Está andando PEC das eleições diretas

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Publicada em 20/05/2017 às 00:03:00

Na próxima terça-feira a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados vai votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227/16, que permite eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância do titular.

O relator da PEC, deputado Esperidião Amin (PP-SC), destacou que apenas a admissibilidade da PEC deve ser analisada, e por isso não espera manobras contra sua votação. “Não é uma proposta que gera crise, pelo contrário, ela previne crises ao colocar a escolha nas mãos do eleitor”, disse.

Essa PEC está na ordem do dia do país, quando o sentimento do povo sergipano e brasileiro é de que o presidente Michel Temer não tem mais condições de permanecer no Planalto. Integrantes dos movimentos sociais e sindicais de Sergipe e do país já foram às ruas na última quinta-feira não só gritar “Fora Temer”, mas pedir “Diretas Já”.

Com a gravação bombástica do delator empresário da JBS, Joesley Batista, o povo percebeu que Temer não foi só conivente com a propina paga ao ex-deputado federal cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pelo seu silêncio mesmo preso na Operação lava Jato. 

O problema mais grave é que a gravação evidencia que o presidente foi informado sobre as armações de Joesley e seu grupo JBS para conter ilegalmente investigações e obstruir a Justiça. ''Eu consegui um procurador... - dentro da força-tarefa'', disse o empresário. Temer: ''Que tá lá…''. Batista: ''Que também tá me dando informação''.

Para o deputado federal Valadares Filho (PSB) o presidente cometeu crime de prevaricação ao ouvir e não comunicar às autoridades policiais os crimes praticados pelo dono da JBS.  Senadores também falaram isso em plenário.

Colocaram que a prevaricação está comprovada nos áudios divulgados pelo Supremo Tribunal Federal revelando que o empresário tentou obstruir as investigações contra ele na justiça e o presidente silenciou ao ser informado que um procurador da Justiça recebia propina para passar informações sobre as investigações.

O povo está atento a todo esse escândalo que só faz aumentar a crise política e econômica no país. A grande maioria já não quer mais Temer como presidente nem quer eleição indireta, por saber que a Câmara e o Senado estão repletos de delatados, investigados, denunciados e réus. Não tendo, por isso, moral para eleger em um mês um novo presidente.

Isso é visto nas redes sociais e nas ruas. Com isso, vai ganhar corpo a grande manifestação da Frente Brasil Popular do próximo dia 24 de maio, que seria contra as reformas, mas que agora será pelas “Diretas Já”. Até porque Temer não vai se sustentar, porque não terá governabildiade no Congresso Nacional nem o apoio do povo.

Que os nossos deputados federais e senadores escutem a voz das ruas e não deixem de aprovar a PEC das “Diretas Já”

Como já foi colocado na coluna de ontem: “O país tem pressa. Fora Temer! É só empurrar que ele cai...”.

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Fora Temer

Do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ontem em seu twitter com relação à nova crise política gerada pela divulgação da delação da JBS: “Não há outra saída: os brasileiros devem se mobilizar, ir para as ruas e reivindicar com força: a renúncia imediata de Michel Temer”.

 

Chapa quente

Com o título acima a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, publicou ontem a seguinte nota: “Enquanto milita pela eleição direta, a Rede atua para filiar, o quanto antes, os ministros do STF Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa, hoje fora da corte. A sigla sonha lançar Marina Silva candidata ao Planalto com um dos dois na vice”.  O sergipano Britto chegou a ser cogitado como ministro da Justiça de Temer.

 

Crimes acusados

O inquérito aberto pelo STF contra o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) vai apurar se o trio cometeu os crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça. Aécio e Loures já foram afastados das funções parlamentares.

 

Pedidos de impeachment

 Já foram protocolados na Câmara dos Deputados nove pedidos de impeachment contra o presidente Temer. Um documento foi assinado pelos partidos de oposição PT, PDT, PCdoB, Rede, Psol e PSB. Dois pedidos foram apresentados – um pelo deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) e outro pelo deputado JHC (PSB-AL). Outros seis foram protocolados na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara: um segundo feito pelo deputado Alessandro Molon, outro pelo deputado João Gualberto (PSDB-BA) e mais sete parlamentares do PSDB; outro do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); um do deputado Diego Garcia (PHS-PR); e outro apresentado por um deputado estadual. Caberá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, analisar a admissibilidade dos pedidos.

 

Uma vergonha

Em 2014, a J&F (holding controladora do grupo JBS) destinou mais de R$ 500 milhões para ajudar a eleger governadores, deputados estaduais, federais e senadores de todo o país, segundo os delatores.  Em um dos depoimentos que prestou ao Ministério Público Federal (MPF), com quem firmou acordo de delação premiada já homologada pelo STF, o diretor de Relações Institucionais e Governo da J&F, Ricardo Saud,  disse que o total em dinheiro repassado por meio de “pagamentos dissimulados” alimentou as campanhas de 1.829 candidatos de 28 partidos e que destes 179 se elegeram deputados estaduais em 23 unidades da federação e 167 deputados federais por 19 partidos.

 

 Ponto de vista

 Do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) sobre a crise política instalada no Brasil com a delação da JBS: “Este é um momento delicado da vida do nosso país, que exigirá de todos nós que encontremos uma saída que preserve o Brasil. Temos que pensar no futuro da nossa nação, temos que pensar na retomada do desenvolvimento e do progresso. É preciso encontrar uma saída que esteja acima de partidos e de ideologias. Precisamos ter firmeza e coragem para enfrentar esta crise”.

 

Reunião do PSB

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) participa hoje, em Brasília, da Executiva Nacional do partido para analisar a atual conjuntura nacional. O presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, disse que o governo Temer perdeu legitimidade e já pediu para o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho, entregar o cargo.

 

Escândalo da subvenção 1

Os deputados estaduais Augusto Bezerra (DEM) e Paulinho da Varzinhas (PTdoB) vão continuar afastados das funções parlamentares e impedidos de comparecerem à Alese pelo envolvimento no escândalo das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa. O desembargador Roberto Porto negou pedido da defesa dos dois réus para que pudessem voltar as atividades parlamentares.

 

Escândalo da subvenção 2

Em sua decisão, o desembargador disse que o desempenho de uma função pública exige na sua essência ética e probidade no exercício das atividades, requisitos estes que não condizem com as condutas imputadas aos requeridos. Finalizou dizendo: “Assim, em respeito a manutenção da ordem pública, entendendo pela necessidade de manutenção da cautelar até o julgamento da ação penal, a qual, repito, já se encontra em fase final aguardando apenas a manifestação dos denunciados”. Com isso, a Assembleia continua com 22 dos 24 parlamentares há quase dois anos.

 

Entregando

O governador Jackson Barreto (PMDB) foi ontem até o Oratório de Bebé para entregar 50 lençóis e 50 toalhas, que arrecadou durante seu aniversário. A proposta dele neste ano foi que, ao invés de receber presentes, as pessoas entregassem roupas de cama e banho para serem doadas a instituições de apoio a comunidades carentes. Além do Oratório, Jackson vai destinar doações para um orfanato localizado no bairro Santos Dumont e à Paróquia São Francisco.

 

PSDB na TV

 Na inserção partidária do PSDB Sergipe exibida ontem na TV a vereadora de Nossa Senhora da Glória, Maraysa Dantas, destacou a importância da mulher na política e fez o convite para ingressarem no partido. O prefeito tucano Painho (Feira Nova) destacou o fortalecimento da Saúde no seu município e que o PSDB pretende fazer o mesmo em todo o Estado. Já o prefeito Otávio Sobral (Itaporanga D`Ajuda) destacou que o município vive uma nova história com a administração do PSDB.

 

Reforma política

A Comissão Especial da Reforma Política vai debater na manhã da próxima terça-feira (23) o relatório parcial 3/17 que trata de regras eleitorais, sistemas eleitorais e modelo de financiamento de campanha. Na parte da tarde, outra comissão, a que acaba com a reeleição, altera o tempo de mandato e estabelece a coincidência dos mandatos (PEC 77//03), faz sua primeira reunião.  Com o agravamento da crise, é mais que urgente discutir a reforma Política. Vai para o freezer as reformas Trabalhista e Previdenciária.

 

Veja essa...

Do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) sobre o escândalo da delação premiada da JBS: “Pra se salvar, Temer decidiu sangrar o país. Pelo jeito, teremos outro processo de impeachment. Dois num mandato só? Vou dar consultoria já!”.

 

... e essa ...

Disse ainda Mitidieri: “Quem pensava que a Friboi iria derrubar o Lula, agora está sem acreditar. Quem vai cair é o Temer e o Aécio. Impeachment já!”.

 

 

 

CURTAS

 

O governador Jackson Barreto e os prefeitos Edvaldo Nogueira (Aracaju), Marcos Santana (São Cristovão) e Inaldo (Nossa Senhora do Socorro) se reuniram ontem, na Cúria Metropolitana, com o arcebispo Dom João Costa. Trataram do atual momento político do país e pensar em soluções para melhorar a vida das pessoas.

 

Para o governador, a reunião foi uma iniciativa da igreja para reunir os gestores da grande Aracaju e do estado para uma reflexão sobre o momento político que passa o país.

 

Atacados por hackers vários sites de secretarias do estado ficaram com seus sites fora do ar por toda a manhã de ontem. Os técnicos de informática trabalharam na investigação da origem dos ataques e na proteção dos dados.  Os sites voltaram a funcionar no meio da tarde.

 

Ao desembarcar ontem no Brasil, o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-OR), afastado das funções parlamentares pelo STF, foi chamado de “bandido e ladrão”. Ele é acusado de receber R$ 500 mil para interceder em favor da JBS no governo.