Críticas a senadora

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Publicada em 21/09/2017 às 06:18:00

Nos dias 12 e 13 de setembro passado o site Esquerda Diário publicou matérias criticando a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) por ser autora de um projeto de lei propondo demissão de servidores e ser ausente no Senado. Diz a matéria do dia 12:

Maria do Carmo Alves (DEM-SE) é autora do projeto que pretende instituir a demissão sem justa causa de servidores públicos federais através da imposição de uma avaliação de "desempenho" totalmente arbitrária, para eliminar os concursados dos serviços públicos, além de instituir ainda mais ataques contra os servidores com punições para os grevistas.

Esta é a realidade de uma "avaliação de desempenho", uma avaliação pela qual nenhum político passaria, e isto inclui a própria Maria do Carmo, que segundo o levantamento do site Congresso em Foco, faltou 80% das sessões do Senado ocorridas em 2013.

Maria do Carmo parece que é especialista no tema do "mau desempenho", porque é Senadora desde 1998, e até então pouco se ouviu falar dela, vivendo dos altíssimos salários políticos e privilégios que a casta de senadores, deputados, ministros, juízes etc, recebem.

Muito diferente da realidade de um servidor público que muitas vezes recebe um salário miserável e ainda tem seus direitos atacados pelos corruptos. Temer, Meirelles e seus representantes no Senado e Câmara ainda têm audácia de dizer que o servidor público concursado, (o médico, o professores, o administrativo etc), seriam os "privilégiados" que merecem os cortes de verba. Esta é mais uma medida para silenciar os servidores, com o objetivo de reprimir as greves e manifestações contra as reformas.

Se esta for levada adiante pelos corruptos do governo federal que só atuam sempre contra os concursados, em favor dos indicados, dos cargos de comissão, das emendas parlamentares distribuídas para salvar a pele das acusações de corrupção. Esta é mais uma medida que deve ser barrada pela nossa mobilização.

No dia 13 de setembro último, o site publicou a seguinte matéria:

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), relatora do PLS 116/2017, que pretende permitir a demissão de servidores públicos sob a alegação de “baixa produtividade”, não é o poço de moralidade e profissionalismo que tenta parecer com esse projeto. Além de, como já denunciamos aqui, faltar frequentemente ao trabalho, já foi indiciada pela Justiça Eleitoral por uso indevido de recursos públicos e caixa 2.

Em sua campanha para senadora em 2006, Maria do Carmo foi flagrada usando 120 ambulâncias adquiridas pelo governo estadual, então comandado pelo seu marido, além de carros de polícia estaduais em suas carreatas e funcionários públicos do Estado, dentre outras denúncias.

A acusação quase levou à cassação de seu mandato, mas um dos juízes responsáveis por julgar o caso “pediu vistas” do processo, uma medida que interrompe o julgamento para ter mais tempo de analisar o caso. O caso permaneceu engavetado até dezembro de 2014, quando faltavam apenas alguns dias para que o mandato que poderia ser anulado simplesmente acabasse, ou seja, quando já não fazia a menor diferença. Para piorar, o juiz que tinha pedido mais tempo para analisar o caso já nem estava mais na comissão, deixando claro que o atraso não era realmente por isso, e sim por motivações políticas de preservar a senadora.

Nesse momento, Maria do Carmo tinha acabado de ser reeleita, e um julgamento desfavorável a ela poderia criar confusão para a Justiça Eleitoral, pois ela ficaria inelegível e o pleito recém realizado poderia ser invalidado, obrigando eleições especiais, ou no mínimo muita dor de cabeça entre o Tribunal Eleitoral e os possíveis candidatos para chegarem a um acordo sobre quem assumiria. Preferiram colocar panos quentes, varrer tudo para debaixo do tapete e terminar em pizza. Apesar de todo o encaminhamento ter sido para sua condenação, de todas as evidências e testemunhas contra ela, a senadora Maria do Carmo foi absolvida por unanimidade, e por isso pode estar hoje em Brasília criando Projetos de Lei como esse, que atacam os direitos dos trabalhadores, dos servidores públicos.

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Nova polêmica na Câmara 1

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) está tendo dificuldades para aprovar, na Câmara Municipal, Projeto de Revogação do IPTU de Aracaju, do Poder Executivo Municipal. É que parte da sua bancada não está mais simpática a votar a favor do projeto após várias denúncias do líder da oposição, Elber Batalha (PSB), de que ele institui aumento de 5% ao ano, mais reposição da inflação. Tem ainda pressão dos empresários.

 

Nova polêmica na Câmara 2

Ontem mesmo alguns vereadores da própria bancada do prefeito deixaram o plenário na hora da votação para evitar quorum, enquanto a bancada da oposição se manteve no plenário para votar contra o projeto. Segundo Elber Batalha, o que o prefeito fez foi revogar a lei nº 156/2016, que congelou o aumento abusivo do IPTU concedido por João Alves, através do projeto de lei nº 145/2014. “Com isso, Edvaldo retoma os aumentos, que serão em torno de 10% ao ano com a soma dos 5% de reajuste do imposto e mais a reposição da inflação”, afirma.

 

Nova polêmica na Câmara 3

Enfatiza que o aumento anual de 30% do IPTU concedido por João Alves era até 2022 e o proposto por Edvaldo é eterno. “O que o prefeito fez foi diluir o aumento no tempo, mas foi desmascarado com o aumento escalonado do IPTU”, ironiza. Ainda segundo o líder da oposição, o prefeito propõe ainda o aumento da alíquota na zona de expansão de 1% para 4%. “Depois de bater tanto, o segmento empresarial percebeu, começou a discutir e trabalhar contra o projeto”, afirmou Elber.

 

Nova polêmica na Câmara 4

O vereador Anderson de Tuca (PRTB) usou ontem a tribuna para se posicionar contra empresários que estão usando os meios de comunicação para pressioná-lo sobre seu voto no Projeto da Revogação do IPTU.  Anderson - que está à frente Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) - lamentou a postura de alguns representantes do setor produtivo, a maioria empresários, e disse que não deve satisfação a classe empresarial ou ao prefeito, e sim, aos aracajuanos. Disse ainda o vereador: “No momento oportuno, vou declarar meu voto. Meu objetivo aqui nesta Casa é único e exclusivamente atender aos pedidos da população. Lamento a postura que alguns empresários estão tendo, mas cada um age da maneira que acha correto”.

 

Críticas externas

Do senador Antônio Carlos Valadares (PSB): “O IPTU abusivo de João é o mesmo IPTU de Edvaldo, com outra cara. Promessa de revogar, só foi pra ganhar eleição”.  Postou ainda: “Feliz com a adesão em massa de ex-aliados de João Alves à sua gestão, Edvaldo adota IPTU que prometeu revogar. Mentira tem pernas curtas”.

 

Em sua defesa

O prefeito Edvaldo Nogueira lamenta a “tentativa da oposição de politizar” o tema e tentar prejudicar a tramitação da proposta. Segundo ele, o projeto é importante por revogar o aumento anual de 30% do IPTU, conceder um desconto de 15% na planta de valores de todos os imóveis da cidade e criar uma normatização para futuros ajustes no valor do tributo. Ressalta que está cumprindo promessa de campanha de revogar o IPTU abusivo imposto por João Alves.

 

Sucessão estadual 1

Em entrevista concedida ontem ao programa de Fábio Henrique, o governador Jackson Barreto (PDB) reafirmou que no final deste mês vai reunir os aliados para trocar ideias sobre as eleições 2018.  Ressaltou que ainda que não tem definição sobre sua candidatura ao Senado, mas começou a repensar, e que o nome do vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB) foi colocado para o governo, ele está andando e trabalhando.

 

Sucessão estadual 2

Disse JB: “Não tem definições. Temos conversas, especulações e perspectivas. Nomes que estão colocados e são dignos, pois não são ligados as páginas policiais e distantes daquilo que Brasília representa hoje, lamentavelmente, para o país”.

 

Alfinetada de JB 1

Do governador sobre as críticas constantes do senador Valadares a ele e a Belivaldo Chagas: “O problema do senador é da idade dele e de falta de perspectivas. Tem nove meses que não falo nele, mas diariamente ele está no twitter me criticando. Todo dia faz agressão. Fico com pena, pois parece que não tem outro assunto. Um ódio tão grande destilado em cima do governador Jackson Barreto tudo porque tiramos o pirulito da boca do filhinho dele”.

 

Alfinetada de JB 2

Prosseguiu JB: “Acho que um bom pai é aquele que ensina o filho a trabalhar. Na minha casa meu pai me ensinou a trabalhar. Com 13 anos estava no mercado trabalhando em um balcão de uma loja de tecidos para ajudar a mim e a minha casa, no sábado e domingo, mas o senador ensinou o filho a ser deputado federal sem nunca ter trabalhado, ter feito um estágio, ter uma experiência. O único emprego foi da Câmara Federal”.

 

Mudança de nome

Por conta da lei que proíbe que prédios públicos tenham nomes de pessoas vivas a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa apresentou projeto de resolução estabelecendo nova denominação do nome do edifício da Casa: “Palácio Construtor João Alves” em substituição a Governador João Alves Filho. O projeto foi aprovado ontem pelos deputados. 

 

Sem distritão 1

A PEC da reforma política que instituía o chamado “distritão” foi rejeitada por ampla maioria de votos na madrugada de ontem na Câmara Federal. Apenas 205 deputados apoiaram a alteração, outros 238 foram contrários. Para que a proposta avançasse, eram necessários pelo menos 308 votos. Da bancada de Sergipe votaram a favor do distritão os deputados federais Adelson Barreto (PR), André Moura (PSC), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (PMDB) e Laércio Oliveira (SD). Votaram contra os deputados João Daniel (PT) e Valadares Filho (PSB).  O deputado federal Jony Marcos (PR) não aparece entre os que votaram.

 

 

Veja essa...

Chegou à coluna a informação de que cinco vereadores da base aliada do prefeito Edvaldo Nogueira não estão querendo mais votar a favor do Projeto de Revogação do IPTU com receio do desgaste político e pelas pressões recebidas.

 

 

CURTAS

 

O vereador Thiaguinho Batalha (PMB) é agora o vice-líder do prefeito na Câmara de Aracaju. Disse que se sentia honrado com o convite do prefeito e se aceitou é porque acredita que a gestão irá conseguir colocar a capital em um rumo de construção e que vai beneficiar a população.

 

Às 10h de hoje o prefeito Edvaldo Nogueira assinará o contrato da emenda impositiva de bancada no valor de R$ 63 milhões para Aracaju. Na oportunidade, ele vai apresentar as obras que serão contempladas e o valor de cada uma.

 

O prefeito reconhece que foi o deputado federal André Moura (PSC), líder do governo no Congresso, quem ajudou a liberar os R$ 63 milhões. Deve reafirmar isso na solenidade de hoje.

 

Chegou ontem à Câmara de Aracaju três projetos de mini reforma tributária do Poder Executivo Municipal.

 

"Sabemos que o Alzheimer ainda não há cura, e que muito mais deve ser feito para melhorar o diagnóstico precoce da doença". Foi com esse discurso que o deputado Adelson Barreto (PR), utilizou a tribuna da Câmara Federal.

 

 

 

 

 

Foto legenda LAÉRCIO E VALADARES

 

Após impasse entre os dois parlamentares por conta da coordenação da bancada federal de Sergipe, o senador Valadares (PSB) e o deputado federal Laércio Oliveira (SD) conversaram ontem em Brasília sobre a próxima reunião da bancada que vai escolher o novo coordenador e fazer as primeiras articulações das emendas. Laércio é o nome para coordenar a bancada.