Bandidos atiram e explodem duas agências bancárias em Macambira

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Publicada em 05/09/2017 às 00:30:00

Gabriel Damásio

 

Uma madrugada de terror foi vivida nesta segunda-feira pelos moradores de Macambira (Agreste), onde cerca de 15 assaltantes encapuzados explodiram uma agência do Banco do Brasil e uma unidade do Ponto Banese. As duas únicas unidades bancárias do município ficaram totalmente destruídas e ficaram sem condições de funcionar por tempo indeterminado. O crime aconteceu por volta das 2h, quando os criminosos chegaram ao centro da cidade em quatro carros e algumas motos. Segundo as primeiras informações, eles estavam fortemente armados e se dividiram rapidamente.

Parte do grupo se posicionou nas duas entradas da cidade, onde vigiavam o acesso e tomavam como reféns os que passassem pelo bloqueio. Entre as vítimas, estavam feirantes que chegavam para montar suas bancas na rua onde acontece a feira livre do município. Ao mesmo tempo, os outros bandidos foram para porta da Delegacia de Polícia de Macambira, onde espalharam pontas de ferro na rua e dispararam tiros para o alto, numa tentativa de impedir a saída dos dois policiais que estavam de plantão na unidade.

O restante da quadrilha seguiu até à agência do BB, a poucas casas da Delegacia, e colocaram os explosivos nos caixas eletrônicos. Ao final, os bandidos fugiram por estradas vicinais que ligam Macambira às cidades vizinhas de Frei Paulo, Pedra Mole e Pinhão. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não confirma se o dinheiro dos bancos foi levado, mas o responsável pelo Ponto Banese denunciou o roubo de cerca de R$ 2 mil em espécie.

A movimentação amedrontou os moradores da cidade, que relataram ter ouvido barulhos de marretadas na rua cerca de uma hora antes do crime. Em seguida, elas deram lugar aos disparos de armas pesadas, as explosões das bombas e aos gritos nervosos dos criminosos para ameaçar os reféns e exigir agilidade dos comparsas. As testemunhas relatam que toda a ação do bando teria durado cerca de 40 minutos.

Equipes do Instituto de Criminalística e das polícias Militar e Civil foram enviadas a Macambira, onde fizeram perícias e buscas por suspeitos. Eles identificaram, através das cápsulas de balas encontradas no local, que as armas usadas foram escopetas calibre 12 e fuzis calibre 556, de uso restrito da polícia.

O material detonado ainda não foi identificado, mas constatou-se que a força da explosão foi suficiente para destruir não apenas os cofres dos equipamentos, mas também o prédio do banco, o muro de uma casa vizinha e o Ponto Banese situado igualmente ao lado da agência. Duas lojas e três carros situados à frente do banco também tiveram vidros estilhaçados ou foram atingidos por tiros.

A área destruída pelas explosões chegou a ser isolada pela polícia, mas, por volta das 7h, no momento em que os policiais deixaram o local para fazer uma busca, dezenas de curiosos cortaram a fita de isolamento, vasculharam os escombros e recolheram cédulas de dinheiro e cheques preenchidos, sendo alguns inteiros e outros danificados. A polícia alerta que a prática destes curiosos pode ser configurado como crime, já que valores pertencentes ao banco acabaram igualmente furtados.

Ainda conforme a SSP, o caso é investigado por uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), comandada pelo delegado Dernival Elói Tenório. Há também a participação de agentes da Polícia Federal, da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci) e de soldados do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), do Comando de Operações Especiais (COE) e do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati).

Tanto o Banese quanto o Banco do Brasil informam que as respectivas unidades de Macambira ficarão fechadas até a conclusão das perícias estruturais e das obras de reforma. Até lá, o atendimento bancário será feito em agências, postos e correspondentes bancários de cidades vizinhas, além dos canais alternativos de atendimento por telefone, aplicativos e internet.