Mês decisivo

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Publicada em 09/09/2017 às 00:16:00

O Congresso Nacional tem menos de um mês para aprovar a reforma política para que possa prevalecer já nas eleições do próximo ano. Os pontos mais polêmicos são o “distritão”, onde serão eleitos para o Legislativo os candidatos com mais votos em cada Estado, como ocorre hoje para a eleição de prefeitos, senadores, governadores e presidente; e o fundo partidário, que consiste na criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas..

Já existe um entendimento para a cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais, que é uma forma de acabar com o grande número de partidos no país (hoje já são 35) e, consequentemente, a existência de siglas de aluguel.

Muitos políticos estão aguardando a reforma política para saber não somente como ficará o processo eleitoral de 2018, como por conta da janela para troca de partido.

O líder do governo no Congresso Nacional, deputado federal André Moura (PSC), e o deputado estadual Gilmar Carvalho (sem partido), são dois parlamentares que aguardam a reforma política e a definição da janela para definição de uma nova legenda.

Gilmar, que está sem partido, só espera uma definição sobre a reforma política para bater o martelo com relação a sua ida para o PRB, que no Estado é comandado pelo deputado federal Pastor Jony Marcos e o ex-deputado federal Heleno Silva.

Já André pode ir para o PMDB, que no estado é comandado pelo governador Jackson Barreto. Já recebeu convite do presidente nacional da legenda, senador Romero Jucá, nesse sentido. Disse à coluna que se for para o PMDB será para comandar.

A expectativa agora é se a Executiva Nacional do PMDB vai memo intervir na mudança de comando do partido em Sergipe e Pernambuco, pelos problemas políticos dos dois governadores com o presidente Michel Temer, que vem desde o impeachment de Dilma Rousseff.

Se confirmado a ida de André para o PMDB, dificilmente Jackson Barreto continuará na legenda com algumas lideranças políticas vinculadas a ele já que não aceitará ser comandado por um adversário político, que, inclusive, pensa em disputar o governo em 2018.

O vice-governador Belivaldo Chagas deve ser um que também pode deixar o PMDB se André assumir o comando no estado, assim como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Luciano Bispo.

Trocando em miúdos, até o final deste mês poderemos ver a dança dos partidos em Sergipe...    

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Podemos 1

No caso do líder do governo no Congresso André Moura (PSC) ir para o PMDB é muito provável que o governador Jackson Barreto e outras lideranças políticas peemedebistas deixem o partido e se filiem ao Podemos, que nacionalmente é comandado pela deputada federal Renata Abreu (SP) e tem em seus quadros os senadores Álvaro Dias (PR) e Romário (RJ). Álvaro Dias, inclusive, pode ser o candidato a presidente da República em 2018 pelo partido.

 

Podemos 2

Há cerca de seis meses Renata Abreu esteve em Sergipe para formular  convite de filiação de Jackson Barreto ao Podemos. Os dois, inclusive, tomaram café da manhã juntos, onde essa proposta esteve no cárdapio. Na época, JB, inclusive, chegou a cogitar sua ida para a nova legenda, originária do PTN.

 

Como está

Lideranças do PMDB não acreditam que a Executiva Nacional vá tomar o comando do partido de Jackson Barreto. Isso pelo fato dele ser histórico da legenda, do partido não ter a tradição de intervenção, em razão de JB ser  governador e disputar o Senado em 2018, dele poder eleger o peemedebista Belivaldo Chagas seu sucessor e ainda pelo fato do partido ter um deputado federal, quatro deputados estaduais e o maior número de prefeitos em Sergipe.   

 

Se movimentando 1

Os passos de Andé Moura nos finais de Semana em Sergipe são de candidato majoritário. Na quarta-feira o parlamentar circulou pelo Conjunto Augusto Franco na companhia de alguns vereadores, na quinta-feira desfilou na Av. Barão de Maruim e ontem foi a Estância, Tomar do Geru e Lagarto.

 

Se movimentando 2

Em Estância o deputado tomou café com alguns vereadores: o presidente da Câmara, André Graça (PSL), o líder do prefeito na Câmara, Misael Dantas (PSC), e os vereadores Sandro de Bibi, Tertuliano (PRB) e Tode (SD). Ainda presente o suplente de vereador Vilson (PMB) e os ex-prefeitos Toninho Machado [Brejo Grande] e Gilson dos Anjos [Barra dos Coqueiros], e lideranças políticas.

 

Se movimentando 3

Em Tomar do Geru participou da Missa em Ação de Graças a Nossa Senhora do Socorro, padroeira do município, atendendo a convite do prefeito Pedrinho Balbino. Já em Lagarto, esteve na missa em homenagem  a Nossa Senhora da Piedade, padroeira e protetora do município. Depois foi visitar a ExpoLagarto, exposição Agropecuária aberta na quinta-feira no Parque de Exposições Nicolau de Almeida.

 

PEC da Aposentadoria 1

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Georgeo Passos (PTC), iniciou uma campanha contra a aposentadoria de ex-governadores de Sergipe. Nas redes sociais está coletando assinatura a favor da PEC 01/2017, de sua autoria, que propõe o fim das aposentadorias pagas pelo Estado aos ex-governadores, e durante desfile cívico de 7 de setembro, na Av. Barão de Maruim, colocou uma barraca para coletar assinaturas da população. 

PEC da Aposentadoria 2

Para Georgeo, é preciso acabar “com essa mordomia”, em que basta uma pessoa ocupar o cargo de governador por seis meses e ter uma aposentadoria para o resto da vida de R$ 33 mil sem nunca ter contribuído com a previdência social.

PEC da Aposentadoria 3

André Moura foi um dos que assinou a PEC na Barão de Maruim. “A PEC é uma medida justa. O Brasil passa por mudanças e esse tipo de benefício não existe mais em quase todo o país. Lamentavelmente, Sergipe ainda é um dos poucos a mantê-lo. A medida chega em boa hora. É moralizadora”, afirma o deputado que desfilou na Barão na companhia do prefeito Iggor Oliveira (PSC-Poço Verde), dos vereadores de Aracaju Zezinho do Bugio(PTB) e  Seu Marco (PHS), e do ex-vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado (PSDB).

Os beneficiários

Em Sergipe três ex-governadores recebem essa aposentadoria: João Alves Filho (DEM), Antônio Carlos Valadares (PSB) e Albano Franco (PSDB).

 

Déficit previdenciário

Cálculo atuarial da Caixa Econômica Federal mostra que o déficit da previdência estadual ao longo dos próximos anos chegará a R$ 63 bilhões, ou seja, será necessário todo esse dinheiro para pagar todos os aposentados ao longo dos anos. É o que informa o secretário Rosman Pereira (Planejamento, Orçamento e Gestão).

 

Decisão do Supremo 1

Com a decisão na última quarta-feira do pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) em condenar o Governo Federal ao pagamento de diferenças relacionadas à complementação do Fundo de Manutenção e de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) aos governos de Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte e Amazonas, esses quatro estados deverão receber entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões. Todo esse dinheiro será destinado exclusivamente para a Educação.

 

Decisão do Supremo 2

Além do governador Jackson Barreto quem comemorou bem essa decisão do Supremo foi o deputado estadual Capitão Samuel (PSL). “O dinheiro da decisão do STF dá uma folga ao caixa sergipano, vai melhorar a situação financeira do estado”, frisou.

 

Sucessão estadual

O senador Eduardo Amorim (PSC), que tem seu nome cogitado para disputar o Governo do Estado em 2018, garante que a oposição está preparada para mais um embate.  “Temos vários nomes fortes, tanto é que os principais nomes que se destacam entre as pesquisas são os do nosso grupo. Eu estou e estarei sempre à disposição do povo de Sergipe”, frisou.

 

Veja essa...

Do governador Jackson Barreto em entrevista ontem a Magna Santana, na Fan FM, sobre o déficit da previdência social: “Eu agora vou consertar o que muitos deles (ex-governadores) fizeram de errado. Valadares foi um dos principais responsáveis pelo rombo da previdência. Enquanto ele era governador os amigos dele eram comissionados e logo depois aposentados com as incorporações, sem nenhuma contribuição à previdência. Ele governou Sergipe antes da Constituição de 1988 e governou da forma errada”.   

 

...e essa...

De Valadares, em resposta a Jackson, pelas redes sociais: “Pesquisas levam JB ao desespero ameaçando sonho senatorial. Governei Sergipe há quase 30 anos atrás, e ainda assim me culpa por seu fracasso. Índices de rejeição mostram que o nosso povo quer mais trabalho e empenho de JB, menos arrogância e menos lero-lero para encobrir seus erros”.

 

 

CURTAS

 

Para o deputado estadual Capitão Samuel (PSL) o fim do imposto sindical irá “reduzir o número de sindicato ao que o país devia ter, justamente aqueles que efetivamente defendem seus associados”.

 

No 7 de Setembro, Eduardo Amorim prestigiou o desfile cívico de Itabaiana ao lado do prefeito Valmir de Francisquinho (PSC), da deputada estadual Maria Mendonça (PP) e do pré-candidato a deputado Talysson de Valmir, filho do prefeito.

 

O próximo dia 02 de outubro termina o prazo para o candidato trocar o seu domicílio eleitoral para o município que irá concorrer.

 

 

 

 

 

 

Foto legenda – FOTO RITA 

Como não ocorre há muito tempo, as maiores lideranças da oposição em Sergipe – os senadores Valadares e Eduardo Amorim, e os deputados federais André Moura e Valadares Filho – estiveram juntas ontem em Lagarto em ato com o prefeito Valmir Monteiro (PSC). Entre eles, o presidente estadual do PT, ex-deputado federal Rogério Carvalho.

Nos últimos meses o que vimos foi André Moura para um lado e os dois senadores e Valadares Filho para o outro lado. Também ontem, os quatro estiveram juntos em ato religioso em Tomar do Geru.