Jackson age para que não falte água na Grande Aracaju

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Foto: Diogo Moreira/Governo de São Paulo
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Observado por Alckmin, Jackson fala sobre o convênio assinado com o governo de São Paulo. Foto: Diogo Moreira/ Governo de São Paulo
Observado por Alckmin, Jackson fala sobre o convênio assinado com o governo de São Paulo. Foto: Diogo Moreira/ Governo de São Paulo

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Publicada em 12/09/2017 às 07:38:00

O governador Jackson Barreto e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinaram termo de empréstimo de equipamentos da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para a Companhia de Abastecimento de Sergipe (Deso) nesta segunda-feira. O termo faz parte da política de planejamento hídrico do Estado e garante o abastecimento da região metropolitana em caso de estiagem.

Os equipamentos são dois flutuantes com conjuntos moto-bombas com vazão de 4 m³/s, que foram utilizados durante a crise hídrica de São Paulo e que não estão sendo utilizados no momento. Os aparelhos ficarão à disposição da Deso por seis meses sem custo para o Estado.

Em conversa com Alckmin, Jackson informou que o Rio São Francisco é a principal fonte de captação de água de Aracaju e de sua região metropolitana (Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão), um aglomerado urbano com mais de 1 milhão de habitantes. No entanto, a vazão do Rio vem reduzindo de forma significativa nos últimos anos, baixado de 1.300 m³/s para os atuais 580 m³/s, comprometendo o abastecimento. Na avaliação do governador sergipano, a cessão dos equipamentos representa o protagonismo do governo do Estado em se antecipar a um futuro problema de desabastecimento.

 “Queremos agradecer a cessão dos equipamentos com tecnologia capaz de nos ajudar a garantir o abastecimento de Aracaju e da Grande Aracaju. Vamos levar a tecnologia como medida de prevenção, já que estamos vivendo um momento de grande dificuldades com a adutora que cerca de 1 milhão de pessoas em Aracaju e Grande Aracaju. Se até novembro não tivermos chuvas na cabaceira do São Francisco, podemos chegar numa situação parecida com a Cantareira. No momento, não há risco de desabastecimento porque temos a barragem do Rio Poxim, que garante 30% do abastecimento da capital e ainda há condição de se tirar água do São Francisco”, disse.

Alckmin explicou que o método de bomba flutuante foi desenvolvido durante a crise hídrica de 2014. “Adquirimos uma boa tecnologia hídrica por conta da crise de 2014 e estamos cedendo equipamentos de grande potência para retirar água de regiões mais profundas. O Rio São Francisco baixou a vazão em Sergipe, em virtude da grande seca que está ocorrendo, e isso dificulta a retirada de água para a capital. Então, cedemos para o governo de Sergipe. É uma maneira, também, de retribuirmos o trabalho de tantos sergipanos que ajudam a construir nosso estado de São Paulo”, declarou, explicando que a cessão não compromete o abastecimento paulista já que o sistema Cantareira está com mais de 60% de reserva de água.

A cessão do equipamento e demais materiais necessários para sua instalação, avaliados em R$ 1,023 milhão, será por 180 dias e pode ser estendida, caso seja necessário. Não há qualquer custo aos beneficiados. O transporte dos equipamentos será feito pela Deso, em carretas. A Sabesp dispõe de assistência técnica para instalação e pré-operação dos equipamentos.

 

Histórico - Diante da possibilidade de crise hídrica na capital e regiões adjacentes, o governo do Estado, por meio da Deso, e a Sabesp iniciaram tratativas para a possibilidade de empréstimo de dois flutuantes com os conjuntos moto-bombas com vazão de 4 m³/s, em caráter emergencial e temporário a fim de que se evite o desabastecimento da Região Metropolitana de Aracaju. A videoconferência foi realizada no dia 21 de agosto.