Morte do policial: mais um suspeito se entrega

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Matheus se entregou a polícia. Foto: SSP/SE
Matheus se entregou a polícia. Foto: SSP/SE

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Publicada em 10/06/2017 às 00:16:00

Gabriel Damásio

 

A Polícia Civil já considera esclarecido o assassinato do agente de polícia Paulo Sérgio Souza de Jesus, 58 anos, encontrado morto no último domingo em sua residência, na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju). No começo da noite de anteontem, um quarto envolvido no crime se apresentou na 1ª Delegacia Metropolitana (1ª DM), no Conjunto Leite Neto (zona sul). Matheus França dos Santos, 19 anos, que compareceu acompanhado por um advogado, é acusado de ser um dos receptadores que ficaram com objetos retirados da casa da vítima pouco depois do homicídio. Ontem de manhã, ele foi encaminhado à sede do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), onde foi interrogado.

Enquanto prestavaum primeiro depoimento, ainda na 1ª DM, Matheus disse em entrevista à TV Atalaia que foi procurado pelos quatro homens que estiveram na casa do agente e pediram que ele se livrasse do carro usado pela vítima, um Renault Logan que foi encontrado com marcas de sangue no Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). O acusado disse também que chegou a passar novamente pela casa de Paulo Sérgio, mas apenas para verificar se alguma impressão digital dele tinha ficado no local do crime.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que, dos quatro jovens identificados como participantes diretos do assassinato do policial, ou seja, os que estavam na cena do crime, apenas um se encontrava foragido até o fechamento desta edição. Os outros três são um adolescente de 16 anos, apreendido em um sítio do povoado Aningas, em São Cristóvão (Grande Aracaju); José Lucas Menezes Conceição, o ‘Lucas Perverso’, 19, que se apresentou na Delegacia de Roubos e Furtos (Derof);e William Santos Gomes, o ‘William Zika’, 19, baleado após o cerco de policiais em uma casa no povoado Tapires, em Pedrinhas (Centro-Sul).

Uma entrevista coletiva foi convocada para esta segunda-feira, às 8h, na sede da SSP, onde a delegada Mayra Fernandes Moinhos, do Cope, vai detalhar as investigações sobre a morte de Paulo Sérgio. Ele era chefe de custódia da 3ª Delegacia Metropolitana (3ª DM) e foi assassinado na madrugada de domingo, tendo sido amarrado, espancado e morto com várias facadas pelo corpo, em circunstâncias que chocaram até mesmo os policiais. Na noite de ontem, uma missa de sétimo dia em homenagem ao policial foi celebrada na igreja da Paróquia São José, no bairro São José (zona central). Em seguida, colegas de profissão seguiram até a Delegacia Plantonista Norte, no Santos Dumont (zona norte), onde fizeram um protesto reivindicando mais valorização para a categoria.