Mais um dia de batalha

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Publicada em 19/03/2016 às 00:59:00

Está dando o que falar essa foto tirada durante as comemorações dos 161 anos de Aracaju em que o governador Jackson Barreto (PMDB) está entre o pré-candidato a prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) e a ex-primeira dama Eliane Aquino (PT), que pode ser pré-candidata a vice-prefeita. Não faltou quem não comentasse: a chapa do governador. Será?

Mais um dia de batalha

No último domingo, 13, os que desejam o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a saída do PT do governo federal foram às ruas protestar. Em Sergipe, cerca de 8 mil pessoas foram a Praia de Atalaia participar das manifestações "Fora Dilma" e no país em torno de 6,5 milhões.
De domingo para cá quase todo dia tem manifestações pelo Brasil afora contra o governo federal. Na capital mesmo, após comemorações dos 161 anos do aniversário de Aracaju, na Praça do Mini Golf, muitos saíram em passeata até o Calçadão da 13 de Julho. Teve ainda panelaço e apagar de luzes.
Ontem foi mais um dia de batalhas. Desta vez foram às ruas em todo o país os defensores do governo. Em Aracaju, a concentração para a manifestação começou às 15h, na Praça General Valadão, mediante convocação da militância do PT, PCdoB, Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB/SE), entre outros movimentos sindicais e sociais.
Os manifestantes do movimento pró-Dilma invadiram as ruas do centro da capital sergipana, com faixas, cartazes e grito de guerra "não vai ter golpe". Não teve confronto, felizmente, como também não ocorreu no ato político Fora Dilma do domingo passado.
Mas nos protestos pelo país estão ocorrendo conflitos entre manifestantes do "Fora Dilma" e "Não vai ter golpe". Brigas, prisões e até confronto com a polícia estão acontecendo, havendo a necessidade do lançamento de bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água para acalmar os ânimos dos mais exaltados.  
O Brasil está vivendo uma grande crise não só econômica, mas política. O povo de tendências ideológicas diferentes está indo para as ruas defender aquilo que acredita ser o melhor para o país.
O que vemos hoje, lamentavelmente, é um Brasil dividido entre coxinhas e petralhas. É assim que um grupo denomina o outro grupo.  
Vale lembrar que o impeachment do então presidente Fernando Collor não teve maiores conflitos porque ele não tinha militância nem um grande partido. Dilma tem a militância do PT e o exército de João Pedro Stedile, líder nacional do MST.
Trocando em miúdos, é preciso muita calma e ponderação para que um simples ato de protesto, que é democrático, não vire uma guerra civil. Com certeza, ocorrendo isso não vai ser bom para ninguém, pois todos vão perder...

Nota pública 1
Governadores do Nordeste saíram com nota ontem contrário à abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Diz a nota: "Diante da decisão do presidente da Câmara dos Deputados de abrir processo de impeachment contra a Exma Presidenta da República, Dilma Roussef, os Governadores do Nordeste manifestam seu repúdio a essa absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional. Gerações lutaram para que tivéssemos plena democracia política, com eleições livres e periódicas, que devem ser respeitadas".

Nota Pública 2
Prossegue a nota: "O processo de impeachment, por sua excepcionalidade, depende da caracterização de crime de responsabilidade tipificado na Constituição, praticado dolosamente pelo Presidente da República. Isso inexiste no atual momento brasileiro. Na verdade, a decisão de abrir o tal processo de impeachment decorreu de propósitos puramente pessoais, em claro e evidente desvio de finalidade. Diante desse panorama, os Governadores do Nordeste anunciam sua posição contrária ao impeachment nos termos apresentados, e estarão mobilizados para que a serenidade e o bom senso prevaleçam. Em vez de golpismos, o Brasil precisa de união, diálogo e de decisões capazes de retomar o crescimento econômico, com distribuição de renda."

Nota pública 3
Assinam a nota os nove governadores do Nordeste: Jackson Barreto (PMDB/Sergipe), Renan Filho (PMDB/Alagoas), Robinson Farias (PSD/ Rio Grande do Norte), Flavio Dino (PCdoB/Maranhão), Ricardo Coutinho (PSB/Paraíba), Camilo Santana (PT/Ceara), Rui Costa (PT/Bahia), Paulo Câmara (PSB/Pernambuco) e Wellington Dias (PT/Piaui).

Janela fechada
Encerrou ontem o prazo da janela partidária para que políticos com mandatos eletivos pudessem trocar de partido sem risco de perda do mandato por infidelidade partidária. Os que estão sem mandato podem se filiar a qualquer legenda até o dia 02 de abril, portanto, seis meses antes das eleições deste ano.

No Congresso
Nacional
O deputado federal Adelson Barreto foi o único federal a mudar de partido por conta da janela partidária. No início da noite de quinta-feira ele decidiu deixar o PTB e se filiar ao PR, onde passa a ser o presidente estadual da legenda. Os outros sete deputados e três senadores permanecem em suas legendas.

Na Assembleia
No troca-troca de partido, quatro deputados estaduais mudaram de legenda. Gustinho Ribeiro deixou o PSD e se filiou ao PRB, legenda que vai presidir no estado; Goretti Reis saiu do DEM e foi para o PMDB; Robson Viana se desfiliou do PMDB e migrou para o PTN; e Augusto Bezerra saiu do DEM e se filiou ao PHS, sigla que vai presidir em Sergipe.

Na Câmara 1
Na Câmara Municipal de Aracaju o troca-troca foi maior. Quatro deixaram suas legendas e se abrigaram em outras após muito uso da calculadora para fazer contas, uma vez que a grande maioria disputará a reeleição este ano. Já outros três vereadores se desfiliaram do partido, mas só vão ingressar em outro até o dia 02 de abril.

Na Câmara 2
O vereador Ivaldo José deixou o PSD e se filiou ao PRTB; Daniela Fortes saiu do PR e foi para o PTN, cuja legenda já preside em Aracaju; Nitinho se desfiliou do DEM e ingressou no PSD; Adelson Barreto Filho saiu do PSL e acompanhou o pai, Adelson Barreto, na filiação ao PR.

Na Câmara 3
Já os vereadores Jailton Santana, Adriano Taxista e Manuel Marcos se desfiliaram dos seus partidos - o PSC, PSDB e DEM respectivamente - e só vão decidir o novo destino partidário nos próximos dias. Eles fizeram consulta ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que informou que tinham que se desfiliar dos seus respectivos partidos até o dia 18, mas teriam até o dia 02 de abril, que corresponde a seis meses antes das eleições, para estarem filiados a uma outra legenda.

Probabilidade
Jailton Santana pode se filiar ao PRTB ou PTdoB e Manuel Marcos pode ingressar no PSC ou PR. Já Adriano Taxista  pode ir para o PMN. Em conversa ontem com a coluna, o vereador disse que dialogou ontem com Reynaldo Nunes, do PV, e com o senador Eduardo Amorim (PSC). Ressaltou que conversou também com o governador Jackson Barreto (PMDB), por telefone, e ele ficou de ligar na segunda-feira para uma nova conversa sobre sua filiação.

Questão matemática
Segundo Adriano Taxista, ele ainda está analisando qual o melhor partido para se filiar. Ressalta que está em jogo a filiação em um partido que lhe proporcione condições de ser reeleito. Jailton Santana também está na mesma linha.

Mais na frente
Informações chegadas à coluna dão conta que o deputado estadual Capitão Samuel também foi na mesma linha dos vereadores Jailton Santana, Adriano Taxista e Manuel Marcos. O parlamentar se desfiliou do PSL e até o dia 02 fará sua filiação em uma nova legenda. Pode ser o PSD.

Recuo
Os vereadores Dr. Gonzaga e Bigode, que estavam de malas prontas para o PTN, que no estado passa a ser presidido pelo deputado Robson Viana, decidiram permanecer no PMDB após conversa com o governador Jackson Barreto (PMDB). Isso complicou um pouco para Daniela Fortes, que esperava a ida dos dois parlamentares para o seu novo partido, para que o PTN tivesse uma bancada de três vereadores e, consequentemente, uma boa legenda para as eleições.   
Os primeiros
Dois vereadores se anteciparam à janela partidária e se filiaram a dois novos partidos ainda no ano passado. Emerson Ferreira, que deixou o PT e se filiou a Rede, e Agamenon Sobral, que saiu do PP e foi para o PHS.

Composição
Assim sendo, no Legislativo Municipal, nove vereadores vão disputar a reeleição este ano por um novo partido. Isso representa mais de um terço da composição da Câmara Municipal.

Sem perda
No troca-troca de partido o governador Jackson Barreto conseguiu manter uma bancada de quatro deputados estaduais na Assembleia Legislativa, de dois vereadores na Câmara de Aracaju e de um deputado federal na Câmara dos Deputados. O PMDB perdeu Robson Viana, mas ganhou Goretti Reis.  

Perdeu muito
O prefeito João Alves Filho (DEM) viu mínguar sua bancada na Câmara Municipal e Assembleia Legislativa. No Legislativo Estadual, JAF perdeu os dois únicos deputados do partido: Augusto Bezerra e Goretti Reis. No Legislativo Municipal perdeu dois dos quatro vereadores. Deixaram a legenda Nitinho e Manuel Marcos.

Veja essa...
De um aliado dos irmãos Amorim sobre a posição do prefeito João Alves (DEM) em convidar o ex-deputado estadual e conselheiro aposentado Reinaldo Moura para ser secretário municipal de Articulação Política e das Relações Institucionais, no lugar de Juvêncio Oliveira, que no final do mês se desincompatibiliza do cargo para disputar mandato de vereador: "O objetivo de João Alves é fazer com que Reinaldo, que é pai do deputado André Moura, consiga impedir o rompimento político do seu grupo com ele (JAF) e, consequentemente, não lance candidato a prefeito".

Curtas
O Conselho Nacional de Justiça decidiu anular a escolha do juiz Diogenes Almeida como desembargador por merecimento e decidir por uma nova eleição para a vaga de Marilza Maynard, que se aposentou compulsoriamente no ano passado.

O pedido de anulação da eleição realizada em maio do ano passado foi feita pelos outros dois juízes que integraram a lista tríplice: juízes Ana Lúcia Freire dos Anjos e Marcel de Castro Britto. Com a decisão, o Tribunal de Justiça de Sergipe deverá marcar uma nova eleição.
O vereador empossado Sargento Vieira (PR) no lugar do vereador licenciado Agnaldo Feitosa (PR) está chiando porque ainda não recebeu o celular destinado aos parlamentares. Disse que vai querer todas as prerrogativas que cabem a cada um.

Deu o que falar o prefeito João Alves (DEM), no dia do aniversário de Aracaju, ter concedido a primeira medalha Inácio Barbosa ao deputado estadual Venâncio Fonseca (PP). Não faltou quem dissesse que foi um "mimo" ao parlamentar, que anda com a relação política estremecida com o prefeito pelo tratamento dispensado.