Pegou mal

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Ontem à tarde, em grande ato festivo, o segmento evangélico declarou apoio ao pré-candidato a prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Padre Inaldo (PCdoB). Estavam presentes os pastores Jony Marcos (Universal) e Joanan (Assembleia de Deus). O ato foi na cas
Ontem à tarde, em grande ato festivo, o segmento evangélico declarou apoio ao pré-candidato a prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Padre Inaldo (PCdoB). Estavam presentes os pastores Jony Marcos (Universal) e Joanan (Assembleia de Deus). O ato foi na cas

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Publicada em 04/08/2016 às 02:12:00

Ontem à tarde, em grande ato festivo, o segmento evangélico declarou apoio ao pré-candidato a prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Padre Inaldo (PCdoB). Estavam presentes os pastores Jony Marcos (Universal) e Joanan (Assembleia de Deus). O ato foi na casa da presidente da Câmara Municipal, Maria da Taiçoca (PSD).
O deputado federal Jony Marcos e Maria da Taiçoca, que também apoiará Padre Inaldo, discursaram na linha de que o pré-candidato Zé Franco e o prefeito Fábio Henrique (PDT) não querem que surjam novas lideranças em Socorro. Os dois eram pré-candidatos a prefeito, mas desistiram da candidatura para apoiar o padre comunista. 

Pegou mal

Mesmo sem ter declarado que seria candidato à reeleição ninguém tinha dúvidas que o prefeito João Alves Filho (DEM) iria para a disputa no pleito deste ano. Sempre foi uma tradição de JAF somente oficializar suas candidaturas dias antes do prazo final para as convenções partidárias.
Só que desde que está na vida pública e concorre às eleições, João Alves nunca chegou 24 horas antes do prazo final das convenções sem declarar publicamente se era ou não candidato. Isso vem deixando os vereadores da base aliada sem dormir tamanho o desespero de uma indefinição do líder.
O mais grave é que realmente João Alves chegou nos últimos dias do prazo final das convenções com a convicção de que não iria para a disputa. Tanto é que chegou a convidar quatro correligionários para ser candidato a prefeito: o deputado estadual Robson Viana (PEN), o ex-vereador Juvêncio Oliveira (DEM), o vereador Renilson Félix (DEM) e, por último, o deputado federal Laércio Oliveira (SD).
Com  essa certeza de que não iria para a reeleição, JAF mandou assessores convidar a imprensa para uma entrevista coletiva na última segunda-feira, às 10h. Anunciaria que não seria candidato por problemas de saúde e, quem sabe, diria que pesou ainda pressão da família para que não fosse.
Foi orientado pelo seu marqueteiro de fora, que veio a Sergipe a seu chamado, a não justificar problemas de saúde ao anunciar que não iria para a reeleição para não prejudicar o seu projeto maior de disputar o governo em 2018.
Convencido pelo marqueteiro que tem chances de ganhar as eleições, pressionado a ser candidato por  vereadores aliados entregues à própria sorte e por não ter encontrado um filho de Deus que quisesse ser o seu candidato a prefeito, João Alves passou a admitir a possibilidade de ser mesmo candidato a reeleição.
Se fizer mesmo a opção em ser candidato nessa altura do campeonato, como está parecendo, haverá efeitos colaterais para o projeto de continuar prefeito de Aracaju a partir de 2017.
Somente o seu pensamento de não ser candidato às vésperas das convenções passou para o povo a impressão de que nem ele mesmo acredita que tem chances de vitória nas urnas, por fazer uma administração pífia, não ter cumprido as promessas de campanha e ter sido o prefeito de uma única obra: a do Calçadão da Praia Formosa.
Sem falar que mostrou fragilidade política e falta de liderança, por não ter conseguido alguém que quisesse ser seu candidato a prefeito, quando está no exercício do mandato de prefeito de Aracaju.
João Alves, que já foi tido como um dos maiores líderes políticos de Sergipe, passa por um momento melancólico. Já virou, inclusive, piada nas redes sociais e nas rodas políticas...
Com a sua experiência política de três mandatos de governador, dois de prefeito e um período como ministro, JAF devia ter parado no tempo certo...
Agora vai ter que juntar os cacos...

Na expectativa
Os vereadores da base aliada do prefeito João Alves (DEM) continuam aguardando uma definição dele sobre se será ou não candidato a reeleição. Até ontem à noite ninguém sabia de nada e, muito menos, quando retornaria de viagem.

Garantia de
candidatura
Em conversa ontem com a coluna, o deputado estadual Robson Viana (PEN), disse que na conversa com João Alves em Brasília ele assegurou que disputaria a reeleição. Robson declarou que o seu partido apoiará o prefeito e que tem "quase certeza" que o vice será José Carlos Machado (PSDB).

O que pesou
Segundo Robson, uma das razões que levou o prefeito a pensar em não disputar a reeleição foi o "desgosto" com o fato de não ter conseguido aprovar na Câmara Municipal projeto de lei autorizando o município a pegar empréstimo bancário para realização de obras.

Faltou voto
João Alves encaminhou o projeto para a Câmara em pleno recesso parlamentar de julho, mas faltou voto para sua aprovação pela necessidade de ter dois terços dos votos dos vereadores (16). Faltaram os votos dos dois vereadores do PMDB, que o governador Jackson Barreto pressionou para que não votassem favoráveis.

De volta
Além do PEN - que tem como pré-candidatas a vereadora Daniela Fortes e Emília Correira - devem retornar para os braços de João Alves o SD do deputado federal Laércio Oliveira, que tem como pré-candidato o vereador Roberto Morais, e o PPS de Clóvis Silveira.

Buscando outros caminhos
O PEN e SD já tinham se entendido com o pré-candidato Valadares Filho (PSB) para fazer parte da sua coligação, inclusive já tinha definido coligação proporcional. Já o PPS estava conversando com o pré-candidato Edvaldo Nogueira (PCdoB) e o governador Jackson Barreto (PMDB).  

Restrições
Já o PSDB, que também tinha se entendido com Valadares Filho, só volta para João Alves se José Carlos Machado permanecer como vice e se tiver uma composição favorável na chapa proporcional. Foi o que disse à coluna ontem o vereador tucano Jailton Santana.
Reivindicação tucana 1
"O DEM quer uma chapa com PSDB, SD e PEN. Não vamos aceitar. O PSDB quer um chapão. Vamos dizer isso ao prefeito", afirmou Jailton, enfatizando que Machado já sabe disso.
 
Reivindicação tucana 2
"Não vamos entrar numa coligação de forma desproporcional. O PSDB tem 23 pré-candidatos a vereador e o DEM somente cinco. Tem que haver compensação. Se o DEM for para ficar na nossa chapa, vamos defender o chapão", garante Jailton.

Pote de mágoa
O vereador tucano não esconde a angustia pela indefinição política a um dia do final da convenção partidária. "João Alves deixou os vereadores no mar a ver navios. Não tem definição de nada. Sabemos através de Vinícius [Porto] que ele é candidato, mas não temos garantias", disse à coluna.

Mais queixa 1
O vereador Valdir dos Santos também não esconde o seu descontentamento com o momento político que estão vivendo. Ressalta que a indecisão do prefeito João Alves à reeleição, interferiu nas decisões do PTdoB, do qual é presidente regional, e desgastou todo agrupamento.

Mais queixa 2
"Estou à frente de um partido. Não posso me prejudicar e muito menos prejudicar os demais pré-candidatos que são filiados ao PTdoB. Tenho responsabilidade o meu grupo. Ninguém será prejudicado. Farei o que estiver ao meu alcance para que possamos disputar essa eleição de maneira digna. Vamos decidir nosso destino em breve. Infelizmente essa demora desgastou seu grupo político", pontuou Valdir.

Solidário a Machado
Segundo o ex-deputado federal João Fontes, o vice-prefeito José Carlos Machado até ontem à noite não tinha sido comunicado que João Alves desistiu de não ser candidato como estão falando. "Um amigo não pode passar por tamanha humilhação. JB continua trabalhando para emplacar o vice de João Alves", afirma.
Expectativa
Ressalta Fontes que tem conhecimento que o prefeito continua trabalhando em Brasília e em São Paulo para Robson Viana ser o seu vice e ter o PSDB como aliado, sem Machado. Agora é aguardar.

Nas redes sociais
De José Carlos Machado, que permanece em silêncio sobre a indefinição de João Alves: "Quem chega primeiro aguarda". Para bom entendedor meias palavras bastam.

Os motivos do não
Em conversa ontem com a coluna, Robson Viana admitiu que recebeu convite de João Alves para ser candidato a prefeito e que não aceitou por vários motivos. "Estava em cima da hora, precisava de planejamento estratégico e programa de governo. Não vou fazer maluquice, tinha que avaliar todas as etapas. Além disso, tenho que apoiar os aliados no interior", revelou.

Socorro
Nessa sexta-feira o PSDB de Nossa Senhora do Socorro fará sua convenção partidária para homologar o nome de Zé Franco como candidato a prefeito, tendo como vice Klewerton Siqueira (PDT). Será em grande ato político, às 15h, no Sesi do Marcos Freire, com a participação dos partidos que estarão na coligação: PSDB,  PDT, PR, DEM, PEN, PPL, PRTB, PSL, SD, PSDC,  PV, PSB, PMN, PSD, Rede, PHS, PTC, PP e PTB.

Veja essa...
A coluna recebeu ontem, no final da tarde, um áudio com a seguinte declaração de José Carlos Machado: "Vou me preocupar com o quê? Eu não quero nem saber. A equipe toda de João [Alves Filho] trabalha contra mim rapaz porque não quer trabalhar, só quer roubar. João tá cagando para isso. Ai quando em cobro ficam impacientes. Cara chato, tem nada a ver com isso". Esse áudio de Machado pode acabar de implodir uma possível candidatura de João Alves.

Curtas
O prefeito João Alves viajou de Brasília para São Paulo com o objetivo de ter uma conversa com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Deve retornar hoje a Aracaju.

Chegou ontem à coluna a informação de que o ex-presidente da Assembleia Legislativa Luciano Bispo (PMDB) deve assumir o comando do Detran.

Três parlamentares da bancada federal de Sergipe aparecem mais uma vez como os 100 cabeças do Congresso Nacional, segundo o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). São eles: o senador Valadares (PSB) e os deputados federais André Moura (PSC) e Laércio Oliveira (SD).

Segundo o DIAP, "os cabeças são aqueles parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas das qualidades e habilidades estabelecidas".

Entre os 100 parlamentares que comandam o processo decisório no Congresso, 62 são deputados e 38 são senadores.

O senador Eduardo Amorim (PSC/SE) continua citado pelo DIAP como parlamentar em ascensão.