Belivaldo no PMDB

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Existe uma desigualdade de gênero no futebol, quando os jogadores homens desembolsam por patrocínio um valor muito significativo que as mulheres jogadoras. Um exemplo disso é Neymar (camisa 10), que embolsa em média R$ 900 mil por gol feito, enquanto Mart
Existe uma desigualdade de gênero no futebol, quando os jogadores homens desembolsam por patrocínio um valor muito significativo que as mulheres jogadoras. Um exemplo disso é Neymar (camisa 10), que embolsa em média R$ 900 mil por gol feito, enquanto Mart

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 12/08/2016 às 00:16:00

Existe uma desigualdade de gênero no futebol, quando os jogadores homens desembolsam por patrocínio um valor muito significativo que as mulheres jogadoras. Um exemplo disso é Neymar (camisa 10), que embolsa em média R$ 900 mil por gol feito, enquanto Marta (também camisa 10) apenas R$ 12 mil. Fonte: Congresso em Foco

Belivaldo no PMDB

O vice-governador Belivaldo Chagas sempre caminhou politicamente ao lado do senador Antônio Carlos Valadares (PSB). Nos vários mandatos de deputado estadual nunca deixou de seguir a posição política desse agrupamento liderado por ACV, mostrando ser um político ético e leal.
Por esse perfil, além de ser uma pessoa que se relaciona bem com todo mundo, Belivaldo foi vice do governador Marcelo Déda e é agora do governador Jackson Barreto (PMDB). Sempre foi elogiado publicamente por Déda e JB pela lealdade e discrição.

O pleito deste ano fez com que houvesse um rompimento político entre Belivaldo e Valadares, provocado pelas declarações do senador de que sabia das negociações do PSB com o grupo político liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSC) e o deputado federal André Moura (PSC) para apoiar Valadares Filho (PSB) para prefeito e, inclusive, incentivou.
Belivaldo negou que tenha feito isso e declarou que o senador deve ter se equivocado. Garantiu que quando soube das conversas nesse sentido desaconselhou Valadares Filho a fazer qualquer acordo político com o PSC, que lidera o bloco de oposição ao governo Jackson Barreto.

Com a relação política estremecida, o vice-governador não compareceu ao lançamento da pré-candidatura de Valadares Filho por constar na aliança os partidos políticos vinculados a Eduardo Amorim e André Moura. Ele também não compareceu na convenção do então pré-candidato a prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB).
Com a oficialização de aliança do PSB com o PSC, Belivaldo decidiu deixar o seu partido no final da semana passada. Já desfiliado, compareceu a convenção de Edvaldo Nogueira no último dia 05. "Aqui estou porque preciso dormir com a consciência tranquila. O que estão pensando como tomar o estado a partir de 2018 nós não iremos permitir. Aracaju não vai permitir. Vamos dar resposta a partir de Aracaju. Estou aqui, ao lado dos meus aliados. Aqui me sinto feliz, tranquilo, leve e solto", disse.
Em resposta, Valadares chegou a declarar que ficou surpreso com o discurso do ex-aliado e que lamentava que políticos trocassem de partido como se troca uma camisa. "A política está mudando e lamentavelmente para pior", chegou a afirmar, enfatizando ainda que ia pedir perdão ao PSB por ter indicado Belivaldo como vice.

Belivaldo respondeu dizendo que não saiu, que continua onde colocaram ele e pela amizade a Jackson Barreto. "Ninguém coloca na Casa Civil quem não conhece. Eu não podia num momento como esse abandonar o governador. Eu tinha que decidir entre abandonar o governador ou continuar com o outro grupo. Além disso, continuo no lugar onde fui colocado em 2014", afirmou, enfatizando que o "choro é livre".
Na próxima segunda-feira, 15, Belivaldo inicia um novo ciclo na sua vida política. Filia-se ao PMDB do governador Jackson Barreto, em ato a ser realizado às 17h, na sede do partido.
A sua ida para o PMDB já tinha sido dada como certa pela coluna no ano passado, quando publicou com exclusividade a filiação do genro de Belivaldo, o advogado José Carlos Felizola Filho, no PMDB. Na época, Felizola deixou o PSB para ingressar no partido do governador e concorrer à Prefeitura de Simão Dias, o que acabou sendo inviabilizado.

No PMDB, Belivaldo Chagas é um potencial candidato ao governo do estado em 2018. Ironicamente, deve enfrentar nas urnas o candidato dos Valadares, que pode ser André Moura ou Eduardo Amorim.
A sua ida para o PMDB fará com que deixe de ter uma ação meramente administrativa no governo para ter uma atuação mais política. 

Cristal quebrado
Em conversa ontem com a coluna, o vice-governador Belivaldo Chagas admitiu que sua relação política com o senador Valadares (PSB) começou a "trincar" no segundo turno das eleições de 2014, quando o partido decidiu apoiar o senador Aécio Neves (PSDB) para presidente da República e disse que não acompanharia porque não se sentir à vontade de votar no tucano e entender que devia seguir o projeto pelo qual foi eleitor. "Achei que era coisa de momento e passaria, mas não passou. Trincou".

Com Jackson
Disse ainda: "De lá para cá só fiquei próximo do governador Jackson Barreto, participo dos trabalhos da equipe econômica e quando ele viaja assumo o governo sem ter tido qualquer problema. Existe uma relação de confiança mútua. Não ia deixar esse projeto para abraçar um outro, que fui contra há 2 anos, só para seguir o senador que pensa em 2018. Somente quem saiu do projeto foi o PSB e eu saio do partido na paz e sem nada pessoal contra qualquer membro da legenda".

Aviso prévio
Ressaltou ainda o vice-governador que antes de deixar o PSB, teve uma conversa com o presidente estadual Valadares Filho, por cerca de 40 minutos, quando explicou os motivos que deixaria o partido. "Comuniquei que não me cabia mais no PSB por ter feito aliança com o PSC e que continuaria no projeto que participo ativamente. Lembrei que tinha feito de tudo para o partido não sair da base do governo e que tinha dito que se isso ocorresse não acompanharia", afirmou, enfatizando que tem uma excelente amizade com o PSB e que somente o senador Valadares o critica, mais ninguém.

Convites de filiação
Segundo Belivaldo, ele recebeu convite do deputado federal Fábio Mitidieri e do deputado estadual Luiz Mitidieri para se filiar ao PSD tão logo souberam que estava deixando o PSB. Mas decidiu se filiar ao PMDB pelos vários convites feitos pelo governador Jackson Barreto, o presidente estadual João Augusto Gama, o secretário Benedito Figueiredo (Governo), o ex-deputado Luciano Bispo, o deputado Zezinho Guimarães e o ex-secretário Zezinho Sobral.

Registro político
Pelo que a coluna sabe, Jackson sempre quis ter Belivaldo como uma carta na manga para ser o candidato a governador do PMDB em 2018. Tanto é que no ano passado o vice, sempre ao ser indagado pela imprensa se seria candidato ao governo em 2018, respondia que era candidato a voltar a morar em Simão Dias ao final do governo e foi orientado pelo próprio JB a não dar esse tipo de declaração pelo fato de poder vir a ser o candidato a governador.

Outros nomes
O PMDB também tem outros nomes para disputar o governo: Gama e o ex-secretário e ex-pré-candidato a prefeito de Aracaju, Zezinho Sobral. Mas o mais provável é que o nome do partido seja mesmo Belivaldo, com Zezinho disputando mandato de deputado federal.

Simão Dias 1
Belivaldo Chagas não vai se envolver nas eleições em Simão Dias, sendo um mero eleitor. No município disputam a prefeitura o prefeito Marival Santana (PSC) e Cristiano Viana (PSB), que é sobrinho do senador Valadares.

Simão Dias 2
A aliança entre o PSC e PSB fez com que o prefeito Marival Santana (PSC) se distanciasse politicamente do senador Eduardo Amorim e do deputado federal André Moura. Os dois líderes não foram convidados por Marival, um anti-Valadares, para procissão da padroeira de Simão Dias nem para a convenção partidária.

Simão Dias 3
No município, o futuro partido de Belivaldo Chagas vai numa coligação proporcional independente formada por PT/PSD/PMDB. Os vereadores estão liberados para votar em quem quiser.

Mesma linha
O genro de Chagas, o advogado e diretor presidente da Cohidro, Carlos Felizola, que chegou a ter pretensões de ser candidato a prefeito de Simão Dias pelo PMDB, também ficará neutro nas eleições no município. Recentemente chegou a declarar que não subiria em palanque que não coubesse o governador Jackson Barreto, em resposta as declarações do ex-aliado senador Valadares de que não sobe mais em palanque com Jackson.

No interior 1
O governador retornou ontem à noite a Aracaju, após cumprir agenda de visita a ministérios e órgãos federais em Brasília em busca de recursos para Sergipe. Hoje participa da inauguração das obras de reforma e ampliação de três escolas da rede pública estadual: Benedito Barreto do Nascimento (em Umbaúba), Leonardo Gomes de Carvalho (em Cristinápolis) e Dionísio Machado (em Indiaroba).Todas as três unidades de ensino contarão também com internet livre, via sinal wi-fi, para uso de toda a comunidade escolar.

No interior 2
Após cumprimento de agenda em Umbaúba, Cristinapólis e Indiaroba, Jackson vai a Tobias Barreto inspeciona o andamento das obras dos conjuntos habitacionais Agripino Bernardo I e II, da duplicação e pavimentação da entrada da sede municipal e inaugura o 11º Batalhão da Polícia Militar.

Com a esquerda
Informações chegadas à coluna dão conta que nas eleições municipais deste ano, em Aracaju, os médicos fecharam questão em apoio ao candidato a prefeito Emerson Ferreira (Rede). Na eleição de 2012, a classe fechou com a candidatura de João Alves Filho (DEM). Hoje os médicos que prestam serviços as UPAS e postos de saúde do município vivem em conflito com a gestão municipal e fazendo greve pelo não atendimento das suas reivindicações.

Curtas
Na próxima terça-feira a delegada Danielle Garcia, coordenadora do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), deverá conceder entrevista à imprensa para apresentar o fim do inquérito policial sobre a Operação Indenizar-se, que investiga o desvio de recursos das verbas indenizatórias de 15 vereadores de Aracaju.

Segundo uma fonte, a delegada deve pedir ao Ministério Público Estadual a condenação de todos os 15 e até a prisão de alguns pela comprovação do envolvimento no esquema de fraude em contrato de locação de carros e assessoria jurídica.

Ainda de acordo com a fonte, mesmo após a deflagração da Operação Indenizar-se alguns vereadores continuam com a mesma prática de desvio das verbas indenizatórias no valor mensal de R$ 15 mil. A continuidade das investigações flagrou um vereador destinando recentemente os R$ 15 mil para um outro escritório de advocacia.

Ressaltou ainda a fonte que o Ministério Público continua investigando as irregularidades nas verbas de subvenção da Assembleia Legislativa e que, nesse momento, dois deputados estaduais estão na mira das investigações.   

De Belivaldo Chagas sobre sua filiação ao PMDB: "No dia 15 estarei me filiando ao 15. Não vejo razão para não estar filiado em partido algum".