Cumprindo compromissos

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Publicada em 31/01/2017 às 00:16:00

Rita Oliveira 

 

Cumprindo compromissos

 

Na gestão do prefeito João Alves Filho (DEM) os servidores públicos, aposentados e pensionistas comeram o pão que o diabo amassou. O atraso no pagamento dos salários chegava há quase dois meses nos últimos 17 meses da sua gestão caótica.

João Alves terminou o seu trágico governo em 31 de dezembro sem pagar o 13º salário dos servidores e, muito menos, o salário. Nem adiantou aprovar no final da gestão, na Câmara Municipal de Aracaju, o Projeto de Lei Regularize, que previa a regularização de débitos de contribuintes com o município.

Com a aprovação do projeto, o contribuinte poderia pagar tudo que estivesse em atraso ganhando 100% de desconto nos juros e mora ao quitar os débitos de tributos, a exemplo de IPTU, até o dia 27 de dezembro passado. O dinheiro arrecadado seria para pagar o 13º, que acabou não sendo pago na sua gestão.

Por conta dos salários atrasados não faltaram greve de várias categorias de servidores, principalmente de médicos e enfermeiros nos últimos 17 meses de gestão de JAF. Isso gerou um caos nas unidades de saúde do município, não só prejudicando a população carente como sobrecarregando o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

Agora, na nova gestão do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), que assumiu a prefeitura há 31 dias, já está sendo pago o salário de janeiro dos servidores. O pagamento começou ontem e vai até o quinto dia útil de fevereiro.    

Vale lembrar que o novo prefeito pagou no último dia 10 de janeiro o 13º salário dos servidores. Ele já anunciou que o salário de fevereiro começará a ser pago dentro do mês e que o vencimento de dezembro, deixado pelo seu antecessor, será quitado também no próximo mês, através de empréstimo bancário.

O povo deve está perguntando agora como Edvaldo, em apenas 30 dias de administração, paga duas folhas salariais, e em 60 dias pagará quatro folhas, sendo duas herdadas do seu antecessor? Qual o milagre?

Não tem milagre. O que faltou a João Alves nessa sua última gestão foi competência para administrar a Prefeitura de Aracaju nesse período de crise econômica que assola o país. JAF provou que só conseguiu ser um bom gestor, fazendo grandes obras, em épocas de vacas gordas.

Sem falar que ainda estar viva na memória dos sergipanos as declarações, em vídeo exibido nas redes sociais, do seu então vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) afirmando que “a equipe de João Alves só pensava em roubar e ele tava cagando para isso”.

Que Edvaldo continue priorizando o servidor público, aposentados e pensionistas, assim como o bem estar do povo aracajuano, que foi um compromisso de campanha. E que João Alves amargue o fato de entrar para a história política como o pior prefeito de Aracaju.

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Aumentando a bancada

Até o carnaval o governador Jackson Barreto (PMDB) pode ampliar a sua bancada na Câmara dos Deputados, passando a ter seis dos oito deputados federais. Só está faltando ser resolvida uma pendência política. Se confirmando o entendimento, JB passará a ter uma bancada de sete dos 11 parlamentares em Brasília.

 

Expectativa 1

A expectativa do presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo (PMDB), é que até o dia 15 de fevereiro, quando começam os trabalhos legislativos de 2017 na Casa, o ex-vereador Adelson Barreto Filho (PR), o Tijói, consiga assumir o mandato de deputado estadual.

 

Expectativa 2

Luciano espera que até lá o Tijói consiga na Justiça o direito de assumir o mandato, que foi suspenso logo após a sua posse no começo de janeiro. Lembra que a Assembleia está funcionando com dois deputados a menos – Augusto Bezerra (DEM) e Paulinho da Varzinhas (PTdoB) – e que terá dificuldades se ficar com menos três deputados.

 

Operação Indenizar-se

Por decisão liminar do desembargador Roberto Porto, Adelson Barreto Filho está proibido de assumir qualquer função pública em virtude de decisão judicial que o afastou do cargo de vereador de Aracaju em 2016, em processo criminal em que é acusado de envolvimento em desvio de verbas indenizatória destinadas da Câmara.     

 

Sobre a liderança

De Brasília a coluna recebeu a informação de que o deputado federal André Moura (PSC) pode perder a liderança do governo Michel Temer na Câmara dos Deputados já nessa quinta-feira, 02, quando começam os trabalhos legislativos de 2017 no Congresso Nacional. O nome que pode sucedê-lo é o do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), que foi ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff.

 

De volta a Brasília

Depois de mais de um mês de recesso, a bancada federal de Sergipe já começa a viajar hoje para Brasília para os entendimentos políticos visando a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara, que acontece nessa quinta, e do Senado, que ocorre já amanhã.  Oficialmente, a volta das atividades do Parlamento ocorre na quinta, a partir das 16h, com a sessão solene do Congresso Nacional, que deverá contar com a presença do presidente  Michel Temer e da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmem Lúcia.

 

Eleição na Câmara

A disputa para presidente da Câmara dos Deputados está entre Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Jovair Arantes (PTB-GO), mas são cinco os candidatos. Os outros três até ontem são Rogério Rosso (PSD/DF), Júlio Delgado (PSB-MG) e André Figueiredo (PDT-CE). Maia, que negocia com líderes das bancadas a formação de um bloco parlamentar com 10 partidos para garantir a sua recondução ao cargo, deve ter os votos da maioria da bancada federal de Sergipe. A estratégia de muitos candidatos a presidente da Câmara é forçar um segundo turno, em razão da pulverização de votos.

 

Eleição no Senado

No Senado, a eleição ocorrerá nessa quarta-feira. A tradição determina que os partidos indiquem nomes para ocupar esses cargos de acordo com a proporção de senadores que possuem em atividade. Assim, cabe ao PMDB, dono da maior bancada, indicar o novo presidente do Senado. O senador Eunício Oliveira (CE) é o nome escolhido pelo partido e conta tem o apoio da maior parte das legendas. Mesmo assim, o senador José Medeiros (PSD-MT), lançou candidatura para concorrer à vaga, mesmo sem o apoio oficial de seu partido.

 

Subvenção da Alese 1

Foi cancelada ontem a última audiência para a ouvida de testemunhas dos deputados estaduais afastados da Assembleia Legislativa no escândalo das verbas de subvenção Augusto Bezerra (DEM) e Paulinho da Varzinhas (PTdoB). É que os deputados federais André Moura (PSC) e Adelson Barreto (PR), e a conselheira do TCE, Susana Azevedo, foram arroladas como testemunhas de defesa de Bezerra e, por terem foro privilegiados, devem marcar o dia e a hora que pretendem ser ouvidos. 

 

Subvenção da Alese 2

Adelson Barreto se colocou à disposição da Justiça para ser ouvido no dia, hora e local que definir o Tribunal. Susana Azevedo pediu para ser agendado no início de março e André Moura já pediu que sua assessoria jurídica fizesse o agendamento.

 

Arrendamento

Informações chegadas à coluna dão conta que o ex-secretário municipal de Comunicação, Carlos Batalha, deve arrendar o horário da Ilha FM de Aracaju das 17h às 19h. E que o titular do programa no horário, Carlos Ferreira, irá para o período da manhã, das 6h às 9h.

 

Privilégios em Brasília

Um abaixo-assinado online que pede o fim dos privilégios dos deputados federais já tem quase cem mil assinaturas. A campanha é baseada em levantamento do Congresso em Foco sobre os privilégios do parlamento brasileiro. Só os deputados, por exemplo, custam R$ 1 bilhão por ano ao contribuinte. O objetivo da iniciativa é atingir 150 mil apoiadores.

 

Veja essa...

O ex-vereador Agamenon Sobral (PHS) conseguiu emplacar a mulher servidora da Câmara Municipal de Aracaju em um cargo na presidência da Casa. E ainda trabalha junto a um deputado estadual para “arrumar” uma boquinha para ele no estado.

 

CURTAS

 

Na manhã de hoje, em Brasília, o prefeito Edvaldo Nogueira participa, ao lado de outros gestores municipais, de uma audiência com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. O encontro é uma iniciativa da Frente Nacional dos Prefeitos e tratará de questões da municipalidade, que estão em debate na Corte.

 

O Fundo Partidário distribuiu R$ 58.488.752,98 em duodécimos referentes a janeiro deste ano aos 35 partidos políticos com registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PT recebeu a maior parte, R$ 7.866.826,90. O PMDB obteve R$ 6.453.403,47 e o PSDB recebeu R$6.646.776,12.

 

Treze partidos políticos tiveram valores bloqueados, correspondentes aos parlamentares que migraram para o PMB. Do PT foram bloqueados R$ 197.883,79; R$ 26.503,50 do PMDB; R$ 111.389,46 do PDT;  R$ 113.844,38 do PTB; R$135.045,87 do PV; R$ 34.906,73 do PSC; R$ 36.567,24 do PMN; R$ 26.883,82 do PTC; R$ 49.690,14 do PSDC; R$ 34.409,71 do PTdoB; R$ 102.220,87 do PRP; R$ 63.821,90 do PSL; R$ 147.004,11 do PROS e R$ 21.149,37 do SD.

 

Com um eleitorado de 1.540.376, o custo do voto em Sergipe nas eleições municipais de 2016 foi de R$ 3,78. Os dados são da Secretaria de Administração e Orçamento (SAO) do TRE-SE, que concluiu o processo de apuração da execução das despesas com o pleito passado.

 

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O presidente de honra do PRB, ex-prefeito Heleno Silva, informa à coluna que o seu partido contratou um instituto de fora para fazer pesquisa para o Governo do Estado e o Senado em 2018. Heleno, que assumirá o escritório de representação de Sergipe em Brasília, reafirma a sua pretensão de disputar mandato de senador.