentar suas emendas impositivas.

As emendas impositivas 2

Já as outras três tinham que ser apresentadas como indicação dos parlamentares. Assim, a senadora Maria do Carmo (DEM) encampou sugestão dos prefeitos que integram um consórcio para construção de um Centro de Diagnóstico por Imagem; o deputado Fábio Mitidieri (PSD) acatou sugestão dos prefeitos do baixo São Francisco para a Codevasf; e Jony Marcos (PRB) apresentou emenda para a segurança pública.    O senador Valadares (PSB) tentou emplacar uma emenda impositiva para o Canal de Xingó e o prefeito Padre Inaldo (PCdoB-Nossa Senhora do Socorro), que emplacou no orçamento deste ano uma emenda impositiva para seu município, não foi bem sucedido.       

Ainda hospitalizado

O deputado estadual reeleito Gilmar Carvalho (PSC) deverá ter alta hospitalar na próxima segunda-feira, após recuperação de uma infecção urinária.  Na Assembleia Legislativa diz que na próxima legislatura vai manter posição independe de bloco.

Bloco de oposição

PDT, PSB e PCdoB vão formar o maior bloco de oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Os líderes dos três partidos se reuniram ontem e anunciaram que as três legendas estarão juntas, mas não pretendem fazer "hegemonia" na oposição. Juntos, esses partidos reúnem 69 deputados. O PT, apesar de ter eleito a maior bancada da Câmara, não participou da reunião. Segundo o deputado André Figueiredo, líder do PDT, o PT demonstrou que quer ter uma atuação independente, mas que podem estar juntos em algumas pautas.

Veja essa ...

Na terça-feira à noite, após reunião da bancada federal em Brasília, parlamentares e prefeitos de Sergipe foram jantar no Restaurante Espetinho. Lá alguns prefeitos do baixo São Francisco se rebelaram contra o senador Eduardo Amorim (PSDB) por querer tirar emenda impositiva da Codevasf, sendo os mais exaltados Neudo (DEM-Cedro de São João) e Franklin Freire (PR-Amparo do São Francisco). Neudo chegou a dizer que foi por não priorizar prefeitos que votaram com ele que perdeu as eleições.  

Curtas

Os secretários Rosman Pereira (Seplag) e Sales Neto (Comunicação) acompanharam o governador Belivaldo Chagas na reunião com a bancada federal sobre as emendas impositivas do Orçamento Geral da União.

Ontem Belivaldo foi visitar o presidente nacional do seu partido, ministro Gilberto Kassab (Ciências e Tecnologia). Estava acompanhado do deputado federal reeleito Fábio Mitidieri.   

A delegada Danielle Garcia está em Curitiba participando do Congresso Brasileiro de Direito Empresarial e Cidadania. Hoje participa de palestra, ao lado do juiz Sérgio Moro, sobre os 30 anos da Constituição Federal de 1988 e o combate à corrupção.

O vereador Anderson de Tuca (PRTB) se posicionou ontem contrário ao possível aumento da tarifa de ônibus para R$ 4,44. Disse que não justifica esse reajuste e pontuou que os constantes aumentos não estão sendo revertidos em melhorias para a qualidade do transporte público.

Dos 147,3 milhões de eleitores brasileiros, 42,4 milhões não votaram nem no presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) nem no candidato derrotado por ele no segundo turno Fernando Haddad (PT). Isso equivale a quase um terço (29%) de todo o eleitorado nacional. O número corresponde à soma dos votos em branco, nulos e das abstenções, ou seja, quem não foi votar.