Defesa do parlamentarismo

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O líder do PSC na Câmara, deputado federal André Moura, vem sempre sendo citado pela mídia nacional como um dos nomes para suceder o presidente Eduardo Cunha (PMDB/RJ) caso ele venha a ter o mandato cassado na Comissão de Ética. Apesar disso, o parlamenta
O líder do PSC na Câmara, deputado federal André Moura, vem sempre sendo citado pela mídia nacional como um dos nomes para suceder o presidente Eduardo Cunha (PMDB/RJ) caso ele venha a ter o mandato cassado na Comissão de Ética. Apesar disso, o parlamenta

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Publicada em 05/12/2015 às 00:38:00

O líder do PSC na Câmara, deputado federal André Moura, vem sempre sendo citado pela mídia nacional como um dos nomes para suceder o presidente Eduardo Cunha (PMDB/RJ) caso ele venha a ter o mandato cassado na Comissão de Ética. Apesar disso, o parlamentar trabalha nos bastidores para que Cunha permaneça no comando da Casa.
André está no meio do furacão e vem sempre sendo citado pela mídia nacional pela sua proximidade com o presidente da Câmara, já sendo chamado de "fiel escudeiro" e "André Cunha". Essa semana ele foi chamado ao Planalto para uma conversa com a presidente Dilma Rousseff e o ministro Jaques Wagner (Casa Civil). Na pauta, negociar a salvação de Cunha em troca da recriação da CPMF. A presidente negou isso, mas Cunha confirma.  
Na próxima semana André terá muito trabalho na Câmara para salvar o mandato de Eduardo Cunha e conseguir o impeachment de Dilma, com certeza, vai ser muito procurado pela mídia nacional.

Defesa do parlamentarismo

Em meio a tanta corrupção, o país vive uma crise econômica e moral sem precedentes. O povo brasileiro acompanha, estarrecido e indignado, o desenrolar da Operação Lava Jato que já resultou em prisões de empresários, banqueiros e até de senador.
Também acompanha o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PT/RJ), o terceiro na sucessão presidencial, envolvido em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro com U$ 5 milhões depositados em uma conta na Suíça em nome da mulher.  
Levado à Comissão de Ética, Eduardo Cunha, em retaliação ao fato de três deputados do PT terem declarado que vão votar pela cassação do seu mandato, o que pode culminar com a perda do mandato, tirou da gaveta um dos vários pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Sem querer perder tempo, Cunha já convocou para a próxima segunda-feira sessão extraordinária da Câmara com a finalidade de eleger a comissão que analisará a abertura do processo de impeachment contra Dilma. Ela acontecerá às 18h.

Durante Encontro do Diretório Nacional do PSB, realizado na última quinta-feira, em Brasília, o senador Valadares falou sobre a Crise Institucional e Parlamentarismo. Em seu discurso, afirmou que a crise institucional atingiu o seu ápice com o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
"Ao tempo em que a investigação será conduzida por uma Comissão de 26 partidos que compõem a Câmara, perguntamos: após ultrapassarmos essa fase cruenta, esse terremoto político, onde não faltam a barganha e a chantagem, quem garante que no futuro não estaremos novamente mergulhados em nova crise?", indagou.
Ressaltou que era preciso ter coragem para tentar corrigir dentro da política este sistema podre que se revigora com distorções e permissividades aceitas sem maiores restrições pelo governo e pelo parlamento. "O sistema vigente não traz nenhuma confiança e perdeu a credibilidade exigida para aplicar remédios vigorosos, contornar e vencer a crise".
Ao declarar isso, indagou: "Por acaso não será a hora de pregarmos o Parlamentarismo como saída para o Brasil alcançar a estabilidade institucional, paralelamente ao debate em torno da tentativa de destituição da presidente? Tirar a presidente do poder e entregá-lo a um governo tampão, cujo partido, o PMDB, além de não dispor de unidade, uma vez que é dividido em várias alas, também é um dos causadores da crise atual, não será a solução consensual que buscamos para resolver situação tão grave, uma das mais graves da era republicana. Como fazer?".

Para Valadares, é preciso intensificar no Parlamento o debate para a implantação, em observância aos ditames constitucionais, do sistema parlamentarista de governo como alternativa mais condizente para o fortalecimento da democracia e facilitar a resolução das crises políticas, em substituição ao regime presidencialista. "É um sistema político falido, o qual tem se mostrado ao longo de nossa História como alimentador de governos populistas, personalistas, milagreiros ou salvadores da Pátria, ineficazes, maleáveis à corrupção e alvos de tentativas ou ameaças de golpes de Estado".
Na concepção do senador, a crise política e a crise econômica se agravam a cada dia, sem o vislumbre de uma solução política satisfatória, permanente, que venha dar estabilidade institucional ao País, e garantir as conquistas sociais e econômicas alcançadas pela luta do povo brasileiro.
"Na busca do consenso, temos que envolver neste debate a sociedade civil, e todas as instituições que possam influir na mudança, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, os partidos políticos, a OAB e os representantes da classe empresarial e dos trabalhadores", defendeu.
Valadares votará contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Como votará
Na Câmara Federal, um deputado da bancada de Sergipe certo que vai votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff é André Moura (PSC), tido como "fiel escudeiro" do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Os deputados Valadares Filho (PSB), Fábio Reis (PMDB), Fábio Mitidieri (PSD) e Jony Marcos (PRB) vão votar contrários ao impeachment.

Com JB
Fábio Reis diz que vai seguir a orientação do governador Jackson Barreto (PMDB), que é contra o impeachment e, inclusive, subscreveu na quinta-feira a Carta dos Governadores do Nordeste, onde os nove gestores da região expressaram coletivamente o apoio à presidente Dilma e disseram que não se furtarão de mobilizarem a sociedade nessa direção. Fábio Mitidieri e Jony Marcos também vão na mesma linha.

Justificativa
Valadares Filho disse que votará contrário ao impeachment por entender que o momento não é propício e pela maneira como foi colocado. "O problema é pessoal. O impeachment é a coisa mais séria da política brasileira, é tão importante que não pode ser debatido dessa forma: uma vingança pessoal do presidente {Eduardo Cunha}. Uma intriga não pode arranhar a democracia", avalia o parlamentar à coluna.

Não tem acordo
Ressalta o deputado que os dois governadores do PSB - Paulo Câmara/PE e Ricardo Cunha/PB subscreveram a Carta dos Governadores do Nordeste contra o impeachment. "Isso não significa dizer que estamos fazendo acordo com o governo. Somos oposição a Dilma. A minha posição é transparente. Não podemos colocar uma briga pessoal (Cunha x PT) como instrumento para o impeachment, que debate a democracia brasileira e a legitimidade do governo", afirmou, enfatizando que o impeachment não é a saída para a crise política no país.
Ponto de vista
Na concepção do deputado, o impeachment da presidente só pode avançar se o povo for para as ruas pedir a sua saída do governo. "É que o Congresso Nacional tem que estar em sintonia com a sociedade", afirma, enfatizando que se sente à vontade para dizer que é contra o impeachment por ser oposição ao governo e não ter votado em Dilma nem no primeiro nem no segundo turno das eleições. "Estou pensando no Brasil e na democracia brasileira", frisou.   

Só na segunda
Em conversa com a coluna, o deputado federal Adelson Barreto (PTB) revela que na próxima segunda-feira haverá em Brasília uma reunião do seu partido para discutir uma posição conjunta sobre o impeachment de Dilma. "Vou ouvir o partido e defender minha opinião", afirmou, ressaltando que não vai externar sua posição antes de debater com os colegas de legenda. Adelson deixa transparecer que é contra.

Confiando em Deus
De Adelson Barreto sobre a cassação do seu mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no escândalo das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa: "Estou com a consciência tranquila. Continuo a crer em Deus. Tudo vai ficar bem esclarecido e cumprirei o meu mandato. Minha esperança é a minha fé. Continuo nas minhas orações".

O escolhido
O deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) reafirma que no final deste ano oficializará o nome do pré-candidato a prefeito de Aracaju que o seu partido vai apoiar nas eleições deste ano: se Edvaldo Nogueira (PCdoB) ou Valadares Filho (PSB). A coluna antecipa que a opção será Valadares Filho.
O motivo
O próprio deputado, que é presidente municipal do PSD, tem dito que só apoiará Edvaldo Nogueira se ele se filiar ao PSD. O ex-prefeito já declarou a coluna que não pensa em deixar o PCdoB, legenda do qual é filiado há 35 anos.

Com o grupo
Do suplente de vereador Anderson Gois (PRB), que vem andando muito com Valadares Filho, ao ser questionado se já fez a opção de votar no deputado para prefeito de Aracaju: "Não. Tenho hoje uma ótima relação com Tonhão, gostaria que ele fosse o candidato do grupo por amizade e identidade política de juventude e renovação, mas votarei no candidato que meus líderes - deputado federal Jony Marcos e o prefeito Heleno Silva - decidirem.  No momento certo o governador Jackson Barreto vai aglutinar as forças políticas que ele lidera e entrar em consenso".

Veja essa...
Do ex-deputado federal João Fontes: "A sentença proferida pelo juiz da 12ª Vara da Fazenda Pública, Dr. Issac Costa Soares de Lima, determinando a exoneração de mais de 240 cargos comissionados no TCE e a convocação imediata dos concursados de 2011, põe fim a décadas de privilégios na corte de contas, órgão que deveria primar pela boa aplicação dos impostos pagos pelo contribuinte. Parabéns à OAB e ao MPE que encamparam esta luta".
... e essa ...
De João Fontes sobre as inserções do PSC na TV: "Como compreender o senador Amorim comandar o PSDB em Sergipe e aparecer no programa eleitoral do PSC pedindo ao povo para se filiar ao Partido Cristão? Coisitas do mundo surubático que vive a política brasileira. O senador esqueceu os ensinamentos do inspirador do Partido Cristão que diz: ninguém pode servir a dois senhores!".

Curtas
A executiva estadual do PSB realizará no próximo dia 18 de dezembro o XIV Encontro Estadual, que terá como tema: "Perspectivas eleitorais e a reforma política".

O evento visa promover a formação política, unidade entre todos os diretórios municipais, o alinhamento ideológico e a consolidação dos projetos para o processo eleitoral de 2016, com explanação sobre as alterações na legislação eleitoral promovidas pela  Reforma Política.

A Câmara Municipal de Aracaju começa na próxima quarta-feira a discutir o Orçamento da Prefeitura de Aracaju no exercício de 2016. Após aprovação entra em recesso de final de ano.

Para 2016, a Prefeitura está fazendo uma previsão orçamentária de pouco mais de R$ 1.766 bilhão, o que representa menos 1.65% em relação ao orçamento de 2015, que foi de R$ 1.796 bilhão.

O vereador Agamenon Sobral (PHS) está sendo chamado nas redes sociais de Tonho da Lua, personagem da novela Mulheres de Areia, exibida pela Globo em 1993.