Servidores da UFS protestam contra demissão de terceirzados

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A manifestação dos servidores da UFS não chegou a suspender as aulas
A manifestação dos servidores da UFS não chegou a suspender as aulas

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Publicada em 12/07/2018 às 01:20:00

Milton Alves Júnior

Em protesto contra a demissão de trabalhadores ligados à empresa Real Service - que presta serviço para unidades educacionais da federação, membros do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs) e servidores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), realizaram na manhã de ontem um ato público na entrada principal do campis São Cristóvão. Paralelo à baixa no efetivo funcional, os manifestantes denunciam que os gestores empresariais teriam proibido os profissionais de buscarem o sindicato a fim de denunciar os sucessivos atrasos salariais. Caso essa ordem fosse descumprida, os trabalhadores sofreriam perseguições.

Na tarde de ontem o Jornal do Dia buscou dialogar com a Real Service por telefone, mas foi informado que neste primeiro momento nenhuma resposta seria atribuída. A única informação atribuída indica que os diretores responsáveis, capacitado para atender a imprensa sergipana, estariam em viagem, e, por este motivo, a empresa não se pronunciaria sobre o caso. Também não foi dado uma data para possível esclarecimento dos fatos. Para membros dos dois sindicatos fica claro que o grupo tem se esquivado das críticas. Se ausentar em pleno processo de demissão em massa trata-se de uma postura precavida de se deparar com protestos.

"É complicado entender como uma empresa demite um grupo grande de trabalhadores que cumpriam suas respectivas cargas horárias, mas mesmo assim sofriam com atrasos salariais e, agora demitidos, sequer sabem quando vão receber os direitos trabalhistas. Estamos na luta por eles e pelo bem do progresso administrativo e operacional da universidade", declarou Jorge Passos. A manifestação, apesar de intensa, não resultou no bloqueio das vias e acesso de acadêmicos à instituição federal de ensino. A Universidade Federal de Sergipe se pronunciou por meio de nota oficial.

De acordo com o pró-reitor de Planejamento da UFS, Rosalvo Ferreira: "a questão principal não é em relação a se há ou não demissão. A Universidade faz um contrato com a empresa para prestação de um serviço com um número de postos. Para a UFS não há demissões, na medida em que essas ocupações estão garantidas. Os serviços serão continuados. Se, porventura, algum trabalhador vinculado à terceirizada chegue a ser substituído, essa é uma decisão exclusiva da empresa".