Razões da indefinição

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Publicada em 02/02/2018 às 11:12:00

A oposição em Sergipe tem três nomes competitivos para disputar o governo do Estado: os senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Antônio Carlos Valadares (PSB), e o deputado federal André Moura (PSC). Mas já se chegou fevereiro e ainda não teve uma definição do pré-candidato majoritário.

Eduardo e André pertencem ao mesmo agrupamento político. Já Valadares é vinculado a outro bloco. É certo, como dois mais dois são quatro, que o bloco do PSDB e PSC não apoiará uma candidatura a governador do PSB, por não haver confiança.

O entendimento do agrupamento de André e Eduardo é que Valadares só faz política com o seu grupo político do PSB, formado pelo deputado federal Valadares Filho, o deputado estadual Luciano Pimentel, o vereador Elber Batalha Filho e o senador em exercício Elber Batalha, todos do partido. E que, portanto, não vão trabalhar para elegê-lo governador e ele, sendo eleito, somente priorizar esse grupo.

Com esse entendimento, já é fato consumado que o pré-candidato a governador do bloco PSC e PSDB será Eduardo ou André. O problema é que os familiares dos dois não desejam que disputem o governo, mas a reeleição.

Existe o receio de uma derrota para o governo e, consequentemente, a perda do mandato quando a reeleição estaria praticamente assegurada. Eduardo Amorim, por exemplo, em 2014, perdeu a disputa para governador para Jackson Barreto com uma diferença significativa de R$ 120 mil votos.

Na época, quando seu irmão Edvan Amorim era o coordenador da campanha, todos os aliados já viam Eduardo como o governador de Sergipe. Já o chamavam até de “governador”. Aberta as urnas, a realidade foi outra.

Eduardo Amorim saiu do processo eleitoral com grande déficit de campanha, perto dos R$ 5 milhões, e sem ter conseguido honrar muitos compromissos com aliados. A insatisfação foi tão grande que muitos deixaram o agrupamento político e foram para a base do governo, tanto os que conseguiram se eleger na contagem dos últimos votos quanto os que não conseguiram uma vitória nas urnas.

Como Eduardo Amorim estava na metade do mandato de oito anos de senador, perdeu a eleição para governador, mas continuou senador. Agora, a situação é outra. Se disputar o governo novamente e perder, ficará sem mandato.

O entendimento de familiares e amigos é que tem mais chance de vitória disputando a reeleição para o Senado. Até porque o seu irmão Edvan Amorim já avisou que não tem mais recursos para uma campanha de governador e aliados já não confiam mais na palavra empenhada, que até as eleições de 2014 era uma marca dos irmãos Amorim.

Na família de André Moura também existe um temor de que concorra ao governo. O entendimento é que tem uma reeleição garantida e até mesmo uma boa chance de ser vitorioso na disputa pelo Senado, mas que é grande o risco de disputar mandato de governador e ficar sem mandato, com os processos que tem.

André vem conseguindo trazer recursos para Sergipe em época de vacas magras, na condição de líder do governo, e tem a preferência dos aliados para disputar o governo. É a bola da vez, mas também tem o ônus de ser líder de um governo com alto índice de rejeição.

Trocando em miúdos, o que se ver hoje na oposição é uma indefinição de quem será o candidato a governador da oposição pelos receios dos pretensos candidatos André e Eduardo e o isolamento político do PSB na discussão do candidato majoritário. Para o PSDB e PSC, o PSB só serve para indicar o vice. Nem a indicação para o Senado o agrupamento aceita.           

Agora é aguardar os próximos capítulos da novela “O governador da Oposição”.

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Confirmando isolamento 1

Em conversa ontem com a coluna, uma liderança do agrupamento político do senador Eduardo Amorim (PSDB) e do deputado federal André Moura (PSC) destacou o isolamento do PSB pelo seu grupo. Afirmou que Eduardo sendo o candidato a governador, André não será candidato ao Senado tendo o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) como parceiro de chapa.

 

Confirmando isolamento 2

Enfatizou que o seu agrupamento também descarta qualquer possibilidade de apoiar Valadares para o governo, pela sua forma “fechada” de fazer política. “Valadares só trabalha com a sua panelinha. O deputado federal Adelson Barreto, que já foi do PSB, que o diga”, frisou.

 

Regularizar folha

Um aliado do governador Jackson Barreto (MDB) informou ontem à coluna que ele realmente caminha para deixar o governo no dia 1º de março. Está só esperando as medidas de contenção de despesas começarem a fazer efeito para que possa pagar o servidor dentro do mês e não atrasar tanto o vencimento dos aposentados e pensionistas. JB também aguardava a liberação do financiamento de R$ 560 milhões junto a Caixa Econômica Federal para recuperação das rodovias estaduais.

 

Finisa 1

O deputado federal Fábio Reis (MDB) ainda está confiante que o financiamento do Finisa seja liberado ainda este mês para Sergipe e os outros estados. Segundo ele, quem está emperrando agora para liberação é a equipe econômica do ministro Henrique Meirelles (Fazenda).

 

Finisa 2

Revela Fábio que Meirelles afirmou ontem que a Caixa terá que alocar capital para realizar empréstimos para Estados e municípios que não tenham aval do Tesouro Nacional e que o Banco Central vai revisar as normas para prever a alocação de capital para esse tipo de empréstimo. E que somente com a divulgação, que deve ocorrer nos próximos dias, a Caixa poderá retomar os empréstimos atendendo a nova regra. 

 

Finisa 3

“Ficou mais difícil a liberação dos recursos da CEF para os Estados, mas não perdi as esperanças de que sairá os R$ 560 milhões para Sergipe. Não desisto fácil. Quando retornar a Brasília na próxima segunda-feira vou entrar em contato com o ministro das Cidades [Alexandre Baldy],  com o Marun [ministro da secretaria de Governo Carlos Marun] e a Caixa Econômica para tratar disso. Já estou falando no grupo de deputados do MDB sobre essa pauta”, afirmou Fábio.

 

Na pauta do TSE 1

Está na pauta do pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do próximo dia 19 de fevereiro o julgamento do recurso do deputado federal Adelson Barreto (PR) relacionado às verbas de subvenção da Assembleia Legislativa, quando era deputado estadual em 2014. O ministro Luis Fux, relator do processo, já se manifestou pela cassação.

 

Na pauta do TSE 2

Na sessão de 12 de dezembro de 2017, o ministro Fux, relator dos processos dos deputados condenados pela Justiça Eleitoral de Sergipe no escândalo das verbas de subvenção, votou pela perda do mandato e, consequentemente, inelegibilidade de todos os envolvidos. O julgamento volta no dia 19 a pauta do TSE.

 

Quem são

Os  então deputados estaduais que tiveram mandatos cassados no escândalo das subvenções, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foram: Augusto Bezerra (PHS), Paulinho da Varzinhas (PTdoB), Capitão Samuel (PSL), João Daniel (PT), Adelson Barreto (PR), Gustinho Ribeiro (PRP), Jeferson Andrade (PSD), Venâncio Fonseca (PP) e Zezinho Guimarães (PMDB).

 

Na pauta do STJ

Já no dia 21 de fevereiro esta previsto para entrar na pauta do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o julgamento da Ação Penal 862 contra a conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Angélica Guimarães, atual corregedora da Corte de Contas. Ela também é acusada de irregularidades nas subvenções da Assembleia quando presidente da Casa.

 

Só em dezembro

Com dificuldade de caixa o Governo do Estado não mais pagará antecipado o 13º salário dos servidores públicos do Estado no mês do seu aniversário. Pagará integralmente o 13º salário no mês de dezembro, como estabelece a lei. 

 

Veja essa...

O presidente Michel Temer não recebeu sua aposentadoria referente aos meses de novembro e dezembro do ano passado por não ter feito o recadastramento anual obrigatório. A chamada prova de vida deve ser realizada por todo beneficiário no mês de seu aniversário. Aposentado como procurador do estado de São Paulo desde 1998, quando tinha 58 anos, Temer completou 77 anos em 23 de setembro de 2017

 

CURTAS

 

O governador Jackson Barreto e o prefeito Edvaldo Nogueira se reuniram ontem, oportunidade em que Edvaldo apresentou o plano de obras para a capital. JB saiu satisfeito com as obras que estão sendo projetadas para Aracaju, principalmente as localizadas na periferia da cidade.

 

O deputado federal Fábio Reis participou ontem, ao lado do prefeito Diógenes Almeida (Tobias Barreto), da assinatura da ordem de serviço para execução de obras no município com recursos de emendas parlamentar de sua autoria no valor de quase R$ 4 milhões.

 

 

Por indicação do governador Jackson Barreto, o jornalista Cloves Trindade assumiu ontem a diretoria administrativa e financeira da Emsurb. Ele deixou a diretoria administrativa e financeira da Aperipê para assumir o novo cargo no município.

 

Pleno do Tribunal de Contas do Estado decidiu ontem que prefeitos só poderão realizar o carnaval em seus municípios se estiverem em dias com o pagamento dos salários dos servidores públicos.

 

 

 

Foto legenda  

O deputado federal André Moura (PSC), líder do governo no Congresso, mostrou ontem grande prestigio e força política. Trouxe a capital o ministro Antonio Baldy (Cidades) para assinatura de convênio do Plano de Mobilidade Urbana para Aracaju e conseguiu reunir na recepção ao ministro o governador Jackson Barreto, o ex-governador Albano Franco, o prefeito anfitrião Edvaldo Nogueira (PCdoB) e mais de 60 prefeitos do interior.

Depois de almoçarem na chácara do empresário Luciano Barreto, que tem declarado apoio ao nome de André Moura para disputar o governo, André, Edvaldo e alguns prefeitos acompanharam o ministro Baldy na visita a bairros de Aracaju. À noite, em clima de festa no Hotel Radisson, ocorreu a assinatura do convênio de mobilidade urbana na ordem de R$ 140 milhões que realmente vai melhorar a mobilidade urbana da capital com a construção de quatro novos corredores de ônibus, reforma do terminais e construção de um novo no mercado, além de modernização de semáforos.

“Aracaju está sendo um canteiro de obras, e será muito mais. Estamos fazendo a política grande. Sem pensar na possibilidade do prefeito ser aliado ou não”, afirmou André.