Salve-se quem puder

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
A delegada Danielle Garcia, que comandava a Deotap na investigação sobre a coleta de lixo em Aracaju, compareceu ontem à CPI do Lixo da Câmara Municipal e não saiu satisfeita: não pode falar sobre as investigações realizadas sobre o contrato emergencial d
A delegada Danielle Garcia, que comandava a Deotap na investigação sobre a coleta de lixo em Aracaju, compareceu ontem à CPI do Lixo da Câmara Municipal e não saiu satisfeita: não pode falar sobre as investigações realizadas sobre o contrato emergencial d

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 06/06/2018 às 07:02:00

 

Nas eleições de 2010, a última com a 
realização de duas vagas para o Sena-
do, disputavam as vagas pela coligação de Marcelo Déda (PT): Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (então PSC). Pela outra coligação encabeçada por João Alves Filho (DEM): José Carlos Machado (então DEM) e Emanoel Cacho (PPS).
O ex-governador Albano Franco (PSDB) disputou o senado como candidato avulso. Não estava em nenhuma coligação com candidato majoritário.
Naquele ano, os aliados de Déda estavam fechando apoio para Eduardo Amorim e Albano para o Senado. Valadares estava com a sua reeleição ameaçada, pois havia uma grande tendência de serem eleitos Eduardo e Albano, que ainda contava com o segundo voto dos eleitores e partidários de João Alves.
Em um comício na quarta-feira, quatro dias antes das eleições, ocorrido no Mercado Central com a presença do presidenciável Lula, Déda assumiu sua posição de líder e pediu que os eleitores votassem na chapa completa da sua coligação, que não dividissem o voto para o Senado por ser importante que, reeleito governador, pudesse contar com o apoio dos dois senadores da coligação em Brasília.
Déda, inclusive, pediu que Lula reforçasse isso em seu discurso. Lula assim o fez e foi mais longe. Disse que o povo precisava parar de votar em João e Albano, que dominavam a política de Sergipe há décadas, representavam o atraso. Pediu que votassem nos dois senadores da coligação: Eduardo e Valadares.
O resultado das eleições todos sabem:  Valadares salvou o mandato ao conseguiu se manter no Senado e Eduardo Amorim conseguiu sair da Câmara Federal para o Senado.
Essa posição de líder de Déda quase custou a sua eleição. Se tivesse mais uma semana de campanha ele poderia ter perdido o pleito com a sua posição de defender o mandato de Eduardo e Valadares, e a posição de Lula de criticar duramente João e Albano.
É que os eleitores e partidários de Albano, que votariam com Marcelo Déda para o governo, ficaram chateados. Com isso, deixaram de votar em Déda, fazendo com que Eduardo, inclusive, tivesse mais votos para o Senado que o petista. Em 2010, Eduardo obteve 625.959 votos e Déda 537.223.
Nas eleições deste ano, com duas vagas para o Senado como em 2010 e sem um líder como Déda, não haverá controle sobre isso.  Poucos votarão casados em Jackson Barreto e Rogério Carvalho, em André Moura e Heleno Silva e no candidato a governador da coligação de cada um. Assim como nos demais candidatos majoritários.
Será um verdadeiro sarapatel de coruja, com o voto para Belivaldo, Jackson e André; para Eduardo, André e Jackson; para Belivaldo, Jackson e um senador da esquerda; para Eduardo, André e Rogério.
Basta ver como já declaram votos algumas lideranças políticas. O prefeito padre Inaldo (PCdoB/Socorro) votará com Belivaldo, Jackson e André; o prefeito Valmir Monteiro (PSC/Lagarto) com Eduardo, André e Rogério; os Reis, de Lagarto, votarão com Belivaldo, Jackson e André; o ex-prefeito Dilson de Agripino (PPS/Tobias Barreto) com Eduardo, André e Rogério. Vai ter quem vote em Belivaldo, Heleno Silva (PRB) e Jackson e por ai vai.
Poucos manterão a coerência, como o prefeito Valmir de Francisquinho (PR/Itabaiana), que votará na chapa completa do agrupamento de Eduardo Amorim, que tem como pré-candidatos a senador André e Heleno Silva.
Como os políticos, o povo também não deve votar fechado nos candidatos de uma coligação. Por conta disso, dificilmente um agrupamento elegerá a chapa completa. Será um senador da oposição e um da situação.
Trocando em miúdos, as eleições 2018 serão um salve-se quem puder, cada um por si e Deus por todos... 

Nas eleições de 2010, a última com a  realização de duas vagas para o Sena- do, disputavam as vagas pela coligação de Marcelo Déda (PT): Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (então PSC). Pela outra coligação encabeçada por João Alves Filho (DEM): José Carlos Machado (então DEM) e Emanoel Cacho (PPS).
O ex-governador Albano Franco (PSDB) disputou o senado como candidato avulso. Não estava em nenhuma coligação com candidato majoritário.
Naquele ano, os aliados de Déda estavam fechando apoio para Eduardo Amorim e Albano para o Senado. Valadares estava com a sua reeleição ameaçada, pois havia uma grande tendência de serem eleitos Eduardo e Albano, que ainda contava com o segundo voto dos eleitores e partidários de João Alves.
Em um comício na quarta-feira, quatro dias antes das eleições, ocorrido no Mercado Central com a presença do presidenciável Lula, Déda assumiu sua posição de líder e pediu que os eleitores votassem na chapa completa da sua coligação, que não dividissem o voto para o Senado por ser importante que, reeleito governador, pudesse contar com o apoio dos dois senadores da coligação em Brasília.
Déda, inclusive, pediu que Lula reforçasse isso em seu discurso. Lula assim o fez e foi mais longe. Disse que o povo precisava parar de votar em João e Albano, que dominavam a política de Sergipe há décadas, representavam o atraso. Pediu que votassem nos dois senadores da coligação: Eduardo e Valadares.
O resultado das eleições todos sabem:  Valadares salvou o mandato ao conseguiu se manter no Senado e Eduardo Amorim conseguiu sair da Câmara Federal para o Senado.
Essa posição de líder de Déda quase custou a sua eleição. Se tivesse mais uma semana de campanha ele poderia ter perdido o pleito com a sua posição de defender o mandato de Eduardo e Valadares, e a posição de Lula de criticar duramente João e Albano.
É que os eleitores e partidários de Albano, que votariam com Marcelo Déda para o governo, ficaram chateados. Com isso, deixaram de votar em Déda, fazendo com que Eduardo, inclusive, tivesse mais votos para o Senado que o petista. Em 2010, Eduardo obteve 625.959 votos e Déda 537.223.
Nas eleições deste ano, com duas vagas para o Senado como em 2010 e sem um líder como Déda, não haverá controle sobre isso.  Poucos votarão casados em Jackson Barreto e Rogério Carvalho, em André Moura e Heleno Silva e no candidato a governador da coligação de cada um. Assim como nos demais candidatos majoritários.
Será um verdadeiro sarapatel de coruja, com o voto para Belivaldo, Jackson e André; para Eduardo, André e Jackson; para Belivaldo, Jackson e um senador da esquerda; para Eduardo, André e Rogério.
Basta ver como já declaram votos algumas lideranças políticas. O prefeito padre Inaldo (PCdoB/Socorro) votará com Belivaldo, Jackson e André; o prefeito Valmir Monteiro (PSC/Lagarto) com Eduardo, André e Rogério; os Reis, de Lagarto, votarão com Belivaldo, Jackson e André; o ex-prefeito Dilson de Agripino (PPS/Tobias Barreto) com Eduardo, André e Rogério. Vai ter quem vote em Belivaldo, Heleno Silva (PRB) e Jackson e por ai vai.
Poucos manterão a coerência, como o prefeito Valmir de Francisquinho (PR/Itabaiana), que votará na chapa completa do agrupamento de Eduardo Amorim, que tem como pré-candidatos a senador André e Heleno Silva.
Como os políticos, o povo também não deve votar fechado nos candidatos de uma coligação. Por conta disso, dificilmente um agrupamento elegerá a chapa completa. Será um senador da oposição e um da situação.
Trocando em miúdos, as eleições 2018 serão um salve-se quem puder, cada um por si e Deus por todos... 

 

Pra valer 1

Na próxima sexta-feira, 8, acontecerá o lançamento oficial da pré-candidatura de Valadares Filho (PSB) ao governo durante realização de uma grande plenária. Será a partir das 9h, na sede da sigla partidária, com a participação dos pré-candidatos do partido nas eleições deste ano, de parlamentares, prefeitos, ex-prefeitos e vereadores.

 

Pra valer 2

Segundo Valadares Filho, ele está pronto para esse novo desafio. "O eleitor busca por alguém com passado limpo, com vontade política e credibilidade para construir uma nova alternativa para Sergipe, em obediência aos valores da ética e do respeito ao dinheiro público", afirma, enfatizando que por isso as sondagens de opinião pública mostram seu crescimento.

 

Sem pressa 1

Em conversa ontem com a coluna, o pré-candidato a governador do PSB disse que continuam os diálogos visando alianças e formação da chapa majoritária. Ressaltou que estão "bem adiantadas" as conversas para que o presidente licenciado da OAB, Henry Clay (PPL), seja um dos candidatos a senador na sua chapa.

 

Sem pressa 2

Reafirmou que tem o apoio de oito partidos e que não tem pressa para o fechamento da chapa majoritária, cujo prazo para definição de candidaturas vai até 5 de agosto. "Temos mais tempo de conversa que da campanha eleitoral", avalia.

 

Encontro verde 1

Também na sexta-feira acontecerá o Encontro Estadual do Partido Verde, na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).  No evento, serão empossados os 21 membros da Executiva Estadual, apresentados os pré-candidatos verdes e anunciado a posição política do partido nas eleições deste ano.

 

Encontro verde 2

O PV tem um pré-candidato ao Senado, que é o presidente e fundador do partido, Reynaldo Nunes; 26 pré-candidatos a deputado federal e 16 pré-candidatos a deputado estadual, entre eles o ex-deputado Ismael Silva e o vereador Pequeno Soares (Simão Dias).

 

Opção

A coluna tem informações de que o PV não vai mais querer coligação com a Rede pelo entendimento que o partido não quer servir de "trampolim" para reeleger Georgeo Passos deputado estadual. E que a vereadora Kitty Lima (Rede) já reavalia a possibilidade de disputar uma cadeira na Assembleia.

 

No São João

O governador Belivaldo Chagas (PSB) trabalha com a possibilidade de lançar o nome da vice-prefeita Eliane Aquino (PT) como sua pré-candidata a vice durante os festejos juninos. Vai conversar com a própria Eliane e o PT sobre isso nos próximos dias.

 

De volta

Belivaldo retornou ontem à noite de São Paulo, onde fez exames e retirou alguns sinais. Reassume hoje de manhã o governo, onde já cumpre agenda administrativa.

 

Radicalismo

A Articulação Esquerda do PT mantém a sua posição em não votar no ex-governador Jackson Barreto (MDB) para o Senado e a defender que o partido concorra às eleições com candidatura própria. Ontem o dirigente do Sintese, Joel Almeida reafirmou essa posição da corrente da deputada estadual Ana Lúcia no programa de Gilmar Carvalho.

 

Não vota nos dois 1

O médico petista Gilberto Santos, vinculado ao presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, afirmou que vota em Rogério para o Senado, mas não vota em Jackson.

 

Não vota nos dois 2

A exemplo de alguns petistas que não votam em Jackson Barreto para o Senado tem emedebistas que não votam em Rogério. Entre eles o deputado federal Fábio Reis (MDB) e o ex-deputado federal Sérgio Reis (MDB).  

 

Fazendo conta

Deputados estaduais da base aliada do governador Belivaldo Chagas  acreditam que a coligação elegerá de 13 a 14 deputados nas eleições deste ano se for feito o chapão, que não é aceito por alguns pré-candidatos petistas que acham que no chapão o partido elege apenas um e com chapa própria pode eleger três. Segundo um deputado, o presidente do PT, Rogério Carvalho, e o deputado Francisco Gualberto (PT) já estão convencidos que com o chapão será eleito um maior número de parlamentares.

 

Pra tirar voto

O ex-governador Jackson Barreto está incentivando a pré-candidatura dos ex-prefeitos Astrogildo (Capela) e Serginho Oliveira (Nossa Senhora da Glória) a deputado federal. Quer que Astrogildo dispute com o ex-prefeito e ex-aliado Sukita e que Serginho dispute na região do sertão com o ex-aliado do agrupamento, o deputado federal Jony Marcos (PRB).  

 

Fazer conta

Nos próximos dias algumas lideranças da base governista vão se reunir para mapear politicamente o estado. Vão analisar a quantidade estimada de votos que podem ter em cada município do Estado.

 

Em Sergipe

Mais um presidenciável virá a Sergipe. Estará amanhã em Aracaju o pré-candidato a presidente da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), para o pré-lançamento da candidatura ao governo de João Tarantella (PSL), que ocorrerá às 19h, no Iate Clube. Às 16h Bolsonaro concederá entrevista coletiva à imprensa, no Hotel Delmar.    O último pré-candidato a presidente a vir a Sergipe foi Guilherme Boulos (Psol).

 

Veja essa ...

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já mandou soltar este ano 19 presos investigados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que tem vários desdobramentos. 

 

Curtas

O ex-governador Jackson Barreto, o deputado federal Fábio Reis e o secretário Rosman Pereira (Seplag) tiveram audiência ontem, em Brasília, com o ministro Gilberto Occhi (Saúde). Trataram de assuntos do governo.

 

O deputado federal Valadares Filho prestou na noite da segunda-feira BO na Polícia Civil de Sergipe e pediu à Polícia Federal que investigasse a clonagem do seu celular de Brasília.

 

Quem clonou o seu celular, já cancelado, estava pedindo para transferir altos valores para algumas contas bancárias por meio do aplicativo WhatsApp.

 

Segundo Valadares Filho, no mesmo dia que o seu celular de Brasília foi clonado também ocorreu a clonagem do celular do deputado federal Átila lira (PSB/PI).

 

Enfatiza o parlamentar que o texto da clonagem foi o mesmo utilizado em janeiro na clonagem de ministros. Para ele, deve ter sido os mesmos criminosos.