Prisão festejada

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Publicada em 20/10/2016 às 09:51:00

 

Logo após as eleições de 2014 o ainda 
desconhecido nacionalmente deputa
do federal reeleito Eduardo Cunha (PMDB/RJ) começou uma andança pelo país visando à presidência da Câmara dos Deputados. Em Sergipe, teve logo o apoio do também deputado federal reeleito André Moura (PSC/SE).
André acompanhou Cunha nas visitas aos Estados em busca de voto, quando conversava com os deputados federais e os governadores pedindo apoio. Em Sergipe, mesmo sendo do PMDB, o governador Jackson Barreto não o recebeu. A sua conversa foi só com os deputados, a maioria da oposição.
Eleito presidente da Câmara em fevereiro de 2015, Eduardo Cunha foi um dos mais poderosos políticos dos últimos anos, tendo desempenhado papel central no processo que resultou no impeachment de Dilma Rousseff. No auge de sua gestão contava com o apoio explícito da grande maioria dos deputados, chegando a criar o Centrão, que tinha mais de 200 parlamentares.
Sua derrocada se deu devido às suspeitas de envolvimento no Petrolão, o que resultou no seu afastamento do mandato e da presidência da Câmara em 5 de maio deste ano, por decisão unânime e inédita do Supremo Tribunal Federal (STF). Em setembro, ele teve o mandato cassado com 450 votos de seus 512 colegas. 
Ontem, no início da tarde, sem a prerrogativa do foro privilegiado, o ex-poderoso Cunha finalmente foi preso pela Polícia Federal próximo ao local onde mora em Brasília, por ser réu em processo sob acusação de ter recebido propina em contas na Suíça (R$ 5 milhões) do esquema de corrupção da Petrobras. A ordem de prisão foi expedida pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que também determinou o bloqueio dos seus bens no valor de R$ 220.677.515,24.
Moro pediu a prisão do ex-deputado afirmando que sua liberdade representava risco "à instrução do processo, à ordem pública, como também a possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade (Cunha é italiano e brasileiro)".
Com certeza, ontem foi um dia histórico para o povo brasileiro e, claro, sergipano, que viu ser preso um dos mais inescrupulosos políticos do país e réu em dois processos por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 
A sua prisão e de dezenas de empresários responsáveis pelo maior PIB do país, assim como de deputados federais e senadores com mandato, pela Operação Lava Jato, é uma demonstração de que o Brasil está mudando e vai continuar a mudar. Isso porque a Polícia Federal e o Ministério Público continuam investigando.
O sentimento do povo é que quem cometeu seus crimes que pague por eles...

Rita Oliveira


Prisão festejada

Logo após as eleições de 2014 o ainda desconhecido nacionalmente deputado federal reeleito Eduardo Cunha (PMDB/RJ) começou uma andança pelo país visando à presidência da Câmara dos Deputados. Em Sergipe, teve logo o apoio do também deputado federal reeleito André Moura (PSC/SE).

André acompanhou Cunha nas visitas aos Estados em busca de voto, quando conversava com os deputados federais e os governadores pedindo apoio. Em Sergipe, mesmo sendo do PMDB, o governador Jackson Barreto não o recebeu. A sua conversa foi só com os deputados, a maioria da oposição.

Eleito presidente da Câmara em fevereiro de 2015, Eduardo Cunha foi um dos mais poderosos políticos dos últimos anos, tendo desempenhado papel central no processo que resultou no impeachment de Dilma Rousseff. No auge de sua gestão contava com o apoio explícito da grande maioria dos deputados, chegando a criar o Centrão, que tinha mais de 200 parlamentares.

Sua derrocada se deu devido às suspeitas de envolvimento no Petrolão, o que resultou no seu afastamento do mandato e da presidência da Câmara em 5 de maio deste ano, por decisão unânime e inédita do Supremo Tribunal Federal (STF). Em setembro, ele teve o mandato cassado com 450 votos de seus 512 colegas. 

Ontem, no início da tarde, sem a prerrogativa do foro privilegiado, o ex-poderoso Cunha finalmente foi preso pela Polícia Federal próximo ao local onde mora em Brasília, por ser réu em processo sob acusação de ter recebido propina em contas na Suíça (R$ 5 milhões) do esquema de corrupção da Petrobras. A ordem de prisão foi expedida pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que também determinou o bloqueio dos seus bens no valor de R$ 220.677.515,24.

Moro pediu a prisão do ex-deputado afirmando que sua liberdade representava risco "à instrução do processo, à ordem pública, como também a possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade (Cunha é italiano e brasileiro)".

Com certeza, ontem foi um dia histórico para o povo brasileiro e, claro, sergipano, que viu ser preso um dos mais inescrupulosos políticos do país e réu em dois processos por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

A sua prisão e de dezenas de empresários responsáveis pelo maior PIB do país, assim como de deputados federais e senadores com mandato, pela Operação Lava Jato, é uma demonstração de que o Brasil está mudando e vai continuar a mudar. Isso porque a Polícia Federal e o Ministério Público continuam investigando.

O sentimento do povo é que quem cometeu seus crimes que pague por eles...


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Eu avisei 1

Do ex-deputado federal João Fontes ontem, após a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ): "Diz o ditado popular quem avisa amigo é. Ano passado, quando da visita do candidato a presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ao estado de Sergipe para cabalar votos, preveni aos políticos de Sergipe que tivessem muito cuidado ao recebê-lo, pois corriam sérios riscos de serem presos junto com o complicadíssimo rapaz".


Eu avisei 2

Prosseguiu Fontes:  "Outro ditado popular diz que digas com quem andas que eu direi quem tu és. Escolher Eduardo Cunha  para ser companheiro de andanças pelo congresso nacional e pelo Brasil pode trazer sérias implicações aos nossos representantes políticos em Brasília, afinal não torcemos para ver amigos trocarem domicílios para a Papuda ou Curitiba".


Eu avisei 3

Finaliza o ex-deputado: "Alerta outro ditado popular com quem porcos se mistura farelos come. Ainda na esteira dos ditados populares, conselho só se dá a quem pede, mas data vênia, fica o alerta aos nobres representantes de Sergipe no mundo surubático de Brasília. Quem será o próximo?". 


Emendas do Orçamento 1

Sob a coordenação do senador Antonio Carlos Valadares (PSB) a bancada federal de Sergipe fechou ontem as 15 emendas coletivas no valor global de R$ 992 milhões e definiu quais seriam as duas impositivas. Cada parlamentar também já fechou suas emendas individuais no valor global de R$ 15 milhões. Também ficou acordado que o Governo do Estado não indicaria mais duas emendas de bancada, como era de praxe, mas apenas uma. 


Emendas do Orçamento 2

Com isso, cada um dos oito deputados federais e três senadores indicaram suas emenda de bancada, totalizando 11 emendas. As outras quatro ficaram assim: o Governo do Estado apresentou uma emenda ao invés das tradicionais duas emendas, a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro indicou uma, a Prefeitura de Aracaju apresentou uma e a Universidade Federal de Sergipe outra.


Emendas do Orçamento 3

Das 15 emendas de bancada, os parlamentares escolheram para ser impositivas, ou seja, as que têm a certeza de liberação dos recursos: uma para a Codevasf visando à revitalização de perímetros irrigados do baixo São Francisco, no valor de R$ 100 milhões, e outra para Aracaju para serviço de pavimentação e drenagem visando evitar as enchentes, no valor de R$ 124 milhões.  


Minoria em Brasília 1

O fato do Governo do Estado ter perdido para Nossa Senhora do Socorro a indicação de uma emenda de bancada e os parlamentares não terem indicado como emenda impositiva uma do interesse do governo é uma demonstração de que o governador Jackson Barreto perdeu a maioria na bancada federal de Sergipe.

Minoria em Brasília 2

Da bancada federal de Sergipe de 11 parlamentares o governador só tem o apoio de quatro dos oito deputados: Fábio Reis (PMDB), Fábio Mitidieri (PSD), Jony Marcos (PRB) e João Daniel (PT). Os outros parlamentares são oposição: os deputados André Moura (PSC), Adelson Barreto (PR), Laércio Oliveira (SD) e Bosco Costa (Pros) e os senadores Valadares (PSB), Eduardo Amorim (PSC) e Virgílio Carvalho (PSC).


Maiores beneficiários

Os municípios contemplados com as emendas coletivas são os maiores de Sergipe: Aracaju, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Estância e São Cristóvão. 


Aracaju 

Somente a capital ficou com cinco das 15 emendas de bancada, sendo uma delas impositiva. São elas: drenagem urbana para evitar enchentes (R$ 50 milhões); drenagem e apoio a política de desenvolvimento urbano (R$ 124.686.555,00), sendo essa impositiva; preservação do patrimônio cultural no centro da cidade (R$ 37 milhões); construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto Santa Maria (R$ 100 milhões); e estrutura do Hospital do Câncer (R$ 150 milhões).


Itabaiana

O município foi contemplado com duas emendas de bancada: construção da Central Regional de Abastecimento no Agreste Central (R$ 40 milhões) e drenagem de apoio a política de desenvolvimento urbano (R$ 50 milhões).


Lagarto

O município também foi contemplado com duas emendas de bancada. São elas: para drenagem de apoio a política de desenvolvimento urbano (R$ 50 milhões) e construção de prédio do Centro de Simulações de Práticas do Campus Universitário de Ciências de Saúde de Lagarto (R$ 30 milhões).


São Cristóvão, Socorro e Estância

Os três municípios foram beneficiados com uma emenda cada um. Socorro e Estância, com R$ 50 milhões cada um para obras de drenagem de apoio a política de desenvolvimento urbano. Já São Cristóvão foi beneficiada com R$ 30 milhões para melhoria do sistema de água.


Baixo São Francisco

Os municípios do baixo São Francisco serão contemplados com recursos de R$ 100 milhões para reabilitação dos perímetros de irrigação Propriá, Cotinguiba-Pindoba e Betume, através da Codevasf.


Sergipe

Já o estado será contemplado com recursos na ordem de R$ 30 milhões para construção do Campus do Sertão e com R$ 100 milhões para apoio a manutenção de unidades de saúde no estado. 


Sem assistencialismo 1

Eliane Aquino (PT) aproveitou o programa eleitoral desta semana para rejeitar o papel de "mãe dos pobres", que costuma ser atribuído às mulheres com altos cargos na gestão política. Ela acha que o papel do projeto de política que ela e Edvaldo Nogueira (PC do B) representam é o de "chegar na vida das pessoas e as transformar socialmente, com a educação para quebrar a exclusão e a miséria através dos direitos e não dos favores".


Sem assistencialismo 2

A candidata a vice-prefeita entende que o assistencialismo faz parte do velho jeito de fazer política e está presente justamente nas práticas da outra chapa, que se diz o "novo". Eliane não quer, por exemplo, que as mulheres sejam atendidas em mutirão, ônibus ou caminhão. "Fazer com que a população se sinta grata e devedora de favor aos políticos. É isso que a gente não quer. O que está em jogo é um projeto que é de submissão, que quer fazer voltar o velho assistencialismo para que deixe a população dependente da política. Já nós queremos autonomia e dignidade, fazer com que essas famílias sejam atendidas dentro do direito que elas têm. Não como um favor."


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Segundo o coordenador da bancada federal para as emendas do Orçamento da União do exercício de 2017, senador Valadares (PSB), as emendas individuais e coletivas terão que ser aprovadas pela Comissão Mista de Orçamento e depois pelo plenário do Congresso.

Ressalta que Sergipe tinha, desde a terça-feira, mais de 40 prefeitos em Brasília tratando desses interesses. "Estou muito feliz com o apoio de toda a nossa Bancada em favor dos projetos estruturantes para Aracaju e para o Estado de Sergipe, numa prova evidente de que as divergências políticas não podem interferir na condução da boa política em favor do nosso povo", disse Valadares.

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Curtas

 

Hoje tem a divulgação de duas pesquisas para prefeito de Aracaju nesse segundo turno. A do Instituto Única, a ser divulgada à noite pela TV Atalaia, e outra do Ibope, a ser divulgada pela TV Sergipe.


A Única, que fez as pesquisas nos dias 17 e 18, ouviu mil eleitores nos bairros de Aracaju. Já o Ibope fez a pesquisa entre os dias 14 e 20, ouvindo 602 eleitores.


Amanhã tem também resultado da pesquisa Exogenia, que ouviu 635 eleitores entre os dias 11 e 13 de outubro. No sábado, 22, tem resultado da pesquisa do Dataform, que vai ouvir 588 eleitores entre hoje e amanhã.   

Consta na agenda de hoje de Valadares Filho (PSB) panfletagem, às 6h30, na Av. Hermes Fontes com Desembargador Maynard; 7h, entrevista no Programa Linha Direta com Jairo Alves;  9h, gravação do Programa Eleitoral; 12h30, entrevista no Programa Resumo Geral com o Radialista Fernando Cabral; 16h30 panfletagem na Av. Simeão Sobral; 17h30, entrevista no Programa Cidade Alerta com Gilmar Carvalho; e 18h30, mini carreata no Bairro Industrial e Região.


Informações chegadas à coluna dão conta que os cargos comissionados da prefeitura de Aracaju estão todos nas ruas fazendo panfletagens para Valadares Filho na expectativa do candidato ganhar e permanecerem nos cargos.