Eleições gerais

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Mediante as especulações de que o seu voto contrário à reeleição do presidente Luciano Bispo (PMDB) seria a confirmação da retaliação do PSB dos Valadares com o PMDB do governador Jackson Barreto, o deputado estadual Luciano Pimentel desmentiu isso. \"
Mediante as especulações de que o seu voto contrário à reeleição do presidente Luciano Bispo (PMDB) seria a confirmação da retaliação do PSB dos Valadares com o PMDB do governador Jackson Barreto, o deputado estadual Luciano Pimentel desmentiu isso. \"

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Publicada em 06/04/2016 às 00:21:00

Mediante as especulações de que o seu voto contrário à reeleição do presidente Luciano Bispo (PMDB) seria a confirmação da retaliação do PSB dos Valadares com o PMDB do governador Jackson Barreto, o deputado estadual Luciano Pimentel desmentiu isso. "Não tenho nada contra a pessoa de Luciano Bispo, nada tenho contra a gestão dele no comando da Alese e muito menos contra o seu partido, o PMDB. Devo esclarecer que votei contra à reeleição dele para o comando da Assembleia no biênio 2017-2018 pura e simplesmente por discordar da antecipação do pleito", afirmou.
"Analisando minhas convicções, não vi, e não vejo, motivos para que se faça uma eleição em 05 de abril para assegurar um mandato que vai se aplicar a partir de fevereiro de 2017. Estou convencido de que nós deveríamos dar o exemplo", disse Pimentel, enfatizando que isso vale também para as Câmaras Municipais e as duas casas do Congresso Nacional. Para ele, "a antecipação nos expõe de uma maneira estranha perante a sociedade".

Eleições gerais

Ontem a presidente Dilma Rouseeff, durante entrevista à imprensa, provocou o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que defende a realização de novas eleições presidenciais neste ano, o que tem sido defendido também por parlamentares do PSB, PPS e Rede.
Foi quando disse que só aceitará discutir novas eleições quando tanto a Câmara dos Deputados como o Senado aceitarem também participar de um processo eleitoral antecipado. "Convence a Câmara e o Senado de abrirem mão de seus mandatos. Aí, vem conversar comigo", disse Dilma.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também durante entrevista ontem à imprensa, acabou tocando no assunto. Declarou que a realização de novas eleições neste ano é uma boa alternativa para a solução da crise política e que teriam de valer para todos os cargos eletivos.
"Eleição geral é eleição para todo mundo. Só é geral se for para todo mundo. Por isso, que eu acho que nós não podemos descartá-la. Nós temos que guardá-la como uma alternativa, assim como uma revisão do sistema de governo, identificando o que há de melhor no parlamentarismo e no presidencialismo", declarou o presidente do Senado.
A tese da eleição geral deve começar a entrar na pauta de discussão do país, diante dessa crise econômica e política que não só vem prejudicando o Brasil como os brasileiros. Ninguém aguenta mais os noticiários e as redes sociais com os temas "Fora Dilma" e "Impeachment é golpe".
Enquanto a discussão só é essa o país paralisou. O desemprego, a inflação e a recessão estão afetando diretamente o povo. Os empresários estão desistindo de investir com receio desse momento de crise, de instabilidade econômica e política.
Todos sabem que a situação do país é aquela em que costumamos dizer "se correr o bicho pega se ficar o bicho come". O Brasil não está bom com Dilma, mas pode ficar pior com os seus sucessores: os peemedebistas Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Todos estão envolvidos na Lava Jato, citados várias vezes por vários depoentes.
Na Câmara Federal tem vários pedidos de impeachment contra o primeiro e segundo na sucessão presidencial: o vice Michel Temer e o presidente da Casa, o deputado federal Eduardo Cunha.
Contra Cunha, os pedidos de impeachment não são somente pelo seu envolvimento na Lava Jato, mas pelos milhões de dólares depositados em contas na Suíça. Já contra Temer por crime de responsabilidade e atentado contra a lei orçamentária ao assinar decretos autorizando a abertura de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional, as já célebres pedaladas fiscais, que Dilma está sendo acusada de cometer e pedem o seu impeachment por isso.
Ontem, através de liminar, o ministro Marco Aurélio Mello obrigou a Câmara dos Deputados a dar prosseguimento a pedido de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer, arquivado por Cunha. Na decisão, o ministro do STF afirmou que o presidente da Câmara não poderia ter simplesmente arquivado o pedido, o que caberia a uma comissão especial integrada por parlamentares, que deve avaliar se as acusações têm ou não consistência.
A tese da eleição geral que começa a ser cogitada pode significar uma resposta da política ao Brasil, que continua a demonstrar muita ansiedade e instabilidade nesse momento de crise econômica e política.
Resta saber como pensa os três senadores de Sergipe (Valadares/PSB, Eduardo Amorim/PSC e o interino Ricardo Franco/DEM), assim como os oito deputados federais (Fábio Mitidieri/PSD, Fábio Reis/PMDB, Valadares Filho/PSB, André Moura/PSC, Jony Marcos/PRB, Adelson Barreto/PR, João Daniel/PT e Laércio Oliveira/SD).
Será que estão dispostos a sacrificar seus mandatos para retirar o país da crise?

Novo secretário
O pecuarista Roberto Góis (PSDB) assumiu ontem a Secretaria Municipal de Articulação Polícia no lugar de Juvêncio Oliveira, que será candidato a vereador. O prefeito João Alves havia convidado o ex-conselheiro Reinaldo Moura, que não aceitou em função da decisão do PSC em apresentar candidato próprio à PMA. Roberto foi presidente estadual do PSDB e hoje é vinculado ao vice-prefeito José Carlos Machado.

Reeleito
O deputado estadual Luciano Bispo (PMDB) foi reeleito ontem presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2018, junto com toda a atual Mesa Diretora. A chapa única foi reeleita por 17 votos a favor e três contra.

Contra
Votaram contrários a reeleição de Luciano Bispo os deputados Georgeo Passos (PTC), Luciano Pimentel (PSB) e Maria Mendonça (PP). As ausências foram dos deputados Ana Lúcia (PT) e Pastor Antonio (PSC), que não compareceram a sessão plenária.

Afastados
Os deputados Augusto Bezerra (PHS) e Paulinho da Varzinhas (PRP) não compareceram à votação por estarem impedidos judicialmente de comparecer à Casa, ainda por conta do processo das subvenções sociais da Assembleia.

Sucessão 1
Do senador Eduardo Amorim (PSC), que está empolgado com sua pré-candidatura a prefeito da capital: "Nosso bloco político só tem um plano A e o plano A é a candidatura própria à Prefeitura de Aracaju".

Sucessão 2
O pré-candidato a prefeito Zezinho Sobral (PMDB) intensificou o trabalho visando consolidar seu nome para a disputa eleitoral até maio, data que o governador Jackson Barreto (PMDB) fixou para definir seu candidato. Tem dito que quer transformar "pré-campanha em campanha".

Operação
Indenizar-se 1
Os vereadores Anderson de Tuca (PRTB), Max Prejuízo (PSB), Jailton Santana (PSDB) e Agnaldo Feitosa (PR) se reservaram ao direito de permanecerem calados durante as oitivas de ontem à tarde, no Departamento de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), sobre o escândalo das verbas indenizatórias da Câmara Municipal de Aracaju. Seguiram orientação dos seus advogados.
Operação
Indenizar-se 2
Nesses dois primeiros dias das oitivas, dos sete vereadores intimados para prestarem depoimentos somente Emmanuel Nascimento (PT) prestou os esclarecimentos. Agamenon Sobral (PHS) e Adriano Taxista (PSDB) se reservaram ao direito de permanecerem em silêncio.

Operação
Indenizar-se 3
Nas oitivas de hoje à tarde serão ouvidos pela delegada Daniele Garcia e o promotor de Justiça, Bruno Melo, os vereadores Augusto do Japãozinho (PRTB), Ivaldo José (PRTB) e Valdir dos Santos (PTdoB).  

Reação 1
Ontem, na tribuna da Câmara Municipal, o vereador Bertulino Menezes (PSB) criticou o presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, por ter se referido ao deputado federal Valadares Filho como "hipócrita e oportunista" por ter declarado que não aceitava ter como vice Eliane Aquino (PT) pela atual conjuntura política em que o PSB é adversário do PT a nível nacional, após fazer grandes elogios à sua pessoa. "Não há pior coisa no mundo do que um homem tentar denegrir e mudar o curso da história, na tentativa de propagar o que não foi dito", lamentou.

Reação 2
O vereador disse que não via legitimidade no discurso de Rogério ao se arvorar defensor da ex-primeira-dama Eliane Aquino, viúva do ex-governador Marcelo Déda, nas entrevistas à imprensa. "Todos aqui se lembram do que Rogério Carvalho fez com a senhora Eliane Aquino em 2014, praticamente a proibindo de ser candidata ao Senado, humilhando-a publicamente. Sergipe é pequeno e a história é recente", disse.    

Reação 3
Disse ainda o líder do PSB: "Enquanto o saudoso Marcelo Déda vivia os seus dias de agonia, antes de morrer, a família de Déda e os amigos mais próximos sabem perfeitamente qual foi o comportamento de Rogério Carvalho em relação ao governador naquela época. Todos sabem também o comportamento do senhor Rogério Carvalho quando da morte do governador Déda. Todos conhecem a história recente de Sergipe".

Veja essa...
Um superintendente de um órgão federal em Sergipe, que vive nas mãos de agiotas, não para de receber em seu gabinete a visita dessas pessoas que vão cobrar o dinheiro devido. Recentemente um desses agiotas perdeu a cabeça por não conseguir receber o dinheiro e deu um murro na cara do caloteiro, quando descia as escadas do prédio para ir embora.

Curtas
Os vereadores de Aracaju aprovaram ontem, às pressas, quatro projetos de Lei do Poder Executivo: o que altera a tabela de vencimentos dos servidores da administração geral, o que cria uma gratificação especial para a guarda municipal, o que institui aumento de 20% para procuradores do município e reajuste de 11,36% do piso salarial dos professores.

Desde ontem os agentes públicos estão proibidos, na região onde acontecerá a eleição, de autorizar reajuste salarial geral a servidores públicos que supere a inflação apurada no ano do pleito.
Essa restrição, determinada pela legislação eleitoral, tem início seis meses antes das Eleições Municipais deste ano e se estende até a data da posse dos prefeitos e vereadores eleitos, em 1º de janeiro de 2017.

O dia 4 de maio é a data limite para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílio. Também é o último dia para o cidadão que mudou de residência dentro do município pedir alteração no seu título eleitoral.