Bomba relógio explodiu

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O governador Belivaldo Chagas (PSD), que ontem reuniu secretários para medidas sobre os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, não autorizou o secretário da Fazenda, Ademário Alves, a participar de reunião, nessa sexta-feira, do Conselho Nacional de Po
O governador Belivaldo Chagas (PSD), que ontem reuniu secretários para medidas sobre os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, não autorizou o secretário da Fazenda, Ademário Alves, a participar de reunião, nessa sexta-feira, do Conselho Nacional de Po

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Publicada em 26/05/2018 às 06:34:00

 

Demorou cinco dias para o presiden
te Michel Temer agir pela força 
para conter a greve dos caminhoneiros, que protestam contra os constantes aumentos abusivos no preço do diesel.
Ontem à tarde, em pronunciamento no Palácio do Planalto, Temer autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam liberadas pelo movimento.
Disse o presidente: "Quero anunciar um plano de segurança imediato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado. O governo tem, como tem sempre, a coragem de dialogar; agora terá coragem de usar sua autoridade em defesa do povo brasileiro." 
Não poderia ser diferente a posição de um governo despreparado e desacreditado, que age pela força quando não consegue nos primeiros diálogos o que deseja. Quem não sabia que haveria alguma reação aos constantes aumentos dos combustíveis? A bomba relógio foi ligada desde o final do ano passado quando as entidades dos caminhoneiros pleiteavam junto ao governo mudança nessa política da Petrobras de dolarizar o preço dos combustíveis, especialmente o diesel.
Com a decisão de usar as forças armadas, o receio de Temer não é da população ficar sem os "gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas", mas da população o responsabilizar por isso, já que apoia os caminhoneiros por também ser vítima dos constantes aumentos da gasolina.
Os caminhoneiros que resistem a suspender a paralisação não querem só a suspensão dos aumentos por 30 dias, com redução de 10% do preço do diesel na refinaria, como propôs inicialmente o governo. Além do comprometimento em zerar a Cide para o diesel até o fim do ano e negociar com os estados o fim da cobrança de pedágio para caminhões que trafegam vazios, com eixo suspensos.
Por isso, o acordo firmado na sexta-feira à noite com o governo não foi unanime. Duas das 11 entidades do setor de transportes - a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores - recusaram a proposta.
Elas querem a isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União. Por conta disso, a paralisação dos caminhoneiros permanece.
Com a decisão truculenta de Temer de acionar as forças armadas contra o movimento pacífico dos caminhoneiros, que desmoralizaram e encurralaram o seu governo, e estão paralisando o país, a preocupação é como será a aplicação do uso dessa força.
Já passou da hora do trabalhador brasileiro se juntar a luta dos caminhoneiros e protestar contra os abusivos aumentos da gasolina, que hoje nos postos de Sergipe custa R$ 4,50 o litro. Uma verdadeira extorsão!

Demorou cinco dias para o presiden te Michel Temer agir pela força  para conter a greve dos caminhoneiros, que protestam contra os constantes aumentos abusivos no preço do diesel.Ontem à tarde, em pronunciamento no Palácio do Planalto, Temer autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam liberadas pelo movimento.
Disse o presidente: "Quero anunciar um plano de segurança imediato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado. O governo tem, como tem sempre, a coragem de dialogar; agora terá coragem de usar sua autoridade em defesa do povo brasileiro." 
Não poderia ser diferente a posição de um governo despreparado e desacreditado, que age pela força quando não consegue nos primeiros diálogos o que deseja. Quem não sabia que haveria alguma reação aos constantes aumentos dos combustíveis? A bomba relógio foi ligada desde o final do ano passado quando as entidades dos caminhoneiros pleiteavam junto ao governo mudança nessa política da Petrobras de dolarizar o preço dos combustíveis, especialmente o diesel.
Com a decisão de usar as forças armadas, o receio de Temer não é da população ficar sem os "gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas", mas da população o responsabilizar por isso, já que apoia os caminhoneiros por também ser vítima dos constantes aumentos da gasolina.Os caminhoneiros que resistem a suspender a paralisação não querem só a suspensão dos aumentos por 30 dias, com redução de 10% do preço do diesel na refinaria, como propôs inicialmente o governo. Além do comprometimento em zerar a Cide para o diesel até o fim do ano e negociar com os estados o fim da cobrança de pedágio para caminhões que trafegam vazios, com eixo suspensos.
Por isso, o acordo firmado na sexta-feira à noite com o governo não foi unanime. Duas das 11 entidades do setor de transportes - a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores - recusaram a proposta.
Elas querem a isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União. Por conta disso, a paralisação dos caminhoneiros permanece.
Com a decisão truculenta de Temer de acionar as forças armadas contra o movimento pacífico dos caminhoneiros, que desmoralizaram e encurralaram o seu governo, e estão paralisando o país, a preocupação é como será a aplicação do uso dessa força.
Já passou da hora do trabalhador brasileiro se juntar a luta dos caminhoneiros e protestar contra os abusivos aumentos da gasolina, que hoje nos postos de Sergipe custa R$ 4,50 o litro. Uma verdadeira extorsão!

 

Medidas do governo 1

Como em Sergipe a maioria dos postos já está sem combustíveis por conta da paralisação dos caminhoneiros e permanece o impasse na resolução do governo federal, o governador Belivaldo Chagas (PSD) convocou ontem à tarde uma reunião de emergência com alguns secretários. O objetivo foi deliberar as providências necessárias para que sejam garantidos os serviços básicos para a população.

 

Medidas do governo 2

De imediato, o governador suspendeu as aulas na rede estadual de Educação da próxima segunda-feira, independente do que ocorrer no final de semana. Vai editar um decreto de emergência para garantir que os serviços essenciais como Saúde e Segurança Pública não fiquem desabastecidos. "Não podemos deixar que viaturas da polícia e ambulâncias parem de circular", afirmou.

 

Medidas do governo 3

 "O que importa agora é garantir a segurança no abastecimento destas viaturas e ambulâncias para garantir os serviços essenciais à população", afirmou Belivaldo, enfatizando que dependendo do prolongamento da greve, pode suspender também os serviços não essenciais.

 

Não a Temer

De Belivaldo Chagas sobre o pedido do presidente Temer aos governadores, ontem, em seu discurso, para que também usassem a força policial para acabar com os bloqueios nos seus estados:  "Não vou usar a força para pressionar caminhoneiros.  A gente pode reforçar a policia para manter a ordem de serviços, mas sem pressionar quem quer que seja. Ele que coloque a força nacional, o exército, a policia federal e quem quer que seja. Resolva seu imbróglio, só não coloque essa situação no colo dos governadores".

 

Secretários presentes

Foram convocados os secretários João Eloy (Segurança Pública), Valberto Lima (Saúde), Josué Passos Subrinho (Educação), Rosman Pereira (Planejamento), José Felizola (Inclusão Social), Cristiano Barreto (Justiça) e a Procuradoria Geral do Estado.

 

Efeito greve

Por conta da greve, a Universidade Federal de Sergipe suspendeu as aulas desde a quinta-feira à noite. O Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Assembleia Legislativa decretaram ponto facultativo ontem.  

 

Vida que segue 1

Como as eleições são daqui a quatro meses, os pré-candidatos mantiveram suas agendas ontem. O pré-candidato a governador Valadares Filho (PSB) foi a Indiaroba para entrevista e reunião com a prefeita Altair do São Francisco. Depois seguiu para Propriá para reunião com o prefeito Iokanaan Santana (PSB) e lideranças.

 

 Vida que segue 2

O pré-candidato a Senador, André Moura (PSC), passou o dia de ontem acompanhado do ministro Sérgio Leitão (Cultura).  Participou, junto com o ministro, do 'Seminário Cultura Gera Futuro", de visita as igrejas em Laranjeiras, do Santuário de Divina Pastora e do prédio histórico da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, em Aracaju, anunciando recursos para revitalização. E ainda, ao lado do prefeito Edvaldo Nogueira e do ministro, participou da solenidade de assinatura do termo de liberaç ;ão das verbas para a realização do Forró Caju, dos festejos juninos de bairros da capital e municípios do interior, no valor global de R$ 16 milhões.

 

 Vida que segue 3

O pré-candidato ao Senado, Jackson Barreto (MDB), foi a Porto da Folha, onde concedeu entrevista a Rádio Rio FM. Chegou a declarar sobre questionamento se existe um "acordo branco" com André Moura nas eleições deste ano: "Aqueles que estão com o governo Temer vão seguir de um lado que não é o meu. Não tenho acordo para acompanhar candidatos que estão comprometidos com esta gestão e colaboram com esta situação atual. O meu lado é o do povo, eu assumo este papel".

 

 Vida que segue 4

Afirmou ainda: "No dia que Lula esteve aqui, pediu que eu compreendesse o papel de alguém combativo e a favor das lutas da população. O lado de Amorim, André Moura e Cia LTDA, não é o meu".

 

Vida que segue 5

JB alfinetou ainda os três senadores de Sergipe: Eduardo Amorim (PSD), Maria do Carmo (DEM) e Valadares (PSB). Foi quando disse: "Todos os três Senadores que representam Sergipe votaram a favor do impeachment de Dilma e eu, como pessoa que combateu a ditadura, não posso admitir esse golpe. Eles estão contra a democracia!".

 

 Vida que segue 6

O ex-governador também foi a Siriri participar da inauguração do calçamento do conjunto habitacional com o nome da mãe Neuzice Barreto de Lima.  Esteve ao lado do prefeito Zé Rosa, a quem agradeceu a homenagem a sua genitora.

 

Veja essa ...

Do presidente nacional do PT, pré-candidato ao Senado, Rogério Carvalho, alfinetando o seu adversário nas eleições deste ano André Moura, que trouxe a Sergipe ontem o ministro Sérgio Leitão (Cultura): "O ministro do presidente que está destruindo e levando o país ao caos vem anunciar festas aqui em Sergipe para tentar diminuir a rejeição do líder de Temer André Moura e favorecer a candidatura dele, em vez de tentar mudar o cenário de paralisia, é no mínimo de cair o queixo!".

 

Curtas

 Além de Belivaldo Chagas seis governadores declararam ontem que não aceitam propostas que podem impactar suas arrecadações de receitas, como o projeto de diminuir as alíquotas do ICMS. São os de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Distrito Federal.

 

 Segundo os governadores, o aumento dos preços dos combustíveis se deve "à política de preços da Petrobras, que deve ser resolvida pela própria empresa e pela sua controladora, a União Federal".

 

A partir do dia 05 de junho, os partidos políticos terão acesso aos nomes dos devedores eleitorais. A disponibilização da lista de devedores é importante tendo em vista que a quitação eleitoral é um dos pré-requisitos para que o candidato tenha a candidatura aprovada.

 

 A certidão de quitação é um documento fornecido pela Justiça Eleitoral e certifica o cumprimento das obrigações legais pelo eleitor. Os pré-candidatos que se enquadram na categoria de inadimplentes devem procurar o cartório eleitoral para regularizar a situação.

 

 O prazo final para requerer o registro de candidatura é o dia 15 de agosto. O candidato, no momento do registro de candidatura, deve estar quite.