“Tudo que prevíamos há um ano está acontecendo”, afirma João Daniel

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Publicada em 20/04/2017 às 00:51:00

Um ano depois da sessão que votou pela admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o deputado federal João Daniel (PT/SE) lembrou que tudo que ele já dizia na tribuna da Câmara, desde os dias que antecederam a votação, está agora acontecendo. Em discurso na sessão da Câmara, o parlamentar, vice-líder da bancada do PT na Câmara, lembrou que todo aquele processo não era apenas pelo afastamento da presidenta.

 “Nós prevíamos tudo aquilo, que não era a retirada do mandato da presidenta Dilma. Era o início da fome do capital nacional e internacional sobre os direitos da classe trabalhadora e a acumulação de mais lucros daqueles que não conseguem se imaginar se não for com mais e mais lucros às custas do suor dos trabalhadores”, avaliou João Daniel.

Prova disso, ressaltou o deputado, estão aí as propostas de reformas trabalhista e da Previdência, tramitando na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição 241 (PEC 55 no Senado) já aprovada, que congela por 20 anos os investimentos no país, além da lei da terceirização também já aprovada e sancionada pelo presidente Michel Temer. “Estamos vendo um governo com uma popularidade jamais vista na história do Brasil, segundo dados de pesquisa, com menos de 7% de aprovação”, acrescentou.

João Daniel disse que esse presidente não vai mais ser candidato, mas joga a responsabilidade para o Congresso Nacional desses projetos, segundo ele, de interesse da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e setores conservadores. Ele ressaltou que a cada dia a população sofre com retirada de direitos, mais acumulação de riqueza nas mãos dos mais ricos e aumento da pobreza e do desemprego no país. “Há um ano esses microfones falavam do combate à corrupção, que era preciso retirar o governo do PT, retomar o crescimento econômico, gerar empregos, dar credibilidade ao mercado. E hoje a única coisa concreta que se tem é fazer o desejo do mercado e são os interesses econômicos contra os interesses da população pobre e dos trabalhadores”, disse.

O deputado acrescentou que, diante desse cenário, com esse governo, o país está no caminho da desconstrução nacional. “Por isso é fundamental que a classe trabalhadora, que já enxergou e viu os verdadeiros interesses desse golpe, vá às ruas exigir a volta da democracia, exigir eleições diretas e a volta do debate de um projeto nacional”, disse, convocando a população para a greve geral do próximo dia 28, em todo país.