Chapa do sonho da oposição

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O deputado federal Valadares Filho, que é presidente estadual do PSB e tem seu nome muito cogitado para ser o vice do senador Eduardo Amorim, disse ontem à coluna que o consenso para a unidade da oposição em Sergipe é respeitar a legitimidade que o senado
O deputado federal Valadares Filho, que é presidente estadual do PSB e tem seu nome muito cogitado para ser o vice do senador Eduardo Amorim, disse ontem à coluna que o consenso para a unidade da oposição em Sergipe é respeitar a legitimidade que o senado

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Publicada em 21/02/2018 às 02:44:00

O deputado federal Valadares Filho, que é presidente estadual do PSB e tem seu nome muito cogitado para ser o vice do senador Eduardo Amorim, disse ontem à coluna que o consenso para a unidade da oposição em Sergipe é respeitar a legitimidade que o senador Valadares tem de disputar a reeleição, que é uma prioridade do PSB local respaldada pelo PSB nacional. Lembra que Valadares lidera as pesquisas.  

Chapa do sonho da oposição

Lideranças de partidos aliados do senador Eduardo Amorim (PSDB) e do deputado federal André Moura (PSC) defendem hoje uma chapa majoritária com Eduardo disputando o governo, tendo como vice o deputado federal Valadares Filho (PSB) e como um dos candidatos ao Senado o deputado André. Essa chapa também é a que deseja Amorim e Moura.
A coluna tem informações que Valadares Filho já vê com simpatia essa possibilidade de não disputar a reeleição, mas o mandato de vice-governador. Ele não tem mais tanta resistência a proposta de André e Eduardo.  
No momento, o único problema para formação dessa chapa se constitui no senador Antônio Carlos Valadares (PSB) não está querendo abrir mão de disputar a reeleição ou até mesmo o mandato de governador.
Para formação da chapa Eduardo (governador), Valadares Filho (vice) e André (senador), a proposta é Valadares concorrer a Câmara dos Deputados,  no lugar do filho.

André e Valadares não desejam que os dois concorram ao Senado por terem a certeza de que nem o governo nem a oposição elegerá dois senadores. Será um de cada lado, ainda mais quando a base governista deverá ter entre os candidatos o governador Jackson Barreto (MDB).
Nesta semana, em Brasília, onde inclusive se encontra o senador licenciado Valadares desde a segunda-feira à tarde, deverá haver novas conversas dos líderes da oposição visando um entendimento para o fechamento dessa chapa do sonho da oposição.

A partir desse entendimento, seria discutido o segundo nome da chapa de oposição para o Senado. Entre os nomes que pensam o do ex-deputado federal Heleno Silva (PRB), que briga por uma vaga de senador na base governista junto com o ex-deputado federal Rogério Carvalho (PT).
Uma coisa é certa, a oposição conseguindo fechar a chapa majoritária com Eduardo Amorim, Valadares Filho e André Moura sairá fortalecida para as eleições deste ano. Valadares Filho é muito bem votado em Aracaju, onde já disputou duas vezes a Prefeitura de Aracaju, e André será votado pela maioria dos prefeitos pelos recursos que está trazendo para os municípios nesse período de crise econômica e vacas magras.
Trocando em miúdos, está nas mãos do senador Valadares o fechamento dessa chapa. Basta que aceite disputar mandato de deputado federal.

Defesa da unidade
Para o presidente estadual do PPS, Clóvis Silveira, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) precisa acabar com a história de 3ª via e aceitar entendimento político com o deputado federal André Moura (PSC) e o senador Eduardo Amorim (PSDB). "Em 1998 a história de uma 3ª via foi um desastre. Albano Franco, tendo como vice Benedito Figueiredo, e João Alves, tendo Clóvis Silveira como vice, disputavam a eleição para o governo, com Valadares sendo candidato por uma 3ª via. Valadares teve pouco mais de 100 mil votos. Se repetir essa história será novamente um desastre, com risco do filho [Valadares Filho] não se reeleger", avalia.

Pedra no sapato 1
Um deputado estadual da base governista disse ontem à coluna que o governo terá grande dificuldade para fechar a chapa proporcional do seu agrupamento. Isso porque alguns partidos da base aliada querem chapão para deputado federal e chapinhas para deputado estadual, enquanto os deputados estaduais do MDB querem chapão tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa.

Pedra no sapato 2
Segundo o parlamentar, se não ficar definido chapão para deputado estadual pode haver ruptura. Revela que não será difícil alguns dos quatro deputados do MDB deixar a legenda para buscar "novo caminho que possa assegurar sua sobrevivência política".

Pedra no sapato 3
O entendimento é que sem o chapão, o MDB, que tem hoje quatro deputados estaduais (Luciano Bispo, Garibalde Mendonça, Goretti Reis e Zezinho Guimarães), só consiga reeleger dois desses parlamentares.

Pedra no sapato 4

Da base governista, um dos partidos que já declarou que não deseja se coligar com outra legenda para deputado estadual é o PT. Silvio Santos, presidente de uma das correntes da legenda petista, chegou a declarar isso à coluna. Ele, inclusive, é pré-candidato a deputado estadual.       

Pedra no sapato 5
Pré-candidatos fortes e sem mandato a deputado estadual da base do governador Jackson Barreto (MDB) querem a formação de chapinhas para a Assembleia. Entre os pré-candidatos: o diretor do DER/SE, Adailton Martins, a ex-prefeita de Itaporanga D´Ajuda, Gracinha; o genro do secretário Almeida Lima, Breno; e o secretário da Inclusão  Social, Zezinho Sobral.      

Prestando conta
O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) foi ontem à Câmara Municipal de Aracaju levar a mensagem governamental na abertura dos trabalhos legislativos deste ano na Casa. Prestou contas fazendo um balanço das ações desenvolvidas no primeiro ano da gestão, destacando a retomada de obras e o pagamento dos salários dos servidores em dia. Para 2018, anunciou investimento de R$ 300 milhões em obras e assegurou que o ano eleitoral "não afetará em nada" a gestão municipal.

Justificando
parceria 1

Ainda em seu discurso, Edvaldo falou indiretamente da sua parceria política com o deputado federal André Moura (PSC), líder do governo no Congresso Nacional. "Estamos fazendo política de uma forma nova, levando em conta, exclusivamente, os interesses do povo aracajuano. Na Prefeitura de Aracaju não há mais espaço para a politicagem, para a mesquinharia, nem para palanques", disse.

Justificando
parceria 2

Declarou ainda o prefeito: "Eu desci do palanque eleitoral no dia seguinte à vitória. Desde a noite do dia 30 de outubro de 2016, eu me tornei o prefeito de todos os aracajuanos, dos que votaram e dos que não votaram em mim. Por isso, bati em todas as portas, daqueles que me apoiaram e dos que estiveram em lado oposto. O ódio contra a política e o desprezo de parcela significativa da população para com os políticos decorrem, sobretudo, do comportamento pequeno de certos atores da cena política, que não pensam no conjunto da população e preferem olhar para os seus próprios interesses".

Intervenção federal 1
Por 340 votos a 72, com uma abstenção, o plenário da Câmara aprovou na madrugada de ontem o decreto presidencial que trata da intervenção federal no Rio de Janeiro, transferindo do governo do estado para as Forças Armadas a gestão da segurança pública. De Sergipe, cinco deputados votaram a favor, um contra e dois não estavam na votação.

Intervenção federal 2
Votaram a favor da intervenção das Forças Armadas no Rio, visando reduzir a criminalidade, os deputados: Adelson Barreto (PR), André Moura (PSC), Fábio Reis (MDB), Jony Marcos (PRB) e Laércio Oliveira (SD), O único contrário foi João Daniel (PT).  Os ausentes foram Fábio Mitidieri (PSD) e Valadares Filho (PSB).

Intervenção federal 3
Valadares Filho e Fabio Mitidieri justificaram a ausência na votação do decreto presidencial sobre a intervenção federal no Rio ao fato de não terem conseguido antecipar voo para Brasília de terça para segunda, por só haver dois voos diários para a capital do Distrito Federal. Lembraram que a sessão extraordinária para votação da intervenção foi marcada na sexta-feira à noite.

Intervenção federal 4
Os dois deputados disseram que se estivessem não votação não teria problema algum em votar a favor da intervenção militar no Rio de Janeiro. "Votaria a favor da intervenção, mesmo acreditando que a intenção do governo federal não era a segurança pública, mas sim desviar o foco da eminente derrota na votação da reforma da previdência", afirmou Mitidieri.

Na Câmara Municipal
Antes de viajar para Brasília ontem, o deputado Fábio Mitidieri foi a Câmara Municipal acompanhar o pronunciamento do prefeito Edvaldo Nogueira na abertura das atividades legislativas e desejar bom trabalho ao presidente da Casa, Nitinho (PSD). Acompanhou a sessão ao lado da vice-prefeita Eliane Aquino (PT).

Nos gabinetes
Brasília está cheia de prefeitos de Sergipe desde a segunda-feira. Todos atrás dos deputados federais e senadores em busca de recursos das emendas individuais para os municípios, cujo prazo para destinação acaba no próximo dia 28 de fevereiro. 

Veja essa...
Chamou a atenção ontem na Câmara Municipal de Aracaju o fato do vereador Elber Batalha (PSB), líder da oposição na Casa, ter se retirado do plenário durante discurso do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) e permanecido na Sala de Imprensa. A maioria dos membros da oposição acompanhou todo o discurso de Edvaldo no plenário. 

Curtas
Ainda não entrou na pauta de julgamento do TSE nenhum recurso dos deputados estaduais e federais envolvidos na subvenção da Assembleia Legislativa. Na pauta dessa quinta-feira, consta dois processos com origem em Itabaiana e Aracaju.

Segundo o prefeito Edvaldo Nogueira, nos primeiros 15 dias de janeiro a arrecadação da Prefeitura de Aracaju superou as projeções. Revelou que a expectativa era arrecadar R$ 45 milhões, mas ultrapassou os R$ 50 milhões.

Na manhã de ontem, o deputado estadual Gilmar Carvalho protocolou  equerimento de convocação à Assembleia do sargento Robertson Silva e do coronel Bené Gravatá. Quer esclarecer denúncias de fraude na utilização de combustíveis por parte da Polícia Militar, buscando mais esclarecimentos sobre o assunto.
Gilmar, em discurso no pequeno expediente da sessão plenária, não poupou críticas ao Governo por sua atuação no caso. "A falta de atuação do Governo para resolver a situação e coibir práticas ilícitas é uma prova de que o governador não governa".

 Na volta do recesso parlamentar na Câmara Municipal, a vereadora Kitty Lima (Rede) disse que prevê que 2018 será um ano de muitas conquistas, principalmente, para a causa animal, sua principal bandeira na CMA. "Teremos projetos importantíssimos para serem discutidos na Câmara, a exemplo do fim gradativo das carroças, a criação do Código de Proteção Animal e a criação de um fundo da Sema [Secretaria Municipal de Meio Ambiente] voltado exclusivamente à causa animal", afirmou.