Azedou de vez aliança PSDB/PSC/PSB

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O ex-governador Albano Franco (PSDB), que participou da reunião de JB com a bancada federal em Brasília também estará presente hoje na reunião com Pedro Parente e Temer. Como ex-governador por dois mandatos, ex-senador e ex-presidente da Confederação Naci
O ex-governador Albano Franco (PSDB), que participou da reunião de JB com a bancada federal em Brasília também estará presente hoje na reunião com Pedro Parente e Temer. Como ex-governador por dois mandatos, ex-senador e ex-presidente da Confederação Naci

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Publicada em 26/03/2018 às 22:01:00

 

Desde o começo do ano que vinha se 
discutindo a possibilidade do depu
tado federal Valadares Filho (PSB) vir a ser o pré-candidato a vice-governador do senador Eduardo Amorim (PSDB). A proposta do PSB era que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) também fosse candidato a reeleição na chapa majoritária encabeçada pelos dois.
As conversas iam de vento em popa até que o deputado federal André Moura (PSC), provável pré-candidato ao Senado, disse a Eduardo que não aceitaria Valadares disputando o mandato de senador junto com ele. As coisas começaram a se complicar quando aliados do PSB começaram a declarar publicamente que Valadares não aceitaria ter André como companheiro da majoritária por ser líder do governo Temer no Congresso, por ter uma grande rejeição popular, e pelos processos que tem.
Com esse impasse inicial esfriou os entendimentos políticos entre Eduardo e Valadares Filho, levando o PSB a decidir pela pré-candidatura do próprio VF a governador e Valadares a senador e o PSDB/PSC correr atrás de um entendimento com aliados do governo para ser o pré-candidato a vice. Continuam as investidas para que o ex-prefeito Fábio Henrique (PDT) seja pré-candidato a vice-governador e o ex-prefeito Heleno Silva (PRB) pré-candidato ao Senado.
Na última sexta-feira o caldo começou a engrossar entre as duas lideranças políticas quando André, no programa de Gilmar Carvalho, acusou Valadares de não está cumprindo acordo político feito em 2016, que era o seu agrupamento político apoiar a candidatura de Valadares Filho a prefeito de Aracaju em troca do apoio do PSB ao projeto político do PSC em 2018, uma vez que Eduardo ainda era filiado ao partido junto com André.   
Valadares reagiu. Pelas redes sociais, postou: "Nunca fizemos acordo na eleição de Aracaju para entregar os destinos de Sergipe, e o de nosso partido, em uma suposta reunião fechada, sobre a qual o diretório do PSB, e sua militância, nunca souberam. O líder de Temer André Moura não deve confundir o PSB com um partido de aluguel".
Essa tuitada do senador levou André a rebater também pelo twitter: "O senador Valadares parece não atentar pros novos tempos. O povo abomina essa política feita na base da detratação, do disse-me-disse; uma política sem trabalho e sem propostas, dedicada unicamente a se colocar como bom e maldizer os demais. Isso é feio, antigo, atrasado… Seja através do twitter ou usando uma rede de "assessores" que em tempo integral fica nas redes sociais a achincalhar os outros, o senador abusa do bom senso da população ao afirmar que não houve entendimento em 2016, quando apoiamos Valadares Filho. Houve, claro".
Prosseguiu o deputado: "Em 2016, muitos colegas e até pessoas do povo nos alertaram para o modo costumeiro de sua política. Apesar disso, eu, o senador Eduardo Amorim e nosso grupo, de boa-fé, decidimos apostar na sua palavra. Naturalmente, os fatos atestam o nosso erro! Enfim, eles estavam certos... Se o senador se arrepende do que foi acertado comigo, com o senador Eduardo Amorim e com o deputado Antônio quanto a 2018, quando o PSB deveria apoiar o projeto do PSC/PSDB, isso não causa surpresa. Não quer cumprir o acordado, não cumpra! O que não pode é negá-lo…".
Destacou ainda: "Até as pedras da Coroa do Meio, senador Valadares, sabem que a política é uma via de mão dupla. Entendimentos são naturais. Jamais nos integraríamos ao seu projeto de 2016 sem contrapartidas futuras. O eleitor não é besta, apesar de muita gente achar que é. Seja razoável…".
Finaliza André "Para justificar um desejado rompimento com a oposição, desde janeiro o senador Valadares me ataca. Para ele, hoje sou um político defeituoso e o presidente Michel Temer, em quem ele e Valadares Filho votaram no impeachment, passou a não prestar. É o tal vale-tudo da política… Não, senador, não conte comigo para essa política rasteira, do bate-boca. Minha política é a do trabalho, é a de ajudar a população de Sergipe, independente de quem seja o gestor público. Faço política pensando nas pessoas, não em agradar líderes partidários. É isso senador Valadares, essa é a nossa grande diferença! Enquanto o senhor passa o dia mandando recados aos desafetos que escolhe para se contrapor na política, estou gastando sola de sapato, visitando ministérios e buscando ajudar nosso povo. Se posso sugerir, faça o mesmo...".
Logo após André ter feito esse desabafo no twitter, o senador Valadares rebateu também pelas redes sociais no sábado: "Querem a todo custo nesta eleição impor ao PSB apoio a um projeto pessoal baseado no engodo e na prepotência. Não nos renderemos ao líder de Temer. Rompemos com o governo Temer quando passou a impor reformas sem legitimidade para tocá-las e por denúncias vergonhosas de corrupção. O único acordo feito na eleição de 2016, aprovado em Congresso público, foi a aceitação pelo PSB, do nome do Pastor Antonio, um homem de bem, para ser o vice de Valadares Filho. Seria um ato impensável antecipar naquele ano uma candidatura majoritária do líder de Temer".
Prosseguiu o senador: "Temos consciência dos riscos políticos que o PSB de Sergipe e os seus membros passam nesse momento ao nos contrapormos à volúpia dos poderosos. Eles planejam os seus caminhos passando por cima de tudo e de todos. Não temos medo, não vamos recuar. Eles não passarão!".
Sabemos que em política tudo pode acontecer, inclusive nada. Mas, dificilmente, nas eleições deste ano veremos, depois dessa troca de farpas pública entre Valadares e André Moura, os dois em um mesmo palanque.

Desde o começo do ano que vinha se  discutindo a possibilidade do depu tado federal Valadares Filho (PSB) vir a ser o pré-candidato a vice-governador do senador Eduardo Amorim (PSDB). A proposta do PSB era que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) também fosse candidato a reeleição na chapa majoritária encabeçada pelos dois.
As conversas iam de vento em popa até que o deputado federal André Moura (PSC), provável pré-candidato ao Senado, disse a Eduardo que não aceitaria Valadares disputando o mandato de senador junto com ele. As coisas começaram a se complicar quando aliados do PSB começaram a declarar publicamente que Valadares não aceitaria ter André como companheiro da majoritária por ser líder do governo Temer no Congresso, por ter uma grande rejeição popular, e pelos processos que tem.
Com esse impasse inicial esfriou os entendimentos políticos entre Eduardo e Valadares Filho, levando o PSB a decidir pela pré-candidatura do próprio VF a governador e Valadares a senador e o PSDB/PSC correr atrás de um entendimento com aliados do governo para ser o pré-candidato a vice. Continuam as investidas para que o ex-prefeito Fábio Henrique (PDT) seja pré-candidato a vice-governador e o ex-prefeito Heleno Silva (PRB) pré-candidato ao Senado.
Na última sexta-feira o caldo começou a engrossar entre as duas lideranças políticas quando André, no programa de Gilmar Carvalho, acusou Valadares de não está cumprindo acordo político feito em 2016, que era o seu agrupamento político apoiar a candidatura de Valadares Filho a prefeito de Aracaju em troca do apoio do PSB ao projeto político do PSC em 2018, uma vez que Eduardo ainda era filiado ao partido junto com André.   
Valadares reagiu. Pelas redes sociais, postou: "Nunca fizemos acordo na eleição de Aracaju para entregar os destinos de Sergipe, e o de nosso partido, em uma suposta reunião fechada, sobre a qual o diretório do PSB, e sua militância, nunca souberam. O líder de Temer André Moura não deve confundir o PSB com um partido de aluguel".
Essa tuitada do senador levou André a rebater também pelo twitter: "O senador Valadares parece não atentar pros novos tempos. O povo abomina essa política feita na base da detratação, do disse-me-disse; uma política sem trabalho e sem propostas, dedicada unicamente a se colocar como bom e maldizer os demais. Isso é feio, antigo, atrasado… Seja através do twitter ou usando uma rede de "assessores" que em tempo integral fica nas redes sociais a achincalhar os outros, o senador abusa do bom senso da população ao afirmar que não houve entendimento em 2016, quando apoiamos Valadares Filho. Houve, claro".
Prosseguiu o deputado: "Em 2016, muitos colegas e até pessoas do povo nos alertaram para o modo costumeiro de sua política. Apesar disso, eu, o senador Eduardo Amorim e nosso grupo, de boa-fé, decidimos apostar na sua palavra. Naturalmente, os fatos atestam o nosso erro! Enfim, eles estavam certos... Se o senador se arrepende do que foi acertado comigo, com o senador Eduardo Amorim e com o deputado Antônio quanto a 2018, quando o PSB deveria apoiar o projeto do PSC/PSDB, isso não causa surpresa. Não quer cumprir o acordado, não cumpra! O que não pode é negá-lo…".
Destacou ainda: "Até as pedras da Coroa do Meio, senador Valadares, sabem que a política é uma via de mão dupla. Entendimentos são naturais. Jamais nos integraríamos ao seu projeto de 2016 sem contrapartidas futuras. O eleitor não é besta, apesar de muita gente achar que é. Seja razoável…".
Finaliza André "Para justificar um desejado rompimento com a oposição, desde janeiro o senador Valadares me ataca. Para ele, hoje sou um político defeituoso e o presidente Michel Temer, em quem ele e Valadares Filho votaram no impeachment, passou a não prestar. É o tal vale-tudo da política… Não, senador, não conte comigo para essa política rasteira, do bate-boca. Minha política é a do trabalho, é a de ajudar a população de Sergipe, independente de quem seja o gestor público. Faço política pensando nas pessoas, não em agradar líderes partidários. É isso senador Valadares, essa é a nossa grande diferença! Enquanto o senhor passa o dia mandando recados aos desafetos que escolhe para se contrapor na política, estou gastando sola de sapato, visitando ministérios e buscando ajudar nosso povo. Se posso sugerir, faça o mesmo...".
Logo após André ter feito esse desabafo no twitter, o senador Valadares rebateu também pelas redes sociais no sábado: "Querem a todo custo nesta eleição impor ao PSB apoio a um projeto pessoal baseado no engodo e na prepotência. Não nos renderemos ao líder de Temer. Rompemos com o governo Temer quando passou a impor reformas sem legitimidade para tocá-las e por denúncias vergonhosas de corrupção. O único acordo feito na eleição de 2016, aprovado em Congresso público, foi a aceitação pelo PSB, do nome do Pastor Antonio, um homem de bem, para ser o vice de Valadares Filho. Seria um ato impensável antecipar naquele ano uma candidatura majoritária do líder de Temer".
Prosseguiu o senador: "Temos consciência dos riscos políticos que o PSB de Sergipe e os seus membros passam nesse momento ao nos contrapormos à volúpia dos poderosos. Eles planejam os seus caminhos passando por cima de tudo e de todos. Não temos medo, não vamos recuar. Eles não passarão!".
Sabemos que em política tudo pode acontecer, inclusive nada. Mas, dificilmente, nas eleições deste ano veremos, depois dessa troca de farpas pública entre Valadares e André Moura, os dois em um mesmo palanque.

 

Ratificando a não aliança

No domingo, pelas redes sociais, o senador Valadares (PSB) voltou a alfinetar o deputado federal André Moura (PSC), que é líder do governo no Congresso, após declarações do presidente Michel Temer de que pode disputar o Planalto este ano: "Temer candidato a presidente? Mais uma razão para construirmos um novo caminho. Surgem ataques e cobranças inadmissíveis em guerra declarada. Tais investidas só fortalecem em cada um de nós o sonho do reencontro do Brasil e de Sergipe com a ética e o bem-estar social de nossa gente. Eles não passarão!".

 

Vídeo contra os Valadares

André Moura não respondeu, mas nas redes sociais ontem começou a ser exibido um vídeo mostrando o voto do deputado federal Valadares Filho a favor do impeachment de Dilma Rousseff, dizendo que era pensando no melhor para o país e para Sergipe, e de Valadares, que também votou pelo impeachment, abraçando Temer no Congresso Nacional. O vídeo encerra acusando a família Valadares de ter sido cúmplice do golpe e que o fechamento da Fafen está nas costas dos dois.

 

Hibernação da Fafen 1

Hoje à tarde o governador Jackson Barreto (MDB) e a bancada federal de Sergipe se reúnem, às 15h30, com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e depois com o presidente Michel Temer. Vão tratar da decisão da Petrobras em hibernar a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), visando tentar evitar o seu fechamento que vai gerar problemas econômicos e sociais para Sergipe.

 

Hibernação da Fafen 2

Na reunião do governador com a bancada de Sergipe na semana passada, no gabinete da senadora Maria do Carmo Alves, ficou acordado que cada um devia apresentar sugestões para evitar o fechamento da Fafen na audiência que teriam com o presidente Temer. JB está levando a do governo.

 

Hibernação da Fafen 3

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), e a bancada federal de 61 deputados e três senadores, também vão participar hoje da reunião com Temer e Parente. É que a Fafen-BA também vai começar a ser  hibernarda até junho deste ano.

 

Esperando Belivaldo assumir 1

Do presidente de honra do PRB, Heleno Silva, à coluna, sobre as especulações de que o partido romperia com o governo e iria para a oposição: "O PRB continua muito tranquilo esperando Belivaldo [Chagas] assumir o governo para depois ter uma conversa política aprofundada sobre os espaços que o partido quer concorrer em outubro. Estamos em paz, não tem nenhuma precipitação".

 

Esperando Belivaldo assumir 2

Prossegue Heleno: "Estão colocando muito em pauta. A gente percebe uma vontade de alguns setores em nos desgastar, em nos colocar em uma saia justa, mas nós temos muita experiência e muita tranquilidade. Ninguém vai impor suas verdades ao PRB, vai pautar nossas decisões porque a gente sabe o que quer e vamos em busca do que é melhor para Sergipe".

 

Pré-estreia

Heleno está muito animado para o pré-lançamento do filme "Nada a Perder", contando a história do bispo Edir Macedo. Será na noite dessa quinta-feira, 29, no Shopping Riomar, com as presenças de "grandes autoridades políticas".

 

Saldo positivo

Nesta terça-feira, o presidente do Banese, Fernando Mota, concede entrevista coletiva à imprensa para comentar os resultados obtidos pelo banco em 2017.  Será às 10h, no auditório do Centro Administrativo do Banese (CAB), no Distrito Industrial.

 

Veja Essa ...

O deputado estadual Zezinho Guimarães (MDB) defende que Belivaldo Chagas (MDB) quando assumir o comando do Estado no dia 6 de abril, com a desincompatibilização do governador Jackson Barreto (MDB) para concorrer ao Senado, converse com a base e com quem tem experiência administrativa sobre a formação do seu governo. "Se não fizer isso vai está trocando seis por meia-dúzia, o governo vai continuar errando".

 

Curtas

O PSB vem conversando muito com a REDE sobre as eleições deste ano. Ontem o senador Valadares esteve com os membros do diretório estadual do Partido Ecológico Nacional (PEN), Uezer Marquez (presidente) e Edmilson da Conceição (procurador).

 

Do senador Valadares sobre a Fafen: "Tenho certeza que a decisão de hibernar duas fábricas de fertilizantes pela Petrobras (SE e BA), pela repercussão do tema, nunca seria tomada sem o aprove-se do presidente Temer. Disse isso na reunião da bancada federal na presença do governador Jackson Barreto".

 

Ex-prefeito Sukita (Capela) voltou ontem a sofrer mais uma condenação. A pedido do MPF/SE, a Justiça Federal o condenou por improbidade administrativa por desvios de recursos federais na ordem de R$ 728.362,94 destinados a obras de esgotamento sanitário.

 

Mesmo com todas as condenações, Sukita tem a pretensão de ser candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Tudo indica que pelo PTB.

 

Foi bastante concorrida a posse ontem da nova superintendente da Polícia Federal em Sergipe, Erica Marena. Delegada da 1ª fase da Lava Jato, Erica é tida como linha dura no combate ao crime organizado, ao crime do colarinho branco.