Podemos: por que não?

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Publicada em 05/07/2017 às 00:42:00

Natural de Santa Rosa de Lima, o governador Jackson Barreto começou  ua carreira política em 1970 como presidente da juventude do MDB em Aracaju, cidade onde foi eleito vereador em 1972, tendo antes militado no clandestino PCB. Vitorioso nas campanhas para deputado estadual em 1974 e deputado federal em 1978, ingressou no PMDB e foi reeleito para a Câmara dos Deputados em 1982.  Também pelo PMDB, em 1985, JB venceu a disputa pela Prefeitura de Aracaju.

Em 1988 ingressou no PSB e em 1992, pelo PDT, foi eleito para o seu segundo mandato de prefeito na capital sergipana. Mas em 1994 renunciou para disputar o governo de Sergipe, tendo sido derrotado no segundo turno por Albano Franco, candidato do PSDB. Assumiu como prefeito aracajuano seu primo Almeida Lima.

Em 1998 Jackson retornou ao PMDB, mas falhou em eleger-se senador diante de Maria do Carmo Alves, mesmo recebendo o apoio de Albano Franco. Barreto trocou ainda duas vezes de partido migrando para o PMN e para o PTB, sendo eleito deputado federal em 2002 e 2006, respectivamente. Filiou-se mais uma vez ao PMDB em 2007, onde permanece até hoje.

Hoje, insatisfeito com o tratamento que vem recebendo do governo Michel Temer, que é do seu partido, o governador pensa realmente em deixar novamente o PMDB. Namora Podemos, que nacionalmente é presidido pela deputada federal Renata Abreu (SP).

A oposição não acredita que ele venha a deixar o PMDB, hoje o maior partido do país e de Sergipe, para se filiar ao Podemos (ex-PTN), que acabou de ser refundado, por não dispor a nova legenda de um bom tempo de TV e fundo partidário.

Avalia que Jackson só está blefando por já ter hoje a pretensão de disputar o Senado em 2018 e saber que o caminho mais fácil para chegar ao tapete azul do Congresso Nacional seria permanecer no PMDB, pelo grande tempo de TV e fundo partidário.

Mas, quem conhece bem JB, sabe que ele não se intimida com isso. È só ver na sua biografia política que em 2002 disputou mandato de deputado federal pelo PMN e em 2006 pelo PTB, tendo sido eleito nas duas eleições.

Agora é aguardar o desenrolar dos acontecimentos...

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Com Jucá 1

Como a coluna já informou ontem, nesta quarta-feira o governador Jackson Barreto (PMDB) terá uma conversa em Brasília com o presidente nacional do partido, o senador Romero Jucá (RJ). Vai falar a razão da sua insatisfação por ser do mesmo partido do presidente Temer e o Governo do Estado não vir sendo contemplado com recursos federais, sendo necessário acionar o líder do governo no Congresso, o deputado federal André Moura (PSC-SE), até para conseguir liberação de recursos de emendas impositivas.

 

Com Jucá 2

Através do site transparência, o governador fez um levantamento de quanto de recursos do governo federal recebeu os estados de Sergipe, Bahia e Alagoas em 2016 e vai apresentar a Jucá. Mostrará que Sergipe recebeu apenas R$ 150 milhões no ano passado, enquanto Alagoas, cujo governo também é do PMDB, a importância de R$ 500 milhões, e o da Bahia, que é do PT, o valor de R$ 1 bilhão.   

 

Fique onde está

Lideranças do PMDB em Sergipe não querem que o governador deixe o partido. Entre eles: o deputado federal Fábio Reis, o ex-deputado federal Sérgio Reis, os deputados estaduais Garibaldi Mendonça, Zezinho Guimarães e Goretti Reis, e os históricos João Augusto Gama e Benedito Figueiredo.  O secretário Zezinho Sobral é um dos poucos favoráveis a que JB se filie ao Podemos, por ser a legenda que pretende se filiar e disputar mandato de deputado estadual em 2018.    

 

No Estadão 1

Ao jornal, o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), disse acreditar que a prisão do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima não terá influência sobre os deputados na análise da denúncia contra o presidente Michel Temer. Para Moura, não há conexão entre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer e a acusação que pesa contra Geddel.

 

No Estadão 2

"Espero que não tenha nenhum impacto porque o motivo que gerou a prisão não tem nenhum tipo de conexão com a denúncia em relação ao presidente Michel Temer. Nossos parlamentares têm transmitido a certeza da rejeição da denúncia", declarou. O líder no Congresso admite que haverá exploração política do episódio por parte da oposição, que a situação gera desgaste, mas que a denúncia em si não traz fato comprometedor contra Temer. Ele, no entanto, reconhece que é preciso trabalhar para que a prisão não contamine o ambiente na Câmara.

 

No Estadão 3

No cronograma dos governistas, a partir da entrega da defesa de Temer nesta quarta-feira, é possível votar a denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana, com possibilidade de votação no plenário antes do recesso, que começa no dia 17. Moura, que passou a tarde ligando para membros da CCJ, disse contar com mais de 34 votos contra a admissibilidade da denúncia. Sobre a escolha do relator, o deputado disse esperar que o escolhido do presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não seja um parlamentar "que faça da relatoria um palanque político".

 

No Estadão 4

Para que o prazo das cinco sessões de apreciação na CCJ seja cumprido, os governistas pretendem marcar presença na sexta-feira, 7, e na segunda-feira, 10, dias em que tradicionalmente não há quórum para abertura de sessões na Câmara. "Nossa pressa é de quem tem compromisso com o futuro do País", alegou.

 

No Estadão 5

Moura admitiu, no entanto, que a palavra final sobre a votação no plenário cabe ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O líder também não descartou a possibilidade de votação num domingo. "O que queremos é cumprir o prazo regimental das cinco sessões", observou.

 

No Estadão 6

Para que haja recesso, os parlamentares precisam votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Segundo Moura, a previsão de votação é dia 14 de julho. E, para votar a LDO, o Congresso precisa antes apreciar os 17 vetos presidenciais que trancam a pauta.

 

Na Câmara Municipal 1

Durante todo o dia e noite de ontem os vereadores de Aracaju estiveram discutindo e votando as 34 emendas apresentadas à Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) 2018.  Foram muitas polêmicas e embates entre vereadores da oposição e situação, por conta das emendas.

 

Na Câmara Municipal 2

Só a Comissão de Finanças, Tomada de Contas e Orçamento da Câmara apresentou sete emendas a LDO e quatro pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma). Uma das emendas polêmicas foi apresentada pela vereadora Emília Correa (PEN), que propunha o limite de gastos do município com cargos comissionados. Foi rejeitada.

 

Na Câmara Municipal 3

A expectativa dos vereadores era aprovar a LDO ontem mesmo, para que pudessem entrar em recesso parlamentar do meio do ano, só retornando as atividades parlamentar em 1º de agosto. O recesso já era para ter ocorrido no último dia 28 de junho.

 

No interior de Sergipe 1

Nessa quinta-feira, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados promove seminário para debater os procedimentos sobre a regulamentação da lei que autoriza a liquidação e a renegociação de dívidas de crédito rural (Lei 13.340/16).O deputado João Daniel (PT-SE), que propôs o debate, explica que a discussão se justifica pelas dificuldades encontradas pelos pequenos agricultores sergipanos “quando procuram as instituições bancárias para a negociação de suas dívidas referentes aos diversos programas de financiamento a que recorreram e cujas dívidas encontram-se em processo de cobrança”.

 

No interior de Sergipe 2

O seminário será realizado às 9 horas, no salão de Eventos do Aloisio Bar, no povoado Serrão, em Ilha das Flores.  Foram convidados: representantes do Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banese, da Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, da Codevasf, Emdagro, Cáritas, Conab, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, do Movimento dos Pequenos Agricultores, do Movimento Quilombola e do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais.

 

 

O relator

O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) foi indicado ontem pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), para ser o relator da denúncia por crime de corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer.

 

Veja essa...

Do senador Aécio Neves (PSDB-MG), ontem, em primeiro discurso na tribuna do Senado após ter voltado à Casa depois de ter sido afastado do exercício do mandato entre 18 de maio e a última sexta-feira (30) na condição de denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça na Lava Jato, e retornado por decisão favorável do ministro Marco Aurélio Mello: “Não cometi crime algum. Fui vítima da armadilha de um criminoso. Não obtive, em tempo algum, vantagem financeira em razão da política. Fui condenado sem qualquer chance de defesa”.

 

Curtas

 

O governador Jackson Barreto ficou muito chateado ontem ao tomar conhecimento de um duplo assassinato dentro do hospital de Itabaiana, na madrugada. Ficou chateado ao ponto de suspender o lançamento da obra da Ceasa, no município, e ter determinado ao secretário de segurança pública, João Eloy, que não poupe esforços para capturar os envolvidos  no crime.

 

JB, que chegou a publicar nota a imprensa, disse que estava “indignado” com o crime que chocou a sociedade Itabaianense.  O paciente, um ex-presidiário, e o acompanhante, foram assassinados por duas pessoas que se passaram por policiais. Foram disparados 15 tiros.

 

Como o governador sairá de férias nessa sexta-feira, uma nova data será marcada em agosto para o lançamento da obra da Ceasa, em Itabaiana.

 

Quem almoçou na sexta-feira no apartamento do governador Albano Franco, em Aracaju, foi o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro. O ministro veio a capital visitar o Tribunal de Contas do Estado e debater temas de interesse comum entre os órgãos.