Não entra no jogo da oposição

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Publicada em 28/03/2017 às 00:46:00

Quem conhece o governador Jackson Barreto (PMDB) sabe que não é de ficar em silêncio profundo. O seu estilo não é o de permanecer calado quando o adversário político o agride, o provoca, mas o de rebater na lata no estilo “bateu levou”. JB não é de levar desaforo para casa, como diz o velho ditado popular.

Ultimamente, os adversários criticam o seu governo e ações administrativas e Jackson parece não se incomodar. Permanece sem revidar os constantes ataques dos senadores Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSC) pelas redes sociais ou pela imprensa.

Questionado pela coluna, JB explica o motivo do seu silêncio diante deste cenário de ataques e não responder. “Os adversários querem pautar: discutir política e as eleições 2018. Não vou entrar nessa. Vou trabalhar no governo pelo estado e pelo povo de Sergipe”, disse.

“Tenho de trabalhar, administrar, correr aqui e ali para resolver os problemas do estado. Não tenho tempo para discutir as eleições com a situação que o estado vive. Tenho o que fazer: obras para inaugurar, conversas com prefeitos, sindicalistas. Não vou antecipar o processo eleitoral para atender provocações dos meus adversários. Está muito cedo, vamos administrar o estado”, frisou o governador.    

Segundo Jackson, ele está focado agora em uma agenda positiva, realizar e inaugurar obras. “Estou muito confiante que André [o líder do governo no Congresso Nacional, André Moura (PSC)] consiga arranjar recursos para sair do papel o Canal de Xingó, poder avançar e fazer a obra que será primordial para o estado e o seu povo”, afirmou.

Ressaltou que também está confiante que André Moura, com o apoio da bancada federal, consiga a liberação dos recursos necessários para terminar as obras dos trechos que faltam da duplicação da BR -101 e 235, que se arrastam há quase 20 anos, assim como as obras do aeroporto.

O governador também pediu paciência aos aliados, enfatizando que no momento precisa resolver os problemas do estado que não são poucos nesse período de dificuldade.

“O processo eleitoral antecipado para atender provocações é que está provocando esse mal estar”, avalia JB, enfatizando que o momento de discutir as eleições do ano que vem é lá na frente e que os adversários estão querendo antecipar por não terem o que fazer e discutir.

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Reforma da previdência 1

 

Do governador Jackson Barreto (PMDB) ao ser questionado pela coluna se na reforma da previdência social for estabelecido ficar para os estados e municípios a implantação da reforma, se ele a fará em Sergipe enviando projeto de lei para a Assembleia Legislativa?: “Não passa pela minha cabeça cuidar disso”.

 

Reforma da previdência 2

Revelou ainda JB: “É como a privatização da Deso. São muitos os problemas, não temos como responder as demandas, criar conflitos para esse problema. A questão é muito complicada para se chegar a um consenso. Deixo a cargo do BNDES a questão da Deso, que faz parte do ajuste fiscal proposto pelo governo federal”.

 

Ensino integral

Ontem, no Teatro Tobias Barreto, durante abertura de curso de formação de professores para o ensino integral, o governador destacou o papel fundamental da educação na formação cidadã e lamentou investimentos no sistema prisional, quando os recursos poderiam ser direcionados para escolas. “Sou filho da escola pública e me pergunto: se tivéssemos escolas integrais em toda a rede, precisaríamos inaugurar presídios, como fizemos na última sexta-feira? É uma questão que precisamos pensar”.

 

Resposta aos aliados 1

 Do deputado federal Laércio Oliveira (SD), ontem, no programa de Gilmar Carvalho, ao ser questionado sobre as críticas dos aliados de JB ao fato dele chegar agora na base governista já querendo uma vaga de senador em 2018: “Quem foi que disse que quero ser candidato na chapa majoritária? Mas estou preparado e à disposição para ser candidato a qualquer cargo, inclusive de governado ou senador. Coloco meu nome à disposição. Agora estamos com tantas coisas para ajudar ao estado e ao governador e precisamos ter uma sintonia com o governador pensa e ver a forma que o estado caminha com suas dificuldades”.

 

Resposta aos aliados 2

Ressaltou Laércio: “A gente tem que somar e não ficar ‘você chegou agora não dever ser candidato e quem deve ser são os partidos que construíram o momento da vitória do governador. Eu até entendo isso, mas vamos conversar entre a gente. Recentemente o governador ofereceu um jantar e ele foi muito claro sobre isso. O governador pediu, inclusive ao deputado Jony, para que fosse conversado entre o grupo e não com comentários e citou exemplos do que tinha acontecido. Agora se querem se reeleger em 2018 é melhor trabalhar do que ficar com blábláblá, que não resolve nada”.

 

Resposta aos aliados 3

Declarou ainda: “Resolvi mudar e começar a responder porque a omissão é a pior das virtudes que uma pessoa tem. Você nunca vai ouvir uma palavra desrespeitosa minha com ninguém nem pessoalmente e nem publicamente, mas a gente cansa. Fazem uma crítica, aí quando encontra comigo nos corredores falam como se nada tivesse acontecido. É só falsidade".

 

Resposta aos aliados 4

De Laércio sobre a possibilidade de ser substituído da coordenação da bancada federal por iniciativa dos deputados da base aliada do governo: “Fui escolhido pela maioria para ser o coordenador da bancada sergipana, aí escuto uma informação essa semana que os deputados estão se juntando para trocar o coordenador e quem tem a maioria troca tudo. Se Valadares tiver a maioria e quiser trocar a bancada ele volta. Como coordenador da bancada vou continuar fazendo, mas se meus pares resolverem me retirar, eu vou sair, diferente de Valadares. Agora não acredito que a minha base vai me tirar para substituir por outro membro, não terão o voto da maioria. Digo isso com certeza absoluta. Nenhum deles tem. É mais fácil a oposição votar em mim”.

 

 

Nota de Repúdio 1

A Secretaria Estadual de Mulheres do PSB manifestou ontem, através de nota, repúdio e indignação pelas declarações do relator do Projeto de Lei das terceirizações, o deputado Laércio Oliveira, de que a maioria dos trabalhadores no país do setor de asseio e conservação é do sexo feminino porque “ninguém faz limpeza melhor do que a mulher”.

 

Nota de Repúdio 2

Diz a nota que o deputado deixou clarividente em sua fala, o machismo e a naturalização da discriminação à mulher, em debate promovido pela Confederação Nacional da Indústria. “Não menosprezamos o trabalho de limpeza, mas é forçoso desmistificar a ideia de que a atividade é caracteristicamente feminina. Destacar a qualidade do trabalho da mulher para as profissões ainda menos valorizadas, com salários mais baixos e maior precariedade é reforçar a violência simbólica que discrimina e oprime as mulheres”.

 

Nota de repúdio 3

Finaliza a nota: “Nós, mulheres socialistas, não nos calaremos diante de declarações machistas, misóginas, que ainda representam o domínio do patriarcado, da naturalização de práticas que inferiorizam a mulher e impõem sobre ela a responsabilidade exclusiva sobre a criação dos filhos e sobre o trabalho doméstico. Machistas não passarão!”.

 

Em Brasília

O líder do Governo no Congresso Nacional, André Moura (PSC), se reuniu ontem no gabinete da liderança, em Brasília, com parte da cúpula da Infraero. Tratou de benfeitorias para o aeroporto de Aracaju. Pela tarde, o parlamentar continuou a fazer visitas aos gabinetes dos senadores para se apresentar como líder do Governo.

 

Metas na Cindra1

Como presidente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia (Cindra), o deputado federal Valadares Filho (PSB) pretende elaborar, até o final deste ano, o Plano Nacional de Desenvolvimento Regional que deverá ser entregue ao Governo Federal. Diz que será uma prioridade de sua gestão e que, para tanto, fará seminários regionais por todo o país, levando a comissão e seus parlamentares para mais perto da população, colher suas ideias e, a partir delas, gerar boas proposituras que venham a contribuir para diminuir as grandes desigualdades regionais que existe no Brasil.

 

Metas na Cindra2

 

Ressalta Valadares Filho que sua agenda de trabalho será intensa e começa hoje com reuniões. Terá audiência com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho; com a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino; o diretor geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Ângelo José; e com a assessoria técnica de seu gabinete para agendar audiências públicas para ouvir os diversos setores da sociedade, com vistas a construir um plano com uma ampla base de apoio social

 

 

 

Veja essa...

 

Durante abertura ontem de curso de formação de professores para o ensino integral, o governador Jackson Barreto não perdeu a oportunidade de alfinetar o Sintese por ser contrário ao ensino integral: “Como se pode ser contra o ensino integral se a escola pública é o espaço dos filhos dos pobres, de quem mais precisa? Tivemos ótimos resultados nas escolas integrais na seleção do Enem, um aproveitamento superior a 90%”.

 

CURTAS

 

No final da tarde de ontem o deputado federal Adelson Barreto (PR) se reuniu com o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB). Acompanhado do diretor regional do Dnit, Alexandre Monteiro, o deputado apresentou um projeto para acabar com a enchente do Conjunto Lourival Batista, pelo fato de parte da obra competir ao Dnit.

 

Segundo Adelson, a sua preocupação em conversar com o prefeito foi no sentido de propor que trabalhem conjuntamente, com a prefeitura fazendo um projeto subsequente para que a obra a ser feita no Lourival Batista resolva o problema de enchente no local, e não afete as comunidades da Veneza e do D. Pedro.

 

Na manhã de ontem o senador Eduardo Amorim (PSDB) esteve com o reitor do IFS, Aílton Oliveira, para tratar da ampliação da oferta de cursos no campus de Estância. Ficou acertado que será realizado um estudo para avaliação da possibilidade dos novos cursos a serem ofertados.

 

Os transtornos causados aos pacientes com câncer, em virtude dos constantes problemas da máquina de radioterapia do Hospital Cirurgia,foram abordados pelo vereador Anderson de Tuca (PRTB). Ele cobrou dos órgãos competentes medidas efetivas para investir em máquinas modernas, que atendam às necessidades e amenizem o sofrimento dos pacientes.