Fogo atinge Serra de Itabaiana

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Os brigadistas ainda estão  atuando para evitar a volta do fogo. Foto: Reprodução/TV Sergipe
Os brigadistas ainda estão atuando para evitar a volta do fogo. Foto: Reprodução/TV Sergipe

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Publicada em 03/01/2018 às 05:44:00

Milton Alves Júnior

 

Com apenas seis profissionais, a Brigada de Incêndio do Parque Nacional da Serra de Itabaiana continua trabalhando em período integral na região como forma de evitar que novos focos de incêndio surjam e afetem em maior escala a fauna e a flora. O serviço redobrado ocorre desde a última segunda-feira, 01, quando os monitores informaram a presença de fogo se alastrando pela vegetação. Conforme informações apresentadas pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM), o sinistro ambiental começou na Serra Cumprida, que fica no município de Areia Branca, divisa com Itabaiana. A Polícia Militar também segue contribuindo para o rescaldo da área através do Batalhão de Polícia Ambiental.

Investigações preliminares indicam que o incêndio teve início em virtude de uma queimada provocada por um morador que, dentro da respectiva residência, incendiava galhos e folhas secas. O clima quente típico do verão, juntamente com os ventos, contribuiu para que as chamas fossem se alastrando e o morador perdido o controle da situação. Na tarde de ontem os brigadistas informaram que o fogo estava controlado, porém resultou na morte de dezenas de animais e na destruição de centenas de árvores. Um registro semelhante ocorreu em 20 de fevereiro do ano passado quando um grupo de amigos, após realizar práticas esportivas, provocou um incêndio.

Conforme previsto na Constituição Federal, provocar incêndios florestais, seja de forma intencional ou por acidente, é crime ambiental e rende punição em instâncias variadas. O processo de responsabilização de quem causa queimada no Cerrado começa logo após o combate às chamas. O relatório do Corpo de Bombeiros é referência para a aplicação das sanções fiscais e administrativas, a cargo do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). O órgão se baseia no Decreto Federal 6.514, de 22 de julho de 2008, para definir a multa, que pode ser de mil reais por hectare ou fração consumida pelas chamas. Caso a queimada atinja uma unidade de conservação, esse valor é aumentado em 50%.

 “Estamos nos esforçando para resfriar toda a área e evitar que novos focos surjam. Como o calor está forte devido ao verão, e o solo continua aquecido em virtude da queimada, é possível que chamas apareçam e reiniciem a devastação da vegetação. A atenção continua redobrada apesar do nosso baixo efetivo operacional”, declarou brigadista José Luiz Correia. Um laudo relatando o acidente deve ser apresentado em até 30 dias úteis. Apesar de aparentemente não ter sido a causa deste acidente, vale ressaltar que a legislação estabelece que, se o fogo for motivado pela soltura de balões, a punição se agrava.

A multa aplicada nesse caso varia de R$ 1 mil a R$ 10 mil por unidade. A punição vai para quem soltou o artefato e para quem o fabricou, vendeu e transportou. “Pedimos mais atenção às pessoas e preocupação com os riscos que correm. Muitas vezes quem acende um fósforo ou isqueiro e ateia fogo em um pequeno conjunto de galhos não se atenta para o problema gigantesco que pode provocar”, pontuou o brigadista.