Vacinação para adultos

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SECRETARIA DA SAÚDE ALERTA QUE ADULTOS TAMBÉM PRECISAM SE VACINAR, PRINCIPALMENTE AGORA QUANDO ALGUMAS DOENÇAS ERRADICADAS ESTÃO VOLTANDO
SECRETARIA DA SAÚDE ALERTA QUE ADULTOS TAMBÉM PRECISAM SE VACINAR, PRINCIPALMENTE AGORA QUANDO ALGUMAS DOENÇAS ERRADICADAS ESTÃO VOLTANDO

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Publicada em 12/07/2018 às 01:19:00

"Adulto também tem que se vacinar".  A afirmação é da coordenadora da Vigilância Epidemiológica da secretaria de Estado da Saúde (SES), Mércia Feitosa, que faz o alerta no momento em que surtos de algumas doenças estão retornando no país, como a febre amarela, em 2017, e mais recentemente o sarampo.
 "No contexto imunológico, o adulto está na faixa dos 20 aos 49 anos de idade, é exatamente o público que, historicamente, negligencia a medida preventiva, possivelmente por desconhecimento de sua importância", considera a coordenadora.

No elenco de vacinação do Ministério da Saúde estão disponibilizadas para o adulto as vacinas contra hepatite B, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), DT (difteria e tétano) e febre amarela que, a partir de 2019 será obrigatória para todos. Por enquanto, a ela tem acesso pessoas que viajam para áreas endêmicas. "Quantos adultos tomam essas vacinas? Ou nunca tomaram?", questiona a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SES.
Mércia Feitosa deixa uma orientação para os adultos que negligenciam essa condição de proteção à saúde que é a imunização: "Aconselho que vá à unidade de saúde, quem tem sua carteira de vacinação, mesmo antiga, leve e a avalie com o vacinador, que é o profissional que o ajudará a identificar quais vacinas ele já tomou ou não. Se tem doenças que são preveníveis  pela vacina e a gente tem essas vacinas, o ideal é ir tomá-las", alerta.
As vacinas estão disponíveis nas Unidades de Saúde da Família (USF). O adulto que não comprova a vacinação quando criança pode ser imunizado, principalmente se pretende se descolar para outros países onde a apresentação da carteira de vacinação é obrigatória. O que essa pessoa deve fazer, segundo orienta Mércia Feitosa, é começar do zero, ou seja, iniciar o seu esquema vacinal de criança e adolescente seguindo as recomendações do vacinador.

Na situação em que a pessoa tem certeza de foi ou não vacinado na infância, o ideal é se informar com os pais ou responsáveis. Se a dúvida permanecer, agir como se nunca tivesse sido vacinado, ou seja, iniciar o esquema vacinal. No caso em que a pessoa não sabe quais as vacinas que tomou na infância e na adolescência, mas possui ainda, mesmo velhinha, a carteira de vacinação, deve levá-la ao vacinador na Unidade de Saúde da Família, que o profissional irá orientá-la sobre aquelas que precisam ser atualizadas.
Esquema vacinal - A vacina DT deve ser tomada a partir dos 20 anos. Se a pessoa já tomou uma dose, volta para o reforço na fase adulta. No entanto, se não houve a imunização na época correta, o adulto tomará três doses, em intervalos de 60 dias. Tratando-se da tríplice viral, se a pessoa tomou, retorna da idade adulta para o reforço. Se não, tomará duas doses.

O Programa Nacional de Imunizações recomenda atualmente a vacinação universal das crianças contra hepatite B. O adulto que ainda não tomou a vacina deve procurar uma Unidade de Saúde da Família para se imunizar contra a doença que pode derivar para uma cirrose ou câncer de fígado.
Quanto à vacina contra a febre amarela, por enquanto está disponível para quem vai a áreas endêmicas do país, mas a partir de 2019 entrará no calendário obrigatório para todos os estados. Então, o adulto que ainda não foi imunizado contra a doença, deverá buscar uma unidade de saúde a partir do próximo ano e terá acesso à imunização.
Mércia Feitosa deixa uma orientação para os adultos que negligenciam essa condição de proteção à saúde que é a imunização: "Aconselho que vá à unidade de saúde, quem tem sua carteira de vacinação, mesmo antiga, leve e a avalie com o vacinador, que é o profissional que o ajudará a identificar quais vacinas ele já tomou ou não. Se tem doenças que são preveníveis  pela vacina e a gente tem essas vacinas, o ideal é ir tomá-las", alerta.