Professores de Aracaju continuam em greve

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Publicada em 12/09/2017 às 23:48:00

Milton Alves Júnior

 

Professores da rede municipal de ensino seguem em greve por tempo indeterminado em virtude de a Prefeitura de Aracaju ainda não ter repassado o reajuste salarial de 7,64% determinado pelo Ministério da Educação (MEC) em janeiro deste ano. Pelo segundo dia consecutivo a classe trabalhadora se reuniu em ato público para cobrar dos gestores municipais a imediata regularização dos direitos constitucionais. Aglomerados nas intermediações da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), na manhã de ontem os docentes exigiram dos vereadores uma postura mais forte e versátil a favor dos mais de 1.700 professores que lecionam em uma das 75 instituições administradas pela Secretaria Municipal da Educação.

Há 14 dias a categoria decidiu em assembleia extraordinária por cruzar os braços, e apenas reiniciar as atividades neste segundo semestre letivo a partir do momento em que a Secretaria Municipal da Fazenda seja devidamente autorizada a reajustar os salários dos profissionais.  Conforme cálculos apresentados pelo Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município (Sindipema), este benefício impulsionou os vencimentos mensais de R$ 2.135,64, para R$ 2.298,80. A categoria ainda exige qualificação das unidades, contratação de mais professores por meio de concurso público e repasse financeiro retroativo ao mês em que o acréscimo percentual foi sancionado pelo presidente Michel Temer.

Conforme contraponto apresentado pela Semed, a gestão não tem como conceder o reajuste neste momento, tendo em vista que teria que pagar não somente aos ativos, mas também aos inativos, o que colocaria em xeque o pagamento de salários e a continuidade dos serviços básicos restabelecidos para o funcionamento da rede da Educação de Aracaju. Sobre a interferência educacional proporcionada a 30 mil estudantes neste período de greve, a pasta informou que das 74 unidades de ensino do município, 11 aderiram ao movimento paredista completamente, 21 não aderiram, duas estão em período de férias e as demais funcionam com professores substitutos.

Apesar das explicações, seguidas de apelos para a normalização das atividades, nenhum ponto positivo – ao menos para a PMA, foi gerada. Isso porque na tarde de ontem a categoria voltou a se reunir em assembleia geral, onde foi deliberada a continuidade da greve. Sem data prevista para o fim do impasse, a perspectiva é que a luta de braço protagonizada por professores e o prefeito Edvaldo Nogueira permaneça interferindo diretamente no progresso educacional de milhares de crianças e adolescentes aracajuanos. Para o presidente do Sindipema, Adelmo Menezes, o voto pela permanência da paralisação foi democrático, tendo assim, que ser respeitada pelo poder executivo municipal.

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