Confirmação de racha

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Publicada em 18/10/2016 às 09:35:00

Rita Oliveira

 

No dia 18 de agosto deste ano o empre
sário Ricardo Franco (DEM) - que es
tava no Senado no lugar de Maria do Carmo Alves (DEM), que havia se licenciado para assumir a Secretaria da Família e da Assistência Social - mandou release para a imprensa comunicando que depois de nove meses como senador da República, retornava a Sergipe para se dedicar aos negócios. Explicou que para a vaga, voltava a titular do mandato.
No release disse que foram nove meses de grande aprendizado e de muito trabalho. "Dei a minha contribuição em discussões e decisões relevantes para o ordenamento jurídico, econômico e social brasileiro. Apresentei Projetos de Lei, produzi relatórios sobre importantes matérias e participei ativamente das principais Comissões Permanentes do Senado, como as de Constituição e Justiça, Assuntos Econômicos, Educação, Direitos Humanos e Assuntos Sociais. Nesta última, como vice-presidente da Comissão", afirmou Ricardo.
Franco destacou ainda o relacionamento que tinha com os outros políticos no Senado. "O nosso gabinete sempre esteve aberto, recebemos diversos prefeitos, vereadores, deputados e lideranças das mais variadas correntes políticas. Sempre receptivo às demandas e prioridades do Estado, pelas quais intercedi junto a Ministérios e órgãos federais, em visitas e comunicações regulares, colocando-as acima de divergências partidárias ou ideológicas", salientou.
Na oportunidade, o suplente de senador agradeceu ao povo de Sergipe e à Maria do Carmo. "Eu só quero agradecer aos sergipanos, bem como à senadora Maria do Carmo pela confiança em mim depositada. Tenho certeza que foi o período bastante frutífero sob todos os aspectos", finalizou o empresário.
Naquele dia, a coluna registrou a notícia e o rompimento político de Ricardo Franco com Maria do Carmo e, por tabela, com o prefeito João Alves Filho (DEM). Foi colocado que por trás dessa decisão de Ricardo estava o descontentamento com a senadora, que lhe tirava do exercício do mandato de senador, pela segunda vez, somente para votar pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
O empresário não se incomodou muito de se afastar no dia da primeira votação do impeachment no Senado apenas para Maria do Carmo dizer "sim" ao impedimento. Já na segunda vez foi diferente. Ele realmente não gostou por ter que se afastar novamente só para a titular votar no impeachment de Dilma, quando foi ele que participou de todas as discussões do processo no Congresso Nacional.
O rompimento político, que estava claro na época, agora se confirma com a posse ontem à tarde do segundo suplente de senador, Virgínio Carvalho (PSC), no lugar de Maria do Carmo. Para que Virgínio assumisse, Ricardo Franco teve que assinar documento abrindo mão de assumir o mandato como primeiro suplente.
Não resta dúvida que o rompimento com Ricardo Franco, filho do ex-governador Albano Franco, foi mais um dos grandes equívocos do prefeito João Alves que acabou interferindo diretamente no resultado das urnas de 02 de outubro quando amargou um terceiro lugar ao ter tido apenas 25.715 votos do eleitorado aracajuano.

 

No dia 18 de agosto deste ano o empresário Ricardo Franco (DEM) - que estava no Senado no lugar de Maria do Carmo Alves (DEM), que havia se licenciado para assumir a Secretaria da Família e da Assistência Social - mandou release para a imprensa comunicando que depois de nove meses como senador da República, retornava a Sergipe para se dedicar aos negócios. Explicou que para a vaga, voltava a titular do mandato.

No release disse que foram nove meses de grande aprendizado e de muito trabalho. "Dei a minha contribuição em discussões e decisões relevantes para o ordenamento jurídico, econômico e social brasileiro. Apresentei Projetos de Lei, produzi relatórios sobre importantes matérias e participei ativamente das principais Comissões Permanentes do Senado, como as de Constituição e Justiça, Assuntos Econômicos, Educação, Direitos Humanos e Assuntos Sociais. Nesta última, como vice-presidente da Comissão", afirmou Ricardo.

Franco destacou ainda o relacionamento que tinha com os outros políticos no Senado. "O nosso gabinete sempre esteve aberto, recebemos diversos prefeitos, vereadores, deputados e lideranças das mais variadas correntes políticas. Sempre receptivo às demandas e prioridades do Estado, pelas quais intercedi junto a Ministérios e órgãos federais, em visitas e comunicações regulares, colocando-as acima de divergências partidárias ou ideológicas", salientou.

Na oportunidade, o suplente de senador agradeceu ao povo de Sergipe e à Maria do Carmo. "Eu só quero agradecer aos sergipanos, bem como à senadora Maria do Carmo pela confiança em mim depositada. Tenho certeza que foi o período bastante frutífero sob todos os aspectos", finalizou o empresário.

Naquele dia, a coluna registrou a notícia e o rompimento político de Ricardo Franco com Maria do Carmo e, por tabela, com o prefeito João Alves Filho (DEM). Foi colocado que por trás dessa decisão de Ricardo estava o descontentamento com a senadora, que lhe tirava do exercício do mandato de senador, pela segunda vez, somente para votar pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

O empresário não se incomodou muito de se afastar no dia da primeira votação do impeachment no Senado apenas para Maria do Carmo dizer "sim" ao impedimento. Já na segunda vez foi diferente. Ele realmente não gostou por ter que se afastar novamente só para a titular votar no impeachment de Dilma, quando foi ele que participou de todas as discussões do processo no Congresso Nacional.

O rompimento político, que estava claro na época, agora se confirma com a posse ontem à tarde do segundo suplente de senador, Virgínio Carvalho (PSC), no lugar de Maria do Carmo. Para que Virgínio assumisse, Ricardo Franco teve que assinar documento abrindo mão de assumir o mandato como primeiro suplente.

Não resta dúvida que o rompimento com Ricardo Franco, filho do ex-governador Albano Franco, foi mais um dos grandes equívocos do prefeito João Alves que acabou interferindo diretamente no resultado das urnas de 02 de outubro quando amargou um terceiro lugar ao ter tido apenas 25.715 votos do eleitorado aracajuano.

 

 

Justificativa ao Senado

Para não assumir o mandato de senador, no lugar da senadora licenciada Maria do Carmo Alves (DEM), o empresário Ricardo Franco disse que ficaria afastado por 15 dias para tratamento de saúde e por mais 110 dias para interesses particulares.


Não é a primeira vez

Virgínio de Carvaho é pastor da Assembleia de Deus. No mandato passado de Maria do Carmo, ele era primeiro suplente e assumiu o mandato entre 2008 e 2009, quando a senadora se licenciou por problemas de saúde.


Fla x Flu  

Continua grande o embate político entre os dois candidatos a prefeito de Aracaju no segundo turno das eleições municipais. Os ataques permanecem de um lado e do outro.

Disparando a metralhadora1

Diante de inserções por parte da campanha de Edvaldo Nogueira (PCdoB) de que Valadares Filho (PSB) tinha aumentado significativamente seu patrimônio em 10 anos de mandato de deputado federal, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) não deixou barato. Disse o pai do candidato VF, nas redes sociais no domingo: "Lembro a Edvaldo Nogueira que Valadares Filho tem vida limpa e modesta, e nunca foi investigado pela Receita Federal. Não é Cauê?"


Disparando a metralhadora 2

Prosseguiu o senador: "É verdade que Edvaldo Nogueira tem sido raivoso e violento contra Valadares Filho. Mas o artífice dos ataques é Cauê, o Marqueteiro do Mal. Não pensem os stalinistas Edvaldo Nogueira e Carlos Cauê, assassinos da honra alheia, que ficaremos inertes às calúnias à minha família".

Disparando a metralhadora 3

Já ontem, no começo da noite, Valadares disparou novamente a metralhadora contra os adversários. "Prova de que o marketing do mal de Edvaldo Nogueira está perdido: uso abusivo da imagem da manicure como escudo pra atacar Valadares Filho. Nas visitas aos Bairros de Aracaju cresce o entusiasmo por Valadares Filho. Não surtiu efeito a artilharia pesada do stalinista Edvaldo Nogueira. Os bombardeios desferidos pela campanha mentirosa de Edvaldo não causaram nenhuma baixa na campanha vitoriosa de Valadares Filho".


Pela culatra 1

Ontem, a assessoria de Edvaldo Nogueira também alfinetou a campanha de Valadares Filho. Disse que "a campanha de VF tentou barrar na Justiça as inserções do programa eleitoral que tratam do apoio do prefeito João Alves (DEM) à sua candidatura, mas o tiro saiu pela culatra".

Pela culatra 2

"A decisão do juiz Fábio Cordeiro de Lima terminou por confirmar que há sim uma aliança entre Valadares Filho e João. O magistrado afirmou que não vislumbrou qualquer elemento capaz de imputar ao candidato Valadares Filho fatos sabidamente inverídicos e ofensivos a sua reputação. Na ação, o magistrado ainda reconhece que a senadora participou do ato em apoio a Valadares Filho na semana passada".


Alfinetada

Também ontem o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), que foi o primeiro a apoiar Valadares Filho e depois saiu da aliança quando ele aderiu ao senador Eduardo Amorim (PSC) e aliados, gravou um vídeo dizendo que Valadares Filho não tinha experiência para administrar a cidade neste momento de crise que o país atravessa. "Deputado Valadares Filho, conte um pouquinho da sua experiência como gestor. Fale para os aracajuanos a onde você já administrou? Você nunca trabalhou. O currículo de Valadares Filho é uma folha em branco", diz, questionando ainda se algum eleitor confiaria o comando de uma empresa a VF.


Emendas do orçamento 1

O senador Valadares (PSB) marcou para hoje, às 11h, reunião com a bancada federal de Sergipe para discussão e definição das emendas do Orçamento Geral da União do exercício de 2017. Na reunião desta terça-feira será discutido ainda se o senador permanecerá como coordenador da bancada.  


Emendas do orçamento 2

Os deputados federais e senadores vão debater as 15 emendas coletivas e as individuais. Como de praxe, das 15 emendas coletivas 11 são apresentadas por cada um dos oito deputados federais e três senadores; duas historicamente são propostas pelo Governo do Estado; uma pela Prefeitura de Aracaju e uma pela Universidade Federal de Sergipe.


De pires nas mãos 1

Com a definição de emendas individuais e coletivas do Orçamento Geral da União do exercício 2017 até o dia 20 deste mês, esta semana será bem agitada em Brasília com prefeitos eleitos e reeleitos ocupando os gabinetes de deputados federais e senadores de Sergipe em busca de recursos para seus municípios. Quem já está por lá é o prefeito eleito de Estância, Gilson Andrade (PTC), que quer viabilizar recursos federais para investimentos no seu município.


De pires nas mãos 2

Gilson Andrade, que é deputado estadual, também vai visitar o Ministério do Turismo visando conseguir recursos para as praias do Saco e Abaís. "Queremos que elas se tornem referência para o turismo sergipano e que o Estado tenha esse pólo turístico. Não podemos ficar parados, precisamos retomar o crescimento de Estância buscando investimentos e parcerias com o Governo Federal", salientou.


Agenda de VF

Na agenda de hoje do candidato Valadares Filho consta, às 6h30, panfletagem na Avenida Tancredo Neves (Em frente ao Mercantil); às 9h, gravação do programa eleitoral; às 15h, caminhada na Comunidade do Pantanal; às 16h30h, panfletagem na Avenida Desembargador Maynard com Avenida Augusto Franco; e às 18h30, mini carreata nos Bairros Santo Antônio e Palestina. 

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Sem se preocupar com o Senado, o empresário Ricardo Franco participou ontem, ao lado do seu pai o ex-governador Albano Franco, de reunião de uma comitiva de empresários da indústria com o Governo do Estado para discutir o Projeto de Lei 71/2016 que cria o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal do Estado de Sergipe. Este projeto já é lei em quase todos os estados do Nordeste.

Ao comandar a reunião, o governador Jackson Barreto (PMDB) disse que diante do compromisso com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e Federação das Indústrias (Fies) está conversando sobre a viabilização do projeto com intuito de auxiliar a arrecadação de incentivos de forma proveitosa para todos. "O diálogo com o setor de indústrias é valorizado e respeitado", afirmou, enfatizando que diante das possibilidades o Projeto de Lei poderá sofrer adequações e terá seguimento na Assembleia Legislativa em novembro.

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Veja essa...

Esta semana tem resultado de quatro pesquisas de intenções de votos para prefeito de Aracaju neste segundo turno. Duas serão divulgadas nessa quinta-feira, 20: a Única, que será divulgada pela TV Atalaia, e a Ibope, a ser divulgada pela TV Sergipe. Na sexta-feira, 21, conclui pesquisa o Instituto Exogenia, e no sábado, 22, o Dataform.

Curtas

Passado o primeiro turno das eleições municipais de 2016, o TSE começou a apreciar os recursos nos processos de registro de candidaturas que estão sendo remetidos pelos TRE´s.


Mais de 13 mil candidatos que disputaram novos mandatos para permanecer por mais quatro anos em prefeituras municipais e câmaras de vereadores de todo o país foram eleitos no último dia 2 de outubro. Foram 910 prefeitos e 12.335 vereadores, de acordo com as estatísticas do resultado das eleições disponíveis no TSE.


O sexto batimento de informações do TCU relativo às Eleições Municipais 2016, entregue ao TSE, revela que cresceu consideravelmente o volume de possíveis irregularidades nas receitas e despesas de campanhas eleitorais. O total suspeito chega a R$ 1,41 bilhão, ou seja, quase metade do montante arrecadado por candidatos e partidos, que é de R$ 2,227 bilhões.  


 

No início de setembro, segundo lista apresentada pelo TCU, a somatória de quantias suspeitas correspondia a cerca de R$ 116 milhões. Uma semana depois, o valor já ultrapassava R$ 275 milhões, chegando a R$ 388 milhões no dia 19 e em mais de R$ 554 milhões no final do mês. No começo de outubro, o valor superou a casa dos R$ 659 milhões.