Impasse suspende cirurgias no Hospital de Cirurgia

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Publicada em 12/09/2017 às 23:40:00

Gabriel Damásio

 

Um impasse envolvendo o pagamento de serviços provocou a suspensão das cirurgias eletivas no Hospital de Cirurgia. A decisão foi tomada ontem de manhã pelos médicos ligados à Cooperativa de Anestesiologistas de Sergipe (Coopanest) e acatada pela Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (FBHC), que administra o hospital e, por sua vez, reclama de atrasos nos repasses de recursos da Prefeitura de Aracaju (PMA) e do Governo do Estado. Os procedimentos paralisados, cujos pacientes são do Sistema Único de Saúde (SUS), não são considerados urgentes, mas, de acordo com os pacientes, podem causar atrasos e complicações em seus respectivos tratamentos.

A assessoria da direção do hospital reafirmou que a decisão de suspender as cirurgias não foi delas, mas confirmou que está em atraso com o pagamento dos serviços prestados pela Coopanest, fornecedora dos serviços de anestesiologia. Conforme o hospital, faltou recursos para honrar a dívida. “Isto está acontecendo por conta do atraso da Prefeitura de Aracaju em efetuar o pagamento de mais de R$ 3,3 milhões, referentes a parcelas municipais e estaduais que deveriam ter sido pagas em agosto. Além disso, há também uma pendência da Prefeitura de novembro de 2016, de aproximadamente R$ 540 mil”, diz o Cirurgia, em nota, na qual frisa que “só poderá pagar a Coopanest e demais fornecedores quando esta situação for regularizada”.

A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS), também por sua assessoria, reconheceu o atraso no pagamento da parcela referente a julho deste ano, cujo vencimento foi em 31 de agosto. O valor alegado, no entanto, foi de R$ 540 mil. O órgão municipal informou que está trabalhando para regularizar o pagamento do repasse até o próximo dia 25. Perguntada sobre o retorno das cirurgias e sobre um repasse direto dos recursos à cooperativa, a SMS esclareceu que a relação contratual dos anestesistas é apenas com a FBHC e, neste caso, não tem nenhuma interferência da PMA. 

Quanto ao Estado, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde (SES) disse que o repasse mensal à FBHC, no total de R$ 1,59 milhão, foi depositado ontem à tarde e o dinheiro deve ser repassado ao Cirurgia pela PMA. Destacou ainda que a repartição não tem nenhuma pendência em aberto com o hospital. A reportagem do JORNAL DO DIA não conseguiu contato com o presidente da Coopanest, Danilo Dantas Freire Lima, para que ele falasse sobre o assunto.

 

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