Casos de microcefalia em Sergipe são analisados

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A vice-prefeita Eliane Aquino comandou a reunião. Foto: Danillo França
A vice-prefeita Eliane Aquino comandou a reunião. Foto: Danillo França

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Publicada em 14/11/2017 às 06:21:00

Em junho deste ano o Ministério da Saúde declarou o fim da emergência nacional para os casos de zika e microcefalia, registrando uma queda de 95% do número de ocorrências da epidemia em comparação ao mesmo período de 2016. O ponto principal para conter o problema foram as ações conjuntas entre a União, os Estados e os municípios. Buscando manter este diálogo, de maneira intersetorial, a vice-prefeita e secretária da Assistência Social de Aracaju, Eliane Aquino, se reuniu na manhã desta segunda-feira, com representantes das três esferas representativas nas áreas da Saúde, além de representantes do Hospital Universitário (HU) e coordenadores da própria Assistência Social do município.

De acordo com Eliane Aquino, todo o trabalho deve ser voltado para discutir ações contínuas de combate ao vírus causador da doença e tratamento das crianças diagnosticadas. “Precisamos manter um grupo coeso para pensarmos na primeira infância destas crianças com microcefalia. O nosso trabalho é para que possamos fortalecer a ideia de um comitê articulador, com foco em construir políticas públicas integradas entre a Assistência, a Saúde e a Educação. Estamos pensando nesse comitê como um elo de articulação que provoque a melhora dos serviços. Onde a Assistência Social precisar estar com concessão de benefícios ou acompanhamento da Proteção Básica; onde a Educação precisa estar com escolas e creches especializadas; onde a Saúde precisa estar com melhoria nos postos de atendimento; nós estaremos”, salientou Elaine.

Em Aracaju, especialmente para a reunião, a pediatra e consultora do Ministério da Saúde, Ione Melo, destacou a importância de se trabalhar não apenas os defeitos congênitos causados pela doença, que atinge o contexto de vida entre pais, mães e filhos. “Precisamos trabalhar não só o vetor, como também o acompanhamento e os cuidados às famílias nessas três áreas primordiais do poder público, voltado para o atendimento à população em situação de vulnerabilidade. Estamos aqui hoje para sensibilizar os nossos gestores para ações que envolvam a rede global de saúde”, ressaltou Ione.

Em boletim divulgado pelo Governo Federal, no final do primeiro semestre, houve a confirmação de 322 casos de microcefalia ou outras alterações de crescimento e desenvolvimento relacionadas ao vírus da zika no país. “Neste ano, Aracaju não teve casos novos, sendo os dados de 2016, com 36 crianças confirmadas e acompanhadas pelo município. Hoje, os equipamentos municipais têm suprido as necessidades da população, mas temos que estar sempre atentos. Estamos aqui para firmar um acordo onde nos integraremos para agir em conjunto“, explicou a coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Rita Bittencourt.