Mulher é espancada até a morte pelo marido em povoado de São Cristóvão

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Publicada em 04/11/2017 às 06:21:00

Gabriel Damásio

 

A polícia investiga o assassinato da dona-de-casa Kátia Cilene Correia Santos, 30 anos, que morreu na noite desta quinta-feira, após ser violentamente espancada. O crime aconteceu na própria casa da vítima, no Loteamento Santo Inácio, povoado Várzea Grande, em São Cristóvão (Grande Aracaju). O principal suspeito do crime é o marido de Kátia, que foi visto pelos filhos e pelos vizinhos enquanto a agredia e fugia por um matagal nos fundos da casa.  

De acordo com parentes da vítima, ela tinha o costume de levar o companheiro até um ponto de ônibus próximo à residência e ir buscá-lo à noite, todos os dias. No entanto, ela teria deixado de cumprir esta rotina e até de atender aos telefonemas dele. Há ainda a informação de que ele estaria embriagado quando chegou em casa e atacou Kátia ainda na porta de casa. As agressões começaram no lado de fora e terminaram na sala, onde a mulher morreu antes da chegada do socorro médico. Dentro da residência, foram encontrados sinais do espancamento e alguns objetos que teriam sido usados pelo agressor durante o crime, como uma pá, uma marreta e um pedaço de pau.

Alguns vizinhos afirmaram ter ouvido o acusado gritar que só pararia de bater na esposa quando a polícia chegasse. Os familiares de Kátia, por sua vez, confirmaram ontem a jornalistas que já havia um histórico de agressões e ameaças entre a vítima e o companheiro, provocadas geralmente por ciúmes e desentendimentos. Um dos episódios aconteceu na semana passada, quando a dona-de-casa foi ferida na cabeça com um golpe de cabo de machado. “Ele dizia que se ela o denunciasse, mataria ela ou alguém da família, e que se ele fosse preso, também mataria ela ou alguém da família. Infelizmente, ela estava ficando sem direção para proteger a família”, lamentou o sobrinho Manoel Wullas.

O corpo de Kátia Cilene foi sepultado na tarde de ontem. Ela era mãe de quatro filhos, sendo um deles do relacionamento com o suspeito do crime. As crianças, que estavam na casa no momento do crime, foram entregues aos cuidados da avó materna. O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e está sendo investigado como feminicídio, isto é, quando a vítima é assassinada por motivações ou atitudes machistas do criminoso. Qualquer informação sobre o paradeiro do acusado pode ser repassada pelos telefones 181 (Disque Denúncia) ou 190 (Polícia Militar).