Escola é invadida pela terceira vez em um mês na Veneza

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Na invasão da escola na Veneza, um professor ficou ferido. Foto: Divulgação
Na invasão da escola na Veneza, um professor ficou ferido. Foto: Divulgação

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Publicada em 19/04/2017 às 00:35:00

Dois criminosos invadiram, na noite desta segunda-feira a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Jornalista Orlando Dantas, no Bairro Veneza I (zona oeste). Por volta das 20h40, eles entraram pelos fundos da unidade e, com revólveres em punho, invadiram a sala da 4ª etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em seguida, eles tomaram os pertences dos alunos, fazendo ameaças de morte e agredindo fisicamente o professor de História, que dava aula no momento do crime.

O episódio é confirmado pelo Sindicato dos Profissionais de Ensino do Município de Aracaju (Sindipema), que divulgou trechos de uma carta escrita pela própria vítima. Tanto o professor quanto a entidade citam que esta foi a terceira invasão de criminosos na mesma escola em menos de um mês. Em geral, eles portam armas de fogo e entram na escola para fazer arrastões em todas as salas de aula, mas por causa do tumulto que acaba sendo gerado, praticam o roubo em apenas uma das salas com atividade. Há 15 dias, também no turno da noite, dois homens encapuzados puseram o revólver na cabeça de uma das professoras e levaram todos os pertences dos alunos. Por causa do trauma sofrido, a professora precisou ser afastada das atividades por alguns dias e agora foi readaptada na rede.

O sindicato é taxativo ao afirmar que a EMEF Orlando Dantas “se tornou uma das mais perigosas da rede pública municipal de ensino”. E denuncia que alguns traficantes costumam vender drogas no lado de fora da escola, principalmente no período da tarde. “A secretária da Educação de Aracaju [Maria Cecília Leite] e o Diretor de Educação [Prof. Manuel] já foram comunicados da situação várias vezes, inclusive por mim mesmo em uma reunião sobre o EJA, no auditório do colégio Presidente Vargas a menos de 15 dias. Até agora somente promessas vazias e reuniões inócuas”, criticou o professor assaltado anteontem.

A vítima também questionou, em seu depoimento, o papel da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) sobre a segurança nas escolas da rede. “A quem cabe manter a segurança de professores; alunos e funcionários no interior das unidades escolares do município de Aracaju? Será necessário uma ‘tragédia’ para que algo seja feito? Quanto vale nossas vidas para a prefeitura de Aracaju? Será, prefeito Edvaldo Nogueira, preciso que alguém morra no exercício do magistério para que a prefeitura se mova?”, pergunta o professor. Já o presidente do Sindipema, Adelmo Menezes, prometeu levar o caso ao Ministério Público Estadual, “na esperança de que seja redigido um Termo de Ajustamento de Conduta contendo as soluções que o problema requer”.