É preciso discutir a prefeitura

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Publicada em 15/10/2016 às 09:27:00

Rita Oliveira

 

Com a mini reforma política, no primei
ro turno das eleições, quando sempre 
existe um maior número de candidatos majoritários, foram estabelecidos 45 dias de campanha eleitoral e 35 de programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Um tempo um pouco curto, mas nada que comprometa uma campanha.
Na eleição municipal em Aracaju, São Cristóvão, Areia Branca, Lagarto e Porto da Folha, por exemplo, o número de candidatos a prefeito foi expressivo: variou de seis a nove. Como o tempo da propaganda eleitoral era só de 10 minutos, os candidatos por um menor partido, chamados de nanicos, foram os mais afetados com a falta de tempo para se comunicar com o eleitor. Eles tiveram menos de um minuto, a exemplo dos candidatos na capital Sônia Meire (Psol), Vera Lúcia (PSTU), João Tarantella (PMN) e Dr. Emerson (Rede).
No segundo turno das eleições, quando são apenas dois candidatos em cidades com mais de 200 mil eleitores, são 20 minutos de programa eleitoral, com cada um dispondo do mesmo tempo, ou seja, 10 minutos. A duração do programa é de 18 dias.  
Dez minutos na TV e no rádio acaba sendo muito tempo em um segundo turno, onde os candidatos já expuseram tudo no primeiro turno. Com isso, sem ter mais o que falar de novo, os candidatos partem para as agressões e baixarias.
É isso que estamos vendo na campanha do segundo turno em Aracaju. Troca de acusações entre os candidatos Edvaldo Nogueira (PCdoB) e Valadares Filho (PSB). As propostas não estão sendo mais colocadas com ênfase por já serem repetitivas.
Agora as críticas são com relação aos apoiadores das suas campanhas. No caso de Edvaldo, o governador Jackson Barreto (PMDB) e o PT. No caso de Valadares Filho, o senador Eduardo Amorim (PSC), o deputado federal André Moura (PSC) e agora João Alves Filho (DEM), que VF nega que o está apoiando. Edvaldo e aliados insistem no apoio, mostrando que todo o DEM, o vice de João Alves (Jailton Santana) e a senadora Maria do Carmo estão na sua campanha.
Com o fim da campanha eleitoral do segundo turno no dia 28, ainda faltam 14 dias para o seu término. Até lá vão ser realizados dois debates na televisão entre Valadares Filho e Edvaldo Nogueira: um na TV Atalaia e outro na TV Sergipe.
O que se espera agora, entre os candidatos, é menos agressões e mais discussão de como resolver os problemas de Aracaju. Sabemos que existe uma crise econômica no país, que a prefeitura municipal está falida, com dificuldades de pagar servidores públicos do município e fornecedores. 
Fala-se, inclusive, que o déficit gira em torno de R$ 140 milhões. Só com o lixo, a dívida é de quase R$ 20 milhões. Quem assumir a prefeitura em 1º de janeiro de 2017 já terá herdado esse déficit, mais a folha de dezembro e o 13º salário dos servidores.
Trocando em miúdos, quem ganhar a eleição no dia 30 de outubro precisa já ter definida as primeiras medidas para tentar amenizar essa crise, que vem afetando a cidade e o seu povo, que paga um IPTU muito caro e não está tendo o retorno esperado de obras de mobilidade urbana e de melhorias em setores como saúde e educação.
É isso que o povo aracajuano espera...


É preciso discutir a prefeitura

Com a mini reforma política, no primeiro turno das eleições, quando sempre existe um maior número de candidatos majoritários, foram estabelecidos 45 dias de campanha eleitoral e 35 de programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Um tempo um pouco curto, mas nada que comprometa uma campanha.

Na eleição municipal em Aracaju, São Cristóvão, Areia Branca, Lagarto e Porto da Folha, por exemplo, o número de candidatos a prefeito foi expressivo: variou de seis a nove. Como o tempo da propaganda eleitoral era só de 10 minutos, os candidatos por um menor partido, chamados de nanicos, foram os mais afetados com a falta de tempo para se comunicar com o eleitor. Eles tiveram menos de um minuto, a exemplo dos candidatos na capital Sônia Meire (Psol), Vera Lúcia (PSTU), João Tarantella (PMN) e Dr. Emerson (Rede).

No segundo turno das eleições, quando são apenas dois candidatos em cidades com mais de 200 mil eleitores, são 20 minutos de programa eleitoral, com cada um dispondo do mesmo tempo, ou seja, 10 minutos. A duração do programa é de 18 dias.  

Dez minutos na TV e no rádio acaba sendo muito tempo em um segundo turno, onde os candidatos já expuseram tudo no primeiro turno. Com isso, sem ter mais o que falar de novo, os candidatos partem para as agressões e baixarias.

É isso que estamos vendo na campanha do segundo turno em Aracaju. Troca de acusações entre os candidatos Edvaldo Nogueira (PCdoB) e Valadares Filho (PSB). As propostas não estão sendo mais colocadas com ênfase por já serem repetitivas.

Agora as críticas são com relação aos apoiadores das suas campanhas. No caso de Edvaldo, o governador Jackson Barreto (PMDB) e o PT. No caso de Valadares Filho, o senador Eduardo Amorim (PSC), o deputado federal André Moura (PSC) e agora João Alves Filho (DEM), que VF nega que o está apoiando. Edvaldo e aliados insistem no apoio, mostrando que todo o DEM, o vice de João Alves (Jailton Santana) e a senadora Maria do Carmo estão na sua campanha.

Com o fim da campanha eleitoral do segundo turno no dia 28, ainda faltam 14 dias para o seu término. Até lá vão ser realizados dois debates na televisão entre Valadares Filho e Edvaldo Nogueira: um na TV Atalaia e outro na TV Sergipe.

O que se espera agora, entre os candidatos, é menos agressões e mais discussão de como resolver os problemas de Aracaju. Sabemos que existe uma crise econômica no país, que a prefeitura municipal está falida, com dificuldades de pagar servidores públicos do município e fornecedores. 

Fala-se, inclusive, que o déficit gira em torno de R$ 140 milhões. Só com o lixo, a dívida é de quase R$ 20 milhões. Quem assumir a prefeitura em 1º de janeiro de 2017 já terá herdado esse déficit, mais a folha de dezembro e o 13º salário dos servidores.

Trocando em miúdos, quem ganhar a eleição no dia 30 de outubro precisa já ter definida as primeiras medidas para tentar amenizar essa crise, que vem afetando a cidade e o seu povo, que paga um IPTU muito caro e não está tendo o retorno esperado de obras de mobilidade urbana e de melhorias em setores como saúde e educação.

É isso que o povo aracajuano espera...


Debate na TV

O próximo debate da TV Atalaia será no dia 23 de outubro, por volta das 21h30, após o final do Domingo Espetacular da Record. Já o da TV Sergipe será após a novela da Rede Globo, A Regra do Jogo.

 

Edvaldo alfineta VF 1

Ontem, durante reunião com lideranças ligadas à deputada estadual Conceição Vieira (PT), o candidato Edvaldo Nogueira (PCdoB) voltou a alfinetar o adversário. "Essa eleição não tem apenas projetos políticos e ideológicos diferentes, mas projetos humanitários diferentes. Eu quero ser prefeito para ajudar as pessoas, deixas as pessoas felizes e não para ganhar votos em 2018 para o meu grupo político. O acordo deles, João Alves, Edivan Amorim e Antônio Carlos Valadares, é manter tudo como está e se preparar para a eleição de governador. João Alves já tinha pensado nisso ao ser eleito prefeito e deu no que deu, essa gestão ruim", disse.

Edivaldo alfineta VF 2

Antes, durante entrevista na Jovem Pan, aos radialistas Rosalvo Nogueira, Paulo Souza e William Jatobá, o candidato declarou: "Eleger Valadares Filho é dar continuidade à gestão trágica do prefeito João Alves Filho.Valadares Filho não tem condições de administrar, é um político sem experiência, sem ação, sem conceitos e não tem voz própria. Sempre foi um político dirigido por outros. Ele está ao lado de Eduardo e Edivan Amorim, João Alves e André Moura, este último o único sergipano réu na Lava Jato".

 

Eliane alfineta VF  

A vice Eliane Aquino (PT) também não poupou críticas ao adversário. "Outro grave defeito na campanha de Valadares Filho é bajular o prefeito eleito de Salvador, ACM Neto. O que a turma dele está fazendo o sergipano nunca viu. Mesmo na época em que Déda e Jaques Wagner eram governadores e amigos, nós nunca baixamos a cabeça para os baianos como Valadares fez. Aracaju não é o quintal da Bahia", disse.

Valadares Filho alfineta EN 1

Também ontem, Valadares Filho não perdeu a oportunidade de alfinetar Edivaldo Nogueira durante entrevista no programa de George Magalhães. "Eu não tenho o apoio de João Alves. A minha missão é consertar o caos administrativo de hoje e fazer o que o outro candidato não fez em sete anos", declarou.

 

Valadares Filho alfineta EN 2

Disse ainda VF: "Nessa campanha existem dois projetos em disputa: o passado, que já teve sua vez e a oportunidade de renovar a gestão da prefeitura de Aracaju. O outro candidato acabou com o orçamento participativo. O meu gabinete será compartilhado com a cidade. Essa é a diferença", afirmou, enfatizando ainda: "Obras inacabadas, caos na saúde e péssima avaliação no final do mandato. Esse é o legado das gestões de Edvaldo e João Alves".

Disparando a metralhadora 

O senador Valadares voltou ontem a criticar Edvaldo Nogueira nas redes sociais. Fez a seguinte postagem: "O comuna azedo de raiva Edvaldo Nogueira contratou paulistas especializados em mídia para atacar e divulgar baixarias contra seu adversário. Justiça Eleitoral pune  Edvaldo e tira do ar inserções injuriosas contra Valadares Filho. Comuna azedo de raiva será processado".


Quer ser ouvido

Do deputado federal André Moura (PSC) ao ser questionado ontem no programa de Gilmar Carvalho sobre seu nome estar na Lava Jato: "Pedi de forma oficial ao ministro Teori para ser ouvido pela Polícia Federal, que de bate pronto foi acatado. Na próxima terça-feira estarei prestando meu depoimento. Já que não sou réu, estou sendo investigado por ser contundente contra os donos do grupo Schain, durante a CPI da Petrobras". 


Liderando

Segundo ranking publicado pela Pesquisa Medialogue Político Digital 2016, o senador Eduardo Amorim (PSC) lidera a lista dos parlamentares mais influentes na internet e nas redes sociais. Ao lado de senadores como Ana Amélia (PP), Romário (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB), o senador sergipano atingiu a nota sete (7) na escala de influência do ranking, sendo que a pontuação oito (8) foi a maior adquirida pelos senadores Magno Malta (PR), Romero Jucá (PMDB) e Ronaldo Caiado (DEM). A avaliação de influência da Medialogue 2016 considera uma série de indicadores referentes à atuação dos parlamentares em sites, no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.


Transição

Vários prefeitos estão facilitando a vida dos seus sucessores ao viabilizar uma transição civilizada. Entre eles, os prefeitos Heleno Silva (PRB/Canindé do São Francisco) - que está formando comissão de transição par auxiliar seu sucessor Orlandinho Andrade (PSD) - e Fábio Henrique (PDT/Nossa Senhora do Socorro) - que também cria comissão de transição para auxiliar o prefeito eleito Padre Inaldo (PCdoB).


Disputa pela presidência

Em Nossa Senhora do Socorro dois vereadores reeleitos estão na disputa pela presidência da Câmara Municipal, que terá uma renovação bem significativa. São eles: Wagnerrogeris Lima (PSDB), que foi o vereador mais bem votado, e Maria da Taiçoca (PSD), que é a atual presidente da Câmara. Wagnerrogeris foi eleito na oposição e Taiçoca é da base do prefeito eleito.


Agenda VF 

Consta na agenda de hoje de Valadares Filho a participação em uma caminhada, às 9h, no Bairro Coqueiral; às 12h, entrevista no Programa A Voz do Servidor, do Sepuma; às 15h, Encontro com a Juventude Cristã, na Praça da Colina do Bairro Santo Antônio; e às 15h30, mini carreata nos Bairros Cidade Nova, Japãozinho, Ponta da Asa e Olária.


Agenda EN

Na agenda de Edvaldo Nogueira deste sábado tem, às 9h, gravação de programa eleitoral; às 9h30, caminhada; e às 15h, mini carreata. Os locais não foram divulgados. Já amanhã, o candidato participa, às 9h30, de uma caminhada, e às 16h30, de gravação do programa eleitoral.

 

Sem prisão

A partir deste sábado, nenhum candidato a prefeito que participará do segundo turno das eleições 2016 poderá ser detido ou preso, salvo em flagrante delito. A regra também vale para mesários e fiscais de partido, durante os exercícios de suas funções. A norma está prevista no Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) e vale até 48h após o término do pleito. Ocorrendo qualquer confinamento, o preso será imediatamente conduzido à presença do juiz competente que, se verificar a ilegalidade da detenção, a relaxará e promoverá a responsabilidade do coator.

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O vereador Max Prejuízo (PSB) lamenta a suspensão do atendimento psiquiátrico do Hospital São José, por ser o único que realiza atendimento de urgência e emergência em saúde mental em todo o estado. "É preciso providências urgentes para garantir atenção necessária à saúde mental", disse o vereador em pronunciamento na Câmara Municipal.

 

"Sabemos a angústia das famílias que estão na luta e nesse momento não têm em quem buscar apoio, principalmente as das camadas mais populares. É preciso que se encontre uma solução imediata, e mesmo diante dessa crise financeira, que os gestores pensem o que é prioridade. A reabertura do atendimento psiquiátrico no São José é prioridade", disse Max.

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Veja essa...

Da escritora mirim Alice Maria - que vem desenvolvendo ação humanitária para mil crianças de abrigos, escolas púbicas e orfanatos que estão visitando o América Parque - ao ser questionada qual o político estava patrocinando a ação: "Político não se preocupa com infância. Criança não vota, mas criança muda o mundo". A escritora mirim aproveita para pedir doações em lanche para as crianças socialmente menos favorecidas que estão visitando o parque até o dia 20. 

Curtas

No último dia 2 de outubro, primeiro turno das Eleições Municipais 2016, foram eleitos 5.493 prefeitos. O PMDB foi o que mais elegeu prefeitos: 1.026. Na sequência, aparecem o PSDB, que elegeu 792 prefeitos; o PSD, com 539; o PP, com 494; e o PSB, com 413 prefeitos eleitos.

 

O PMDB elegeu o maior número de prefeitos em 14 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. O PSD elegeu mais prefeitos em quatro estados: Bahia, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins. O PSDB conquistou mais prefeituras em Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Ao todo, foram eleitos 57.736 vereadores. Desse montante, o PMDB foi a legenda que mais elegeu vereadores em todo o país (7.551), seguido do PSDB (5.360), PP (4.726), PSD (4.617) e PDT (3.751). 

 

Por unidade da Federação, o PMDB elegeu mais vereadores em 13 estados: Alagoas, Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

 

 

O PSDB, por sua vez, foi o campeão em quatro estados (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e São Paulo), o PDT elegeu mais vereadores em três (Amapá, Ceará e Espírito Santo) e o PP, em dois (Bahia e Santa Catarina).