O erro de marketing

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O ex-governador Jackson Barreto disse que estava \"muito orgulhoso\" com Sergipe e Aracaju porque deram a vitória a Belivaldo Chagas e a Fernando Haddad no segundo turno. \"Sergipe não é de Bolsonaro e nem Aracaju. Na capital, Bolsonaro só gan
O ex-governador Jackson Barreto disse que estava \"muito orgulhoso\" com Sergipe e Aracaju porque deram a vitória a Belivaldo Chagas e a Fernando Haddad no segundo turno. \"Sergipe não é de Bolsonaro e nem Aracaju. Na capital, Bolsonaro só gan

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Publicada em 30/10/2018 às 10:20:00

 

Durante o segundo turno das eleições a co-
luna escreveu sobre o marketing errado 
da campanha de Valadares Filho (PSB) em querer rotular o governo Jackson Barreto/Belivaldo Chagas como corrupto, querer passar para o eleitorado que o deputado federal André Moura (PSC) estava apoiando Belivaldo no segundo turno e, sendo eleito, ele e Jackson seriam seus secretários.
O marketing acreditou que como Valadares Filho perdeu as eleições de prefeito para Edvaldo Nogueira em 2016, em razão do apoio do então prefeito João Alves e da senadora Maria do Carmo (DEM) no segundo turno - por conta do caos da sua gestão com ruas esburacadas, escuras e tomadas pelo lixo, assim como salário atrasado do servidor público - seguiria o mesmo caminho para ganhar as eleições.  Quis desgastar politicamente Belivaldo, querendo convencer o povo de que André estava com ele no segundo turno, já que perdeu as eleições para o Senado pelo desgaste de ser líder do governo Temer, que tem mais de 90% de rejeição.
Sergipe todo sabe que André não declarou apoio a Belivaldo Chagas, apenas liberou seus aliados a votar em quem quisesse no segundo turno, só declarando apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O próprio André afirmou isso nas várias entrevistas que concedeu à imprensa, diferente de Maria do Carmo, que nas eleições de 2016 compareceu a ato de Valadares Filho no Iate Clube com adesivos dele, que escondia apoio do DEM.
Os sergipanos também sabem que nem André nem Jackson serão secretários no novo governo de Belivaldo e Eliane Aquino (PT) e que no governo Jackson Barreto/Belivaldo Chagas não teve nenhuma denuncia de corrupção. O governo sofreu um desgaste grande com relação ao parcelamento e atraso no salário dos servidores públicos, aposentados e pensionistas.
Esse desgaste Belivaldo soube amenizar, ao conseguir, quando assumiu o governo em 7 de abril deste ano - com a renúncia de JB para concorrer ao Senado - pagar a 70% dos servidores, aposentados e pensionistas dentro do mês e ao restante até o dia 12 do mês subsequente.  
E não colou o rótulo de corrupto que a campanha de Valadares Filho quis atribuir a Jackson e Belivaldo, pois como diz o ex-governador Albano Franco, Sergipe é pequeno, todos se conhecem.  
O marketing também se equivocou em transformar Valadares Filho em uma pessoa odienta, que só falava com raiva, que pouco apresentou propostas por utilizar o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e nos debates para tentar desconstruir o adversário Belivaldo, quando até chegou a falar que era perseguidor. Para isso, usou muito os delegados Danielle Garcia e Alessandro Vieira, eleito senador.
Enquanto isso, Belivaldo demonstrou serenidade, que é um bom gestor, passou confiança para o eleitor e utilizou bem o tempo que teve para falar de propostas de governo.  
Trocando em miúdos, o marketing errado de Valadares Filho, que usou e abusou das fake news, rendeu uma terceira derrota consecutiva nas eleições majoritárias e com mais de 300 mil votos de diferença. Sem falar que perdeu em 74 dos 75 municípios de Sergipe, ganhando apenas em Moita Bonita, maior reduto eleitoral do deputado federal eleito Bosco Costa (PR).  
O erro maior já começou com a contratação no segundo turno do pessoal de marketing do presidenciável Henrique Meireles (MDB), que acabou as eleições em sétimo lugar e com apenas 1% dos votos do país...

Durante o segundo turno das eleições a co- luna escreveu sobre o marketing errado  da campanha de Valadares Filho (PSB) em querer rotular o governo Jackson Barreto/Belivaldo Chagas como corrupto, querer passar para o eleitorado que o deputado federal André Moura (PSC) estava apoiando Belivaldo no segundo turno e, sendo eleito, ele e Jackson seriam seus secretários.O marketing acreditou que como Valadares Filho perdeu as eleições de prefeito para Edvaldo Nogueira em 2016, em razão do apoio do então prefeito João Alves e da senadora Maria do Carmo (DEM) no segundo turno - por conta do caos da sua gestão com ruas esburacadas, escuras e tomadas pelo lixo, assim como salário atrasado do servidor público - seguiria o mesmo caminho para ganhar as eleições.  Quis desgastar politicamente Belivaldo, querendo convencer o povo de que André estava com ele no segundo turno, já que perdeu as eleições para o Senado pelo desgaste de ser líder do governo Temer, que tem mais de 90% de rejeição.Sergipe todo sabe que André não declarou apoio a Belivaldo Chagas, apenas liberou seus aliados a votar em quem quisesse no segundo turno, só declarando apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O próprio André afirmou isso nas várias entrevistas que concedeu à imprensa, diferente de Maria do Carmo, que nas eleições de 2016 compareceu a ato de Valadares Filho no Iate Clube com adesivos dele, que escondia apoio do DEM.Os sergipanos também sabem que nem André nem Jackson serão secretários no novo governo de Belivaldo e Eliane Aquino (PT) e que no governo Jackson Barreto/Belivaldo Chagas não teve nenhuma denuncia de corrupção. O governo sofreu um desgaste grande com relação ao parcelamento e atraso no salário dos servidores públicos, aposentados e pensionistas.Esse desgaste Belivaldo soube amenizar, ao conseguir, quando assumiu o governo em 7 de abril deste ano - com a renúncia de JB para concorrer ao Senado - pagar a 70% dos servidores, aposentados e pensionistas dentro do mês e ao restante até o dia 12 do mês subsequente.  E não colou o rótulo de corrupto que a campanha de Valadares Filho quis atribuir a Jackson e Belivaldo, pois como diz o ex-governador Albano Franco, Sergipe é pequeno, todos se conhecem.  O marketing também se equivocou em transformar Valadares Filho em uma pessoa odienta, que só falava com raiva, que pouco apresentou propostas por utilizar o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e nos debates para tentar desconstruir o adversário Belivaldo, quando até chegou a falar que era perseguidor. Para isso, usou muito os delegados Danielle Garcia e Alessandro Vieira, eleito senador.Enquanto isso, Belivaldo demonstrou serenidade, que é um bom gestor, passou confiança para o eleitor e utilizou bem o tempo que teve para falar de propostas de governo.  Trocando em miúdos, o marketing errado de Valadares Filho, que usou e abusou das fake news, rendeu uma terceira derrota consecutiva nas eleições majoritárias e com mais de 300 mil votos de diferença. Sem falar que perdeu em 74 dos 75 municípios de Sergipe, ganhando apenas em Moita Bonita, maior reduto eleitoral do deputado federal eleito Bosco Costa (PR).  O erro maior já começou com a contratação no segundo turno do pessoal de marketing do presidenciável Henrique Meireles (MDB), que acabou as eleições em sétimo lugar e com apenas 1% dos votos do país...

Rancor

Ao querer rotular o governo Jackson Barreto/Belivaldo Chagas como corrupto e afirmar que tão logo assumisse o governo faria um auditoria no Estado, Valadares Filho (PSB) provocou o ódio do ex-governador Jackson Barreto (MDB) e a indignação do governador reeleito Belivaldo Chagas (PSD).  

Contra-ataque

Jackson, na primeira entrevista que concedeu à imprensa, já disse que vai interpelá-lo judicialmente para que prove a corrupção no seu governo junto com a delegada Danielle Garcia. Foi mais longe: o chamou de "vagabundo" e disse que com a derrota e a perda do mandato de deputado federal, ele terá agora que trabalhar. Se referiu a delegada como "irresponsável".

Mais contido

Belivaldo, mais moderado, preferiu demonstrar a sua indignação dizendo que sofreu com os ataques à sua honestidade na campanha, assim como sua mãe e filhos, mas que o povo deu a resposta nas urnas a Valadares Filho. Declarou que "a verdade venceu a mentira". 

Ainda esta semana

Ontem, em conversa com a coluna, Jackson disse que ainda esta semana seu advogado estará entrando com interpelação judicial contra Valadares Filho e a delegada Danielle Garcia para que provem a corrupção que houve no seu governo. "Estou muito injuriado, não merecia isso. Todos sabem que no meu governo não teve nenhum escândalo de corrupção. Eles falaram em corrupção, mas não mostraram nenhum caso de corrupção. Que os dois tomem uma lição", disse.

Alfinetando delegados

De Jackson sobre os delegados Alessandro Vieira, eleito senador, e Daniele Garcia que passaram um mês fazendo campanha contra o governo: "Sergipe ficou contra os delegados. Deram a vitória a Belivaldo Chagas com uma diferença de mais de 100 mil votos com relação ao primeiro turno. No primeiro turno Belivaldo teve mais de 200 mil votos sobre Valadares Filho. No segundo turno ele ganhou com mais de 300 mil votos".

Alfinetando ex-aliado 1

O ex-governador disse ontem à coluna que o coordenador da bancada federal de Sergipe, deputado federal Jony Marcos (PRB), está querendo fatiar os recursos da emenda impositiva do Estado junto ao Orçamento Geral da União do exercício de 2019 com cinco ou seis prefeituras. "Pastor Jony achou pouco a traição a Jackson ao pular para a oposição às vésperas das convenções e agora quer aplicar um golpe contra o governo ao fatiar a emenda impositiva que o Estado tem direito", afirmou.

Alfinetando ex-aliado 2

Segundo JB, o parlamentar já fez isso o ano passado quando dos R$ 80 milhões da emenda impositiva do estado para a saúde, conseguiu fazer com que R$ 6 milhões fossem destinados para Nossa Senhora do Socorro em troca do apoio do prefeito Padre Inaldo (PCdoB) à sua reeleição de deputado federal. "Na época não falei nada porque o prefeito é nosso aliado", disse, enfatizando que Jony foi o candidato a deputado federal de Padre Inaldo nestas eleições.

Qual interesse?

Como perguntar não ofende o que estará por trás dessa posição de Jony Marco, como coordenador da bancada federal, em querer fatiar a emenda impositiva do Estado com cinco ou seis prefeituras?

Com a bancada

O governador reeleito Belivaldo Chagas viajou ontem à tarde para Brasília para se reunir hoje com a bancada federal de Sergipe, visando tratar da emenda impositiva do estado que deseja destinar para a educação. A reunião será no gabinete da senadora Maria do Carmo Alves (DEM).

Dificuldade a vista

Belivaldo pode ter alguma dificuldade para que a emenda impositiva do estado não seja fatiada. É que dos oito deputados federais apenas quatro são aliados do governo: Fábio Reis (MDB), Fábio Mitidieri (PSD), Laércio Oliveira (PP) e João Daniel (PT). São adversários André Moura (PSC), Valadares Filho (PSB), Adelson Barreto (PR) e Jony Marco (PRB), além dos três senadores: Valadares (PSB), Eduardo Amorim (PSDB) e Maria do Carmo (DEM). A exceção de Maria do Carmo, que não disputou a reeleição, toda a bancada da oposição perdeu as eleições este ano.

Expectativa

O governador reeleito pode contar com a simpatia e boa vontade de Adelson Barreto, Maria do Carmo e André Moura para que a emenda impositiva do estado não seja fatiada com prefeituras. Vai precisar de muito jogo de cintura.

Coligação vitoriosa

Com a vitória de Belivaldo Chagas a sua coligação "Pra Sergipe Avançar" foi a grande vitoriosa nestas eleições. Além de eleger o governador, conseguiu eleger um senador, quatro dos oito deputados federais e nove dos 24 deputados estaduais. O governador não terá problema na Assembleia por já ter hoje maioria na casa a partir de 2019, com a vitória dos aliados em outra coligação proporcional Zezinho Sobral (Podemos) e Diná Almeida (Podemos), e com o apoio declarado dos deputados estaduais reeleitos Capitão Samuel (PSC) e Dr. Vanderbal (PSC).   

Edvaldo

Belivaldo Chagas expressou ontem seu agradecimento pelo empenho de Edvaldo Nogueira (PCdoB) na sua campanha em Aracaju. "Só tenho a agradecer e nada a reclamar. O prefeito Edvaldo Nogueira, a partir do momento que comunicou que entraria na campanha, dentro do possível, ele fez. Ele passava o dia todo na prefeitura trabalhando e a noite estava nas carreatas ao nosso lado. Ele não abandonou a gestão para fazer política. Isso está correto. E a população compreendeu. Ganhamos em Aracaju no 1º turno e no 2º turno", afirmou o governador em entrevista à rádio Fan FM. 

Veja essa ...

O ex-governador Jackson Barreto (MDB) já avisou ao governador reeleito Belivaldo Chagas (PSD) que não se calará mais e que agora, passada as eleições, vai falar tudo o que tiver de falar sobre qualquer pessoa ou assunto. Vai botar a boca no trombone.

Curtas

O PT foi o partido que mais elegeu governadores (4): Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

O  PSL, do presidente eleito, Jair Bolsonaro, venceu a disputa pelo governo em três estados: Santa Catarina, Rondônia e Roraima.

 Apesar da vitória, Bolsonaro cresceu apenas 17% do 1º para o 2º turno. Fernando Haddad perdeu, mas cresce 50% do 1º para o 2º turno. A  diferença entre os dois candidatos caiu de 18 milhões de votos no 1º turno para 10,7 milhões.

O  2º turno bateu recorde histórico de ausentes, brancos e nulos, alcançando mais de 28%.   Índice aumenta 4% do primeiro para o segundo turno. A taxa mais alta havia sido em 2010, com 26,8%.

Foi o maior índice de votos brancos e nulos registrado nas seis disputas de segundo turno realizadas após o fim da ditadura militar.   Mais de 11 milhões votaram em branco e nulo, o equivalente à população de Portugal.

Nas últimas seis eleições que foram para o 2° turno, em apenas duas o número de votos brancos e nulos do 1° turno foi menor que no 2°: 2010 e 2018.