A volta do PRB

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O prefeito Edvaldo Nogueira recebeu em seu gabinete, na tarde desta segunda-feira, o deputado federal reeleito Fábio Mitidieri (PSD). Na pauta do encontro, a apresentação de propostas de emenda parlamentar ao Orçamento Geral da União de 2019 com destinaçã
O prefeito Edvaldo Nogueira recebeu em seu gabinete, na tarde desta segunda-feira, o deputado federal reeleito Fábio Mitidieri (PSD). Na pauta do encontro, a apresentação de propostas de emenda parlamentar ao Orçamento Geral da União de 2019 com destinaçã

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Publicada em 16/10/2018 às 08:13:00

 

O PRB de Heleno Silva e Jony Marcos es
tava no agrupamento político gover
nista, com participação no governo mediante indicação de cargos, desde que Marcelo Déda (PT) assumiu a liderança do bloco.
No pleito deste ano, às vésperas das convenções partidárias, o PRB decidiu deixar o governo e ir para a oposição por conta da vaga de senador para Heleno, oferecida na chapa do candidato a governador Eduardo Amorim (PSDB). Jogou no lixo uma unidade política por isso.
Por conta dessa posição política, Heleno e Jony, que foram os responsáveis por levaram o partido para a oposição, foram chamados de "traíras". Isso porque permaneceram com cargos no governo até dias antes do prazo de desincompatibilização.
O rompimento foi tumultuado porque as outras lideranças do PRB não aceitavam o rompimento com o governo, a exemplo do deputado estadual Jairo de Glória e do ex-prefeito Ivan Leite (Estância). Após muitas conversas, Ivan aceitou ser vice de Eduardo Amorim e Jairo acabou acompanhando os companheiros de partido.
A candidatura de Heleno para o Senado acabou sendo tumultuada pelos conflitos internos com o seu companheiro de chapa André Moura (PSC), que também disputou uma das duas vagas de senador.   
O pior de tudo foi que durante a campanha, Heleno, tentando justificar sua ida para a oposição e se isentar de ser chamado de traíra, fez críticas ao governo que fazia parte até as eleições, ou seja, cuspiu no prato que comeu.  
Chegou a dizer que o Estado estava doente, que Eduardo Amorim era o médico que precisava para tirar o estado da UTI, que o governo estava sem rumo e que para melhorar todos tinham que eleger Eduardo governador.
Passada as eleições, aberta as urnas, toda a chapa majoritária de Eduardo Amorim foi derrotada. Sem falar que o presidente estadual do PRB, deputado federal Jony Marcos, não conseguiu a reeleição, assim como o deputado estadual Jairo de Glória.
 Com isso, o PRB foi um dos maiores derrotados nas eleições deste ano. Ficará sem representação na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa a partir de 2019; deixou de conquistar uma vaga de senador e uma de vice-governador; sem falar que perdeu todos os cargos do governo.
Ou seja, o PRB ficou a ver navios...
Não se sabe se a derrota dos candidatos do PRB teve a ver com o fato do seu eleitorado não ter aceitado o rompimento com o governo e a ida para a oposição às vésperas das convenções partidárias, interpretando isso como traíragem. Certo é que nenhum candidato do partido foi vitorioso nas eleições.
 Agora, nesse 2º turno das eleições, o PRB decide apoiar o governador Belivaldo Chagas, que participou e criticou na campanha eleitoral. Para muita gente isso soará como uma incoerência grande e uma demonstração de que o PRB não quer ficar sem cargos no governo, principalmente agora, que o partido ficará sem nenhum representante no legislativo...  

O PRB de Heleno Silva e Jony Marcos es tava no agrupamento político gover nista, com participação no governo mediante indicação de cargos, desde que Marcelo Déda (PT) assumiu a liderança do bloco.
No pleito deste ano, às vésperas das convenções partidárias, o PRB decidiu deixar o governo e ir para a oposição por conta da vaga de senador para Heleno, oferecida na chapa do candidato a governador Eduardo Amorim (PSDB). Jogou no lixo uma unidade política por isso.
Por conta dessa posição política, Heleno e Jony, que foram os responsáveis por levaram o partido para a oposição, foram chamados de "traíras". Isso porque permaneceram com cargos no governo até dias antes do prazo de desincompatibilização.
O rompimento foi tumultuado porque as outras lideranças do PRB não aceitavam o rompimento com o governo, a exemplo do deputado estadual Jairo de Glória e do ex-prefeito Ivan Leite (Estância). Após muitas conversas, Ivan aceitou ser vice de Eduardo Amorim e Jairo acabou acompanhando os companheiros de partido.
A candidatura de Heleno para o Senado acabou sendo tumultuada pelos conflitos internos com o seu companheiro de chapa André Moura (PSC), que também disputou uma das duas vagas de senador.   
O pior de tudo foi que durante a campanha, Heleno, tentando justificar sua ida para a oposição e se isentar de ser chamado de traíra, fez críticas ao governo que fazia parte até as eleições, ou seja, cuspiu no prato que comeu.  
Chegou a dizer que o Estado estava doente, que Eduardo Amorim era o médico que precisava para tirar o estado da UTI, que o governo estava sem rumo e que para melhorar todos tinham que eleger Eduardo governador.
Passada as eleições, aberta as urnas, toda a chapa majoritária de Eduardo Amorim foi derrotada. Sem falar que o presidente estadual do PRB, deputado federal Jony Marcos, não conseguiu a reeleição, assim como o deputado estadual Jairo de Glória.
 Com isso, o PRB foi um dos maiores derrotados nas eleições deste ano. Ficará sem representação na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa a partir de 2019; deixou de conquistar uma vaga de senador e uma de vice-governador; sem falar que perdeu todos os cargos do governo.
Ou seja, o PRB ficou a ver navios...
Não se sabe se a derrota dos candidatos do PRB teve a ver com o fato do seu eleitorado não ter aceitado o rompimento com o governo e a ida para a oposição às vésperas das convenções partidárias, interpretando isso como traíragem. Certo é que nenhum candidato do partido foi vitorioso nas eleições.
 Agora, nesse 2º turno das eleições, o PRB decide apoiar o governador Belivaldo Chagas, que participou e criticou na campanha eleitoral. Para muita gente isso soará como uma incoerência grande e uma demonstração de que o PRB não quer ficar sem cargos no governo, principalmente agora, que o partido ficará sem nenhum representante no legislativo...  

Oficializando apoio

 Em nota ontem o PRB oficializou apoio a Belivaldo Chagas (PSD) no 2º turno das eleições durante reunião da Executiva Estadual. Diz a nota: "Os republicanos defenderam o apoio por entenderem que Belivaldo reúne experiência e que despertou credibilidade aos sergipanos. A gente não fica em cima de muro. Nossa decisão é política, sem barganhas e sem acertos. Queremos que Sergipe continue em boas mãos".

O intermediário

 Quem intermediou o apoio do PRB a Belivaldo Chagas no 2º turno foi o deputado estadual Jairo de Glória. O parlamentar, inclusive, foi o primeiro do PRB a declarar apoio ao governador, junto com os deputados estaduais Venâncio Fonseca (PSC) e Capitão Samuel (PSC). Os três deputados foram levados até Belivaldo na semana passada, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo (MDB).

Nada definido

 A coluna tem informações que Belivaldo Chagas não firmou compromisso político com o PRB e não definiu espaço no governo com aliados de primeira hora, no caso de ser reeleito governador. Mas que, sendo reeleito, serão bem contemplados o PSD, que além de ser o seu partido, elegeu um deputado federal e quatro deputados estaduais; o PT, que tem a vice Eliane Aquino, elegeu um senador, um deputado federal e dois deputados estaduais; e os Reis, que elegeram um deputado federal e dois deputados estaduais, além de ter tido um grande articulador político: o ex-deputado federal Sérgio Reis.

Área social

Na composição de governo, Eliane Aquino terá uma cota especial, que deve ser a área social. Ela deve ficar com a Secretaria de Inclusão Social, que já comandou no estado. O próprio Belivaldo deu a entender isso durante discurso na Av. Barão de Maruim, na festa da vitória do 1º turno das eleições.  

Menor fatia do bolo

 O deputado federal reeleito Laércio Oliveira (PP) fez campanha isolada de Belivaldo Chagas, realizou mais uma campanha para ele e a maioria dos seus colégios eleitorais não votou com o governador. Contribuiu com o partido, pelo tempo de TV. Deve ter participação menor no governo.  

Novos apoios 1

Além do PRB, Belivaldo conquistou nesse 2º turno o apoio dos cinco prefeitos do PSDB de Eduardo Amorim: Otávio Sobral (Itaporanga d´Ajuda); Everton Lima (São Miguel do Aleixo); Fernandinho Franco (Muribeca); Marcell Souza (Campo do Brito); e Painho (Feira Nova).

Novos apoios 2

 Também conseguiu o apoio dos dois prefeitos do PDT de Fábio Henrique e Silvia Fontes, que é a vice de Valadares Filho: Du de Juca (Cristinápolis) e Mara da Farmácia (Pedrinhas). Os vices prefeitos do PDT de Indiaroba, Marcos Sertanejo, e Adnan, de Feira Nova, também estão apoiando Belivaldo neste 2º turno. Só o vice-prefeito de São Cristovão, Adilson Júnior, irmão de Fábio Henrique, apoia Valadares Filho.

Novos apoios 3

 O prefeito Valmir Monteiro (PSC-Lagarto) disse ontem à coluna que apoiará Belivaldo Chagas. Afirmou que fará isso pela boa relação de amizade que tem com ele desde quando foram deputados estaduais e por ter ficado chateado por Valadares Filho ter dividido a oposição, ou seja, não ter feito uma composição com o seu candidato Eduardo Amorim. "O senador Valadares foi o grande responsável pela derrota da oposição em Sergipe", avalia.  Valmir deixou claro que o seu voto pessoal é de Belivaldo e que liberou o seu grupo para votar como quiser no 2º turno. "Quem quiser me seguir que siga", disse.

Indefinido apoio na Alese

De Valmir ao ser questionado como votará na Assembleia Legislativa o seu filho Ibrain Monteiro (PSC), eleito deputado estadual, no caso de Belivaldo ser reeleito governador: "Só estou pensando na questão do governo. Depois vamos ver como será pelo andamento de trabalho de Belivaldo. Hoje digo que no seu governo melhorou significativamente o repasse do ICMS para os municípios. O último repasse e o de amanhã foram os maiores. Foram dois aportes bons", comemora o prefeito, que é adversário político dos Reis em Lagarto, que são aliados do governador.

Apoiando Valadares Filho 1

Neste 2º turno Valadares Filho (PSB) conquistou no final de semana o apoio do senador eleito campeão de votos Delegado Alessandro Vieira (Rede) e da delegada Danielle Garcia. Os dois, inclusive, fizeram vídeo e lançaram nas redes sociais declarando apoio ao candidato.

Apoiando Valadares Filho 2

 Valadares Filho também conquistou o apoio do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PR) no 2º turno. Valmir elegeu o filho Talysson deputado estadual campeão de votos.

Foco novo 1

Neste 2º turno Valadares Filho está fazendo campanha com o mote "Reaja Sergipe". Diz que foi a força do voto popular que o colocou no 2º turno e que é o "desejo de mudança e de abandono dessa velha política, que nos levará ao governo de Sergipe". Tem ressaltado que está pronto e preparado para isso e que essa é a missão da sua vida!.

Foco novo 2

Ontem à tarde, Valadares Filho fez um grande ato político em um espaço na Orla da Atalaia, denominado Movimento Reaja. Foi dito que "juntos vão mudar Sergipe".  No 1º turno o mote da campanha foi "verdadeira mudança de Sergipe".

 Novas pesquisas 1

Quatro institutos de pesquisas registraram pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para governador no 2º turno das eleições no final de semana. No dia 12 o Dataplan registrou pesquisa para divulgação dia 18. No período de 16 a 18 entrevistará 1.200 eleitores. O Ibope também registrou pesquisa dia 12 com divulgação dia 18, após entrevistar 812 eleitores entre os dias 16 e 18.

Novas pesquisas 2

No dia 13, Real Time Big Data registrou pesquisa para governador com divulgação dia 19, após entrevistar 1.500 eleitores entre os dias 17 e 18. O Dataform também registrou pesquisa dia 14 e divulgação dia 20, após entrevistar entre os dias 16 e 18 um total de 1.200 eleitores. 

Questionamento

Resta saber se alguém vai ainda acreditar nas pesquisas de intenções de votos após desmoralização de todas elas no 1º turno das eleições não só em Sergipe como no país.

Veja essa ...

Do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, sobre as eleições no Brasil e a importância do voto, durante entrevista ontem à noite na TV Brasil: "O eleitor tem o dever de livrar essa respeitável senhora de nome política das más companhias, senão vai votar errado e será, ao mesmo tempo, vítima e cúmplice de sua própria desgraça".

... e essa...

De Britto com relação à possibilidade de se elaborar uma nova constituição - fato já descartado pelos dois candidatos neste 2º turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL): "Tremo nas bases [quando falam em nova Constituição]. Nenhuma Constituição que se dê ao respeito dispõe dos seus próprios funerais", disse. Declarou ainda: "A democracia vai nos tirar dessa chuva ácida, vai nos salvar. Sou um otimista e não estou delirando".

Curtas

Belivaldo Chagas iniciou sua campanha no 2º turno das eleições no sábado, durante grande comício em Itabaiana. No domingo, ele e a vice Eliane Aquino realizaram carreatas e comícios no Agreste Central Sergipano.

Na agenda de Belivaldo de hoje consta diálogo com jornalistas entre 7h30 e 8h30, na sede do Sindijor, e agenda administrativa a partir das 9h.

Na agenda de Valadares Filho consta hoje entrevista pela manhã a uma emissora de rádio e a noite entrevista na TV Sergipe.

Ontem o entrevistado na TV Sergipe foi Belivaldo Chagas, que disse que o ex-governador Jackson Barreto (MDB), que não foi vitorioso na disputa pelo Senado, não participará do governo.

Lembra que ele saiu do governo em abril e que agora vai descansar. Ressaltou que isso não é racha político, apenas não há necessidade dele participar do governo.

O ex-candidato a governador Mendonça Prado informou ontem que o partido decidiu apoiar Jair Bolsonaro (PSL) no 2º turno e a nível estadual  permanecerá neutro, sem opção por nenhum dos candidatos. E que depois vai fiscalizar suas ações.