Hibernação da Fafen: quadro difícil de reverter

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Na manhã de ontem trabalhadores, lideranças sindicais e políticas tomaram a Assembleia Legislativa para participar da Audiência Pública \"O Processo de Desmonte e Fechamento da Fafen: Uma Visão dos Trabalhadores e Trabalhadoras\". Na oportunidade,
Na manhã de ontem trabalhadores, lideranças sindicais e políticas tomaram a Assembleia Legislativa para participar da Audiência Pública \"O Processo de Desmonte e Fechamento da Fafen: Uma Visão dos Trabalhadores e Trabalhadoras\". Na oportunidade,

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Publicada em 23/03/2018 às 22:37:00

 

Na próxima terça-feira está agendada audi
ência do presidente Michel Temer com os 
governadores Jackson Barreto (MDB) e Rui Costa (PT), com suas bancadas federais, para discutir o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Sergipe e Bahia.  O objetivo maior é tentar impedir, de imediato, o fechamento da fábrica com a apresentação de propostas.
Em conversa ontem com a coluna, o gerente executivo da Área Industrial da Petrobras, Daniel Sales, considerou muito difícil se reverter a decisão tomada de hibernação da Fafen em Sergipe, pelos prejuízos que vem contabilizando desde R$ 2016. "Em 2017 o prejuízo foi de R$ 600 milhões. Em todos os cenários a nossa expectativa é da companhia continuar tendo prejuízos nos próximos anos", afirmou.
"A nossa responsabilidade como administrador, como gestor é estancar os prejuízos que estávamos tendo. Daí a decisão de hibernação da Fafen", declarou, enfatizando que ela foi tomada em 2016 e acredita que de lá para cá muito se conversou, mas não conseguiram reverter o cenário de prejuízo que vem desde 2016.
Ao ser questionado se pode haver uma reversão na hibernação da Fafen até junho - mediante as audiências que os governadores de Sergipe e da Baia, com seus senadores e deputados federais, terão com o presidente da República - Daniel Sales afirmou que a "Petrobras nunca dificultou as conversas, a identificação das oportunidades e encontrar soluções".
"Estamos sempre abertos ao diálogo e procurando encontrar qualquer solução possível. Caso não seja encontrad,a teremos pessoas empenhadas em trabalhar junto com as autoridades locais para que os impactos sejam minimizados. Com a hibernação até o final deste primeiro semestre está previsto a ocorrência de negociação com o poder público para minimizar os impactos sociais e econômicos", disse, reafirmando a dificuldade de reversão do atual cenário.
Ao ser indagado por que a Petrobras só estava visando lucros e não os problemas financeiros e sociais que estaria gerando para Sergipe com o fechamento da Fafen, o gerente executivo da área industrial declarou que a questão econômica é determinante, mas existem alternativas para todos os clientes. "Existe alternativa para a indústria e a cadeia produtiva de um modo geral, que pode obter produtos que a Fafen produz de outros produtores, de outras fontes que não a Fafen", afirmou, enfatizando que a Petrobras já vem conversando com todas as partes interessadas.
"Quanto às questões sociais nós estamos conversando com a prefeitura (Laranjeiras) e o governo para que a gente identifique projetos sociais onde podemos participar, contribuindo em todas as regiões onde a gente trabalha e atua", frisou.
Daniel garante que a Petrobras não está abandonando o Estado com o fechamento da Fafen e o não investimento em novos poços de petróleos encontrados. "A Petrobras não está abandonando Sergipe. Existe uma previsão de investimento de R$ 600 milhões somente em Sergipe até 2019. Estamos simplesmente focando naquilo que dá muito mais retorno, não só para a empresa como para todos os parceiros sejam eles clientes, fornecedores e a sociedade local".
Entre os investimentos da Petrobras com esses R$ 600 milhões, destacou o campo de Carmópolis - o maior campo de petróleo terrestre do país -, e a descoberta de novas fontes de óleo.
Ao ser questionado sobre o que a Petrobras tem a dizer ao povo sergipano, ainda apreensivo e consternado com o fechamento da Fafen pelos problemas sociais e econômicos que virão, Daniel Sales disse: "Essa é uma decisão que a Petrobras não gostaria de tomar e só tomou dada a responsabilidade para estancar uma situação desfavorável e de prejuízo. Reconhecemos que não é uma decisão fácil. A companhia vai negociar com todas as partes interessadas para buscar soluções. Para a população atingida, nós estamos aguardando, nessas conversas com os poderes locais, identificar projetos sociais que possamos contribuir".

Na próxima terça-feira está agendada audi ência do presidente Michel Temer com os  governadores Jackson Barreto (MDB) e Rui Costa (PT), com suas bancadas federais, para discutir o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Sergipe e Bahia.  O objetivo maior é tentar impedir, de imediato, o fechamento da fábrica com a apresentação de propostas.
Em conversa ontem com a coluna, o gerente executivo da Área Industrial da Petrobras, Daniel Sales, considerou muito difícil se reverter a decisão tomada de hibernação da Fafen em Sergipe, pelos prejuízos que vem contabilizando desde R$ 2016. "Em 2017 o prejuízo foi de R$ 600 milhões. Em todos os cenários a nossa expectativa é da companhia continuar tendo prejuízos nos próximos anos", afirmou.
"A nossa responsabilidade como administrador, como gestor é estancar os prejuízos que estávamos tendo. Daí a decisão de hibernação da Fafen", declarou, enfatizando que ela foi tomada em 2016 e acredita que de lá para cá muito se conversou, mas não conseguiram reverter o cenário de prejuízo que vem desde 2016.
Ao ser questionado se pode haver uma reversão na hibernação da Fafen até junho - mediante as audiências que os governadores de Sergipe e da Baia, com seus senadores e deputados federais, terão com o presidente da República - Daniel Sales afirmou que a "Petrobras nunca dificultou as conversas, a identificação das oportunidades e encontrar soluções".
"Estamos sempre abertos ao diálogo e procurando encontrar qualquer solução possível. Caso não seja encontrad,a teremos pessoas empenhadas em trabalhar junto com as autoridades locais para que os impactos sejam minimizados. Com a hibernação até o final deste primeiro semestre está previsto a ocorrência de negociação com o poder público para minimizar os impactos sociais e econômicos", disse, reafirmando a dificuldade de reversão do atual cenário.
Ao ser indagado por que a Petrobras só estava visando lucros e não os problemas financeiros e sociais que estaria gerando para Sergipe com o fechamento da Fafen, o gerente executivo da área industrial declarou que a questão econômica é determinante, mas existem alternativas para todos os clientes. "Existe alternativa para a indústria e a cadeia produtiva de um modo geral, que pode obter produtos que a Fafen produz de outros produtores, de outras fontes que não a Fafen", afirmou, enfatizando que a Petrobras já vem conversando com todas as partes interessadas."Quanto às questões sociais nós estamos conversando com a prefeitura (Laranjeiras) e o governo para que a gente identifique projetos sociais onde podemos participar, contribuindo em todas as regiões onde a gente trabalha e atua", frisou.
Daniel garante que a Petrobras não está abandonando o Estado com o fechamento da Fafen e o não investimento em novos poços de petróleos encontrados. "A Petrobras não está abandonando Sergipe. Existe uma previsão de investimento de R$ 600 milhões somente em Sergipe até 2019. Estamos simplesmente focando naquilo que dá muito mais retorno, não só para a empresa como para todos os parceiros sejam eles clientes, fornecedores e a sociedade local".
Entre os investimentos da Petrobras com esses R$ 600 milhões, destacou o campo de Carmópolis - o maior campo de petróleo terrestre do país -, e a descoberta de novas fontes de óleo.
Ao ser questionado sobre o que a Petrobras tem a dizer ao povo sergipano, ainda apreensivo e consternado com o fechamento da Fafen pelos problemas sociais e econômicos que virão, Daniel Sales disse: "Essa é uma decisão que a Petrobras não gostaria de tomar e só tomou dada a responsabilidade para estancar uma situação desfavorável e de prejuízo. Reconhecemos que não é uma decisão fácil. A companhia vai negociar com todas as partes interessadas para buscar soluções. Para a população atingida, nós estamos aguardando, nessas conversas com os poderes locais, identificar projetos sociais que possamos contribuir".

 

Ponto de vista

Do gerente executivo da área industrial da Petrobras, Daniel Sales, ao ser questionado pela coluna se não é um equívoco colocar a Fafen em processo de hibernação para depois ser vendida, em razão do desgaste dos equipamentos e desvalorização da fábrica: "Não é. Nós vamos manter as condições de operação dos equipamentos, vamos deixar em condição de funcionamento e sem degradação". Reafirmou que a decisão de colocar a fábrica em processo de hibernação é, realmente, pelos prejuízos financeiros.

 

Na defesa da Fafen 1

Durante a Caravana de Lula no Sul do país, o vice-presidente nacional do PT, ex-deputado federal Márcio Macedo, gravou um vídeo com a ex-presidente Dilma Roussef onde falam sobre o fechamento da Fafen. No vídeo, Márcio disse que a população sergipana não pode "permitir esse crime contra o Brasil e contra os sergipanos praticado pelo governo ilegítimo de Michel Temer". Já Dilma destacou a importância da ação da população neste momento e falou sobre a incoerência do fechamento, em razão do Brasil atualmente importar fertilizantes com altos custos que chegam à marca de bilhões de dólares.

 

Na defesa da Fafen 2

"Todos nós temos que nos indignar. Um país que tem a maior agricultura de exportação do mundo, uma grande agricultura familiar, que fornece alimentos para a população brasileira, essa agricultura precisa de fertilizantes e o Brasil gasta bilhões com eles. Desde o governo Lula, nós percebemos que um dos componentes estratégicos de desenvolvimento dessa cadeia produtiva, da ligação do petróleo e do fertilizante, estava nos nitrogenados e daí vem a importância da Fafen", ressalta a ex-presidenta.

 

André nega acordo de voto

Ontem, no programa de Gilmar Carvalho, o deputado federal André Moura (PSC) negou o que disse um adversário político à coluna de que prometeu 30 mil votos para federal para Antônio dos Santos (PSC), para Bosco Costa (PROES), José Carlos Machado (PSDB) e Valdevan 90 (ainda sem partido) e que agora a sua filha também pode ser candidata, somando ai 150 mil votos. André disse que não é dono do voto de ninguém e que não tem compromisso para deputado federal com que quer que seja.

 

Não descarta reeleição

O deputado, que caminha para disputar mandato de Senador, ainda garantiu que a sua filha não será candidata a uma cadeira na Câmara dos Deputados. E que ainda não descartou em 100% sua candidatura à reeleição. Nessa altura do campeonato André falando que pode concorrer a reeleição, com certeza, vai deixar os aliados em parafuso.  

 

Único compromisso

Segundo André Moura, ele só tem compromisso com o PP de encontrar um nome para disputar mandato de deputado federal. Enfatiza que assumiu esse compromisso com o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira, e que vai procurar um nome que já faz parte do cenário político ou que possa construir. Em troca, o deputado tem a garantia de apoio do partido ao seu projeto político no pleito deste ano.

 

O último moicano

O último deputado federal do PP por Sergipe foi Cleonâncio Fonseca, irmão do deputado estadual e presidente estadual da legenda, Venâncio Fonseca. Cleonâncio foi deputado federal até 2006.

 

Via-sacra nos ministérios

Na próxima semana André Moura, que é líder do governo no Congresso, visitará os ministérios das Cidades, Cultura e Turismo com o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) em busca de recursos para os festejos juninos em Aracaju. Vai batalhar por recursos para o Forró-Caju, Rua São João e festas nos bairros.

 

Vices querendo a Alese

Nas eleições deste ano pelo menos duas vice-prefeitas de Sergipe devem disputar mandato de deputada estadual. São elas: Adriana Leite (PRB/Estância) e Janier Mota Primo (PPS/Itabaianinha).

 

Baixa na campanha

A pré-candidatura de Janier a uma cadeira na Assembleia Legislativa representa prejuízo eleitoral para o deputado Zezinho Guimarães, uma vez que ela foi sua eleitoral e conseguiu milhares de votos nas eleições de 2014.

 

Veja essa ...

Do deputado estadual Zezinho Guimarães ao ser questionado pela coluna se será um dos parlamentares do MDB a deixar o partido se não ficar definida a realização de chapão para a Assembleia Legislativa: "O MDB existe? Não tem uma discussão sobre as eleições deste ano, não teve uma reunião para tratar do assunto".

 

...e essa...

Disse ainda o deputado ao ser novamente questionado se pode deixar o MDB caso não fique definido o chapão na coligação proporcional da chapa governista até 6 de abril: "Posso sim, posso ir para o PSC. Posso também me filiar ao PRB ou PSB".

 

Curtas

Do senador Valadares (PSB): "Nunca fizemos acordo na eleição de Aracaju para entregar os destinos de Sergipe, e o de nosso partido, em uma suposta reunião fechada, sobre a qual o diretório do PSB, e sua militância, nunca souberam. O líder de Temer, André Moura, não deve confundir o PSB com um partido de aluguel".

 

O senador Eduardo Amorim (PSDB) visitou ontem a Associação dos Servidores do DER. Na oportunidade, conversou com o presidente da entidade, Ademilson Alves, e outros servidores do órgão, sobre as condições das rodovias e salários defasados. 

 

O governador Jackson Barreto e o vice Belivaldo Chagas foram ontem a Simão Dias e Lagarto inaugurar obras e anunciar investimentos. 

Em Simão Dias, após entregar obras de pavimentação asfáltica ao lado do prefeito Marival Santana, JB disse que o município era muito importante para o Estado e era a terra dos governadores.   Em tempo, Belivaldo é natural de Simão Dias.

 

De Simão Dias, a comitiva do governador foi inaugurar os sistemas de abastecimento dos Povoados Piabas e Criollo, em Lagarto.  Jackson estava acompanhado do deputado federal Fábio Reis, da deputada estadual Goretti Reis e do presidente da Assembleia, Luciano Bispo.

 

Os governadores Jackson Barreto e Rui Costa não conseguiram agendar para a próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro, audiência com o presidente da Petrobras, Pedro Parente. A pauta seria a Fafen.