Polícia prende 29 suspeitos de compra de votos em Sergipe

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EM ITABAIANA, CINCO PESSOAS FORAM PRESAS POR CRIMES ELEITORAIS
EM ITABAIANA, CINCO PESSOAS FORAM PRESAS POR CRIMES ELEITORAIS

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Publicada em 09/10/2018 às 06:48:00

 

Gabriel Damásio 
As polícias Militar e Fede
ral prenderam 29 pesso
as suspeitas de envolvimento em crimes de corrupção eleitoral, também chamada de "compra de votos". O oferecimento de dinheiro a eleitores, acompanhado de santinhos de candidatos, foi flagrado pelos policiais em pelo menos 20 cidades sergipanas, no período entre a tarde de sexta-feira e o fim da tarde de domingo, ao final da votação. Segundo a polícia, muito material de propaganda foi apreendido com os suspeitos, além de quase R$ 70 mil em espécie. As prisões geraram inquéritos policiais que já começaram a ser acompanhados de perto pelo Ministério Público Federal. 
Os dados foram divulgados ontem, em entrevista coletiva na sede da Polícia Federal. Os agentes prenderam cinco pessoas foram presas em flagrante em Itabaiana (Agreste) na tarde do sábado. Segundo o delegado regional de Combate ao Crime Organizado do órgão, Alex Raniery, a detenção dos acusados se deu a partir de denúncias anônimas que apontavam para "fortes indícios" de distribuição de dinheiro a eleitores em um bairro da periferia da cidade serrana. O quinteto estava em uma picape alugada e levava R$ 5.154 em notas de pequeno valor acompanhadas de 'santinhos' de um candidato a deputado estadual. 
Os acusados foram levados para o posto avançado montado pela PF em Itabaiana. Destes, três foram liberados após o pagamento de uma fiança e dois tiveram a prisão preventiva decretada, sendo um por já ter antecedentes criminais e outro por ter sido flagrado com uma arma de fogo sem registro. A liberação aconteceu após audiências de custódia realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Mesmo com a liberação, os cabos eleitorais irão responder a um inquérito policial que foi instaurado para investigar se eles agiram por conta própria ou atuaram sob orientação dos candidatos que aparecem na propaganda apreendida. 
"Os candidatos, se comprovado de fato a atuação direta deles, no ponto de vista criminal, eles vão responder criminalmente por isso. A sequência das apurações vai indicar e verificar se aquilo era uma prática isolada de cabos eleitorais ou se os candidatos tinham participação direta. Além disso, esse processo tem repercussão na Justiça Eleitoral. A apuração continua com prazo de 10 dias para conclusão", disse Raniery. O mesmo procedimento foi adotado nas outras 24 ocorrências do tipo que foram atendidas pela Polícia Militar ao longo do final de semana. O total representou metade das 48 ocorrências eleitorais registradas pelo órgão em Sergipe. A maior parte das prisões aconteceu em Lagarto (nove casos) e Aracaju (oito). 
Outras denúncias de corrupção eleitoral foram apuradas pela PF, gerando o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e a detenção de outras seis pessoas suspeitas, que acabaram liberadas por falta de provas. Já os mandados resultaram apenas na apreensão de propaganda eleitoral. 
Segundo o coronel Paulo César Paiva, comandante do esquema de policiamento das eleições, os flagrantes resultaram na apreensão de R$ 63.523 em dinheiro. "O que ajuda a polícia a caracterizar esse crime de compra de votos são exatamente as circunstâncias, porque normalmente as pessoas envolvidas negam. Encontramos com maior frequência um veículo alugado, um valor vultoso para uma pessoa levar consigo, listas de eleitores que seriam supostamente beneficiados com esse crime e farto material de campanha", explicou.
Os casos foram levados às delegacias locais da Policia Civil e, nos casos de Itabaiana e Aracaju, à sede da PF. A procuradora regional eleitoral Eunice Dantas Carvalho informou, no próprio domingo, que vai aguardar os autos das prisões em flagrante e dos inquéritos policiais, mas irá instaurar também procedimentos na Justiça Eleitoral para apurar a responsabilidade dos candidatos supostamente beneficiados. "Todos os casos que tiveram apreensão de dinheiro e material de campanha têm candidatos implicados também. Isso significa, infelizmente, que os nossos políticos ainda não respeitam a democracia, ainda querem ganhar a eleição com base no poder econômico. Isso não é mais admissível no período em que nós estamos", lamentou Eunice. 
Os processos judiciais no âmbito do TRE devem ser impetrados pelo MPF até o dia 19 de dezembro, data final para a diplomação dos candidatos eleitos. A depender da comprovação do envolvimento dos candidatos com os crimes, será pedida tanto a condenação criminal deles, pelos artigos previstos na Lei Eleitoral, quanto a cassação dos registros de candidatura ou dos próprios mandatos, caso eles já tenham sido eleitos e empossados. 

As polícias Militar e Fede ral prenderam 29 pesso as suspeitas de envolvimento em crimes de corrupção eleitoral, também chamada de "compra de votos". O oferecimento de dinheiro a eleitores, acompanhado de santinhos de candidatos, foi flagrado pelos policiais em pelo menos 20 cidades sergipanas, no período entre a tarde de sexta-feira e o fim da tarde de domingo, ao final da votação. Segundo a polícia, muito material de propaganda foi apreendido com os suspeitos, além de quase R$ 70 mil em espécie. As prisões geraram inquéritos policiais que já começaram a ser acompanhados de perto pelo Ministério Público Federal. 
Os dados foram divulgados ontem, em entrevista coletiva na sede da Polícia Federal. Os agentes prenderam cinco pessoas foram presas em flagrante em Itabaiana (Agreste) na tarde do sábado. Segundo o delegado regional de Combate ao Crime Organizado do órgão, Alex Raniery, a detenção dos acusados se deu a partir de denúncias anônimas que apontavam para "fortes indícios" de distribuição de dinheiro a eleitores em um bairro da periferia da cidade serrana. O quinteto estava em uma picape alugada e levava R$ 5.154 em notas de pequeno valor acompanhadas de 'santinhos' de um candidato a deputado estadual. 
Os acusados foram levados para o posto avançado montado pela PF em Itabaiana. Destes, três foram liberados após o pagamento de uma fiança e dois tiveram a prisão preventiva decretada, sendo um por já ter antecedentes criminais e outro por ter sido flagrado com uma arma de fogo sem registro. A liberação aconteceu após audiências de custódia realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Mesmo com a liberação, os cabos eleitorais irão responder a um inquérito policial que foi instaurado para investigar se eles agiram por conta própria ou atuaram sob orientação dos candidatos que aparecem na propaganda apreendida. 
"Os candidatos, se comprovado de fato a atuação direta deles, no ponto de vista criminal, eles vão responder criminalmente por isso. A sequência das apurações vai indicar e verificar se aquilo era uma prática isolada de cabos eleitorais ou se os candidatos tinham participação direta. Além disso, esse processo tem repercussão na Justiça Eleitoral. A apuração continua com prazo de 10 dias para conclusão", disse Raniery. O mesmo procedimento foi adotado nas outras 24 ocorrências do tipo que foram atendidas pela Polícia Militar ao longo do final de semana. O total representou metade das 48 ocorrências eleitorais registradas pelo órgão em Sergipe. A maior parte das prisões aconteceu em Lagarto (nove casos) e Aracaju (oito). 
Outras denúncias de corrupção eleitoral foram apuradas pela PF, gerando o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e a detenção de outras seis pessoas suspeitas, que acabaram liberadas por falta de provas. Já os mandados resultaram apenas na apreensão de propaganda eleitoral. 
Segundo o coronel Paulo César Paiva, comandante do esquema de policiamento das eleições, os flagrantes resultaram na apreensão de R$ 63.523 em dinheiro. "O que ajuda a polícia a caracterizar esse crime de compra de votos são exatamente as circunstâncias, porque normalmente as pessoas envolvidas negam. Encontramos com maior frequência um veículo alugado, um valor vultoso para uma pessoa levar consigo, listas de eleitores que seriam supostamente beneficiados com esse crime e farto material de campanha", explicou.
Os casos foram levados às delegacias locais da Policia Civil e, nos casos de Itabaiana e Aracaju, à sede da PF. A procuradora regional eleitoral Eunice Dantas Carvalho informou, no próprio domingo, que vai aguardar os autos das prisões em flagrante e dos inquéritos policiais, mas irá instaurar também procedimentos na Justiça Eleitoral para apurar a responsabilidade dos candidatos supostamente beneficiados. "Todos os casos que tiveram apreensão de dinheiro e material de campanha têm candidatos implicados também. Isso significa, infelizmente, que os nossos políticos ainda não respeitam a democracia, ainda querem ganhar a eleição com base no poder econômico. Isso não é mais admissível no período em que nós estamos", lamentou Eunice. 
Os processos judiciais no âmbito do TRE devem ser impetrados pelo MPF até o dia 19 de dezembro, data final para a diplomação dos candidatos eleitos. A depender da comprovação do envolvimento dos candidatos com os crimes, será pedida tanto a condenação criminal deles, pelos artigos previstos na Lei Eleitoral, quanto a cassação dos registros de candidatura ou dos próprios mandatos, caso eles já tenham sido eleitos e empossados.