O vice

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Publicada em 19/04/2017 às 00:43:00

O vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB) deverá ser mesmo o candidato do grupo governista à sucessão estadual de 2018. O seu nome circula bem em todos os meios políticos e mantém uma afinada parceria administrativa e política com o governador Jackson Barreto.

Ao menos por enquanto não há nenhum outro nome em análise no PMDB e nos partidos aliados. Cada um tem seus projetos, voltados principalmente para o Senado Federal e Câmara dos Deputados. O presidente estadual do PMDB, João Gama, que em 2015 chegou a ser citado como virtual candidato a governador, reforça que o único nome existente é o de Belivaldo.

A partir de agora o vice-governador vai assumir com maior visibilidade a postura política, visitando municípios e lideranças. Por enquanto, ele já recebia prefeitos e outros políticos na Casa Civil do Governo, enquanto Jackson tratava de outros assuntos administrativos. Nos últimos dias, Belivaldo já está participando de todas as inaugurações do governo, inclusive também discursando.

Belivaldo é advogado, 57 anos, foi deputado estadual por quatro vezes e vice-governador durante o primeiro mandato do governador Marcelo Déda, de 2007 a 2010. Depois secretário de Estado da Educação, retornando ao cargo de vice-governador na eleição de 2014, ainda indicado pelo PSB. No primeiro semestre de 2015 trocou o PSB pelo PMDB depois de desentendimentos com o senador Valadares, liderança principal do grupo.

A exemplo de Déda e do próprio Valadares, Belivaldo também é natural de Simão Dias, terra também do ex-governador Celso de Carvalho, que assumiu com o afastamento de Seixas Dória durante a ditadura militar de 1964.

Belivaldo Chagas é um político muito bem relacionado e frequentemente é visto também nas rodas de oposição. Políticos que conviveram com ele na Assembleia Legislativa não cansam de elogiar o seu perfil político e modo afável de tratar, inclusive, adversários, como é o caso do deputado estadual Venâncio Fonseca (PP) e do ex-deputado Reinaldo Moura.

Caso o governador Jackson Barreto decida mesmo disputar o Senado federal, Belivaldo assumirá o governo em abril e conduzirá a sua campanha como governador, sem direito a reeleição, o que facilita negociações futuras.

Hoje, enquanto a oposição ao governo JB tem pelo menos três candidatos a governador – os senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Valadares (PSB), e agora o deputado André Moura (PSC) passa a disputar como mais bem cotado por conta da sua participação como líder do governo Temer no Congresso -, o grupo governista trabalha só com a proposta de viabilizar o nome de Belivaldo.

Em entrevistas recentes, Belivaldo tem se esquivado de assumir que é candidato a governo. Diz que as eleições estão distantes e que o seu foco, assim como o de Jackson, é entregar projetos iniciados em 2015. “Em nenhum momento me coloquei como candidato, mas não me furtarei caso seja convocado. Os bastidores políticos tentam antecipar as coisas. Ainda não houve uma decisão de nosso agrupamento, mas se for o desejo do grupo aceitarei”, justifica.

Aliados esperam que Belivaldo já assuma a postura de candidato a governador a partir do próximo semestre, conciliando atividades administrativas e políticas, como sempre acontece nesses casos.

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Mudança na SSP

Como já era esperado, João Batista entregou ontem o cargo de secretário da Segurança Pública e em seu lugar já assume nesta quarta-feira o ex-secretário João Eloy. Já no lugar do delegado-geral Alessandro Vieira assume a delegada Katarina Feitosa. A transmissão de cargo será hoje, às 7h30, na sede da SSP.

 

Sem resultado

Com a troca de comando da SSP, foi cancelada a coletiva à imprensa que seria dada hoje, às 8h30, na sede da secretaria, sobre o resultado da Operação Babel que investiga contrato da empresa Torre com a Prefeitura de Aracaju desde 2010. A sociedade vai cobrar o resultado da operação.

 

Nota pública

Em nota ontem a imprensa, o Governo do Estado agradeceu a contribuição dos delegados João Batista e Alessandro Vieira neste ciclo que se encerra e reconheceu o trabalho competente exercido por eles nos seus respectivos cargos. Disse que o coronel Marcony Cabral continuará exercendo o comando da Polícia Militar, assim como o coronel Eduardo Carlos permanecerá à frente do Corpo de Bombeiros.

 

Defasagem salarial 1

Ao comparecer ontem na Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa para prestação de contas sobre as finanças do Governo do 3º quadrimestre de 2016, o secretário Josué Passos Subrinho (Fazenda) disse que diante da crise econômica não haverá recursos este ano para reajuste dos salários dos servidores públicos e aposentados. “Há restrições orçamentárias. Depende do fluxo e infelizmente nós não temos reservas para compensar as oscilações de receitas”, afirmou.

 

Defasagem salarial 2

Sem reajuste salarial este ano, a grande maioria do funcionalismo público do estado chegará ao quinto ano consecutivo sem qualquer aumento e, sequer, reposição da inflação.

 

Déficit da previdência

Ressaltou o secretário que as contas da Previdência Estadual (Funprev e Finanprev) encerraram 2016 com um déficit de 3,8% em relação a 2015. As receitas somaram R$ 966 milhões em 2016, enquanto as despesas com inativos e pensionistas foram contabilizadas em R$ 1,637 bilhão. O déficit registrado é específico do Finanprev, em que o Tesouro estadual destinou em forma de aporte R$ 954,6 milhões para complementação do pagamento de aposentadorias e pensões.

 

Convenções I

Fortalecendo o processo de reestruturação, o PSDB vem realizando durante o mês de abril convenções municipais. Em Sergipe, o partido presidido pelo Senador Eduardo Amorim já está com 65 diretórios municipais. No último final de semana foram realizadas convenções nos municípios de Salgado, Estância, Malhador, Pacatuba, Campo do Brito e Nossa Senhora da Glória. Até o final deste mês, os demais diretórios também estarão realizando suas convenções.

 

Convenções II

“Realizamos a convenção no sábado, 15, onde elegemos os membros efetivos. A nossa intenção é fortalecer cada vez mais o partido não só no município de Salgado, como também em Sergipe”, ressalta a vereadora Tatiana de Oliveira, presidente do diretório de Salgado.

 

São Francisco

O presidente da Câmara de São Francisco, vereador Gilvânio Santana, conhecido como Barreto, esteve ontem na sede do diretório estadual do PSDB de Sergipe e confirmou para o dia 30 deste mês a convenção municipal do partido na cidade. Barreto assumirá a presidência do diretório. “O PSDB tem dois vereadores em São Francisco e preside a Câmara Municipal. Queremos que o partido cresça ainda mais no município e no estado”, afirmou.

 

Na mira do MP

Por supostos atos de improbidades administrativas, o Ministério Público de Sergipe, por intermédio da Promotoria de Justiça de Maruim, protocolou Ação Civil Pública requerendo a condenação do prefeito Jeferson Santana (Maruim) e do vereador Clóvis Alberto Menezes.

 

Na Câmara Federal 1

Tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar 263/16, do deputado Assis Carvalho (PT-PI), que disciplina o processo de transição entre governos em final de mandato e os sucessores eleitos, nas três esferas da Federação. O projeto acrescenta dispositivos à Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00).

 

Na Câmara Federal 2

De acordo com a proposta, prefeitos, governadores e o presidente da República executarão, no último ano do mandato, ao processo de transição de suas respectivas administrações para os sucessores eleitos. A transição de governo é conceituada como o processo institucionalizado de compartilhamento de informações sobre a gestão pública, com o objetivo de preparar os atos iniciais do novo governo.

 

 

Veja essa...

 

Do senador Valadares (PSB) ao ser questionado ontem no programa de Gilmar Carvalho por que não prestou solidariedade nem defendeu no Senado o senador Eduardo Amorim (PSDB) com relação ao episódio da delação da Odebrecht e o deputado federal André Moura (PSC) quando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se referiu a ele como homicida: “M... quanto mais mexe mais fede”.

 

CURTAS

 

Nas rodas políticas, ainda continua sendo comentado o silêncio do ex-prefeito João Alves Filho (DEM) no episódio de dois delatores da Odebrecht terem declarado que ele pediu R$ 600 mil para a campanha dos senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Maria do Carmo Alves (DEM) na campanha de 2014. 

 

Já venceu a greve dos médicos, que já completou 90 dias. Ela não tem mais o apoio da população, que é a que mais sofre com o impasse, não só pelo longo período de paralisação como pelo fato da grande maioria dos médicos já ter recebido o salário de dezembro através do empréstimo bancário. 

 

 

O deputado Valadares Filho (PSB-SE) apresentou ontem projeto de lei que estabelece como competência da Justiça do Trabalho o julgamento de ações de danos morais e patrimoniais, quando iniciada pelos familiares e herdeiros de empregados falecidos, nas situações em que a morte ocorreu em decorrência de doença de natureza ocupacional.

 

Valadares Filho explica que o projeto é para proporcionar segurança jurídica aos trabalhadores e seus familiares: “A questão deve estar disciplinada em lei para evitar que o Judiciário tenha outros entendimentos em relação à matéria, isto é, interpretações que prejudiquem os trabalhadores. Nossa proposta vem para assegurar que causas dessa natureza sejam julgadas, sempre, pela Justiça do Trabalho”.