Debate do tiroteio

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O debate da TV Sergipe teve a participação dos candidatos Belivaldo Chagas (PSD), Eduardo Amorim (PSDB), Eduardo Cassini (PSL), Márcio Souza (PSOL), Mendonça Prado (DEM), Milton Andrade (PMN) e Valadares Filho (PSB). Ficaram de fora Dr. Emerson (REDE) e G
O debate da TV Sergipe teve a participação dos candidatos Belivaldo Chagas (PSD), Eduardo Amorim (PSDB), Eduardo Cassini (PSL), Márcio Souza (PSOL), Mendonça Prado (DEM), Milton Andrade (PMN) e Valadares Filho (PSB). Ficaram de fora Dr. Emerson (REDE) e G

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Publicada em 04/10/2018 às 07:24:00

 

O último debate dos candidatos a go-
vernador neste 1º turno promovido 
na terça-feira à noite pela TV Sergipe não trouxe fatos novos. O que se viu foi um certo marasmo nos dois primeiros blocos, com apresentação de propostas para temas específicos, e o debate esquentar no terceiro bloco com temas livres e confronto direto entre os sete candidatos que participaram.
Como não poderia ser diferente, o candidato Belivaldo Chagas (PSD) foi vidraça. Já era esperado que todos mirassem seu estilingue nele por ser governador, disputar a reeleição e está com um pé no 2º turno das eleições.
Os embates maiores ficaram no confronto direto de Bel Ivaldo com Valadares Filho (PSB) e com Eduardo Amorim (PSDB).  Teve também confronto entre Eduardo e Mendonça Prado (DEM), quando o tucano ao ser fustigado se fosse eleito governador quem mandaria era seu irmão Edivan Amorim, disse que ninguém mandava nele e falou que o democrata teria procurado seu irmão para uma ajuda em uma de suas campanhas.
Nas críticas de Valadares Filho a Belivaldo ele disse que o governador estava no governo há 12 anos, desde quando foi vice de Marcelo Déda, e que, portanto, é responsável pelo pior governo de Sergipe.
Na réplica, Belivaldo lembrou que Valadares participou desse mesmo governo que hoje critica, indicando cargos na Educação, Cultura e Esporte, mas foge dessa responsabilidade.   Ressaltou que é sempre guiado pelo pai [senador Valadares], dando como exemplo o dia que foi entregar os cargos do PSB no palácio, ao então governador Jackson Barreto,  recuou da decisão e logo depois retornou dizendo que o pai tinha mandado que entregasse de uma vez.
O fato provocou irritação a Valadares Filho, que pediu direito de resposta, que não foi concedido.
Em uma crítica indireta a Valadares Filho, Belivaldo chegou a falar: "Tem candidato que está treinado pra falar, que fez media training, cresceu cabelo e ficou parecido com Eduardo Campos [ex-governador de Pernambuco do PSB, morto em acidente de avião], fica falando o que quer,  mas não está preparado para governar. Já eu não fui treinado para falar, mais para governar".
No confronto de Eduardo Amorim com Belivaldo ele acusou o governador de ser cria dos Valadares há 31 anos, ter tido todos os cargos no governo indicados pelos Valadares e agora fingem que estão divididos para continuarem no governo. "Há quatro anos fomos nós que fomos de encontro aos interesses desse grupo. Somos a verdadeira mudança e oposição", declarou, alfinetando também Valadares Filho.
Na réplica, Belivaldo disse que estava onde sempre esteve desde que aceitou ser vice de Marcelo Déda. "Não mudo de lado, nem pulo do barco quando este apresenta algum problema, de forma oportunista, como você, Eduardo, que apoiou Aécio Neves, apoiou o governo Temer, e fica assim, de um lado para outro. Logo você, candidato, falando em coerência", questionou, relembrando o apoio dado por Amorim ao candidato Valadares Filho, nas últimas eleições, e ao fato dele esconder seu sobrenome, insinuando que faz isso por conta do irmão Edivan Amorim.
Eduardo Amorim também acusou o governo de massacrar servidores, não conceder aumento há anos, pagar salário atrasado e 13º parcelado. Belivaldo retrucou dizendo que seu governo já paga a 70% dos servidores ativos e inativos dentro do mês. "Isso não é favor, é obrigação, estou resolvendo as coisas com os pés no chão", ressaltou.   
Belivaldo não perdeu a oportunidade de criticar os dois principais adversários por terem apoiado o impeachment de Dilma Rousseff. "Eduardo e Valadares Filho apoiaram à condução de Michel Temer à Presidência. Então eles são culpados pelas políticas desastrosas do governo federal. O golpe agravou à crise e trouxe insegurança institucional ao país, e isso afasta os investidores, causa desemprego. Mas garanto aqui aos sergipanos que meu governo não vai aumentar impostos, ao contrário, a partir dos estudos que determinei que a Sefaz fizesse, já nos foi possível reduzir os preços do gás de cozinha e do diesel", frisou.
Os candidatos de partidos nanicos também criticaram o governador candidato, que teve de enfrentar seis adversários.
Trocando em miúdos, no debate o que não faltou foi troca de farpas entre os candidatos que entendiam está dando a última cartada para chegar ao 2º turno. Foi uma briga de 6 contra 1, que Belivaldo acabou dando conta...

O último debate dos candidatos a go- vernador neste 1º turno promovido  na terça-feira à noite pela TV Sergipe não trouxe fatos novos. O que se viu foi um certo marasmo nos dois primeiros blocos, com apresentação de propostas para temas específicos, e o debate esquentar no terceiro bloco com temas livres e confronto direto entre os sete candidatos que participaram.
Como não poderia ser diferente, o candidato Belivaldo Chagas (PSD) foi vidraça. Já era esperado que todos mirassem seu estilingue nele por ser governador, disputar a reeleição e está com um pé no 2º turno das eleições.
Os embates maiores ficaram no confronto direto de Bel Ivaldo com Valadares Filho (PSB) e com Eduardo Amorim (PSDB).  Teve também confronto entre Eduardo e Mendonça Prado (DEM), quando o tucano ao ser fustigado se fosse eleito governador quem mandaria era seu irmão Edivan Amorim, disse que ninguém mandava nele e falou que o democrata teria procurado seu irmão para uma ajuda em uma de suas campanhas.
Nas críticas de Valadares Filho a Belivaldo ele disse que o governador estava no governo há 12 anos, desde quando foi vice de Marcelo Déda, e que, portanto, é responsável pelo pior governo de Sergipe.
Na réplica, Belivaldo lembrou que Valadares participou desse mesmo governo que hoje critica, indicando cargos na Educação, Cultura e Esporte, mas foge dessa responsabilidade.   Ressaltou que é sempre guiado pelo pai [senador Valadares], dando como exemplo o dia que foi entregar os cargos do PSB no palácio, ao então governador Jackson Barreto,  recuou da decisão e logo depois retornou dizendo que o pai tinha mandado que entregasse de uma vez.
O fato provocou irritação a Valadares Filho, que pediu direito de resposta, que não foi concedido.
Em uma crítica indireta a Valadares Filho, Belivaldo chegou a falar: "Tem candidato que está treinado pra falar, que fez media training, cresceu cabelo e ficou parecido com Eduardo Campos [ex-governador de Pernambuco do PSB, morto em acidente de avião], fica falando o que quer,  mas não está preparado para governar. Já eu não fui treinado para falar, mais para governar".
No confronto de Eduardo Amorim com Belivaldo ele acusou o governador de ser cria dos Valadares há 31 anos, ter tido todos os cargos no governo indicados pelos Valadares e agora fingem que estão divididos para continuarem no governo. "Há quatro anos fomos nós que fomos de encontro aos interesses desse grupo. Somos a verdadeira mudança e oposição", declarou, alfinetando também Valadares Filho.
Na réplica, Belivaldo disse que estava onde sempre esteve desde que aceitou ser vice de Marcelo Déda. "Não mudo de lado, nem pulo do barco quando este apresenta algum problema, de forma oportunista, como você, Eduardo, que apoiou Aécio Neves, apoiou o governo Temer, e fica assim, de um lado para outro. Logo você, candidato, falando em coerência", questionou, relembrando o apoio dado por Amorim ao candidato Valadares Filho, nas últimas eleições, e ao fato dele esconder seu sobrenome, insinuando que faz isso por conta do irmão Edivan Amorim.
Eduardo Amorim também acusou o governo de massacrar servidores, não conceder aumento há anos, pagar salário atrasado e 13º parcelado. Belivaldo retrucou dizendo que seu governo já paga a 70% dos servidores ativos e inativos dentro do mês. "Isso não é favor, é obrigação, estou resolvendo as coisas com os pés no chão", ressaltou.   
Belivaldo não perdeu a oportunidade de criticar os dois principais adversários por terem apoiado o impeachment de Dilma Rousseff. "Eduardo e Valadares Filho apoiaram à condução de Michel Temer à Presidência. Então eles são culpados pelas políticas desastrosas do governo federal. O golpe agravou à crise e trouxe insegurança institucional ao país, e isso afasta os investidores, causa desemprego. Mas garanto aqui aos sergipanos que meu governo não vai aumentar impostos, ao contrário, a partir dos estudos que determinei que a Sefaz fizesse, já nos foi possível reduzir os preços do gás de cozinha e do diesel", frisou.
Os candidatos de partidos nanicos também criticaram o governador candidato, que teve de enfrentar seis adversários.
Trocando em miúdos, no debate o que não faltou foi troca de farpas entre os candidatos que entendiam está dando a última cartada para chegar ao 2º turno. Foi uma briga de 6 contra 1, que Belivaldo acabou dando conta...

Ponto de vista 1

Do senador Antônio Carlos Valadares (PSB) sobre o debate entre os candidatos a governador promovido pela TV Sergipe com sete dos nove candidatos: "No debate da TV Sergipe eu cheguei a me lembrar, com arrepios, do ataque agressivo do Pitbull. Era mordida pra todo lado".

Ponto de vista 2

Do ex-deputado federal João Fontes com relação ao debate: "Acompanhei com muita preocupação os efeitos dos Furacões Florense, Helene e Isaac, no Mar do Caribe! Ontem [anteontem] fiquei concentrado para acompanhar os efeitos dos Furacões Belivaldo, Eduardo e Vavazinho na TV Sergipe. Viraram ciclones rapidamente para frustração da minha curiosidade!".

Ponto de vista 3

Disse ainda João Fontes: "Um amigo muito querido ligou para saber quem ganhou o debate da TV Sergipe. Minha resposta: ganhou o debate quem foi dormir cedo e não assistiu a tragédia".

 Último debate

Hoje é o último dia para a realização de debate de candidatos no rádio e na televisão. Em razão disso, a Rede Globo, através de suas afiliadas, promove nessa quinta-feira o último debate neste 1º turno dos candidatos a presidente da República, após a novela Segundo Sol.  

Fim do programa eleitoral 1

Também hoje é o último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e para propaganda política mediante reuniões públicas ou promoção de comícios e utilização de aparelhagem de sonorização fixa, entre as 8 e as 24 horas, com exceção do comício de encerramento da campanha, que poderá ser prorrogado por mais 2 horas.     

Fim do programa eleitoral 2

Ontem foi o último programa eleitoral dos candidatos a governador, senador e deputado estadual.  E hoje é dos candidatos a presidente da República e deputado federal.

Perdeu tempo

Valadares Filho perdeu ontem 1 minuto de tempo no último programa eleitoral gratuito neste 1º turno para Belivaldo Chagas, que ganhou na justiça eleitoral o direito de resposta pelo fato do programa do candidato do PSB da última segunda-feira ter veiculado dados inverídicos de uma pesquisa eleitoral em que liderava com uma boa vantagem.

Tem de sair da mídia

Belivaldo também conseguiu, em decisão assinada na terça-feira pela juíza relatora Brígida Declerc Fink, que o candidato Valadares Filho deixe de veicular vídeo de campanha em que apresenta dados inverídicos da pesquisa.  O argumento da defesa da coligação foi que não foi observado os requisitos legais para divulgação de dados de pesquisa de intenções de voto, "induzindo o eleitor a erro quanto ao desempenho do candidato aos demais".  Foi ressaltado a divulgação de uma "pesquisa fake".

Análise para Alese

Aliados do governador Belivaldo Chagas calculam que a sua coligação deve eleger nove deputados estaduais podendo fazer 10, a depender da média de votos. Sete são dados como eleitos: Luciano Bispo (MDB), Jeferson Andrade (PSD), Zezinho Guimarães (MDB), Maísa Mitidieri (PSD), Adailton Martins (PSD), Garibaldi Mendonça (MDB) e Professor Iran Barbosa (PT). Disputando duas ou três vagas: Goretti Reis (PSD), Robson Viana (PSD), Breno Silveira (PCdoB), Francisco Gualberto (PT) e Esmeraldo Leal (PT). Os cálculos foram feitos no dia 2 de outubro.

 Sem fundo partidário

Estamos a três dias das eleições e os quatro deputados estaduais do PSC que disputam a reeleição ainda não receberam da direção nacional do partido qualquer recurso do fundo partidário. São eles: Gilmar Carvalho, Venâncio Fonseca, Capitão Samuel e Dr. Vanderbal.  

Veja essa ..

O prefeito Valmir Monteiro (PSC-Lagarto) desrespeitou decisão judicial e inaugurou ontem, ao lado do ministro Alexandre Baldy, 544 casas populares no município. Antes da inauguração, o Ministério Público Federal pediu aumento da multa de R$ 200 mil para R$ 2 milhões para descumprimento da decisão do juiz federal Fábio Cordeiro, que entendeu que a inauguração a poucos dias das eleições seria eleitoreira. O filho de Valmir, o Ibrain Monteiro (PSC), é candidato a deputado estadual.

Curtas

Na agenda de Belivaldo Chagas desta quinta-feira consta, pela manhã, entrevista na FAN FM; pela tarde grande caminhada saindo da Igreja Espírito Santo, no Santo Antônio, com destino a Praça Fausto Cardoso; e à noite participação do Fogaréu, em Itabaiana.   

Consta na agenda de hoje do candidato Mendonça Prado, pela manhã, entrevista à rádio Cultura 670 AM; à tarde mini carreata pelo Conjunto Soledade, com concentração na entrada do conjunto, e na Av. Euclides de Figueiredo.

Em pesquisa do Ibope divulgada ontem para presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) permanece na liderança com 32% das intenções de voto e Fernando Haddad (PT) permanece em segundo com 23%.

Na comparação com o Ibope anterior, divulgado na última segunda-feira, Bolsonaro foi de 31% para 32%, enquanto Haddad passou de 21% para 23%.

Ciro Gomes (PDT) foi de 11% para 10%. Ele é seguido por Geraldo Alckmin (PSDB), que conseguiu 8% na segunda-feira e agora tem 7%. Marina Silva (Rede) manteve 4%.

Brancos e nulos foram de 12% para 11%. Os entrevistados que não souberam ou não quiseram responder somaram 6%, contra 5% na pesquisa Ibope anterior. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.