O artigo de Valadares

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Será na próxima segunda-feira (30), a posse do professor Cássio Murilo Costa dos Santos na presidência da Funcaju. Ele, que é ligado politicamente a Márcio, já tendo, inclusive, sido chefe do seu gabinete em Brasília quando era deputado federal, assume a
Será na próxima segunda-feira (30), a posse do professor Cássio Murilo Costa dos Santos na presidência da Funcaju. Ele, que é ligado politicamente a Márcio, já tendo, inclusive, sido chefe do seu gabinete em Brasília quando era deputado federal, assume a

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Publicada em 27/04/2018 às 23:12:00

 

Nas eleições de 2014, Jackson Bar-
reto (MDB) e Antônio Carlos Vala-
dares (PSB) mantiveram a aliança de quase duas décadas com os demais partidos do agrupamento. Derrotaram o grupo político liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSDB) e o deputado federal André Moura (PSC).
A aliança de anos só durou até as eleições do segundo turno de 2014, quando Jackson Barreto, já eleito, manteve o apoio a então presidente Dilma Rousseff e Valadares preferiu apoiar o senador tucano Aécio Neves (PSDB).
O clima não ficou bom entre os dois e o rompimento político veio logo depois, com o PSB entregando os cargos no governo e perdendo o aliado vice-governador Belivaldo Chagas, que fez a opção de seguir com o projeto pelo qual foi eleito vice.
Nas eleições municipais de 2016 o PSB, já na oposição, aceitou o apoio de André Moura e Eduardo Amorim para a candidatura de Valadares Filho a prefeito de Aracaju. Acabou perdendo as eleições para o candidato de JB, Edvaldo Nogueira (PCdoB).
Neste ano de nova eleição, foi discutida a continuidade da aliança André/Eduardo e os Valadares, com Valadares Filho sendo o vice de Eduardo. Ela não deu certo pelo fato de nem André nem Valadares aceitar disputar, juntos, o Senado. Cada um com suas razões.
Sem o acordo, o PSB decidiu lançar Valadares Filho pré-candidato a governador. Mesmo ele aparecendo bem nas pesquisas, existe uma polarização entre as pré-candidaturas a governador de Belivaldo Chagas (PSD) e de Eduardo Amorim, assim como de Jackson Barreto e André Moura para o Senado.
Isso vem irritando o senador Valadares. Ele deixou bem claro isso em artigo divulgado ontem nas redes sociais e encaminhado para a imprensa, intitulado "Os senhores das verbas e os novos tempos". Neles, o senador critica direta e indiretamente JB e Moura. Segundo Valadares, esses dois grupos vêm pregando abertamente a hegemonia de poder, em desconsideração aos demais, como o do PSB. "Estamos vivendo novos tempos, mas há forças que parecem sofrer de uma cegueira política incurável ou de um sintoma retrógrado de obscurantismo, sinalizando com uma extrema prepotência e arrogância. Essas forças insistem em desconhecer que essa polarização está sendo superada por uma realidade que vem despertando um sentimento de plena autonomia dos eleitores em todos os segmentos sociais e em todos os quadrantes do nosso pequeno território", frisou.
Ressalta que pela primeira vez, em muitos anos, a eleição deste ano deixará de ser comandada pela máquina ou pelo dinheiro fácil, proveniente de doações ocultas, pela prática da corrupção e por gestões marcadas pelo descumprimento de promessas de campanha. "Será decidida pelo povo, que vai às urnas sem receber ordens de seus chefes, ou ser influenciado pelo dinheiro sujo, como aconteceu, segundo investigação do MPF, nas vésperas das eleições municipais em Aracaju. Esse é um sentimento que, aliás, perpassa em toda a Nação", afirmou.
O senador alfineta indiretamente o líder do governo Temer no Congresso, quando afirma: "Monta-se, no Estado, um esquema para a perpetuação dessa polarização, procurando atrair os incautos, e, para tanto, utiliza-se de uma massiva propaganda de supostas transferências de verbas federais para municípios, os quais, desde há alguns anos, vêm atravessando notórias dificuldades financeiras. Querem verbas, o que é natural, venham de onde vier. Mas o povo, já escaldado com tantas armadilhas, pode achar que tanta esmola, em véspera de eleição, até cego desconfia".
"O que se pretende com essas investidas sobre os municípios é reverter a tendência de mudança que se irradia no seio do eleitorado, com uma falsa dicotomia de que só existem duas forças capazes de vencer: uma comandada pelo grupo JB-Belivaldo, e a outra, controlada pelo grupo André-Eduardo Amorim. As demais forças, para eles, estão fora do processo, sem nenhuma chance de vitória", protestou.
Prosseguiu: "De um lado o continuísmo do governo desastroso de Jackson Barreto, o inesquecível. De outro lado, o fortalecimento do esquema do presidente Temer, o tomara-que-saia-logo, aqui em Sergipe, sob a batuta do maestro da verba, deputado-líder André Moura, que sonha em se eleger senador para compor, no próximo Congresso, a bancada de parlamentares dos já apelidados e conhecidos como "escudeiros de Temer".
Enfatiza ainda o senador: "O PSB, desgarra-se do grupos que se portam como donos da vontade popular, não aceita compor com partidos ou lideranças engolfados em atos de corrupção, ou em práticas de gestão temerária e irresponsável. O PSB é um partido forjado na luta e no debate intenso de nossos problemas, não se curvará à pretensão das forças do atraso, não se intimidará com a falsa pregação segundo a qual quem não estiver com eles, serão jogados ao isolamento".
Finaliza dizendo "Não desistiremos, não fraquejaremos frente ao projeto que acreditamos e ardorosamente defendemos, iremos com fé e confiança aceitar essa ingente missão que o destino nos reserva com vistas à implantação de uma nova alternativa para os sergipanos".
Trocando em miúdos, é irreversível a pré-candidatura de Valadares Filho ao governo. E se Eduardo Amorim ainda quiser compor terá que ser como candidato a senador.

Nas eleições de 2014, Jackson Bar- reto (MDB) e Antônio Carlos Vala- dares (PSB) mantiveram a aliança de quase duas décadas com os demais partidos do agrupamento. Derrotaram o grupo político liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSDB) e o deputado federal André Moura (PSC).
A aliança de anos só durou até as eleições do segundo turno de 2014, quando Jackson Barreto, já eleito, manteve o apoio a então presidente Dilma Rousseff e Valadares preferiu apoiar o senador tucano Aécio Neves (PSDB).
O clima não ficou bom entre os dois e o rompimento político veio logo depois, com o PSB entregando os cargos no governo e perdendo o aliado vice-governador Belivaldo Chagas, que fez a opção de seguir com o projeto pelo qual foi eleito vice.
Nas eleições municipais de 2016 o PSB, já na oposição, aceitou o apoio de André Moura e Eduardo Amorim para a candidatura de Valadares Filho a prefeito de Aracaju. Acabou perdendo as eleições para o candidato de JB, Edvaldo Nogueira (PCdoB).
Neste ano de nova eleição, foi discutida a continuidade da aliança André/Eduardo e os Valadares, com Valadares Filho sendo o vice de Eduardo. Ela não deu certo pelo fato de nem André nem Valadares aceitar disputar, juntos, o Senado. Cada um com suas razões.
Sem o acordo, o PSB decidiu lançar Valadares Filho pré-candidato a governador. Mesmo ele aparecendo bem nas pesquisas, existe uma polarização entre as pré-candidaturas a governador de Belivaldo Chagas (PSD) e de Eduardo Amorim, assim como de Jackson Barreto e André Moura para o Senado.
Isso vem irritando o senador Valadares. Ele deixou bem claro isso em artigo divulgado ontem nas redes sociais e encaminhado para a imprensa, intitulado "Os senhores das verbas e os novos tempos". Neles, o senador critica direta e indiretamente JB e Moura. Segundo Valadares, esses dois grupos vêm pregando abertamente a hegemonia de poder, em desconsideração aos demais, como o do PSB. "Estamos vivendo novos tempos, mas há forças que parecem sofrer de uma cegueira política incurável ou de um sintoma retrógrado de obscurantismo, sinalizando com uma extrema prepotência e arrogância. Essas forças insistem em desconhecer que essa polarização está sendo superada por uma realidade que vem despertando um sentimento de plena autonomia dos eleitores em todos os segmentos sociais e em todos os quadrantes do nosso pequeno território", frisou.
Ressalta que pela primeira vez, em muitos anos, a eleição deste ano deixará de ser comandada pela máquina ou pelo dinheiro fácil, proveniente de doações ocultas, pela prática da corrupção e por gestões marcadas pelo descumprimento de promessas de campanha. "Será decidida pelo povo, que vai às urnas sem receber ordens de seus chefes, ou ser influenciado pelo dinheiro sujo, como aconteceu, segundo investigação do MPF, nas vésperas das eleições municipais em Aracaju. Esse é um sentimento que, aliás, perpassa em toda a Nação", afirmou.
O senador alfineta indiretamente o líder do governo Temer no Congresso, quando afirma: "Monta-se, no Estado, um esquema para a perpetuação dessa polarização, procurando atrair os incautos, e, para tanto, utiliza-se de uma massiva propaganda de supostas transferências de verbas federais para municípios, os quais, desde há alguns anos, vêm atravessando notórias dificuldades financeiras. Querem verbas, o que é natural, venham de onde vier. Mas o povo, já escaldado com tantas armadilhas, pode achar que tanta esmola, em véspera de eleição, até cego desconfia".
"O que se pretende com essas investidas sobre os municípios é reverter a tendência de mudança que se irradia no seio do eleitorado, com uma falsa dicotomia de que só existem duas forças capazes de vencer: uma comandada pelo grupo JB-Belivaldo, e a outra, controlada pelo grupo André-Eduardo Amorim. As demais forças, para eles, estão fora do processo, sem nenhuma chance de vitória", protestou.
Prosseguiu: "De um lado o continuísmo do governo desastroso de Jackson Barreto, o inesquecível. De outro lado, o fortalecimento do esquema do presidente Temer, o tomara-que-saia-logo, aqui em Sergipe, sob a batuta do maestro da verba, deputado-líder André Moura, que sonha em se eleger senador para compor, no próximo Congresso, a bancada de parlamentares dos já apelidados e conhecidos como "escudeiros de Temer".
Enfatiza ainda o senador: "O PSB, desgarra-se do grupos que se portam como donos da vontade popular, não aceita compor com partidos ou lideranças engolfados em atos de corrupção, ou em práticas de gestão temerária e irresponsável. O PSB é um partido forjado na luta e no debate intenso de nossos problemas, não se curvará à pretensão das forças do atraso, não se intimidará com a falsa pregação segundo a qual quem não estiver com eles, serão jogados ao isolamento".
Finaliza dizendo "Não desistiremos, não fraquejaremos frente ao projeto que acreditamos e ardorosamente defendemos, iremos com fé e confiança aceitar essa ingente missão que o destino nos reserva com vistas à implantação de uma nova alternativa para os sergipanos".
Trocando em miúdos, é irreversível a pré-candidatura de Valadares Filho ao governo. E se Eduardo Amorim ainda quiser compor terá que ser como candidato a senador.

 

Disposição para o governo 1

Ontem, durante entrevista na Xodó FM, o senador Eduardo Amorim (PSDB) respondeu a perguntas de alguns jornalistas, inclusive desta colunista.  Garantiu que disputará o governo e não o Senado, e que dentro de algumas semanas estará sendo lançada sua pré-candidatura ao governo.

 

Disposição para o governo 2

Declarou Eduardo que não está atrasado para lançar seu nome ao governo se levar em consideração que na eleição passada as decisões ocorreram entre 10 e 30 de junho. "As conversas estão adiantadas. Não terminaram ainda por faltar alguns detalhes, algumas combinações. Como o tempo nos permite gastar com mais diálogos, estamos finalizando. O tempo nos favorece", frisou.

 

Disposição para o governo 3

Sobre a insistência de que pode vir a ser candidato ao Senado na chapa de Valadares Filho por desentendimentos políticos com André, Eduardo respondeu: "O Senado é coisa do passado. Já existe pré-definição de disputar o governo. Estou pronto, consciente, determinado, focado, motivado e preparado. Que Deus e o povo só me concedam qualquer mandato para respeitar o servidor público, consertar a segurança pública, construir Centro de Imagem e o Hospital do Câncer para trazer de volta a alta estima elevada e a esperança dos sergipanos".

 

Sem choro nem vela

O deputado estadual Gustinho Ribeiro (SD) já está bem à vontade na oposição. É tido como certo que nos próximos dias o parlamentar, que deixou a base governista e foi para a oposição, venha a perder os vários cargos que tem no governo.

 

Decidido

Segundo uma fonte palaciana, o governador Belivaldo Chagas não vai querer como aliado ninguém que fique em cima do muro. Vai conversar e cobrar posição, lado.

 

Unha e carne

Depois de alguns embates no passado, o presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, e o vice-presidente nacional do partido, Márcio Macedo, estão hoje muito afinados politicamente. Os dois, que integram a mesma tendência do PT, indicaram o professor Cássio Murilo para presidir a Funcaju, em substituição ao petista Silvio Santos, que deixou o cargo para disputar mandato de deputado estadual.

 

Lula Livre

Dando continuidade às manifestações em Sergipe organizadas pelo PT pela liberdade do ex-presidente Lula, acontece hoje uma grande carreata pelo sertão sergipano. Ela sairá às 9h de Monte Alegre, passando por Nossa Senhora da Glória, Feira Nova, Cumbe e Nossa Senhora das Dores.  À frente Márcio Macedo e Rogério Carvalho.

 

Prestando contas

Até ontem apenas sete diretórios nacionais dos 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) haviam apresentado à Corte suas prestações de contas referentes ao exercício de 2017. Já protocolaram as prestações de contas o PRTB, PMN, PPL, PTB, PSC, PSD e PEN, atual Patriota.

 

Veja essa ...

O polêmico deputado federal Wladimir Costa (SD-PA), que recentemente fez uma tatuagem de rena com o nome do presidente Michel Temer (MDB) no ombro,  foi gravado em um vídeo agredindo um homem após ser questionado sobre a tatuagem durante um evento da Prefeitura de Jacundá (PA), na noite dessa última quinta-feira. "Repeita a cara de homem, vagabundo. Homem safado apanha na cara", disse após dar um tapa na cara do cidadão identificado como Terezo Neto. E é representante do povo.

 

Curtas

Eduardo Amorim foi ontem a Nossa Senhora do Socorro conceder entrevista a Xodó FM, Valadares Filho foi a Estância para entrevista na Mar Azul FM e Mendonça Prado (DEM) permaeceu em Aracaju, onde concedeu entrevista na Jornal AM.

 

Já Belivaldo Chagas, que foi ontem ao sertão comemorar o Dia Nacional da Caatinga, passou em Porto da Folha para conceder entrevista a Rio FM.

 

Em Poço Redondo, Belivaldo anunciou uma homenagem que o governo quer prestar ao Capitão Oliveira, assassinado recentemente após carro que dirigia nas imediações de Porto da Folha ter sido alvejado com mais de 30 tiros.

 

Disse que o Monumento Natural Grota do Angico receberá o nome do Capitão Oliveira, que comandava o pelotão da Caatinga. E empossou o seu substituto, o major Vicente do Nascimento.

 

Na manhã de ontem deputados estaduais, federais e senadores visitaram o canteiro de obras do Complexo Termelétrico Porto de Sergipe I, na Barra dos Coqueiros. Quando estiver em pleno funcionamento, será a maior usina termelétrica da América Latina.