59 municípios em risco de infestação por Aedes Aegypti

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Agente de saúde em ação no interior do Estado: levantamento preocupa
Agente de saúde em ação no interior do Estado: levantamento preocupa

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Publicada em 14/06/2018 às 07:05:00

 

A Secretaria de Estado 
da Saúde (SES), por 
meio do Núcleo de Endemias, divulgou nesta quarta- feira, o terceiro LIRAa estadual (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti) e o segundo nacional de 2018. O resultado aponta que dos 75 municípios, 11 estão na lista de situação de alto risco e 48 para médio risco, totalizando 59 municípios em situação de risco. Apenas 16 apresentaram baixo risco de infestação.
De acordo com a gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, os  municípios que apresentam índices inferiores a 1% estão em condições satisfatórias; de 1% a 3,9% estão em situação de alerta; já superior a 4% há risco de surto por dengue, zika e chikungunya. Em alto risco estão: Capela (4,6%), Carira (4,3%), Feira Nova (8,5%), Nossa Senhora das Dores (4,3%), Pedrinha (4,6%), Poço Verde (5,6%), Rosário do Catete (6,4%), Salgado (6%), Simão Dias (6,7%), Tomar do Geru (5,1%) e Nossa Senhora de Lourdes (6,8%).
Sidney Sá alerta que os gestores municipais precisam sentar com suas equipes de saúde da família para alertá-los a realizarem um trabalho efetivo de fiscalização e orientação. Segundo ela, o que chamou a atenção é que este período é o de temperaturas amenas, onde o vetor tende a não se multiplicar no período de sete dias da fase de ovo até a adulta.
"Foi elevado demais o número de municípios que estão em alto risco e, sobretudo, porque o percentual de infestação foi alto. Não foi um alto risco de 4%, que é o mínimo, teve município com mais de 8% e isso é uma mostra, ou seja, se nós partirmos para todo o território do município a tendência é essa porcentagem aumentar. Se no período de temperaturas amenas estamos com índices tão elevados, imagine quando chegarmos de setembro em diante", revela. 
Fatores - A gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, explica que há uma série de fatores associados aos índices obtidos, um deles é a descontinuidade das ações nos municípios. Uma outra questão é o uso indiscriminado de inseticida e de lavicida,  que pode provocar resistência desse vetor e, por isso, ele tende a não morrer.
"Um fator que também merece observação é a falta de notificação de caso suspeito. Com esses índices tão elevados era para que a gente tivesse casos e nós estamos visualizando esses casos no sistema, então é importante que os gestores fiquem atentos. Suspeitou, tem que ser notificado para o nosso sistema. O período difícil ainda está por vir", alerta.
LIRAa é o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti, realizado a cada início de ciclo epidemiológico, o que ocorre a cada dois meses. Com isso, são realizados seis LIRAas no ano, quantitativo suficiente, na avaliação de Sidney Sá, desde que os municípios mantenham com eficiência o trabalho de controle e combate ao vetor. Feito por amostragem, o objetivo do levantamento é o de monitorar a presença do mosquito nos municípios e subsidiar os gestores no trabalho de combate ao Aedes.
Dados do Ministério da  Saúde (MS) revelam que, entre as capitais do Brasil, apenas três delas apresentam índices de infestação pelo Aedes aegypti satisfatórios: Aracaju, João Pessoa e São Paulo, o que significa que não devem enfrentar problemas ou risco de surtos para dengue, zika e chikungunya. 

A Secretaria de Estado  da Saúde (SES), por  meio do Núcleo de Endemias, divulgou nesta quarta- feira, o terceiro LIRAa estadual (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti) e o segundo nacional de 2018. O resultado aponta que dos 75 municípios, 11 estão na lista de situação de alto risco e 48 para médio risco, totalizando 59 municípios em situação de risco. Apenas 16 apresentaram baixo risco de infestação.
De acordo com a gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, os  municípios que apresentam índices inferiores a 1% estão em condições satisfatórias; de 1% a 3,9% estão em situação de alerta; já superior a 4% há risco de surto por dengue, zika e chikungunya. Em alto risco estão: Capela (4,6%), Carira (4,3%), Feira Nova (8,5%), Nossa Senhora das Dores (4,3%), Pedrinha (4,6%), Poço Verde (5,6%), Rosário do Catete (6,4%), Salgado (6%), Simão Dias (6,7%), Tomar do Geru (5,1%) e Nossa Senhora de Lourdes (6,8%).
Sidney Sá alerta que os gestores municipais precisam sentar com suas equipes de saúde da família para alertá-los a realizarem um trabalho efetivo de fiscalização e orientação. Segundo ela, o que chamou a atenção é que este período é o de temperaturas amenas, onde o vetor tende a não se multiplicar no período de sete dias da fase de ovo até a adulta.
"Foi elevado demais o número de municípios que estão em alto risco e, sobretudo, porque o percentual de infestação foi alto. Não foi um alto risco de 4%, que é o mínimo, teve município com mais de 8% e isso é uma mostra, ou seja, se nós partirmos para todo o território do município a tendência é essa porcentagem aumentar. Se no período de temperaturas amenas estamos com índices tão elevados, imagine quando chegarmos de setembro em diante", revela. 
Fatores - A gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, explica que há uma série de fatores associados aos índices obtidos, um deles é a descontinuidade das ações nos municípios. Uma outra questão é o uso indiscriminado de inseticida e de lavicida,  que pode provocar resistência desse vetor e, por isso, ele tende a não morrer.
"Um fator que também merece observação é a falta de notificação de caso suspeito. Com esses índices tão elevados era para que a gente tivesse casos e nós estamos visualizando esses casos no sistema, então é importante que os gestores fiquem atentos. Suspeitou, tem que ser notificado para o nosso sistema. O período difícil ainda está por vir", alerta.
LIRAa é o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti, realizado a cada início de ciclo epidemiológico, o que ocorre a cada dois meses. Com isso, são realizados seis LIRAas no ano, quantitativo suficiente, na avaliação de Sidney Sá, desde que os municípios mantenham com eficiência o trabalho de controle e combate ao vetor. Feito por amostragem, o objetivo do levantamento é o de monitorar a presença do mosquito nos municípios e subsidiar os gestores no trabalho de combate ao Aedes.
Dados do Ministério da  Saúde (MS) revelam que, entre as capitais do Brasil, apenas três delas apresentam índices de infestação pelo Aedes aegypti satisfatórios: Aracaju, João Pessoa e São Paulo, o que significa que não devem enfrentar problemas ou risco de surtos para dengue, zika e chikungunya.