Mancha de óleo afetou cerca de 1 km da Praia do Jatobá

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Durante vistoria, percebeu-se que cerca de 1km de faixa de areia foi atingido pelo composto derivado de petróleo
Durante vistoria, percebeu-se que cerca de 1km de faixa de areia foi atingido pelo composto derivado de petróleo

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Publicada em 16/04/2018 às 23:26:00

 

Gabriel Damásio
A Administração Estadu-
al do Meio Ambiente 
(Adema) confirmou ontem que cerca de um quilômetro da Praia do Jatobá, na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju), foi afetado pelo óleo derramado por um emissário submarino mantido pela empresa americana Mosaic, que assumiu as operações de mineração da Vale em Sergipe. Na tarde deste sábado, manchas de óleo foram encontradas na faixa de areia entre o Porto de Sergipe e as torres do Parque Eólico na Barra dos Coqueiros. A Mosaic e a Petrobras, que atua conjuntamente na operação do emissário, foram acionadas para providenciar a limpeza e monitoramento da área afetada. 
Segundo informações da Adema, o emissário interliga as áreas de produção de gás e petróleo da Petrobras, levando a água extraída dos poços até as unidades de processamento de minerais da Mosaic em Rosário do Catete, onde ela é usada na dissolução do material extraído. Identificou-se que um problema técnico no sistema fez o óleo ser injetado na tubulação de água, causando o derramamento do produto no oceano. O problema foi detectado por volta das 12h de sábado, quando a Mosaic foi notificada pela Adema e interrompeu totalmente as atividades do emissário. Segundo o órgão, o mecanismo só pode voltar a funcionar após comprovação técnica de isenção absoluta de óleo ou qualquer outro tipo de poluente no emissário.
Ao longo de todo o fim de semana, técnicos da Subgerência de Projetos de Atividades da Cadeia do Petróleo (Supap), da Adema, fizeram uma análise detalhada da área atingida pela mancha, identificando resquícios de óleo na praia e diversos sedimentos derivados de petróleo em toda faixa de areia. Constatou-se que a substância vem chegando à praia em forma de pelotas e está contida na vegetação marítima, que acabou contaminada. Com o diagnóstico, a Praia do Jastobá foi declarada imprópria para o banho e deve ficar nesta classificação por tempo indeterminado. Já a operação de retirada do óleo deve terminar amanhã.
"Percorremos toda a área a fim de estimar a extensão de praia atingida para identificar o problema. A partir disso, conversamos com os representantes da Petrobrás e da Mosaic com o intuito de obter informações sobre os procedimentos que estão sendo adotados para limpeza da praia. Também sugerimos que a equipe da Petrobras orientasse os banhistas sobre as ações que estão sendo realizadas e dos riscos de contaminação, devido à presença de óleo na areia e água", explica a técnica Caroline Guerra, integrante daSupap. A Adema convocou para hoje, às 8h, uma entrevista coletiva para anunciar possíveis multas e punições às empresas envolvidas no incidente, entre outras providências. 
Em nota, a Mosaic informou que o duto foi paralisado após a ocorrência e que equipes da empresa foram mobilizadas para limpar a faixa de praia ao longo dos dias seguintes ao vazamento. A mineradora assegura ainda que continua monitorando a área, principalmente a movimentação da maré, para avaliar necessidade de realização de novos turnos de limpeza nos próximos dias. A nota diz ainda que a origem do óleo e as causas do problema estão sendo analisadas pelas empresas e que os órgãos fiscalizadores foram informados da situação.

A Administração Estadu- al do Meio Ambiente  (Adema) confirmou ontem que cerca de um quilômetro da Praia do Jatobá, na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju), foi afetado pelo óleo derramado por um emissário submarino mantido pela empresa americana Mosaic, que assumiu as operações de mineração da Vale em Sergipe. Na tarde deste sábado, manchas de óleo foram encontradas na faixa de areia entre o Porto de Sergipe e as torres do Parque Eólico na Barra dos Coqueiros. A Mosaic e a Petrobras, que atua conjuntamente na operação do emissário, foram acionadas para providenciar a limpeza e monitoramento da área afetada. 
Segundo informações da Adema, o emissário interliga as áreas de produção de gás e petróleo da Petrobras, levando a água extraída dos poços até as unidades de processamento de minerais da Mosaic em Rosário do Catete, onde ela é usada na dissolução do material extraído. Identificou-se que um problema técnico no sistema fez o óleo ser injetado na tubulação de água, causando o derramamento do produto no oceano. O problema foi detectado por volta das 12h de sábado, quando a Mosaic foi notificada pela Adema e interrompeu totalmente as atividades do emissário. Segundo o órgão, o mecanismo só pode voltar a funcionar após comprovação técnica de isenção absoluta de óleo ou qualquer outro tipo de poluente no emissário.
Ao longo de todo o fim de semana, técnicos da Subgerência de Projetos de Atividades da Cadeia do Petróleo (Supap), da Adema, fizeram uma análise detalhada da área atingida pela mancha, identificando resquícios de óleo na praia e diversos sedimentos derivados de petróleo em toda faixa de areia. Constatou-se que a substância vem chegando à praia em forma de pelotas e está contida na vegetação marítima, que acabou contaminada. Com o diagnóstico, a Praia do Jastobá foi declarada imprópria para o banho e deve ficar nesta classificação por tempo indeterminado. Já a operação de retirada do óleo deve terminar amanhã.
"Percorremos toda a área a fim de estimar a extensão de praia atingida para identificar o problema. A partir disso, conversamos com os representantes da Petrobrás e da Mosaic com o intuito de obter informações sobre os procedimentos que estão sendo adotados para limpeza da praia. Também sugerimos que a equipe da Petrobras orientasse os banhistas sobre as ações que estão sendo realizadas e dos riscos de contaminação, devido à presença de óleo na areia e água", explica a técnica Caroline Guerra, integrante daSupap. A Adema convocou para hoje, às 8h, uma entrevista coletiva para anunciar possíveis multas e punições às empresas envolvidas no incidente, entre outras providências. 
Em nota, a Mosaic informou que o duto foi paralisado após a ocorrência e que equipes da empresa foram mobilizadas para limpar a faixa de praia ao longo dos dias seguintes ao vazamento. A mineradora assegura ainda que continua monitorando a área, principalmente a movimentação da maré, para avaliar necessidade de realização de novos turnos de limpeza nos próximos dias. A nota diz ainda que a origem do óleo e as causas do problema estão sendo analisadas pelas empresas e que os órgãos fiscalizadores foram informados da situação.